Jumento inflável ocupa Salvador em ato por lei nacional contra o abate

Imagem:  Foto ilustrativa do jumento inflável

 Ação acontecerá no Pelourinho e na ALBA, entre os dias 4 e 7 de maio, para pressionar pela aprovação do PL 2387/2022 e pelo fim definitivo do abate de jumentos no Brasil



Salvador recebe, entre os dias 4 e 7 de maio, uma mobilização pública pedindo a aprovação de uma legislação federal para proibir definitivamente o abate de jumentos no país, prevista no Projeto de Lei (PL) 2387/2022. Como parte da ação, um jumento inflável de 3 metros de altura será instalado em dois pontos da capital baiana: no Pelourinho, nos dias 4 e 5 de maio, e na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nos dias 6 e 7/05, onde acontecerá o IV Workshop Internacional: Jumentos do Brasil, reunindo especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil para discutir o futuro da espécie no país.


No Pelourinho, o inflável ficará exposto das 11h às 14h com objetivo de chamar a atenção de moradores e turistas sobre o risco de extinção dos jumentos no nordeste. Haverá apresentação de repentistas, cantando esse tema, e distribuição de um material educativo para os interessados.


Dados divulgados por pesquisadores em 2025, com base em informações da FAO, IBGE e Agrostat, indicam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. Isso significa que, de cada 100 animais existentes na década de 90, restam apenas 6 hoje – cenário associado, principalmente, ao abate do animal para a retirada da sua pele que será exportada para a China. O país usa o colágeno dos jumentos para fabricar uma substância chamada ejiao,considerado um elixir anti-envelhecimento, cuja eficácia nunca foi comprovada cientificamente.


Segundo a organização não governamental The Donkey Sanctuary, só nesse país, a demanda anual por peles de jumentos é de cerca de 5,9 milhões de unidades, podendo chegar a 6,8 milhões até 2027. Com a redução significativa do número de animais na China, o país passou a importar peles de outros países, incluindo o Brasil.


Desde então, ONGs de proteção ao direito animal vêm lutando contra o abate, com ações Justiça e pressão no Congresso Nacional, para votar o PL 2387/2022, atualmente parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. No dia 13 de abril, a Justiça Federal determinou a suspensão do abate. Embora os defensores dos jumentos tenham comemorado a decisão, essa vitória ainda não garante a proibição definitiva das matanças, pois a medida cabe recurso em segunda instância. Para eles, a consolidação dessa proteção depende do avanço do tema no Congresso Nacional.


“Só uma lei pode garantir o fim desse comércio indefensável”, afirma Patricia Tatemoto, PhD em Ciências pela USP e coordenadora de campanhas da The Donkey Sanctuary. Ela lembra que pesquisadores brasileiros, sobretudo os da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vêm desenvolvendo a produção de colágeno por fermentação de precisão (usando microrganismos) para substituir o abate de animais. “O avanço científico acompanhado de um arcabouço legal fará do Brasil um exportador dessa matéria-prima, gerando emprego e renda nacional, sem precisar sacrificar os jumentos”, acrescenta.


Histórico – O Projeto de Lei 2387/2022, está em tramitação na Câmara desde 2022, mas nunca foi levado à pauta para a votação do fim definitivo do abate de jumentos em todo o território nacional. O tema ganha urgência diante de alertas de cientistas brasileiros que, no último workshop internacional, em maio de 2025, decretaram o estado de emergência da espécie, com risco de extinção até 2030, frente à redução acelerada de sua população. 


Nessa ocasião, os cientistas também cobraram do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) dados atualizados sobre número e locais das fazendas de jumentos, comprovação de que esses animais estão sendo transportados adequadamente, quantidade de peles exportadas, procedimentos de segurança sanitária entre outras informações. Segundo a Carta Aberta assinada por 12 especialistas em medicina veterinária e agroeconomia, o descarte inadequado de jumentos mortos, especialmente em áreas com alta prevalência de de uma doença chamada “mormo” (como no Nordeste brasileiro), representa um risco grave à saúde animal e pública, já que se trata de uma zoonose letal. A bactéria Burkholderia mallei pode sobreviver na carcaça e disseminar o mormo contaminando o ambiente, a água e os alimentos de humanos.


“O Brasil ainda não dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país que é reconhecido mundialmente pelo alto padrão de rastreabilidade e controle sanitário do seu setor agropecuário”, informa o professor Adroaldo Zanella da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). 


