Enquanto os humanos comemoram, os bichinhos de estimação vivem o terror dos fogos de artifício

Explosões que podem desencadear pânico e sofrimento profundo nos animais



A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, nesse mês de junho, deve movimentar milhões de pessoas em torno de jogos, festas e comemorações que tomam conta das ruas e das casas. No entanto, enquanto os humanos vibram a cada gol, muitos cães enfrentam um cenário de medo intenso provocado pelos fogos de artifício que costumam marcar esses momentos. O barulho alto e repentino não é apenas um incômodo, mas um gatilho de estresse e pânico para os animais. Como possuem uma audição muito mais sensível, cada explosão pode ser percebida como algo extremamente agressivo. É comum que nesse período os cães tremam, se escondam, latam de forma descontrolada ou até tentem fugir.

 


Segundo a especialista em comportamento pet Dra Stela Salcedo Amaral, Médica Veterinária Comportamentalista do Nouvet Centro Veterinário, o som dos fogos pode causar uma reação de medo profundo nos cães, levando a comportamentos que indicam sofrimento emocional real. Para ela, esse tipo de resposta é um reflexo direto do instinto de sobrevivência diante de algo que o animal não consegue compreender. Preparar um ambiente seguro dentro de casa faz diferença, com um espaço confortável, objetos familiares e longe de portas ou janelas que ampliem o som. Manter a rotina também é essencial, evitando mudanças bruscas nos horários de alimentação e passeios, o que ajuda a reduzir a ansiedade.

 


Brinquedos interativos e estímulos positivos podem funcionar como distração nos momentos mais intensos do barulho. Criar uma sensação de normalidade dentro de casa contribui para diminuir o impacto das comemorações externas. Quando os fogos começam, o responsável deve manter a calma, já que os cães percebem o estado emocional das pessoas ao redor. Demonstrar tranquilidade ajuda a reduzir a sensação de ameaça. É importante não punir o animal nem ignorar completamente, mas também evitar exageros que reforcem o medo. Fechar portas e janelas, deixar um som ambiente ligado e oferecer um local onde o cão possa se abrigar, como uma caminha ou caixa adaptada, pode aumentar a sensação de segurança. Em alguns casos, produtos calmantes podem ser utilizados, sempre com orientação veterinária.

 


Os impactos do estresse vão além do comportamento imediato. Podem surgir problemas de saúde como alterações cardíacas, aumento da pressão arterial, crises respiratórias e distúrbios gastrointestinais. Em situações mais graves, o animal pode se machucar ao tentar fugir ou desenvolver medo crônico de ruídos. Dra. Stela reforça que o estresse repetido pode comprometer a saúde física e emocional ao longo do tempo, tornando essencial que os responsáveis adotem medidas preventivas.

 


Durante a Copa do Mundo, a comemoração pode e deve ser consciente. Pequenas mudanças de atitude ajudam a evitar o sofrimento de milhares de animais que, ao contrário dos humanos, não entendem o motivo de tanto barulho. Proteger os cães nesse período é mais do que cuidado, é responsabilidade. Enquanto o mundo comemora, eles precisam apenas de segurança, estabilidade e tranquilidade para atravessar esse momento sem consequências duradouras.



Por Beatriz Marzulo - Agência Alma 

Pesquisa usa Inteligência Artificial para desenvolver contraceptivo não cirúrgico para cães

Estudo realizado em parceria com pesquisadores da Suíça busca criar medicação inovadora de baixo custo para controle populacional de cães, com potencial impacto na saúde pública e no bem-estar animal


Pesquisadores da Universidade Santo Amaro — Universidade Santo Amaro (Unisa) — estão desenvolvendo uma pesquisa inédita que utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar uma medicação contraceptiva não cirúrgica voltada ao controle populacional de cães. O estudo, conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Única da instituição em parceria com pesquisadores da Suíça, conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pode representar um avanço global no enfrentamento do abandono animal e das zoonoses.


