Por que alguns cães lambem as patas sem parar? 5 causas que vão além da “mania”

Foto: Freepik

Veterinária explica quando o comportamento pode indicar problemas de saúde e quais sinais os tutores devem observar


Uma lambida ou outra nas patas faz parte do comportamento dos cães. O sinal de alerta aparece quando o animal começa a fazer isso repetidamente, por longos períodos ou com tanta intensidade que provoca vermelhidão, feridas e até perda de pelos na região.
 

Segundo Flávia Paiffer, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, a lambedura excessiva não deve ser automaticamente encarada como uma “mania”.
 

“Quando o comportamento se torna frequente, é importante observar o animal e a região afetada. A lambedura pode estar relacionada a diferentes alterações, desde uma irritação localizada e problemas dermatológicos até alterações sistêmicas ou comportamentais. Por isso, é importante que o animal seja avaliado por um médico veterinário, que poderá investigar a origem do problema, já que identificar a causa é fundamental para conseguir interromper esse ciclo”, explica.
 

Confira as 5 possíveis causas para o cachorro lamber as patas excessivamente:
 

1.Alergias

Alergias estão entre as possíveis causas de coceira e lambedura excessiva das patas. Elas podem estar relacionadas a fatores ambientais, como ácaros e pólen, ou a outros agentes que precisam ser investigados individualmente.
 

Além das lambidas, o responsável pode perceber vermelhidão, coceira em outras regiões do corpo e alterações na pele e entre os dedos. Em alguns casos, a lambedura constante também pode causar escurecimento dos pelos da região por ação da saliva.
 

2. Parasitas

Pulgas, carrapatos e alguns tipos de ácaros podem provocar coceira, inflamação e desconforto. Mesmo quando o tutor não consegue visualizar o parasita, sua presença ou uma reação às picadas pode fazer com que o animal coce ou lamba determinadas regiões com frequência. Por isso, a ausência de pulgas e outros parasitas visíveis não descarta a causa parasitária.
 

3. Ferimentos ou corpos estranhos

Espinhos, pequenas pedras, farpas e outros objetos podem ficar presos entre os dedos ou nas almofadas das patas. Cortes, fissuras, queimaduras provocadas pelo contato com superfícies quentes e outros machucados também podem fazer com que o cão concentre as lambidas em uma única pata.
 

Por isso, quando o comportamento começa de maneira repentina, é importante observar cuidadosamente a região, sem tentar retirar objetos profundos ou manipular uma lesão dolorosa.
 

4. Infecções e inflamações na pele

Alterações na barreira cutânea e o excesso de umidade podem favorecer a proliferação de microrganismos, como bactérias e fungos, especialmente quando já existe uma doença de base. Nesses casos, além da lambedura, podem aparecer mau cheiro, vermelhidão, descamação, inchaço, dor, secreção ou mudanças na aparência da pele.
 

É importante lembrar que a própria lambedura constante pode manter a região úmida e irritada, contribuindo para a piora da inflamação e do desconforto. Esse ciclo pode dificultar a cicatrização e favorecer infecções secundárias.
 

Nem toda lambedura excessiva tem origem exclusivamente física. Alguns cães podem desenvolver comportamentos repetitivos diante de situações de estresse, ansiedade, falta de estímulos ou mudanças na rotina. No entanto, uma causa comportamental não deve ser presumida antes que outras possíveis causas, como como doenças, dores, alergias, infecções e outras alterações no organismo, sejam investigadas.
 

Quando procurar o veterinário?

Se o cão lambe as patas ocasionalmente e não apresenta outras alterações, esse comportamento pode fazer parte da higiene habitual. Porém, quando a lambedura se torna frequente ou persistente, acompanhada de feridas, inchaço, perda de pelos, secreção, mau cheiro, dor ou dificuldade para apoiar a pata, é importante procurar avaliação veterinária.
 

Também não é recomendado utilizar pomadas, medicamentos ou receitas caseiras sem orientação profissional, já que o tratamento adequado depende da identificação da causa.

 

 

 

Anhanguera – Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo orgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site




 

 Por Priscila Dezidério – Anhanguera 

01/10 No Dia do Cão Idoso, psicóloga aponta os sinais da fase sênior, mudanças de comportamento e adaptação da rotina

Cão idoso - Foto cedida pelo autor

O envelhecimento transforma a relação entre cães e suas famílias


O focinho ficou grisalho, as horas de sono são mais longas, a dificuldade para subir no sofá ou a ausência na porta quando alguém chega são indícios que o pet já não é o mesmo de alguns anos atrás.


