Outubro Rosa: Até 90% dos tumores mamários em gatas são malignos
Castração traz ganhos físicos e comportamentais para os pets
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| Imagem: Istock |
A castração traz inúmeros benefícios à saúde de cães e gatos, ajudando a prevenir doenças graves, e contribui para o bem-estar geral, evitando comportamentos de risco. Quando realizada na idade adequada dos animais de estimação, garante ainda mais segurança para o desenvolvimento deles.
“Esse procedimento ajuda a prevenir tumores de mama em fêmeas castradas antes do primeiro cio, além de evitar infecções uterinas sérias, como a piometra, e reduzir o risco de tumores na próstata e nos testículos dos machos. A castração ainda diminui comportamentos indesejados, como marcação de território, fuga de casa ou agressividade por causa de disputas sexuais” explica Ana Mannuela de Souza Babo, professora do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Barreiras.
“A melhor época para castrar gatos costuma ser entre 4 e 6 meses de idade, antes que eles tenham o primeiro cio ou comecem a mostrar comportamentos relacionados ao sexo. Para cães de porte pequeno, o ideal é entre 5 e 6 meses. Já os de porte maior podem esperar até cerca de 12 meses. Dessa forma, têm mais tempo para o desenvolvimento dos ossos e das articulações”, afirma a especialista.
De acordo com a professora, após a castração, muitos animais ficam mais tranquilos e menos impulsivos em relação a comportamentos sexuais e de fuga. “E, apesar da possível redução do metabolismo, a obesidade não é uma consequência inevitável, desde que a alimentação seja controlada. Com o uso de rações específicas e a manutenção de hábitos saudáveis, o pet pode ter uma vida equilibrada e ativa”, esclarece.
O período pós-operatório exige cuidados básicos, mas costuma ser tranquilo para o animal. Ele deve ficar em repouso, evitar saltos ou corridas. “Normalmente, a recuperação leva de uma a duas semanas. Durante esse período, é importante usar no pet colares elisabetanas ou roupas cirúrgicas para impedir que mexa nos pontos. Também é essencial fazer uma inspeção diária na ferida, procurando sinais de infecção, como inchaço, vermelhidão ou secreção. Além disso, não deixe de levá-lo ao veterinário para remover os pontos, se não forem absorvíveis, ou para uma nova avaliação, garantindo uma recuperação segura”, pontua.
Por João Milton Santos de Oliveira - Assessoria de imprensa - UNINASSAU
Crianças e pets em casa: acidentes podem levar cães e gatos à emergência
Dividir a casa com crianças e pets exige cuidados que vão além da supervisão das brincadeiras. Um brinquedo pequeno deixado no chão, um comprimido esquecido sobre um móvel ou um pedaço de chocolate oferecido escondido podem transformar situações comuns da rotina em uma emergência veterinária.
Dados ajudam a dimensionar parte desse risco. O ASPCA Animal Poison Control Center, centro norte-americano especializado em intoxicações animais, registrou mais de 376 mil exposições de pets a substâncias potencialmente tóxicas em 2025. Itens de venda livre, categoria que reúne medicamentos sem prescrição, vitaminas e suplementos, responderam por 16,9% dos registros, alimentos e bebidas por 16,4% e medicamentos de uso humano sob prescrição por 14,6%.
Segundo Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, casas com crianças exigem atenção especial porque brinquedos, alimentos e pequenos objetos circulam com mais frequência pelo ambiente.
“A criança pode oferecer um alimento ao pet como demonstração de carinho ou deixar um brinquedo pequeno no chão sem imaginar que aquilo pode representar risco. O papel do adulto é organizar esse ambiente e ensinar regras simples de convivência, sem transformar a relação entre criança e animal em algo restritivo”, explica.
Peças pequenas, bolinhas, partes de brinquedos, elásticos, barbantes e outros objetos podem ser engolidos por cães e gatos. Dependendo do formato, tamanho e localização, o material pode permanecer no estômago ou provocar obstrução gastrointestinal.
