Xingu, filhote de onça-pintada nascido no BioParque Vale Amazônia, completa 7 meses e faz primeira aparição pública

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Ação reforça a importância da conservação da espécie ameaçada de extinção



Xingu está em processo gradual de adaptação ao recinto ampliado, explorando o ambiente em períodos controlados e sempre acompanhado da mãe, Marília, seguindo protocolos de bem-estar e desenvolvimento definidos pela equipe técnica.


“O nascimento de Xingu foi mais um marco para a conservação da espécie. Aqui no BioParque é feito trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental às espécies com condições adequadas para a sua reprodução e desenvolvimento. Agora ele chegou numa idade de aprendizados com a mãe. Ele está agora em adaptação ao recinto maior, em um processo gradual de crescimento e aprendizagem”, explica Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia.



Xingu é o sétimo filhote de onça-pintada nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do cerrado. Filho de Marília e Zezé, ele vive uma fase de descobertas: aprende a nadar, escalar, correr e afiar as unhas nos troncos, sempre sob acompanhamento da mãe e da equipe técnica. A adaptação ao espaço maior ocorre aos poucos, em horários determinados, respeitando o comportamento do animal.
 

A mãe de Xingu, Marília, foi resgatada de cativeiro ilegal. Já Zezé nasceu em uma instituição em Goiás e descende de animais também retirados de situação irregular. Por terem vivido sob influência humana, eles não podem retornar à natureza, situação comum em casos de apreensão de fauna silvestre. Hoje, o casal e o filhote integram o plantel do parque e ajudam a sensibilizar o público sobre o tráfico de animais e a importância da conservação da espécie.
 

Ao longo de quase 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil. O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como ararajuba, arara-azul, jacupiranga, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-pintada, onça-parda, queixada, caititu, guariba-de-mãos-ruivas e anta.
 

Além dos 29 recintos de felinos, primatas, répteis e aves, que reproduzem o ambiente natural conforme as características e comportamentos dos animais, o BioParque conta com atrações como a sala de coleção entomológica, com 1.100 exemplares de insetos da floresta; o formigueiro, que mostra ao visitante como funciona o trabalho das formigas embaixo da terra; e o viveiro de imersão, que permite uma vivência no mesmo ambiente de diversas espécies de aves.

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O BioParque é administrado e mantido de forma voluntária pela Vale, como parte das ações de sustentabilidade da empresa. O espaço funciona de terça a domingo, das 9h às 16h, e fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação ambiental gerida pelo ICMBio. O acesso é autorizado pelo órgão e pode ser solicitado na portaria da Flona ou pelo link https://flonacarajas.com.br/.




Por Imprensa Vale
https://vale.com/imprensa

Tricô artesanal ganha espaço no universo pet com roupas personalizadas

Quem disse que só os humanos aproveitam o inverno de tricô? A pequena Magali já desfila com um pulôver feito à mão, sob medida e cheio de carinho. Foto: Cristina Sasaki

 


Com a chegada dos dias mais frios, não são apenas as pessoas que recorrem às peças de lã para se aquecer. Cães, especialmente os de pequeno porte, idosos ou de pelagem curta, também precisam de proteção contra as baixas temperaturas. Atenta a esse movimento, o Empório das Lãs aposta em uma tendência que une conforto, afeto e artesanato: a confecção de pulôveres em tricô para pets.



Produzidas artesanalmente, as peças valorizam o trabalho manual e podem ser confeccionadas em diferentes tamanhos, cores e modelos, proporcionando um ajuste confortável para os animais. Além de aquecer, os pulôveres também se tornaram acessórios de estilo, acompanhando o vínculo cada vez mais próximo entre tutores e seus animais.



Workshop


Com mais de 20 anos dedicados ao ensino do tricô e do crochê, as sócias do Empório das Lãs, a primeira boutique de fios e lãs de São Paulo, criaram um workshop exclusivo para ensinar suas alunas a confeccionar pulôveres para pets. A proposta é mostrar, passo a passo, como desenvolver peças sob medida que unem conforto, beleza e funcionalidade, levando para cada criação a técnica, o cuidado e o carinho que só o trabalho feito à mão é capaz de proporcionar.



Peças personalizadas


De acordo as professoras Ana Claudia Souza e Cristina Sasaki, sócias do Empório das Lãs, confeccionar roupas para pets exige atenção tanto à escolha dos materiais quanto à modelagem.