 

Para a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, a chegada do envelhecimento também provoca mudanças na relação entre o cão e sua família. “Esse reconhecimento raramente é gradual. Ele costuma vir de repente, a partir de um detalhe. Nesse instante, a família entende que o tempo passou, e isso mexe com ela”, explica.


 

Observe mudanças de comportamento antes de atribuir tudo à idade


Na fase sênior, alguns cães ficam mais quietos e seletivos no contato, enquanto outros passam a procurar mais os tutores. Irritabilidade, ansiedade, isolamento e maior dependência também podem aparecer. Antes de interpretar essas mudanças como características da idade ou da personalidade, porém, é importante investigar suas causas.


 

“Chamamos de teimoso o cão que talvez não esteja ouvindo, de manhoso o que pode estar sentindo dor e de birrento o que está desorientado. Toda mudança nova de comportamento deve ser levada ao veterinário antes de virar traço de personalidade”, aponta Juliana.


 

Entenda que o vínculo muda, mas não precisa enfraquecer


Para a especialista, a chegada da velhice não significa necessariamente um enfraquecimento do vínculo. A relação apenas muda. O cão que durante anos acompanhou a família em passeios, brincadeiras e outras atividades pode passar a ter limitações, e os tutores precisam rever as expectativas.


 

“A família precisa deixar de esperar que o cão se adapte a ela e passar a se adaptar a ele. O cão não está ficando difícil, ele está vivendo com um corpo e uma percepção diferentes”, afirma.


 

Adapte a rotina sem deixar de lado os momentos de convivência


Horários mais previsíveis, móveis mantidos no mesmo lugar e um espaço tranquilo para descanso ajudam a dar segurança ao animal. Passeios e brincadeiras também podem continuar, respeitando seus limites e as orientações do veterinário.


“O passeio deixa de ser exercício e passa a ser presença, exploração, tempo de farejar sem pressa”, diz Juliana.


 

Observe e registre alterações para levar ao veterinário


O acompanhamento veterinário é fundamental nessa etapa, mas a família também tem um papel importante na prevenção. Observar mudanças no sono, no apetite, no humor e nos hábitos e levar essas informações para as consultas ajuda a identificar alterações que nem sempre são percebidas de imediato.


 

Olhe também para quem cuida


Outro ponto pouco discutido é a preparação emocional dos tutores. O envelhecimento pode trazer um chamado luto antecipatório, quando a família começa a sentir a perda do cão que ele era, mesmo com o animal ainda presente. O cansaço de quem cuida, as preocupações e até a culpa por sentir irritação também podem fazer parte desse processo.


 

“Quem cuida também precisa de espaço para falar do que sente, inclusive do cansaço e da tristeza”, afirma Juliana.


 

Preserve a autonomia e os rituais do cão


Para preservar a qualidade de vida e o vínculo, a orientação é respeitar a autonomia do animal sempre que possível, permitindo que ele faça escolhas, mantenha seus rituais e continue participando da rotina da família, ainda que de outra maneira.


 

Quando o assunto é fim de vida, conversar com o veterinário antes de uma situação de crise também pode ajudar a família a tomar decisões com mais tranquilidade.


 

“Essa conversa não antecipa a morte. Ela protege o tempo que ainda resta”, conclui Juliana.



 

Juliana Sato é psicóloga formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com certificação internacional em luto pet pela Association for Pet Loss and Bereavement, e organizadora dos livros Luto no Contexto da Medicina Veterinária e Grief in the Veterinary Medicine. Atua em saúde mental no universo pet, com foco em vínculo humano-animal, além de consultorias, mentorias e iniciativas voltadas ao bem-estar emocional no setor veterinário.

 



Primavera acende alerta para alergias em cães e gatos; veja quais raças são mais predispostas


Dra. Flávia Jávare - médica-veterinária do UniMAX

Médica-veterinária explica sinais, sintomas e cuidados que o tutor deve ter para a estação

 






A chegada da primavera traz mudanças nas temperaturas, na umidade e na vegetação, o que afeta diretamente a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Para os pets que apresentam predisposição a doenças alérgicas, a estação pode representar maior exposição a agentes ambientais capazes de desencadear ou intensificar crises.


