Mercado pet acelera profissionalização e aposta em saúde preditiva para ampliar longevidade animal

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O mercado pet brasileiro vive uma nova fase de maturidade, impulsionado pela profissionalização do setor, avanço tecnológico e mudança no comportamento dos tutores. Mais exigentes e atentos à saúde preventiva, consumidores têm ampliado a busca por serviços especializados, transformando o segmento em um dos mais aquecidos da economia.

Dentro desse cenário, os planos de saude pet vem consolidando uma estratégia baseada em saúde preditiva, digitalização e ampliação de acesso a tratamentos de alta complexidade, reforçando uma tendência que deve ganhar ainda mais força nos próximos anos.


Segundo Raphael Clímaco, CEO e fundador da Plamev , o mercado já vive uma mudança estrutural no modelo de cuidado animal.


“O grande avanço de 2026 não é apenas médico, é preditivo. Hoje conseguimos atuar antes do problema acontecer. Isso impacta diretamente na qualidade de vida e na longevidade dos pets, porque o tutor passa a ter acesso facilitado a check-ups, acompanhamento contínuo e tratamentos que antes eram inacessíveis para grande parte das famílias”, afirma.


O movimento acompanha um novo perfil de consumidor. Para Clímaco, o tutor moderno se tornou mais informado, participativo e criterioso na escolha de serviços.

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“O tutor de hoje vê o pet como parte central da família. Ele busca conveniência, qualidade e segurança. Por isso, o mercado deixou de oferecer apenas assistência pontual e passou a construir ecossistemas completos de cuidado”, explica.


Com o aumento da concorrência e da demanda por especialização, gestão eficiente e integração com clínicas veterinárias passaram a ser fatores decisivos para sustentar crescimento.


“Muitas empresas focam apenas na venda. Nós focamos na sustentabilidade da operação e no fortalecimento da ponta, que são as clínicas. Quando o sistema funciona de forma integrada, todos ganham, especialmente o pet”, pontua.


Na frente tecnológica, a empresa também avança na implementação de inteligência artificial para otimizar processos internos, acelerar autorizações e acompanhar a jornada de atendimento de forma mais próxima.


“Criamos um setor de cuidados contínuos, onde monitoramos a utilização do plano e acompanhamos a evolução do pet após o atendimento. Isso gera acolhimento, eficiência e segurança para o tutor”, destaca.


O executivo avalia que o futuro do setor passa por expansão estruturada, fortalecimento operacional e ampliação de serviços ao longo de toda a vida do animal.


“O mercado pet ainda tem muito espaço para crescer, mas esse crescimento precisa ser sustentável. Nosso foco é ampliar serviços, fortalecer nossa operação e garantir que a saúde animal seja cada vez mais acessível, previsível e eficiente para as famílias”, conclui.



Por Regina Lobato -R2 Assessoria

Livro “A anta não é burra. É anta!” é lançado em São Paulo e reforça debate sobre respeito, linguagem e meio ambiente

Ricardo Viveiros e Elisa Sbardellini (crédito: Vladimir Soares/Studio Plural Editora)

 

“Sempre me incomodou o uso de palavras ofensivas no dia a dia, em especial quando carregam preconceito e desinformação. Este livro nasce dessa inquietação”, afirma Ricardo Viveiros, autor da obra.




O lançamento do livro “A anta não é burra. É anta!”, do jornalista e escritor Ricardo Viveiros, reuniu centenas de pessoas no dia 25 de abril, na Livraria da Vila do Shopping Cidade São Paulo, na capital paulista. Publicada pela Studio Plural Editora, a obra é o quinto título infantojuvenil do autor e propõe, de modo lúdico e sensível, uma reflexão sobre linguagem, preconceitos e preservação ambiental.
 

Com ilustrações de Elisa Sbardellini, o livro apresenta a história de uma jovem anta que, com o apoio de sua família, precisa lidar com o uso pejorativo do nome da espécie. A narrativa conduz crianças e adultos por temas como respeito às diferenças, empoderamento feminino e valorização da natureza.
 

Para Viveiros, o lançamento representa não apenas a concretização de mais um projeto literário, como também a oportunidade de ampliar um debate necessário. “Sempre me incomodou o uso de palavras ofensivas no dia a dia, em especial quando carregam preconceito e desinformação. Este livro nasce dessa inquietação e busca mostrar, de modo divertido, educativo e em linguagem acessível às crianças, que precisamos repensar nossas atitudes, nossa comunicação e a forma como enxergamos o outro e o mundo ao nosso redor”, destacou.
 