Coordenada pela professora Paula Papa, do programa de Pós-Graduação em Saúde Única, a pesquisa investiga o funcionamento do corpo lúteo — estrutura responsável pela manutenção da gestação nas cadelas — com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial capazes de analisar milhares de informações genéticas simultaneamente.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 200 milhões de cães vivam em situação de rua no mundo. No Brasil, aproximadamente 30 milhões de cães e gatos estão abandonados, cenário que impacta diretamente a saúde pública, favorecendo a disseminação de zoonoses e agravando problemas relacionados ao bem-estar animal.




Para compreender os mecanismos biológicos envolvidos na gestação, os pesquisadores analisaram mais de 16 mil genes por animal. A partir do uso da IA, o estudo conseguiu identificar, com 100% de precisão, se uma cadela estava prenhe já nos primeiros 10 dias após a concepção — um nível de detalhamento considerado inédito na espécie.


Com base nesses resultados, a equipe agora busca identificar quais genes podem ser bloqueados ou modulados para impedir a gestação de maneira segura, reversível e sem necessidade de cirurgia. A expectativa é que a descoberta viabilize, futuramente, o desenvolvimento de um contraceptivo de baixo custo e fácil aplicação, ampliando as estratégias de controle populacional de animais em situação de rua.


“Estamos diante da possibilidade de transformar um problema histórico em uma solução sustentável e acessível. A Inteligência Artificial acelera nossa capacidade de compreender os mecanismos da gestação e pode aproximar a ciência de um medicamento com impacto global”, afirma a professora Paula Papa.


Atualmente, o estudo avança para uma nova etapa, dedicada à validação biológica dos genes identificados pela IA. Os pesquisadores analisam como esses genes atuam no corpo lúteo e qual a influência deles na manutenção da gestação, etapa considerada fundamental para definir os alvos da futura medicação contraceptiva.


A iniciativa reforça a proposta da Unisa de incentivar pesquisas brasileiras com colaboração internacional e ampliar estudos interdisciplinares dentro do conceito de Saúde Única, abordagem que integra saúde humana, animal e ambiental. A expectativa é que os resultados possam contribuir futuramente para o desenvolvimento de patentes e produtos com alcance internacional. 
 

Links das pesquisas citadas:
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Saúde animal e zoonoses 
https://www.who.int/health-topics/zoonoses

CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
https://www.gov.br/cnpq/pt-br
 

Com 60 anos de atuação, a Universidade Santo Amaro – Unisa está entre as principais instituições de ensino superior privado do país, reconhecida com nota máxima (conceito 5) pelo Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a Unisa oferece mais de 600 cursos presenciais e a distância (EAD), incluindo graduação, pós-graduação — especialização, MBA, mestrado e doutorado — e programas de extensão. 

A instituição atende mais de 40 mil alunos distribuídos em cinco unidades no estado de São Paulo e em 450 polos de apoio EAD em todo o Brasil. Com o propósito de transformar e contribuir para uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável, a Unisa investe continuamente em pesquisas e projetos de responsabilidade social. Anualmente, realiza mais de 500 mil atendimentos à comunidade. 


Por  Geninha Moraes -  Comuniquese2

Alerta de inverno: Doenças respiratórias e virais também ameaçam os felinos

Imagem de Divulgação

Frio pode favorecer problemas respiratórios e agravar enfermidades já existentes, exigindo atenção redobrada dos tutores



Com a chegada das temperaturas mais baixas, muitos tutores se preocupam em manter os gatos aquecidos, mas nem sempre percebem que o inverno também pode aumentar os riscos de doenças respiratórias e infecciosas. Embora sejam conhecidos por buscar locais quentes e passarem mais tempo dentro de casa, os felinos não estão imunes aos impactos da estação.
 