"Utilizamos fios macios e confortáveis e desenvolvemos cada peça sob medida, para que ela não aperte nem limite os movimentos do animal. Para isso, tiramos medidas como a circunferência da cabeça, do pescoço, das patinhas, do peito e o comprimento até a base do rabinho. Tudo é pensado para garantir um caimento perfeito, conforto e liberdade para o pet", explicam.



O workshop também ensina a técnica do jacquard, que permite tricotar nomes, letras e desenhos diretamente na peça, criando pulôveres personalizados para os pets.



Amora ganhou um pulôver de tricô personalizado com seu nome. Feita à mão, a peça une conforto, estilo e o carinho do artesanato para os pets. Foto: Cristina Sasaki



Tricô além da moda tradicional


A iniciativa mostra como o tricô vem conquistando novos espaços, indo além da moda tradicional e chegando ao universo dos animais de estimação. Para quem tricota, as peças representam uma oportunidade de aprender novas técnicas, desenvolver produtos personalizados e ampliar as possibilidades de criação.



Mercado pet


Com cerca de 160 milhões de pets, o Brasil está entre os países com a maior população de animais de estimação do mundo. O mercado pet brasileiro movimenta mais de R$ 70 bilhões por ano, mostrando a força de um setor que amplia a oferta de produtos e serviços voltados ao bem-estar dos animais.


Empório das Lãs

Endereço: Rua Gil Eanes, 713, Campo Belo –São Paulo SP CEP: 04601-042

Horário da loja: Segunda à sexta: das 10h às 17h, sábado: 9h às 13h

Site: https://www.emporiodaslas.com.br/

WhatsApp: Loja física (11) 98203-6688 Site 11-98541-6655

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Por Cristina Aguilera - Mídia Brazil Comunicação Integrada


A ciência por trás da ração: como a indústria impede que os alimentos para pets se deteriorem antes de chegar ao pote

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Quando um tutor abre um pacote de ração, dificilmente imagina que a qualidade daquele alimento começou a ser preservada muito antes de ele chegar à fábrica. O controle da oxidação, que é processo natural que degrada gorduras, proteínas e vitaminas, é um dos principais desafios científicos da indústria de alimentos para pets e exige uma estratégia que acompanha toda a cadeia produtiva, desde as matérias-primas até o produto final.


Embora pouco conhecido pelos consumidores, esse processo é fundamental para garantir que os pets recebam um alimento seguro, nutritivo e estável durante toda a vida útil do produto, que normalmente varia entre 12 e 24 meses.


Segundo Guilherme Fray, gerente de Marketing da Kemin Pet Food, empresa global especializada em ingredientes para a indústria de alimentação animal, preservar um alimento vai muito além de aumentar seu prazo de validade. "Quando falamos em controle da oxidação, estamos falando em preservar nutrientes, manter a qualidade das gorduras, evitar alterações de aroma e sabor e garantir que o alimento entregue ao animal tenha as características nutricionais previstas desde a formulação. É um trabalho que começa muito antes da fabricação da ração", explica.



O desafio começa nas matérias-primas


Grande parte dos ingredientes utilizados na produção de alimentos, especialmente farinhas e gorduras de origem animal, apresenta elevada suscetibilidade à oxidação. Se esse processo não for controlado desde o início da cadeia, a degradação pode comprometer a qualidade do alimento antes mesmo de sua fabricação.


Por isso, a preservação começa ainda nas empresas responsáveis pelo processamento dessas matérias-primas, conhecidas como rendering, e continua ao longo das etapas industriais. "Não basta proteger apenas a ração pronta. Se uma matéria-prima chega oxidada à indústria, parte da qualidade já foi perdida. O controle precisa acompanhar toda a cadeia, desde o fornecedor até o produto que chega ao consumidor", afirma Fray.


Durante a fabricação, um dos momentos que exige maior atenção é a aplicação de óleos sobre o kibble, os grãos da ração. Essa etapa melhora a palatabilidade do alimento, mas também representa um ponto crítico, já que esses óleos oxidam rapidamente quando não recebem proteção adequada.



Oxidação: um processo invisível, mas decisivo


A oxidação ocorre naturalmente quando compostos presentes nos alimentos entram em contato com o oxigênio. No caso das gorduras, esse processo pode provocar perda de nutrientes, alteração de odor, mudança de sabor e redução da estabilidade do alimento. Para evitar esses efeitos, a indústria utiliza antioxidantes que retardam as reações químicas responsáveis pela deterioração dos ingredientes. Apesar de serem pouco percebidos pelo consumidor, esses compostos desempenham papel estratégico na segurança alimentar.