Elisa Sbardellini também celebrou o momento e ressaltou o cuidado artístico empregado na construção da obra. Segundo ela, as ilustrações em guache foram pensadas para dialogar com a sensibilidade da narrativa. “Cada imagem foi criada à mão, com o objetivo de transmitir delicadeza e emoção, ajudando a contar essa história de maneira acolhedora e próxima do universo infantil”, afirmou.

 


Proposta científica e de preservação

 

A proposta do livro, que mereceu anos de pesquisa e a consultoria da bióloga Bianca de Miranda, ganha ainda mais relevância ao ser analisada sob a perspectiva científica e ambiental. A médica veterinária e pesquisadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Caroline Testa, esteve no lançamento e afirmou que o uso do termo “anta” como ofensa tem raízes históricas, mas não encontra respaldo na realidade. “Existe um hábito antigo no Brasil de associar a anta à falta de inteligência, o que não corresponde aos fatos. Trata-se de um animal muito inteligente, com excelente percepção do ambiente e comportamento estratégico. O livro contribui para desmistificar essa visão e reforça a importância de aproximar as pessoas da informação correta. Afinal, é difícil proteger aquilo que não se valoriza”, pontua.


Caroline Testa José, Ricardo Viveiros e Elisa Sbardellini (crédito: Vladimir Soares/Studio Plural Editora)

 

A obra também se destaca como ferramenta de apoio no desenvolvimento socioemocional das crianças. Para a fotógrafa e videógrafa Paula Vasone, que esteve no lançamento, o conteúdo dialoga diretamente com situações vividas no cotidiano escolar. “Essa é uma mensagem muito importante, especialmente para as crianças que estão aprendendo sobre convivência, respeito e diferenças. O livro ajuda a abrir esse diálogo, mostrando o impacto das palavras e incentivando atitudes mais respeitosas, tanto em casa quanto na escola”, afirma

 

Entre os presentes ao evento, a jornalista e cartunista Ciça Alves Pinto, uma das homenageadas na obra, destacou a relevância do lançamento. “Estou muito orgulhosa de estar aqui. Tenho grande admiração pelo talento e pela trajetória do Ricardo. É uma alegria acompanhar esse momento e ver o reconhecimento do trabalho”, disse. Além de Ciça, Viveiros dedicou a obra para grandes autoras da literatura nacional: Ana Maria Machado, Angela-Lago, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Eva Furnari, Kiusam de Oliveira, Lygia Bojunga, Marina Colasanti, Marisa Lajolo, Ruth Rocha, Sylvia Orthof e Tatiana Belinky.


Ciça Alves Pinto, Ricardo Viveiros, Zélio Alves Pinto e Elisa Sbardellini (crédito: Vladimir Soares/Studio Plural Editora)

Já Adriana Gasparini, diretora da Studio Plural Editora, ressaltou o papel da obra na formação de leitores conscientes. “Este livro traz um conteúdo relevante e aprofundado sobre a importância da anta para o nosso bioma e o papel que ela exerce. Acreditamos que é fundamental compartilhar esse conhecimento com todos”.

 

Mais obras

 

Os títulos anteriores de Viveiros para crianças e adolescentes, com destaque para “O poeta e o passarinho” e “O menino que lia nuvens”, sempre trazem um componente pedagógico e educativo, sem deixar de lado a aventura e o divertimento – componentes indispensáveis aos leitores do gênero.


Ficha Técnica: 

 

Título: “A anta não é burra. É anta!”

Autor: Ricardo Viveiros

Ilustrações: Elisa Sbardellini Aliende

Editora: Studio Plural Editora

Formato: 20,5 cm e 27,5 cm

ISBN (Capa dura): 978-65-5307-097-0

ISBN (Brochura): 978-65-5307-096-7 

Nº de Páginas: 40

Preço de capa:
Brochura: R$ 54,90

Capa dura: R$ 79,90


 

Studio Plural reúne três selos editoriais – Studio Plural Editora, Rota Imaginária e A Barca – e atua em duas frentes: Materiais Didáticos Complementares e Livros Literários. Todas as propostas refletem o compromisso com uma educação afetiva e transformadora, guiadas pela crença de que literatura e conhecimento são caminhos essenciais para o desenvolvimento humano e social.