Segundo a médica-veterinária Vanessa Barreto, da CatLife, o período exige atenção especial, principalmente porque algumas doenças podem se manifestar de forma discreta. “Durante o inverno, observamos um aumento de casos de doenças respiratórias, especialmente em animais mais jovens, idosos ou com a imunidade comprometida. Como os gatos costumam esconder sinais de desconforto, muitas vezes os tutores demoram a perceber que algo não vai bem”, explica.
 

Entre os principais problemas observados nesta época do ano estão a rinotraqueíte felina, causada pelo herpesvírus felino, a calicivirose, além de infecções respiratórias secundárias. O frio também pode agravar quadros crônicos já existentes e favorecer a disseminação de doenças em ambientes com maior concentração de animais.
 

Gatos diagnosticados com FIV ou FeLV têm o sistema imunológico comprometido e, por isso, são mais suscetíveis a desenvolver infecções respiratórias graves nos meses mais frios. O mesmo vale para raças braquicefálicas (focinho achatado) , como Persa, Exótico e Himalaio, devido a sua anatomia, esses animais já respiram com mais dificuldade, e o inverno pode intensificar esse desconforto.
 

Se você acha que os gatos ficam totalmente protegidos por viverem dentro de casa, vale ficar atento. Confira alguns sinais e cuidados importantes durante o inverno:


  1. Espirros frequentes não devem ser ignorados: Espirros recorrentes, secreção nasal, olhos lacrimejando e dificuldade para respirar podem indicar infecções respiratórias que exigem avaliação veterinária.
  2. Menos atividade pode ser sinal de alerta: É normal que alguns gatos fiquem mais recolhidos nos dias frios, mas apatia excessiva, perda de apetite ou redução significativa das atividades merecem atenção.
  3. Atenção à respiração com a boca aberta: Diferentemente dos cães, gatos quase nunca respiram com a boca aberta em situações normais. Esse sinal indica dificuldade respiratória grave e exige atendimento veterinário imediato.
  4. Cuidado com o uso de aquecedores: embora ajudem a manter o ambiente mais confortável durante o inverno, os aquecedores podem ressecar o ar e favorecer irritações nas vias respiratórias dos gatos. Além disso, exigem atenção redobrada dos tutores devido ao risco de queimaduras e à possibilidade de contribuir para quadros de desidratação, especialmente em felinos que já costumam ingerir pouca água.
  5. Gatos que vivem dentro de casa também precisam de cuidados: Muitos tutores acreditam que felinos sem acesso à rua estão livres de riscos, mas vírus e bactérias podem ser transportados por roupas, sapatos e objetos, além de haver exposição em consultas e deslocamentos.
  6. A hidratação continua sendo fundamental: durante o inverno, muitos gatos tendem a reduzir naturalmente a ingestão de água, o que pode favorecer problemas urinários e comprometer o funcionamento adequado do organismo. Para estimular a hidratação, os tutores podem apostar em alternativas como sachês, que ajudam a aumentar o consumo de líquidos, além de bebedouros com circulação de água, já que os felinos possuem preferência natural por água em movimento.
  7. Vacinação e prevenção fazem toda a diferença: A vacinação é uma das principais formas de proteção contra doenças respiratórias e infecciosas bastante comuns na espécie. Além disso, consultas preventivas ajudam a identificar alterações precocemente e garantem mais qualidade de vida aos felinos.

A veterinária reforça que não existe um protocolo único para todos os gatos. “Cada animal possui um estilo de vida, histórico clínico e nível de exposição diferentes. Por isso, o acompanhamento veterinário é fundamental para definir quais vacinas e cuidados são mais adequados para cada caso”, afirma.
 

Além de manter a caderneta de vacinação em dia, especialistas recomendam oferecer locais aquecidos para descanso, estimular a ingestão de água, manter os ambientes limpos e ventilados e realizar consultas preventivas regularmente. Com alguns cuidados simples, é possível atravessar o inverno com mais segurança e garantir o bem-estar dos felinos durante toda a estação.
 