O Merck Veterinary Manual alerta que obstruções não tratadas podem comprometer a circulação sanguínea do intestino e evoluir para necrose ou perfuração. Corpos estranhos lineares, como fios e barbantes, merecem atenção especial.
Um estudo publicado no Journal of Small Animal Practice, com 499 cães diagnosticados com corpos estranhos gastrointestinais, identificou maior ocorrência de necrose intestinal, perfuração e peritonite nos animais que ingeriram objetos lineares.
“Vômitos persistentes, falta de apetite, apatia e dor abdominal depois do desaparecimento de um brinquedo ou objeto precisam acender o alerta. Nem sempre o responsável presencia a ingestão, por isso a mudança de comportamento do animal é importante”, afirma o médico veterinário.
Alimentos e bebidas destinados a humanos aparecem entre as principais causas de exposição tóxica em pets registradas pelo centro de toxicologia da ASPCA.
Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho e produtos que contêm xilitol estão entre os itens que podem causar problemas. O chocolate, analisado separadamente no levantamento da instituição, respondeu por 13,6% das exposições registradas em 2025.
Em casas com crianças, o risco não está apenas no alimento oferecido diretamente ao animal. Restos deixados em mesas baixas, mochilas, lancheiras ou no chão também podem ser alcançados pelo pet.
“A regra para a criança precisa ser simples. Antes de dividir qualquer alimento com o animal, ela deve perguntar a um adulto. Esse aprendizado pode fazer parte da própria convivência com o pet”, orienta.
Medicamentos humanos vendidos sem prescrição foram a principal categoria de exposição tóxica registrada pela ASPCA em 2025, pelo oitavo ano consecutivo.
Em uma casa com crianças, comprimidos podem cair no chão, permanecer em mochilas ou ser deixados sobre móveis baixos. Vitaminas e suplementos também precisam ser guardados em locais fechados.
A orientação da WeVets é nunca oferecer medicamentos de uso humano a cães e gatos sem avaliação veterinária.
Os riscos não se restringem à ingestão de objetos ou alimentos. Corridas dentro de casa, quedas, pisões e brincadeiras excessivamente intensas podem provocar traumas.
Puxar orelhas, patas ou rabo, abraçar o animal com força ou tentar retirar um objeto diretamente de sua boca também podem provocar desconforto e reação defensiva.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as brincadeiras entre crianças e cães sejam supervisionadas por adultos. A entidade também orienta que os pequenos não incomodem os animais durante a alimentação ou sono, não puxem partes do corpo e não tentem tomar brinquedos que estejam com eles.
“A supervisão não serve para impedir a interação. Ela ajuda a criança a entender os sinais do animal e perceber quando ele quer brincar e quando precisa de espaço”, afirma.
Cinco cuidados para crianças e pets dividirem a casa com segurança:
- Brinquedos com peças pequenas devem ser recolhidos depois da brincadeira.
- Medicamentos, vitaminas e suplementos precisam permanecer em armários fechados.
- Crianças não devem oferecer alimentos aos pets sem autorização de um adulto.
- Elásticos, fios, barbantes e objetos pequenos não devem ficar no chão ou ao alcance do animal.
- Toda interação mais intensa entre crianças pequenas e pets deve ocorrer com supervisão de um adulto.
- Se houver suspeita de ingestão de medicamento, alimento tóxico ou corpo estranho, a recomendação é procurar atendimento veterinário rapidamente e informar, sempre que possível, o que foi ingerido, a quantidade aproximada e o horário do episódio.
Por que alguns cães lambem as patas sem parar? 5 causas que vão além da “mania”
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| Foto: Freepik |
1.Alergias
2. Parasitas
3. Ferimentos ou corpos estranhos
4. Infecções e inflamações na pele
Quando procurar o veterinário?