 
Ricardo Viveiros é jornalista, professor e escritor, com passagem por importantes jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Foi repórter, editor, diretor de redação, âncora, comentarista político e econômico, articulista e correspondente internacional, tendo participado de guerras civis em coberturas jornalísticas. Viveiros já esteve em 116 países e é autor de mais de 50 livros em diferentes gêneros (poesia, história, artes, biografias, crônicas, reportagem e infantojuvenis). Doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, é ativista na luta pelos Direitos Humanos e pelo Meio Ambiente há mais de 50 anos. Lecionou por 25 anos em cursos superiores de graduação e MBA em Comunicação, é titular da cadeira nº 30 da Academia Paulista de Letras; profere palestras no Brasil e no exterior, acumulando prêmios nacionais e internacionais.


 

Elisa SbardelliniAliende é ilustradora e artista visual, formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG. Com experiência em ilustração botânica em intervenções artísticas em diferentes suportes — de papéis a paredes —, desenvolve um trabalho visual marcado pela delicadeza e pela sensibilidade poética.




Por Carlos Souza - Viveiros


CBNA amplia protagonismo, reúne líderes e anuncia patrocínio da ICC ao XXV Congresso Pet


 Com o apoio de grandes empresas e foco em inovação, eventos do CBNA reforçam o papel da ciência e do networking na evolução do setor, de 12 a 14 de maio, em São Paulo



O gerente Global de Marketing da ICC Nutrição Animal, Fernando Braga. “O mercado é extremamente técnico, pautado em evidências científicas. Estamos gerando informações e levando essas evidências para eventos técnicos, fazendo essa ponte com a academia e com os profissionais do setor”. 




O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) anuncia o patrocínio da ICC Nutrição Animal ao XXV Congresso CBNA Pet, que será realizado nos dias 13 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento integra uma agenda mais ampla de encontros técnicos que vêm consolidando o CBNA como um dos principais pontos de conexão entre indústria, academia e profissionais da nutrição animal no Brasil e na América Latina.


Segundo o médico-veterinário e Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, o avanço do mercado pet e a crescente demanda por soluções mais eficientes têm impulsionado maior presença das empresas em fóruns técnicos. “Esse movimento se reflete na participação em eventos que reúnem academia, indústria e profissionais para discutir tendências e avanços científicos do setor”, afirma.


Esse cenário também tem influenciado a estratégia de empresas como a ICC Nutrição Animal, que volta a ampliar sua presença em eventos do setor, incluindo participação na Fenagra e patrocínio às iniciativas do CBNA. “É super estratégico para a ICC participar desse tipo de evento. A gente voltou com força nos últimos anos”, afirma o gerente Global de Marketing da ICC Nutrição Animal, Fernando Braga. Segundo ele, os encontros têm alcance regional e fortalecem a conexão com clientes da América Latina, onde a empresa mantém atuação relevante.


Além do patrocínio, a ICC também estará presente com estande na Fenagra, reforçando a estratégia de proximidade com clientes, nutricionistas e parceiros do setor. Para a companhia, esses espaços funcionam como pontos de relacionamento direto, troca de conhecimento e apresentação de soluções em desenvolvimento. “A expectativa é aumentar o relacionamento com clientes, com nutricionistas e com a academia, além de acompanhar o que outras empresas estão lançando e o que está saindo de novo em termos de pesquisa científica”, afirma Braga.


A participação ocorre em um momento de expansão do mercado pet, que vem ganhando prioridade dentro da estratégia da empresa. “Temos focado bastante no mercado pet, para gatos e cachorros, um dos mercados que mais cresce no Brasil e no mundo”, diz o executivo.


Tendências do mercado pet
Esse movimento vem acompanhado de maior investimento em pesquisa e desenvolvimento, especialmente em soluções baseadas em leveduras e suas diferentes frações. “O mercado é extremamente técnico, pautado em evidências científicas. Estamos gerando informações e levando essas evidências para eventos técnicos, fazendo essa ponte com a academia e com os profissionais do setor”, afirma.


Entre os principais desafios atuais, Braga destaca a palatabilidade e a imunidade como eixos centrais de inovação. “Dependendo da fração da levedura e do processo, conseguimos criar sabores diferentes, e isso é essencial principalmente para gatos, que têm um paladar muito peculiar”, diz. Ele também aponta o uso de beta-glucanas como uma frente relevante para o fortalecimento do sistema imunológico dos animais, tendência que vem sendo ampliada no segmento pet.


Para o executivo, o avanço dessas soluções depende da integração entre indústria, academia e mercado. “É um tripé: empresa, academia e cliente. Esse modelo é fundamental e acompanha toda a evolução da companhia”, afirma. Além do Congresso CBNA Pet, a programação inclui o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos no dia 12 de maio e a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, de 12 a 14 de maio, realizados paralelamente à Fenagra.