A CatLife é o primeiro plano de saúde nacional desenvolvido exclusivamente para gatos, com foco nas necessidades específicas dos felinos. Criada para facilitar o acesso dos tutores a cuidados veterinários de qualidade em todo o Brasil, a marca prioriza a prevenção, o acompanhamento contínuo e o bem-estar dos gatos em todas as fases da vida. Com opções de planos que incluem consultas, exames, vacinas e outros serviços essenciais, a CatLife oferece uma experiência simples, prática e sem burocracia, conectando os felinos a uma ampla rede de clínicas e hospitais veterinários credenciados e garantindo mais previsibilidade, segurança e tranquilidade aos tutores.

Mais informações em: CatLife: Link 




Por Bianca Fontana Forcan - Agência Máquina 

Copa do Mundo: estresse dos jogos pode desencadear crises urinárias em gatos

A cistite idiopática felina responde por até 65% dos casos de doença do trato urinário inferior (DTUIF) e o estresse provocado por mudanças na rotina está entre os principais gatilhos



A Copa do Mundo altera a rotina de milhões de brasileiros dentro de casa. Reuniões com amigos, gritos de comemoração, televisões ligadas por horas e mudanças nos horários habituais fazem parte da experiência dos torcedores, mas podem representar um fator de risco pouco conhecido para a saúde dos gatos. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, alerta que o estresse causado pela quebra de rotina durante os jogos pode desencadear crises urinárias potencialmente graves nos felinos.


 

A preocupação não é exagerada. Segundo a International Society of Feline Medicine (ISFM), a Cistite Idiopática Felina (CIF) responde por cerca de 55% a 65% dos casos de Doença do Trato Urinário Inferior Felino (DTUIF), um conjunto de enfermidades que afetam a bexiga e a uretra dos gatos. Diferentemente de outras doenças urinárias, a CIF está fortemente associada a fatores ambientais e emocionais, tendo o estresse como um dos principais desencadeadores.


 

Ao contrário dos cães, que costumam demonstrar desconforto de forma evidente por meio de latidos, tremores ou tentativas de fuga, os gatos tendem a manifestar o estresse de forma silenciosa. Mudanças no ambiente, excesso de barulho, presença de pessoas desconhecidas e alterações na rotina podem levar o animal a se esconder, reduzir a ingestão de água e permanecer em estado constante de alerta.


 

A sensibilidade dos felinos às alterações ambientais é tão reconhecida que diretrizes da American Association of Feline Practitioners (AAFP) apontam a previsibilidade da rotina e o enriquecimento ambiental como pilares fundamentais para a manutenção da saúde física e emocional dos gatos.


 

A conexão entre o estresse e as vias urinárias


A cistite idiopática felina é uma inflamação da bexiga sem causa infecciosa identificável, frequentemente associada à resposta do organismo ao estresse. Quando o gato é exposto a situações que geram insegurança ou ansiedade, ocorrem alterações neuroendócrinas capazes de comprometer a camada protetora da bexiga, favorecendo processos inflamatórios e desencadeando dor, desconforto e alterações urinárias.


 

Nos machos, a situação pode evoluir para um quadro ainda mais grave: a obstrução uretral. Nesses casos, o animal perde a capacidade de eliminar a urina adequadamente, configurando uma emergência veterinária que exige atendimento imediato.


 

“O grande perigo do período da Copa é que os sinais podem passar despercebidos. Enquanto a atenção da família está voltada para o jogo, o gato pode estar em sofrimento. O estresse nos felinos costuma ser silencioso. Muitas vezes ele se manifesta no pet que passa horas escondido, deixa de beber água ou começa a frequentar a caixa de areia repetidamente sem conseguir urinar. Quando ocorre uma obstrução urinária, estamos diante de uma emergência metabólica grave que pode evoluir rapidamente para insuficiência renal aguda”, explica Ewellin Lima, médica veterinária na WeVets.