Em outubro de 2025, o deputado federal Bruno Ganem (PODE-SP) encaminhou um ofício ao MAPA pedindo informações sobre os estabelecimentos habilitados para o abate de asininos no Brasil, capacidade instalada, fornecedores, procedência dos animais, assim como os documentos de trânsito, atestado de bem-estar animal, identificação individual, além de ações de fiscalização e estatísticas do setor desde 2015. Até hoje, não obteve nenhum dos dados solicitados.


Esses desafios e outros temas ligados ao futuro sustentável dos jumentos farão parte do debate do IV Workshop Internacional: Jumentos do Brasil, realizado na ALBA, de 6 a 8 de maio, onde os visitantes também poderão conhecer o inflável de 3 metros de altura. As inscrições para o congresso devem ser feitas no site oficial do workshop neste link. Já as informações sobre a campanha pelo fim do abate da The Donkey Sanctuary estão no site: salveosjumentos.com



Por Jessica Balbino - Agência Pauta Social

Abril Laranja: como identificar sinais de maus-tratos e proteger animais em situação de risco

Imagem: Freepik

Campanha internacional ganha força no país e destaca o papel da informação, da denúncia e do cuidado responsável com os animais



A campanha Abril Laranja, criada pela ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais), mobiliza a sociedade em torno de uma causa urgente, a proteção dos animais contra qualquer forma de violência, abandono ou negligência. No Brasil, o movimento ganha cada vez mais relevância ao estimular a conscientização e incentivar atitudes responsáveis no dia a dia.


 

Para Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, o debate sobre o tema precisa ir além do senso comum. “O bem-estar animal envolve uma série de cuidados que vão muito além da alimentação. É fundamental garantir segurança, conforto, acompanhamento veterinário e, principalmente, respeito às necessidades de cada espécie”, afirma.


 

A especialista destaca que os maus-tratos nem sempre são evidentes. Situações como manter o animal constantemente preso, exposto ao sol ou à chuva, sem acesso à água limpa ou alimentação adequada, também configuram negligência. “Muitas vezes, a falta de informação contribui para práticas que colocam em risco a saúde física e emocional dos animais. Por isso, a educação é uma ferramenta essencial nesse processo”, explica Kelly.


 

No Brasil, a legislação prevê punições para quem comete abusos. A Lei nº 9.605/98 estabelece penalidades para maus-tratos, enquanto a Lei nº 14.064/2020 ampliou as sanções para casos envolvendo cães e gatos, incluindo reclusão, multa e proibição da guarda.


 

Além de conhecer os direitos dos animais, a sociedade pode contribuir ativamente para a causa. Ser um tutor responsável, apoiar organizações de proteção animal, compartilhar informações e denunciar situações de abuso são atitudes que fazem a diferença.


 

“A conscientização coletiva é o caminho para reduzir os índices de violência. Cada pessoa tem um papel importante na construção de uma relação mais ética e respeitosa com os animais”, conclui Kelly.



 

Special Dog Company - Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 40 mil pontos de venda em todo o território nacional e exporta seus produtos para países da América do Sul. Com foco contínuo na excelência de sua produção e logística, a companhia conta com diversos centros de distribuição espalhados pelo país e se consolida como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, com cerca de 2.000 colaboradores.

A atuação orientada à geração de impacto positivo integra a estratégia do negócio e se reflete em práticas voltadas à sustentabilidade, à ética nas relações e à valorização de seus públicos. Esse direcionamento é reconhecido pelas certificações concedidas pela Humanizadas — Best for Humanity, We Care for Stakeholders e We Care for Customers — que destacam empresas com gestão consistente, responsabilidade socioambiental e cultura organizacional alinhada à criação de valor compartilhado. Para a Special Dog Company, os reconhecimentos reforçam a integração entre propósito, governança e práticas efetivamente aplicadas ao longo de sua operação.




Por Milene Rolan Pinto - Race Comunicação

Obesidade canina exige mudança na rotina e acompanhamento preventivo

Crédito: Banco de Imagem

Sobrepeso em cães vai além da estética e pode comprometer qualidade de vida, além da saúde dos pets 


Um levantamento realizado em 2025 pelo Dog Aging Project, em parceria com a Texas A&M University e a University of Washington, acende um alerta para a saúde dos pets: 18% dos cães avaliados foram considerados acima do peso por seus próprios tutores, evidenciando uma realidade cada vez mais presente nos lares.
 