As edições deste ano contam com o patrocínio de empresas como AB Vista, Adimax, Adisseo, ADM, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, EsalqLab, Evonik, Fasa, FS Biocombustível, ICC Nutrição Animal, Kemin Nutrisurance, MBRF, Nestlé Purina, Novus, Orffa, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Sapiens, Special Dog, Symrise, Sindirações e Waltham — reforçando a presença das principais companhias do setor no evento. Empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos podem entrar em contato com o CBNA pelo e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo WhatsApp (19) 3232-7518.



Serviço:
36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos
Data: de 12 a 14 de maio de 2026


IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos
Data: de 12 de maio de 2026


XXV Congresso CBNA Pet
Data: 13 e 14 de maio de 2026


Local: Distrito Anhembi
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP.
Telefone/What’sApp: (19) 3232.7518



Por Márcia Midori - Agronotícia

Jumento inflável ocupa Salvador em ato por lei nacional contra o abate

Imagem:  Foto ilustrativa do jumento inflável

 Ação acontecerá no Pelourinho e na ALBA, entre os dias 4 e 7 de maio, para pressionar pela aprovação do PL 2387/2022 e pelo fim definitivo do abate de jumentos no Brasil



Salvador recebe, entre os dias 4 e 7 de maio, uma mobilização pública pedindo a aprovação de uma legislação federal para proibir definitivamente o abate de jumentos no país, prevista no Projeto de Lei (PL) 2387/2022. Como parte da ação, um jumento inflável de 3 metros de altura será instalado em dois pontos da capital baiana: no Pelourinho, nos dias 4 e 5 de maio, e na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nos dias 6 e 7/05, onde acontecerá o IV Workshop Internacional: Jumentos do Brasil, reunindo especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil para discutir o futuro da espécie no país.


No Pelourinho, o inflável ficará exposto das 11h às 14h com objetivo de chamar a atenção de moradores e turistas sobre o risco de extinção dos jumentos no nordeste. Haverá apresentação de repentistas, cantando esse tema, e distribuição de um material educativo para os interessados.


Dados divulgados por pesquisadores em 2025, com base em informações da FAO, IBGE e Agrostat, indicam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. Isso significa que, de cada 100 animais existentes na década de 90, restam apenas 6 hoje – cenário associado, principalmente, ao abate do animal para a retirada da sua pele que será exportada para a China. O país usa o colágeno dos jumentos para fabricar uma substância chamada ejiao,considerado um elixir anti-envelhecimento, cuja eficácia nunca foi comprovada cientificamente.


Segundo a organização não governamental The Donkey Sanctuary, só nesse país, a demanda anual por peles de jumentos é de cerca de 5,9 milhões de unidades, podendo chegar a 6,8 milhões até 2027. Com a redução significativa do número de animais na China, o país passou a importar peles de outros países, incluindo o Brasil.


Desde então, ONGs de proteção ao direito animal vêm lutando contra o abate, com ações Justiça e pressão no Congresso Nacional, para votar o PL 2387/2022, atualmente parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. No dia 13 de abril, a Justiça Federal determinou a suspensão do abate. Embora os defensores dos jumentos tenham comemorado a decisão, essa vitória ainda não garante a proibição definitiva das matanças, pois a medida cabe recurso em segunda instância. Para eles, a consolidação dessa proteção depende do avanço do tema no Congresso Nacional.


“Só uma lei pode garantir o fim desse comércio indefensável”, afirma Patricia Tatemoto, PhD em Ciências pela USP e coordenadora de campanhas da The Donkey Sanctuary. Ela lembra que pesquisadores brasileiros, sobretudo os da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vêm desenvolvendo a produção de colágeno por fermentação de precisão (usando microrganismos) para substituir o abate de animais. “O avanço científico acompanhado de um arcabouço legal fará do Brasil um exportador dessa matéria-prima, gerando emprego e renda nacional, sem precisar sacrificar os jumentos”, acrescenta.


Histórico – O Projeto de Lei 2387/2022, está em tramitação na Câmara desde 2022, mas nunca foi levado à pauta para a votação do fim definitivo do abate de jumentos em todo o território nacional. O tema ganha urgência diante de alertas de cientistas brasileiros que, no último workshop internacional, em maio de 2025, decretaram o estado de emergência da espécie, com risco de extinção até 2030, frente à redução acelerada de sua população. 