Pólens liberados durante a polinização das plantas, ácaros presentes na poeira doméstica e fungos ambientais estão entre os principais alérgenos nesse período. O clima mais quente e úmido também favorece a atividade e a proliferação de pulgas, aumentando o risco de problemas como a dermatite alérgica à saliva da pulga (Dasp).


Segundo a Dra. Flávia Jávare, médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba) e especialista em Dermatologia em Animais e Cia., a mudança de estação pode interferir diretamente na rotina de animais que já apresentam sensibilidade a determinados agentes.


“Na primavera, pode haver uma maior exposição aos alérgenos ambientais, como os pólens pela polinização das plantas. O aumento da umidade também favorece a proliferação de fungos ambientais e ácaros, aumentando a exposição aos alérgenos e causando crises nos indivíduos alérgicos”, explica a veterinária.


As alergias mais comuns nessa época está a dermatite atópica, também conhecida como atopia, uma doença crônica, inflamatória e pruriginosa. Ela provoca coceira e pode sofrer influência de fatores ambientais e sazonais. Outro quadro que merece atenção é a Dasp, quando as pulgas encontram condições mais favoráveis para atividade e proliferação, o que pode aumentar a exposição dos animais.


Entre os principais agentes ambientais relacionados às alergias estão os ácaros da poeira doméstica, como dermatophagoides farinae e blomia tropicalis; pólens de gramíneas, como paspalum notatum e cynodon dactylon; e fungos ambientais, como aspergillus fumigatus e alternaria alternata.


O clima da primavera também pode favorecer outros problemas de pele, como piodermites secundárias, picadas de pulgas e carrapatos, dermatites de dobras, principalmente em cães braquicefálicos, e dermatofitoses, doenças causadas por fungos geofílicos que apresentam maior transmissão em condições ambientais favoráveis. 


Coceira persistente nem sempre é alergia 


A coceira é um dos sinais mais conhecidos de uma crise alérgica. O pet pode se coçar com as unhas, morder ou lamber excessivamente determinadas regiões do corpo. Mas o sintoma, isoladamente, não é suficiente para indicar uma alergia.


Outras doenças dermatológicas, como a escabiose, também podem provocar coceira intensa. Por isso, os tutores devem observar sinais secundários, como vermelhidão, lesões na pele, queda de pelos, descamação, mau odor e infecções de ouvido ou otites, principalmente quando esses problemas aparecem de forma recorrente. A duração, a frequência e a evolução dos sintomas também são informações importantes para a investigação.


“A coceira excessiva não significa necessariamente que o animal tenha uma alergia. Para diferenciar uma doença alérgica de outras afecções dermatológicas, é importante avaliar a distribuição e a evolução das lesões, a intensidade da coceira e os outros sinais clínicos associados. Como a alergia é uma doença crônica, inflamatória e pruriginosa, os sinais podem se intensificar ao longo do tempo e sofrer influência de fatores ambientais e sazonais”, destaca Dra. Flávia.


A investigação veterinária pode incluir exames dermatológicos, como raspados cutâneos e citologias, além de culturas, triagens alérgicas e testes cutâneos. Quando há suspeita de alergia alimentar, pode ser necessária uma dieta de eliminação. Já os testes alérgicos podem auxiliar na identificação dos alérgenos envolvidos e na indicação da imunoterapia.


O tutor deve buscar avaliação veterinária quando o pet apresentar coceira persistente, vermelhidão, queda de pelos, descamação, lesões, mau odor ou infecções de ouvido, principalmente quando os sintomas forem recorrentes ou estiverem piorando. Uma alergia não tratada ou não controlada pode trazer consequências para a saúde do animal, como inflamação e coceira crônicas, infecções secundárias, otites recorrentes e alterações crônicas da pele e dos ouvidos.


“A avaliação profissional é importante não apenas para controlar os sintomas, mas para investigar a causa e definir a estratégia de tratamento. Em doenças dermatológicas, identificar corretamente o problema é fundamental para evitar que um sinal aparentemente simples, como uma coceira, se transforme em um quadro persistente”, ressalta Dra. Flávia.


Quais raças são mais predispostas e como agir preventivamente?


Algumas raças de cães também apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de alergias. É o caso de shih tzu, buldogue francês, yorkshire terrier e golden retriever. Em felinos, essa predisposição racial é menos estabelecida, mas já foi observada em gatos siamês, persa e sem raça definida (SRD).