Também não é recomendado utilizar pomadas, medicamentos ou receitas caseiras sem orientação profissional, já que o tratamento adequado depende da identificação da causa.
Anhanguera – Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo orgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site
Por Priscila Dezidério – Anhanguera
01/10 No Dia do Cão Idoso, psicóloga aponta os sinais da fase sênior, mudanças de comportamento e adaptação da rotina
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| Cão idoso - Foto cedida pelo autor |
O envelhecimento transforma a relação entre cães e suas famílias
O focinho ficou grisalho, as horas de sono são mais longas, a dificuldade para subir no sofá ou a ausência na porta quando alguém chega são indícios que o pet já não é o mesmo de alguns anos atrás.
Para a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, a chegada do envelhecimento também provoca mudanças na relação entre o cão e sua família. “Esse reconhecimento raramente é gradual. Ele costuma vir de repente, a partir de um detalhe. Nesse instante, a família entende que o tempo passou, e isso mexe com ela”, explica.
Observe mudanças de comportamento antes de atribuir tudo à idade
Na fase sênior, alguns cães ficam mais quietos e seletivos no contato, enquanto outros passam a procurar mais os tutores. Irritabilidade, ansiedade, isolamento e maior dependência também podem aparecer. Antes de interpretar essas mudanças como características da idade ou da personalidade, porém, é importante investigar suas causas.
“Chamamos de teimoso o cão que talvez não esteja ouvindo, de manhoso o que pode estar sentindo dor e de birrento o que está desorientado. Toda mudança nova de comportamento deve ser levada ao veterinário antes de virar traço de personalidade”, aponta Juliana.
Entenda que o vínculo muda, mas não precisa enfraquecer
Para a especialista, a chegada da velhice não significa necessariamente um enfraquecimento do vínculo. A relação apenas muda. O cão que durante anos acompanhou a família em passeios, brincadeiras e outras atividades pode passar a ter limitações, e os tutores precisam rever as expectativas.
“A família precisa deixar de esperar que o cão se adapte a ela e passar a se adaptar a ele. O cão não está ficando difícil, ele está vivendo com um corpo e uma percepção diferentes”, afirma.
Adapte a rotina sem deixar de lado os momentos de convivência
Horários mais previsíveis, móveis mantidos no mesmo lugar e um espaço tranquilo para descanso ajudam a dar segurança ao animal. Passeios e brincadeiras também podem continuar, respeitando seus limites e as orientações do veterinário.
“O passeio deixa de ser exercício e passa a ser presença, exploração, tempo de farejar sem pressa”, diz Juliana.
Observe e registre alterações para levar ao veterinário
O acompanhamento veterinário é fundamental nessa etapa, mas a família também tem um papel importante na prevenção. Observar mudanças no sono, no apetite, no humor e nos hábitos e levar essas informações para as consultas ajuda a identificar alterações que nem sempre são percebidas de imediato.
Olhe também para quem cuida
Outro ponto pouco discutido é a preparação emocional dos tutores. O envelhecimento pode trazer um chamado luto antecipatório, quando a família começa a sentir a perda do cão que ele era, mesmo com o animal ainda presente. O cansaço de quem cuida, as preocupações e até a culpa por sentir irritação também podem fazer parte desse processo.
“Quem cuida também precisa de espaço para falar do que sente, inclusive do cansaço e da tristeza”, afirma Juliana.
Preserve a autonomia e os rituais do cão
Para preservar a qualidade de vida e o vínculo, a orientação é respeitar a autonomia do animal sempre que possível, permitindo que ele faça escolhas, mantenha seus rituais e continue participando da rotina da família, ainda que de outra maneira.
Quando o assunto é fim de vida, conversar com o veterinário antes de uma situação de crise também pode ajudar a família a tomar decisões com mais tranquilidade.
“Essa conversa não antecipa a morte. Ela protege o tempo que ainda resta”, conclui Juliana.
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