Ciência impulsiona uma nova geração de soluções


Nos últimos anos, a pesquisa científica também tem transformado as tecnologias utilizadas para controlar a oxidação. Antioxidantes sintéticos, historicamente empregados pela indústria, vêm sendo gradualmente substituídos por alternativas naturais desenvolvidas a partir de compostos como tocoferóis e extratos botânicos, entre eles o alecrim.


O movimento acompanha avanços regulatórios internacionais e uma evolução tecnológica que permitiu ampliar a eficiência dessas soluções. "Hoje já existem tecnologias naturais capazes de oferecer elevado desempenho no controle da oxidação. O desafio científico tem sido desenvolver soluções que preservem os alimentos com a mesma eficiência, utilizando ingredientes cada vez mais alinhados às expectativas do mercado", destaca Fray.


Segundo ele, os Estados Unidos lideram essa transformação com cerca de 70~80% do mercado conservado com naturais. A Europa vem logo atrás com 60%, enquanto o Brasil começa a acelerar essa transição, principalmente entre fabricantes de alimentos premium e super premium.


Além da preservação química, o controle da qualidade dos alimentos para pets também envolve monitoramento microbiológico, avaliação constante das matérias-primas e estratégias integradas de conservação.


Para Fray, o conjunto dessas tecnologias mostra que a qualidade da alimentação animal depende cada vez mais de pesquisa, inovação e conhecimento científico. "Existe um enorme trabalho de ciência e tecnologia por trás de um alimento para pets. A conservação não acontece por acaso. Ela resulta de pesquisas contínuas que permitem preservar nutrientes, garantir segurança e oferecer aos animais um alimento com qualidade do primeiro ao último dia de validade."


Esse avanço deve continuar impulsionando novos investimentos em tecnologias de conservação e ingredientes naturais, fortalecendo uma tendência em que ciência e inovação caminham lado a lado para elevar o padrão de qualidade da alimentação pet.




A Kemin Industries é uma fabricante global de ingredientes, que se empenha diariamente em transformar de maneira sustentável a qualidade de vida de 80% da população mundial com seus produtos e serviços. A empresa possui mais de 500 ingredientes patenteados para saúde e nutrição humana e animal, alimentos para animais de estimação, aquicultura, nutracêuticos, tecnologias alimentares, tecnologias agrícolas e indústrias têxteis.

Por mais de meio século, a Kemin se dedica ao uso da ciência aplicada para enfrentar os desafios do setor e oferecer soluções de produtos para clientes em mais de 120 países. A Kemin fornece ingredientes para alimentar uma população em crescimento, com seu compromisso com a qualidade, segurança e eficácia de alimentos, rações e produtos relacionados à saúde.

Fundada em 1961, a Kemin é uma empresa privada, de propriedade e operação familiar, com mais de 3.300 funcionários e operações globais em 90 países, incluindo instalações de fabricação na Bélgica, Brasil, China, Índia, Itália, Rússia, Singapura, África do Sul, e Estados Unidos. Outras informações sobre a Kemin podem ser encontradas na sua página (www.kemin.com), ou nas redes sociais LinkedIn (www.linkedin.com/showcase/kemin-animal-nutrition-&-health-south-america/) e Facebook (www.facebook.com/keminamericadosul)

 


Mariana Cremasco MTB: 60.856/SP - Alfapress Comunicações

Lindo e colorido, Manacá-de-cheiro exige atenção em jardins com crianças e animais

Manacá de cheiro

Espécie popular pode causar sintomas digestivos e neurológicos; manacá-da-serra oferece efeito visual semelhante e pode ser uma alternativa no paisagismo


Presente em jardins, condomínios e áreas públicas de diferentes regiões do Brasil, o manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é conhecido pelo perfume intenso e pelas flores que mudam de cor. Elas surgem em tonalidades arroxeadas e se tornam progressivamente mais claras, fazendo com que uma mesma planta apresente flores violetas, lilases e brancas ao mesmo tempo.


A beleza, no entanto, convive com uma característica que exige atenção: o manacá-de-cheiro produz diferentes metabólitos secundários, substâncias que integram os mecanismos naturais de defesa da planta e que podem causar intoxicação quando partes vegetais são ingeridas.