Embora não seja possível eliminar completamente os agentes alergênicos do ambiente, algumas medidas ajudam reduzir a exposição dos animais:

- Mantenha a casa limpa e ventilada;

- Aspire regularmente locais quem os pets tenham contato

- Higienize camas, mantas, estofados e outros locais

- Realize o controle dos ectoparasitas;


Nos animais que já apresentam alergias, o controle ambiental deve estar associado ao tratamento adequado. A abordagem é individualizada e pode incluir controle de alérgenos ambientais e de ectoparasitas, além de banhos terapêuticos, medicamentos imunomoduladores, anti-inflamatórios, antibacterianos e antifúngicos quando há infecções associadas. Em alguns casos, pode haver indicação de imunoterapia imuno-específica, que ajuda a reduzir a sensibilidade aos alérgenos e a promover o controle da doença a longo prazo.


“O objetivo do controle ambiental é reduzir a carga de exposição aos agentes alergênicos. Nos animais alérgicos, essas medidas devem estar associadas ao tratamento adequado, que precisa ser individualizado de acordo com as características e necessidades de cada paciente”, orienta a especialista do Hospital Veterinário da UniMAX.


Dra. Flávia Jávare é médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), com pós-graduação em Dermatologia em Animais e Cia. e aperfeiçoamento em Citopatologia Dermatológica e Alergologia Veterinária.


O Centro Universitário Max Planck (UniMAX) é uma instituição de ensino com 27 anos de tradição e excelência acadêmica. Reconhecida com nota máxima (5) pelo MEC, já formou mais de 10 mil profissionais e oferece mais de 50 cursos de graduação, pós-graduação, MBA, extensão e educação a distância (EAD) nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas e Tecnologia. Com 3 campi em Indaiatuba, no interior de São Paulo, possui estrutura completa que inclui Hospital Veterinário, Centro Escola de Especialidades Médicas (CEEM) e laboratórios de última geração. Seu modelo pedagógico é fundamentado em metodologias ativas de aprendizagem, com pelo menos 50% da carga horária dos cursos presenciais dedicada a atividades práticas desde o primeiro semestre.



Jean Martins - JTCom Consultoria de Comunicação


Por que alguns cães e gatos recusam a ração? Ciência explica os fatores por trás da escolha alimentar

Credito: Open AI
Especialista da esclarece que aceitação de um alimento depende de uma combinação de fatores sensoriais, comportamentais e individuais, e não apenas da qualidade nutricional



Bastou o cachorro ou o gato deixar a ração no pote para surgir a dúvida: será que o alimento é ruim? Embora essa seja uma associação comum entre os tutores, especialistas explicam que a rejeição de um alimento, por si só, não indica baixa qualidade. A aceitação da alimentação é influenciada por diversos fatores, que vão desde características individuais do animal até aspectos sensoriais do alimento e do ambiente.


A Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA) considera a alimentação um dos pilares da saúde de cães e gatos e recomenda que a avaliação nutricional faça parte de todas as consultas veterinárias. A entidade também alerta que muitas decisões sobre alimentação ainda são baseadas em informações equivocadas disponíveis na internet, e não em evidências científicas.


Entre esses equívocos está a ideia de que um alimento recusado é necessariamente inferior. A própria WSAVA destaca que a lista de ingredientes, frequentemente utilizada como principal critério de escolha pelos consumidores, não permite avaliar, sozinha, a qualidade de um alimento. Aspectos como formulação nutricional, controle de qualidade, pesquisas conduzidas pelo fabricante e adequação às necessidades do animal são muito mais relevantes nessa análise.


Segundo Caroline Pinto, cientista da unidade Pet Food e Rendering da Kemin Industries, um dos conceitos mais importantes para entender esse comportamento é a palatabilidade, uma avaliação sensorial utilizada para mensurar a aceitabilidade e a preferência de um alimento. "A palatabilidade envolve uma combinação de fatores como aroma, sabor, textura, aparência, formato, tamanho das partículas, temperatura do alimento e até experiências prévias do animal. Muitas vezes, quando um pet rejeita uma ração, o tutor associa esse comportamento imediatamente à qualidade do produto. No entanto, qualidade nutricional e aceitação são características distintas e devem ser avaliadas separadamente. A recusa de um alimento não significa, necessariamente, que ele tenha baixa qualidade".


Por ser um processo multifatorial, a aceitação do alimento varia de um animal para outro. Preferências individuais, mudanças na rotina, adaptação a uma nova dieta, condições de saúde e até a forma de armazenamento da ração podem influenciar o consumo voluntário, principal indicador utilizado para avaliar a aceitação de um alimento.


