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Carnaval exige atenção com pets: barulho, viagens e mudanças de rotina elevam riscos

Blocos nas ruas, viagens, casas cheias e rotina fora do padrão. Para os tutores, o Carnaval é sinônimo de festa. Para os pets, pode representar um período de estresse e risco à saúde se alguns cuidados básicos não forem observados. Barulho intenso, mudanças no ambiente, longos deslocamentos e até o tempo sozinho em casa estão entre os principais fatores de alerta durante o feriado.


 

Segundo a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, os atendimentos relacionados à ansiedade, fugas, intoxicações e quadros gastrointestinais tendem a aumentar em períodos de festas prolongadas, especialmente quando a rotina do pet é alterada de forma brusca.


 

“O pet não entende o contexto da festa, sons altos, movimentação excessiva e ausência do tutor podem gerar medo, ansiedade e reações físicas, como tremores, taquicardia, vômitos e alterações comportamentais”, explica a médica-veterinária Caroline Marques, da WeVets.


 

Barulho é um dos principais gatilhos


Fogos, trios elétricos, caixas de som e aglomerações podem causar forte desequilíbrio comportamental, especialmente em cães mais sensíveis e em pets idosos. Ambientes fechados, silenciosos e com acesso a objetos familiares ajudam a reduzir o impacto.


 

Viagens exigem planejamento


Antes de pegar a estrada, é fundamental avaliar se o deslocamento é realmente indicado. Viagens longas, calor excessivo e mudanças de ambiente podem desencadear enjoos, desidratação e crises de ansiedade. Transporte adequado, pausas, hidratação e orientação veterinária prévia são indispensáveis.


 

Pet sozinho também merece atenção


Deixar o pet sozinho por longos períodos durante o feriado pode aumentar comportamentos destrutivos, vocalização excessiva e até tentativas de fuga. Quando não for possível levá-lo, alternativas como cuidadores, hotéis especializados ou a presença de alguém de confiança ajudam a preservar o bem-estar.


 

Atenção redobrada com alimentação e intoxicações


Alimentos típicos de festas, bebidas alcoólicas, restos de comida e até lixo acessível representam risco elevado de intoxicação. “Chocolate, álcool, cebola, temperos e alimentos gordurosos podem causar quadros graves”, alerta a especialista.


 

Checklist de prevenção


  • Mantenha o pet em local seguro, longe do barulho
  • Evite mudanças bruscas de rotina
  • Garanta água fresca e ambiente ventilado
  • Nunca ofereça alimentos ou bebidas humanas
  • Identifique o pet com plaquinha ou microchip
  • Consulte uma médica-veterinária antes de viajar


O Carnaval pode ser tranquilo para os pets desde que o tutor antecipe os riscos e priorize o conforto e a segurança. Pequenas decisões fazem muita diferença para evitar emergências”, reforça a especialista.




Por Hélio Júnior - Focal3 Comunicação

 

Carnaval exige atenção redobrada à saúde e ao bem-estar dos pets

Médica veterinária Carla Perissé

O Carnaval, marcado por festas, aumento do barulho e mudanças bruscas na rotina das cidades, também representa um período de maior risco para a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Embora a celebração seja associada à alegria para os humanos, para muitos pets o período pode gerar estresse intenso e impactos físicos silenciosos.


De acordo com a médica veterinária Carla Perissé, o estresse provocado por barulho excessivo, agitação e calor interfere diretamente no organismo dos animais. “O aumento da ansiedade altera o comportamento e pode agravar problemas dermatológicos já existentes ou desencadear quadros de coceira, irritações e lambedura excessiva”, explica.


“Durante o Carnaval, é comum observar piora em casos de alergias e dermatites..."


Segundo a especialista, a pele costuma ser um dos primeiros órgãos a refletir esse impacto. “Durante o Carnaval, é comum observar piora em casos de alergias e dermatites. Muitas vezes, o tutor associa os sinais apenas ao calor, mas há um componente importante de estresse e mudança ambiental”, alerta.


A veterinária reforça que medidas preventivas fazem diferença, como manter um ambiente mais silencioso, preservar a rotina do pet, evitar exposição prolongada ao calor e não recorrer à automedicação. “Qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional. Antecipar o cuidado é a melhor forma de evitar sofrimento desnecessário”, conclui.



Por  Flavia Ferreira - F4Comunica