 

Além das alterações comportamentais, outro risco comum durante reuniões e confraternizações é a oferta inadvertida de alimentos inadequados para os pets. Salgadinhos, embutidos, petiscos industrializados para humanos e preparações contendo alho, cebola ou excesso de sal podem causar intoxicações, distúrbios gastrointestinais e agravar problemas renais em cães e gatos.
 

Como proteger os gatos durante os jogos da Copa
 

Crie um ambiente seguro e silencioso

Reserve um cômodo tranquilo da casa para o gato durante as partidas, longe da movimentação e do barulho. Cortinas fechadas e sons ambientes suaves podem ajudar a reduzir estímulos estressantes.
 

Mantenha recursos essenciais próximos

Disponibilize água fresca, alimentação, arranhadores, esconderijos e uma caixa de areia no ambiente escolhido. O gato não deve precisar atravessar áreas movimentadas para acessar recursos básicos.
 

Utilize feromônios sintéticos

Difusores ou sprays específicos para felinos podem contribuir para aumentar a sensação de segurança e reduzir os efeitos do estresse ambiental.
 

Evite mudanças bruscas na rotina

Sempre que possível, mantenha horários regulares de alimentação, interação e limpeza da caixa de areia, mesmo nos dias de jogos.
 

Monitore o comportamento após as partidas

Observe sinais como idas frequentes à caixa de areia, esforço para urinar, vocalização de dor, sangue na urina, lambedura excessiva da região genital ou eliminação de urina fora da caixa. Todos esses sintomas exigem avaliação veterinária imediata.


 

“A Copa é um momento de celebração para as famílias, mas é importante lembrar que os gatos não entendem o contexto da festa. Eles apenas percebem que o ambiente mudou de forma repentina. Pequenos cuidados preventivos podem evitar situações de grande risco e garantir que o pet atravesse esse período com tranquilidade e segurança”, conclui a especialista da WeVets. Ewellin Lima -CRMV-SP - 45.551



Por Hélio Júnior - Focal 3 Comunicação 

Copa do Mundo e São João: veja os cuidados com os pets durante os fogos

Especialista indica medidas que ajudam a proteger cães e gatos do estresse causado pelo barulho



A Copa do Mundo e os festejos juninos devem intensificar o uso de fogos de artifício durante todo o mês. Nesse período, tutores de cães e gatos precisam ficar atentos aos impactos do barulho nos animais, que podem apresentar medo, ansiedade, alterações comportamentais e até problemas de saúde.



De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge, Acidália Santos, os animais têm maior acuidade auditiva, inclusive para sons de alta frequência, e os fogos geram estímulos sonoros súbitos que os pets não conseguem compreender, o que pode provocar medo e sobrecarga emocional. "A combinação desses fatores potencializa respostas de ansiedade e desencadeia reações que variam de leves alterações comportamentais a quadros graves", explica.



As manifestações mais comuns são medo intenso, tremores, vocalização excessiva, taquicardia, respiração acelerada e salivação aumentada. Existe a possibilidade de tentativa de fuga com risco de acidentes, traumas e do desaparecimento do animal. Em casos mais severos, especialmente em pets com doenças pré-existentes, a exposição aos fogos pode causar convulsão, colapso cardiovascular e, em situações extremas, até o óbito.



Para reduzir o estresse e evitar acidentes, os tutores podem adotar medidas preventivas antes e durante a queima de fogos. Uma das estratégias é a dessensibilização sonora gradual, feita por meio da exposição controlada a sons semelhantes aos dos fogos, sempre com orientação de um médico veterinário especializado em comportamento animal. “Esse processo ajuda o animal a reconhecer o estímulo como não ameaçador, quando realizado de forma correta e progressiva”, destaca Acidália.



Outras medidas simples durante os eventos fazem a diferença, como manter o pet em um ambiente seguro e familiar, com portas, janelas e cortinas fechadas. O uso de música suave também ajuda a mascarar os sons externos, reduz o impacto do ruído e diminui o nível de estresse do animal.



Por Isabela Borges - ATcom