‘’Entre os compostos identificados ou associados à espécie estão alcaloides, saponinas, glicosídeos esteroidais, flavonoides e outras substâncias bioativas. A exposição pode provocar vômito, diarreia, salivação excessiva, ansiedade, tremores, falta de coordenação motora, hipersensibilidade e movimentos involuntários dos olhos’’, explica Simone Arthur Nascimento,  especialista em paisagismo seguro e autora do projeto Jardim do Bicho.


Nos casos mais graves, podem ocorrer manifestações neurológicas, como convulsões e neurotoxicidade aguda. ‘’O vômito também pode causar nova exposição das mucosas ao material vegetal ingerido, contribuindo para o agravamento do quadro’’, alerta Simone.


Por esse motivo, o manacá-de-cheiro não é indicado para ambientes frequentados por crianças pequenas, cães ou gatos, especialmente quando a planta permanece em locais de fácil acesso. Em projetos de paisagismo seguro, a escolha das espécies deve considerar não apenas o efeito ornamental, mas também o perfil dos usuários do espaço e a possibilidade de contato ou ingestão.


Manacá da serra



Uma alternativa brasileira


Para quem deseja manter no jardim o efeito visual das flores que mudam de cor, uma possibilidade é o manacá-da-serra (Pleroma mutabile), espécie nativa e endêmica do Brasil, característica da Mata Atlântica e bastante utilizada no paisagismo e na arborização urbana.


‘’Assim como o manacá-de-cheiro, o manacá-da-serra apresenta flores em diferentes tonalidades ao longo da floração. As flores costumam se abrir brancas, tornam-se rosadas e, posteriormente, adquirem coloração arroxeada. Por isso, a copa pode exibir simultaneamente flores brancas, rosas e violetas’’, elucida Simone.


Apesar da semelhança visual e do nome popular compartilhado, as duas plantas pertencem a famílias botânicas diferentes e apresentam características distintas.


‘’O manacá-de-cheiro pertence à família Solanaceae. Possui crescimento predominantemente arbustivo, copa densa e flores perfumadas. Já o manacá-da-serra pertence à família Melastomataceae e, em sua forma típica, desenvolve-se como árvore de pequeno a médio porte, com copa mais ampla e maior presença estrutural na composição do jardim’’,diz a especialista.


Em áreas com espaço suficiente para o desenvolvimento da copa e das raízes, o manacá-da-serra pode exercer função ornamental semelhante, além de oferecer sombra, verticalidade e forte impacto visual durante a floração.



Versão anã pode ser usada em jardins menores


Quando o objetivo é preservar um porte mais próximo ao do manacá-de-cheiro, pode-se utilizar o chamado manacá-da-serra-anão, variedade de crescimento mais compacto.


Essa opção é mais adequada para jardins pequenos, canteiros reduzidos, vasos de grandes dimensões e áreas próximas às edificações, desde que sejam respeitadas as necessidades de luz, solo, irrigação e espaço para o desenvolvimento da planta.


A substituição permite conservar o principal efeito ornamental associado aos manacás: a presença simultânea de flores em diferentes cores. A única característica que não pode ser reproduzida é o aroma intenso do manacá-de-cheiro, pois o manacá-da-serra não apresenta perfume floral equivalente.


‘’A proposta não é considerar as duas espécies idênticas, mas demonstrar que o paisagismo pode oferecer alternativas visualmente semelhantes e mais compatíveis com ambientes frequentados por crianças e animais’’, aconselha Simone. ‘’A escolha deve levar em conta o espaço disponível, o porte da variedade, as condições de cultivo e, principalmente, a segurança de quem utiliza o jardim’’, finaliza.


 

Simone Arthur: Especialista em paisagismo seguro, pesquisadora independente e advogada. Sócia da DSN Paisagismo e Consultoria, dedica-se ao estudo da toxicidade de plantas ornamentais e à produção de conteúdo técnico acessível. É a idealizadora do projeto autoral Jardim do Bicho, focado em critérios de segurança para ambientes com animais e crianças.