Mais do que uma questão estética, o excesso de peso está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversas doenças, como diabetes, problemas cardíacos, alterações articulares, doenças renais e distúrbios hormonais. Além disso, a obesidade pode agravar quadros já existentes, dificultando o tratamento e aumentando a predisposição a inflamações e problemas dermatológicos, impactando diretamente a qualidade de vida dos animais.
 

A médica-veterinária Vanessa Barreto, da Dog Life, reforça que o problema está profundamente ligado ao estilo de vida moderno. “A obesidade em cães está associada principalmente ao sedentarismo, à alimentação inadequada e à maior permanência em ambientes internos com pouco gasto de energia. Muitos animais acabam recebendo uma ingestão calórica acima do necessário, o que favorece o ganho de peso ao longo do tempo”, explica.
 

Além da avaliação clínica, a realização de exames laboratoriais é fundamental tanto para a prevenção e identificação precoce de alterações quanto para um acompanhamento mais assertivo do tratamento do sobrepeso. Entre os principais exames de rotina estão o hemograma completo, a glicemia e o perfil bioquímico, que auxiliam na avaliação geral do organismo e das funções metabólicas. Em casos de sobrepeso, também é recomendada a realização de exames hormonais para investigar possíveis distúrbios endócrinos, como alterações na tireoide. Em situações específicas, podem ser indicados exames de imagem, como a ultrassonografia, para uma análise mais detalhada do estado de saúde do animal.
 

Para combater o sobrepeso, é importante adotar uma abordagem multidisciplinar. A profissional destaca algumas orientações para os tutores:

  1. Ajuste alimentar personalizado: dieta balanceada e orientada por um veterinário, garantindo o aporte calórico adequado.
  2. Controle rigoroso de petiscos: evitar excessos fora das refeições principais, já que são uma das principais causas do ganho de peso.
  3. Prática regular de atividade física: passeios e brincadeiras ajudam a aumentar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular.
  4. Monitoramento clínico contínuo: realização de exames como hemograma, perfil bioquímico e avaliação hormonal para acompanhar a evolução e ajustar o tratamento.
  5. Atenção redobrada com pets idosos: animais mais velhos exigem cuidados extras devido à maior sobrecarga em órgãos e articulações.
  6. Enriquecimento ambiental: estímulos com brinquedos e atividades que incentivem o movimento e reduzam o sedentarismo.

Essas medidas são fundamentais para promover uma perda de peso saudável e melhorar a qualidade de vida do animal.

Segundo Vanessa, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. “O acompanhamento veterinário regular é essencial para identificar o ganho de peso ainda no início. Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença na saúde a longo prazo”, destaca.
 

Para apoiar nesse cuidado, contar com um plano de saúde pet pode facilitar o acesso a consultas, exames de rotina e especialistas, garantindo que o tutor tenha suporte contínuo no controle do peso do animal. O acompanhamento estruturado permite maior previsibilidade e segurança, transformando o cuidado preventivo na base para uma vida longa e saudável.
 



A Dog Life, marca que integra a Life Pet Hub, é pioneira em planos de saúde para cães no Brasil e tem como propósito facilitar o acesso dos tutores a cuidados veterinários de qualidade em todo o país. Com foco em prevenção, acompanhamento contínuo e bem-estar animal, a marca oferece diferentes opções de planos que incluem consultas, exames, vacinas e outros serviços essenciais para a saúde dos cães. Com uma experiência simples, prática e sem burocracia, a Dog Life conecta os pets a uma ampla rede de clínicas e hospitais veterinários credenciados, ajudando os tutores a terem mais previsibilidade, segurança e tranquilidade no cuidado diário com seus animais.

Mais informações em Dog Life: Link




Por Bianca Fontana Forcan - Agência Máquina

Atendimento remoto para pets avança e redefine a prática veterinária


Serviço cresce com mercado pet e amplia eficiência em seguros e assistência


O mercado pet brasileiro está entre os maiores do mundo, gerando bilhões de reais anualmente. Esse aumento, combinado com a digitalização da saúde, cria oportunidades para a telemedicina veterinária. Há uma transformação cultural, na qual os animais de estimação são considerados parte da família, o que amplia a atenção e o acesso a serviços de bem-estar.