As diferenças entre cães e gatos também ajudam a explicar esse comportamento. Enquanto os cães costumam apresentar maior flexibilidade alimentar e aceitam uma ampla variedade de aromas, sabores e texturas, os gatos são reconhecidamente mais seletivos e sensíveis aos estímulos sensoriais.


"Nos felinos, o aroma costuma ser o principal fator para a aceitação do alimento, seguido pelo sabor e pela textura. O formato e o tamanho do kibble também exercem influência, já que muitos gatos demonstram preferência por partículas menores, mais fáceis de apreender e mastigar. Já os cães tendem a apresentar maior adaptação a diferentes características dos alimentos", detalha a especialista.


De acordo com a Federação Europeia da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação (FEDIAF), referência internacional em nutrição pet, alimentos completos para cães e gatos são formulados para atender às necessidades nutricionais específicas de cada espécie e passam por rigorosos controles de qualidade durante sua fabricação.


Desenvolver um alimento que seja, ao mesmo tempo, nutricionalmente equilibrado e atrativo para os animais, porém, é um desafio constante para a indústria. "Nem sempre os ingredientes que oferecem maiores benefícios nutricionais são os mais atrativos para cães e gatos. O desenvolvimento de um alimento de sucesso exige equilibrar nutrição, segurança, estabilidade e aceitação pelos animais. Afinal, mesmo a melhor formulação perde seu valor se o cão ou o gato não consumir o alimento regularmente", conta Caroline.


Além das características do alimento, alterações persistentes no apetite também merecem atenção. Segundo a WSAVA, mudanças no comportamento alimentar podem estar relacionadas a fatores clínicos, ambientais ou comportamentais e devem ser avaliadas por um médico-veterinário quando persistirem.


Para os tutores, a recomendação é evitar mudanças bruscas na alimentação, realizar a transição para uma nova dieta de forma gradual, armazenar corretamente a ração para preservar suas características sensoriais e respeitar as preferências individuais dos animais. Caso a perda de apetite seja persistente ou venha acompanhada de outros sinais clínicos, a orientação é buscar avaliação profissional.


Mais do que indicar se um alimento é "bom" ou "ruim", o comportamento alimentar dos pets deve ser interpretado dentro de um contexto mais amplo. Compreender como fatores sensoriais, fisiológicos e comportamentais influenciam a aceitação dos alimentos contribui para escolhas mais conscientes e favorece a saúde e o bem-estar de cães e gatos.



A Kemin Industries é uma fabricante global de ingredientes, que se empenha diariamente em transformar de maneira sustentável a qualidade de vida de 80% da população mundial com seus produtos e serviços. A empresa possui mais de 500 ingredientes patenteados para saúde e nutrição humana e animal, alimentos para animais de estimação, aquicultura, nutracêuticos, tecnologias alimentares, tecnologias agrícolas e indústrias têxteis.


Fundada em 1961, a Kemin é uma empresa privada, de propriedade e operação familiar, com mais de 3.300 funcionários e operações globais em 90 países, incluindo instalações de fabricação na Bélgica, Brasil, China, Índia, Itália, Rússia, Singapura, África do Sul, e Estados Unidos. Outras informações sobre a Kemin podem ser encontradas na sua página (www.kemin.com), ou nas redes sociais LinkedIn (www.linkedin.com/showcase/kemin-animal-nutrition-&-health-south-america/) e Facebook (www.facebook.com/keminamericadosul).

 



Por Mariana Cremasco - MTB: 60.856/SP - Alfapress Comunicações

Feriado de 7 de setembro: cuidados ajudam a prevenir emergências com cães e gatos

Imagem cedida pelo autor

Médico veterinário orienta tutores sobre viagens, alimentação, calor, fugas e sinais que exigem atendimento veterinário imediato

 



Com o feriado de 7 de setembro em uma segunda-feira, muitos tutores devem aproveitar o fim de semana prolongado para viajar, visitar familiares ou passar mais tempo fora de casa. A mudança de rotina, no entanto, pode expor cães e gatos a riscos como intoxicações, fugas, atropelamentos, traumas, crises gastrointestinais e desidratação.