Por Vanessa Kopersz Ming - Type Assessoria de Imprensa

População de gatos chega a 33,3 milhões e cresce quase duas vezes mais que a de cães no Brasil

Mudanças nas moradias, novos arranjos familiares e uma transformação cultural na relação com os felinos impulsionam o crescimento e ampliam a demanda por atendimento veterinário e produtos especializados



Os gatos estão conquistando cada vez mais espaço nos lares brasileiros. Dados recentes da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) apontam que o país já reúne 33,3 milhões de felinos, número superior aos 32,2 milhões registrados anteriormente. A população de cães, por sua vez, é estimada em 62,5 milhões. Ao todo, o Brasil soma 166,8 milhões de animais de estimação e ocupa a terceira posição no ranking mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

 


Mais do que indicar uma preferência crescente pelos felinos, esse movimento reflete transformações no modo de vida da população. A verticalização das cidades, a redução da metragem dos imóveis e o aumento do número de domicílios ocupados por uma única pessoa estão entre os fatores que ajudam a explicar a presença cada vez maior dos gatos nas famílias brasileiras.



Para Juliana Aguiar, médica-veterinária e gerente de marketing da linha PET da Ourofino Saúde Animal, uma das mudanças mais relevantes está na maneira como a sociedade passou a enxergar os felinos.



“Durante muito tempo, o gato foi percebido como um animal frio, distante e pouco afetivo. Essa imagem vem sendo desmistificada. Hoje, ele é reconhecido como uma companhia próxima, capaz de estabelecer vínculos muito fortes com as pessoas responsáveis por seus cuidados. Essa mudança cultural tem um peso importante no crescimento da população felina”, afirma.



A adaptação dos gatos a diferentes configurações de moradia também contribui para esse avanço. Por apresentarem uma dinâmica de convivência mais independente, os felinos podem se adequar a rotinas nas quais as pessoas permanecem períodos maiores fora de casa. Isso não elimina, entretanto, a necessidade de cuidados específicos, estímulos ambientais, acompanhamento veterinário e prevenção periódica.



Outro fator destacado pela especialista é o fortalecimento dos programas de conscientização, resgate e adoção. Uma parcela relevante dos gatos chega às famílias por meio dessas iniciativas, contribuindo para ampliar não apenas a presença dos felinos nos domicílios, mas também o debate sobre guarda responsável, prevenção e bem-estar animal.



Mercado acompanha as particularidades dos gatos


O aumento da população felina já provoca mudanças em diferentes áreas do mercado PET. Clínicas veterinárias têm criado salas de espera e espaços de atendimento separados para reduzir o estresse dos gatos, enquanto cresce o número de profissionais especializados em medicina e comportamento felino.



Congressos dedicados exclusivamente à espécie, ambientes de enriquecimento, novas opções de areia sanitária, alimentos específicos e produtos voltados às diferentes fases da vida também vêm ganhando espaço.



“Os responsáveis por gatos estão mais informados e atentos às necessidades específicas da espécie. Isso exige uma evolução de toda a cadeia, desde a estrutura das clínicas e a capacitação dos profissionais até o desenvolvimento de produtos e de uma comunicação mais segmentada”, explica Juliana.



Segundo a médica-veterinária, o gato não deve ser tratado como uma versão menor do cão, e essa percepção, felizmente, vem sendo superada. Os felinos apresentam características fisiológicas, comportamentais e ambientais próprias, e essas diferenças devem ser consideradas tanto nas consultas veterinárias quanto na rotina de cuidados em casa.



Para Juliana, a tendência é que a expansão da população felina continue acompanhada de uma especialização cada vez maior do mercado.

“Não estamos falando apenas de mais gatos nos lares, mas de uma nova forma de se relacionar com eles. Quanto mais conhecemos o comportamento e as necessidades da espécie, maior é a procura por prevenção, atendimento especializado, ambientes adequados e soluções que contribuam efetivamente para sua saúde e qualidade de vida”, conclui.




Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal é a maior empresa do setor farmacêutico-veterinário de origem brasileira e referência em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal. Com sede em Cravinhos (SP), possui um dos complexos industriais mais modernos da América Latina, incluindo linhas para comprimidos, injetáveis, vacinas e biológicos. Presente em mais de 60 países, mantém operações diretas no México e na Colômbia, combinando ciência, tecnologia e proximidade com o produtor. Investe cerca de 8% da receita líquida em P&D, desenvolvendo soluções eficazes e seguras para animais de produção e de companhia. Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio pela Great Place to Work, também adota práticas sustentáveis e segue elevados padrões de governança desde sua abertura de capital no Novo Mercado da B3.   

 


   


Por Fernanda Chiossi - Comuniquese