Crédito: Veri Stoll

O modelo, no entanto, não substitui completamente o atendimento presencial. Casos de urgência, situações graves ou que exigem exame físico continuam sendo direcionados a clínicas e hospitais veterinários. Por outro lado, o serviço se mostra oportuno em orientações iniciais, no acompanhamento de doenças crônicas e no esclarecimento de dúvidas, reduzindo deslocamentos e otimizando o tempo dos tutores.

Além do impacto direto na experiência do usuário, a telemedicina veterinária vem se integrando aos produtos de seguros e assistência pet. A oferta de triagem qualificada e acesso rápido ao atendimento contribui para maior eficiência e melhor gestão de custos. “Ela se conecta diretamente aos produtos de seguro e assistência, trazendo mais agilidade e organização na jornada de cuidado”, destaca o executivo.

A incorporação desse serviço também reflete uma tendência de ampliação do conceito de proteção, que passa a incluir não apenas cobertura financeira, mas também acesso a serviços e suporte. Nesse contexto, o Grupo PróVida incorpora o atendimento de forma completa. “A telemedicina veterinária não é apenas uma forma de atender online. Ela amplia o acesso, agiliza a orientação e torna o cuidado mais resolutivo e conveniente”, afirma Leonel.

O avanço desse modelo indica um movimento de convergência entre saúde, tecnologia e seguros, com foco em conveniência e eficiência — uma combinação que tende a ganhar ainda mais espaço à medida que o mercado pet continua a crescer no país.


Com mais de 26 anos de atuação, o Grupo PróVida oferece soluções em saúde com foco em acolhimento, estrutura diferenciada e equipamentos de ponta. Presente em mais de 90 municípios do Rio Grande do Sul, a companhia conta com 20 unidades com policlínicas integradas, mais de 35 especialidades médicas e 15 não médicas, atuando para garantir acesso, qualidade e cuidado contínuo a milhares de famílias.


Por Helena Toniolo - Comuniquese3

"Lambeijo" exige atenção redobrada com a saúde bucal dos pets

Especialista da explica o que o comportamento revela sobre o pet e alerta para os riscos de doenças periodontais que afetam 90% dos cães e gatos



No Dia do Beijo, celebrado no dia (13/04), o tradicional "lambeijo" dos pets ganha destaque como uma das formas mais puras de demonstração de afeto entre animais e tutores. No entanto, o que muitos consideram apenas um gesto carinhoso pode esconder riscos à saúde tanto do animal quanto dos humanos.
 

A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, aproveita a data para alertar sobre a importância da higiene oral e o significado por trás desse comportamento.
 

Para os cães, lamber é uma forma de comunicação herdada de seus ancestrais. Filhotes lambem o rosto das mães para pedir comida ou demonstrar submissão, e na vida adulta, o gesto serve para fortalecer vínculos e liberar endorfina, gerando sensação de bem-estar no animal.
 

Apesar do carinho, o "lambeijo" não é isento de riscos. A boca dos pets abriga uma microbiota vasta e, sem a higiene adequada, torna-se depósito de bactérias que causam a doença periodontal.


  • Dado Alarmante: Estimativas do setor indicam que cerca de 90% dos pets adultos apresentam algum grau de doença periodontal.
     
  • Risco Sistêmico: O que começa com um "bafinho" ou tártaro pode evoluir para a queda de dentes e, em casos graves, as bactérias podem cair na corrente sanguínea, atingindo órgãos vitais como coração, rins e fígado.

“O beijo é uma delícia, mas o hálito do pet não deve ser desagradável. O 'bafo' não é normal e é o primeiro sinal de que o animal precisa de uma avaliação odontológica. No Dia do Beijo, o melhor presente que o tutor pode dar é garantir que a boca do pet esteja saudável para que o carinho seja seguro para todos”, afirma a médica-veterinária da WeVets, Nicole Gabriela.
 

Dicas para um "lambeijo" seguro:

  1. Escovação é regra: A escovação diária (ou ao menos 3 vezes por semana) com produtos específicos para pets é a melhor prevenção.
     
  2. Atenção aos humanos: Pessoas com o sistema imunológico debilitado, idosos, crianças pequenas ou com feridas abertas devem evitar o contato direto com a saliva dos pets no rosto e mucosas.
     
  3. Check-up Odontológico: Assim como os humanos, os pets precisam de uma limpeza profissional (tartarectomia) para remover placas que a escovação caseira não alcança.

Mito ou Verdade?




Por Hélio Júnior - Focal 3 Comunicação