Nessa ocasião, os cientistas também cobraram do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) dados atualizados sobre número e locais das fazendas de jumentos, comprovação de que esses animais estão sendo transportados adequadamente, quantidade de peles exportadas, procedimentos de segurança sanitária entre outras informações. Segundo a Carta Aberta assinada por 12 especialistas em medicina veterinária e agroeconomia, o descarte inadequado de jumentos mortos, especialmente em áreas com alta prevalência de de uma doença chamada “mormo” (como no Nordeste brasileiro), representa um risco grave à saúde animal e pública, já que se trata de uma zoonose letal. A bactéria Burkholderia mallei pode sobreviver na carcaça e disseminar o mormo contaminando o ambiente, a água e os alimentos de humanos.


“O Brasil ainda não dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país que é reconhecido mundialmente pelo alto padrão de rastreabilidade e controle sanitário do seu setor agropecuário”, informa o professor Adroaldo Zanella da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). 


Em outubro de 2025, o deputado federal Bruno Ganem (PODE-SP) encaminhou um ofício ao MAPA pedindo informações sobre os estabelecimentos habilitados para o abate de asininos no Brasil, capacidade instalada, fornecedores, procedência dos animais, assim como os documentos de trânsito, atestado de bem-estar animal, identificação individual, além de ações de fiscalização e estatísticas do setor desde 2015. Até hoje, não obteve nenhum dos dados solicitados.


Esses desafios e outros temas ligados ao futuro sustentável dos jumentos farão parte do debate do IV Workshop Internacional: Jumentos do Brasil, realizado na ALBA, de 6 a 8 de maio, onde os visitantes também poderão conhecer o inflável de 3 metros de altura. As inscrições para o congresso devem ser feitas no site oficial do workshop neste link. Já as informações sobre a campanha pelo fim do abate da The Donkey Sanctuary estão no site: salveosjumentos.com



Por Jessica Balbino - Agência Pauta Social

Abril Laranja: como identificar sinais de maus-tratos e proteger animais em situação de risco

Imagem: Freepik

Campanha internacional ganha força no país e destaca o papel da informação, da denúncia e do cuidado responsável com os animais



A campanha Abril Laranja, criada pela ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais), mobiliza a sociedade em torno de uma causa urgente, a proteção dos animais contra qualquer forma de violência, abandono ou negligência. No Brasil, o movimento ganha cada vez mais relevância ao estimular a conscientização e incentivar atitudes responsáveis no dia a dia.


 

Para Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, o debate sobre o tema precisa ir além do senso comum. “O bem-estar animal envolve uma série de cuidados que vão muito além da alimentação. É fundamental garantir segurança, conforto, acompanhamento veterinário e, principalmente, respeito às necessidades de cada espécie”, afirma.


 

A especialista destaca que os maus-tratos nem sempre são evidentes. Situações como manter o animal constantemente preso, exposto ao sol ou à chuva, sem acesso à água limpa ou alimentação adequada, também configuram negligência. “Muitas vezes, a falta de informação contribui para práticas que colocam em risco a saúde física e emocional dos animais. Por isso, a educação é uma ferramenta essencial nesse processo”, explica Kelly.


 

No Brasil, a legislação prevê punições para quem comete abusos. A Lei nº 9.605/98 estabelece penalidades para maus-tratos, enquanto a Lei nº 14.064/2020 ampliou as sanções para casos envolvendo cães e gatos, incluindo reclusão, multa e proibição da guarda.


 

Além de conhecer os direitos dos animais, a sociedade pode contribuir ativamente para a causa. Ser um tutor responsável, apoiar organizações de proteção animal, compartilhar informações e denunciar situações de abuso são atitudes que fazem a diferença.


 

“A conscientização coletiva é o caminho para reduzir os índices de violência. Cada pessoa tem um papel importante na construção de uma relação mais ética e respeitosa com os animais”, conclui Kelly.



 

Special Dog Company - Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 40 mil pontos de venda em todo o território nacional e exporta seus produtos para países da América do Sul. Com foco contínuo na excelência de sua produção e logística, a companhia conta com diversos centros de distribuição espalhados pelo país e se consolida como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, com cerca de 2.000 colaboradores.

A atuação orientada à geração de impacto positivo integra a estratégia do negócio e se reflete em práticas voltadas à sustentabilidade, à ética nas relações e à valorização de seus públicos. Esse direcionamento é reconhecido pelas certificações concedidas pela Humanizadas — Best for Humanity, We Care for Stakeholders e We Care for Customers — que destacam empresas com gestão consistente, responsabilidade socioambiental e cultura organizacional alinhada à criação de valor compartilhado. Para a Special Dog Company, os reconhecimentos reforçam a integração entre propósito, governança e práticas efetivamente aplicadas ao longo de sua operação.




Por Milene Rolan Pinto - Race Comunicação