 

Segundo Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, parte dessas ocorrências pode ser prevenida com medidas simples antes da saída e durante a permanência no destino. “Muitos riscos aparecem quando o animal tem acesso a alimentos diferentes, circula por um ambiente que não conhece ou enfrenta uma viagem sem o preparo adequado. Organizar o transporte, verificar a segurança do local e saber onde buscar atendimento fazem diferença em uma emergência”, explica.


 

Confira sete cuidados para o feriado:

 

1. Mantenha a identificação atualizada

Cães e gatos devem usar coleira com identificação e telefone do tutor, mesmo quando possuem microchip. Antes de soltar o animal em uma casa, pousada ou sítio, é necessário verificar portões, telas, muros e possíveis rotas de fuga. Em locais desconhecidos, o pet pode se assustar e tentar voltar para casa.


 

2. Transporte o animal com segurança

No carro, cães devem viajar com cinto de segurança próprio ou dentro de uma caixa de transporte adequada. Gatos precisam permanecer na caixa durante todo o percurso. Além de aumentar o risco de acidentes e lesões, o transporte incorreto é infração de trânsito: animal no colo ou entre os braços e pernas do condutor é infração média, e nas partes externas do veículo é infração grave, com retenção do veículo.

 

Em trajetos mais longos, o tutor deve planejar pausas seguras para oferecer água e permitir que o cão se movimente. Medicamentos contra enjoo, calmantes ou sedativos só devem ser utilizados com orientação veterinária.


 

3. Separe medicamentos, documentos e alimentação

Quem viaja com um pet em tratamento deve levar quantidade suficiente dos medicamentos e seguir os horários prescritos. A bagagem também pode incluir carteira de vacinação, receitas, ração habitual, potes, itens de higiene e contatos de hospitais veterinários 24 horas próximos ao destino.

 

A troca repentina de ração ou o consumo de alimentos diferentes pode causar vômitos, diarreia e desconforto abdominal.


 

4. Redobre a atenção durante churrascos e refeições

Ossos, espetos, alimentos gordurosos e comidas temperadas não devem ser oferecidos aos animais. Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho, bebidas alcoólicas e produtos adoçados com xilitol também podem provocar intoxicações.

 

Lixeiras e sacos de resíduos precisam permanecer fechados. Ossos e espetos descartados podem causar engasgos, perfurações e obstruções no sistema digestório.

 

“Mesmo uma pequena quantidade pode representar risco, dependendo do alimento, do porte do animal e de suas condições de saúde. Se houver ingestão acidental, o tutor não deve provocar vômito nem oferecer medicamentos por conta própria”, orienta o médico veterinário.


 

5. Proteja o pet do calor

Passeios devem ser feitos nos horários mais frescos do dia, preferencialmente antes das 10h e depois das 16h. Antes de sair, o tutor pode encostar a mão no chão para avaliar a temperatura, já que o asfalto e a areia aquecidos podem provocar queimaduras nas patas. Entre 10h e 16h, o calor intenso pode afetar os animais mesmo na sombra.
 

Água fresca e sombra precisam estar disponíveis durante todo o dia. O animal nunca deve ser deixado sozinho dentro do carro, mesmo com as janelas parcialmente abertas ou por poucos minutos.


 

6. Prepare um espaço seguro contra barulhos

Fogos de artifício e outros ruídos intensos podem provocar medo, tentativas de fuga e acidentes. A orientação é manter o pet em um ambiente protegido, com portas e janelas fechadas, objetos familiares e som ambiente que ajude a reduzir o impacto do barulho.
 

O animal não deve ser amarrado, deixado sozinho em áreas externas ou forçado a interagir enquanto estiver assustado. Tutores de pets com histórico de crises intensas devem conversar previamente com o médico-veterinário.


 

7. Observe mudanças no comportamento e no estado físico

Vômitos repetidos, diarreia com sangue, dificuldade para respirar, tremores, convulsões, desmaios, sangramentos, abdômen aumentado, dificuldade ou incapacidade de urinar, fraqueza intensa e suspeita de intoxicação exigem avaliação imediata.
 

Atropelamentos, quedas, mordidas e outros traumas também precisam de atendimento, mesmo quando o animal não apresenta ferimentos visíveis. Lesões internas podem não ser percebidas inicialmente.


 

Em uma emergência, o tutor deve manter o animal em segurança, evitar medicações caseiras e ir imediatamente para um hospital veterinário. Quando houver suspeita de intoxicação, a embalagem ou uma foto do produto ingerido pode ajudar a equipe no atendimento.




Por Hélio Júnior - Focal3 Comunicação