terça-feira, 19 de dezembro de 2017

OBESIDADE CANINA: COMO PREVENIR E TRATAR

Cão Bull Terrier
Assim como nos seres humanos, a obesidade é um problema que tem atingido cada vez mais os animais, especialmente os cães. Com algumas exceções, relacionadas a problemas hormonais (a castração, em alguns casos) ou ósseos, que podem impedir ou dificultar a locomoção, a maior causa de obesidade canina está relacionada à alimentação incorreta (inadequada ou excessiva) e à falta de atividades físicas.

 O excesso de peso pode desencadear inúmeras doenças que decorrem do acúmulo de gordura corporal. Entre as mais comuns estão problemas cardíacos e diabetes. A obesidade também pode levar o cão a desenvolver outras moléstias consideradas graves, como o aumento do risco de surgimento de tumores, pancreatite, problemas nas articulações, infecções e problemas na coluna, que normalmente prejudicam a mobilidade e causam dores ao animal. 

Um cão pode ser classificado como obeso quando estiver 20% acima do peso ideal. É possível fazer esse diagnóstico através de consulta com o veterinário ou através do índice de massa corporal (IMC) do pet. Na análise, o ideal é que haja uma fina camada de gordura sobre as costelas, com cintura e curva abdominal marcada. No caso de um cão obeso, há grande quantidade de gordura no tórax e na base do rabo, além de uma curvatura bem acentuada na espinha dorsal por conta do peso da barriga.

Todas as raças de cães são passíveis de obesidade. No entanto, há algumas que são geneticamente propensas ao excesso de peso. Entre elas podem-se destacar: Labrador, Golden Retriever, São Bernardo,Dálmata, Schnauzer Miniatura, Pug, Beagle, Basset hound, Dachshund, Cocker Spaniel e Shih Tzu.  

EVITANDO A OBESIDADE
Para a médica veterinária Stella Sakata, dosar a quantidade correta de alimentos de acordo com o peso e caraterísticas de cada animal é o primeiro passo para evitar a obesidade. “Cães não precisam de lanches ou de petiscos para abrir o apetite, como os humanos. Por isso, é importante alimentá-los somente com ração e/ou alimentação natural indicada por médico veterinário especialista em nutrição, estabelecendo um horário para as refeições e disponibilizando sempre a mesma quantidade”, explica.  
Outro ponto importante para evitar a obesidade nos cães é a prática de exercícios. Passear diariamente por cerca de 30 minutos, durante horários apropriados, e oferecer brinquedos que estimulem a atividade física com queima de energia ajudarão o animal a se manter saudável e dentro do peso. 

Se o cão já estiver em estágio de obesidade, será necessário consultar um veterinário para identificar quais doenças estão envolvidas e, então, iniciar um tratamento. Segundo Stella Sakata, que é especialista em fisiatria e fisioterapia para animais de pequeno porte, a fisioterapia canina, através de técnicas não invasivas, pode proporcionar a reabilitação e o emagrecimento saudável do cão, auxiliando em sua condição muscular e articular e também em sua mobilidade.  

Exercícios aquáticos como natação e hidroesteira são indicados na primeira fase de tratamento, pois, além de melhorar o condicionamento físico e acelerar a queima calórica, a água diminui o impacto sobre as articulações. Numa segunda fase, os exercícios funcionais feitos com bolas, discos de equilíbrio, esteira proprioceptiva, dentre outros são de extrema importância, pois utilizam o peso do corpo para trocar a massa gorda pela massa magra e definir sua musculatura. Em tudo isso é importante o acompanhamento do especialista, pois ele irá determinar o número de séries e repetições que o animal estará apto a realizar naquele momento sem risco de lesão. 

Como os cães já fazem parte da nossa família, é nossa responsabilidade cuidar de sua saúde, oferecer-lhes alimentação adequada e balanceada, brinquedos e passeios diários, além de consultas regulares ao veterinário. Cuide bem do seu pet! 

Por Daniel Smith - News Prime

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