Como preparar os pets para o outono: 8 cuidados essenciais para garantir conforto e bem-estar


 Especialista em comportamento canino explica como mudanças de temperatura e clima seco impactam a rotina e a saúde dos cães



A chegada do outono traz mudanças importantes no clima, como a queda de temperatura e o ar mais seco, que também impactam diretamente a rotina, o comportamento e a saúde dos cães. Nesse período, é comum que os pets apresentem alterações no nível de energia, na pele e até nos hábitos do dia a dia, exigindo atenção redobrada dos tutores.


Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, pequenas adaptações já fazem grande diferença. “O outono exige ajustes simples, mas importantes. Observar o comportamento do cão e adaptar a rotina é fundamental para manter o bem-estar nessa época do ano”, explica.


A seguir, a especialista lista os principais cuidados para preparar os pets para o outono:


1. Observe mudanças de comportamento

“Com a queda de temperatura, alguns cães ficam mais quietos, procuram locais mais quentes e podem apresentar menor disposição, principalmente em horários mais frios. Essas mudanças são comuns, mas precisam ser acompanhadas”, explica Denise.


2. Redobre a atenção com a pele e pelagem

“O clima seco pode causar ressecamento, coceira e descamação, além de deixar os pelos mais opacos. Cães com sensibilidade dermatológica merecem atenção especial, com uso de produtos adequados e acompanhamento dos sinais”, alerta a especialista.


3. Fique atento a problemas respiratórios

“O outono pode favorecer quadros como a gripe canina, não por causa da estação em si, mas pelas condições do clima e maior permanência em ambientes fechados, que facilitam a circulação de agentes infecciosos”, destaca.


4. Adapte a rotina de passeios

“Passeios continuam sendo essenciais, mas podem precisar de ajustes. Evitar horários muito frios e observar o comportamento do cão durante a atividade ajuda a manter o equilíbrio”, orienta.


5. Estimule a hidratação

“Em dias mais frescos, muitos cães bebem menos água. É importante incentivar o consumo, manter a água sempre limpa e fresca e observar possíveis mudanças no hábito”, reforça a especialista.


6. Tenha atenção com cães mais sensíveis

“Cães de pelo curto, idosos, magros ou com problemas de saúde tendem a sentir mais o frio. Nesses casos, é importante evitar exposição prolongada e garantir ambientes mais protegidos”, explica ela.


7. Invista em conforto térmico

“Oferecer caminhas, cobertas e locais protegidos do frio ajuda o cão a se sentir mais seguro e confortável, principalmente durante a noite”, pontua.


8. Avalie o uso de roupas com cuidado

“As roupinhas podem ser úteis para alguns cães, principalmente os mais sensíveis ao frio. Mas é importante observar o conforto do animal. Se ele demonstra incômodo, o ideal é não insistir”, finaliza.

Para Denise, o mais importante é observar o pet no dia a dia. “Cada cachorro reage de uma forma. O tutor precisa estar atento aos sinais e adaptar a rotina conforme a necessidade. 




A Dog Corner é uma empresa especializada em creche, hotel, adestramento e banho, reconhecida por unir cuidado técnico, gestão profissional e foco no bem-estar emocional dos cães. Fundada há cerca de 10 anos e com atuação consolidada em São Paulo, a empresa se destaca pelo crescimento acelerado, pela alta avaliação dos tutores e pela criação de um ecossistema próprio que inclui serviços de adestramento e educação no mercado pet. Comandada por André Cavalieri e Denise Neves, a Dog Corner atua para elevar o padrão de qualidade, segurança e gestão no setor.




Por Izabel Santa Fe - Comunica PR

Maio Amarelo: Pets soltos no veículo podem se tornar projéteis em colisões

Estudo mostra que 65% dos tutores já dirigiram com pets sem proteção dentro do carro, aumentando o risco de ferimentos graves em acidentes



No mês dedicado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito, o Maio Amarelo, a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, acende um alerta para um comportamento comum e perigoso entre motoristas brasileiros: transportar pets soltos dentro do carro. Levantamento da AAA Foundation for Traffic Safety indica que cerca de 65% dos tutores admitem já ter dirigido com seus pets sem qualquer tipo de contenção.


No Brasil, transportar animais de forma inadequada também pode gerar penalidades. O Denatran prevê infração para motoristas que conduzem animais soltos ou posicionados de forma que comprometa a direção, com aplicação de multa e pontos na carteira.


Em uma colisão a apenas 50 km/h, um animal solto no banco de trás pode ser arremessado com uma força até 40 vezes maior que o seu peso real. Na prática, um cão de médio porte, com cerca de 25 kg, pode atingir o equivalente a uma tonelada, funcionando como um projétil de alto potencial letal.


Estudos da AAA Foundation for Traffic Safety também mostram que a interação com pets durante a condução aumenta significativamente o risco de distração ao volante, um dos principais fatores de acidentes de trânsito. Já testes realizados pelo Center for Pet Safety comprovam que, em colisões, pets sem contenção adequada não apenas sofrem ferimentos graves, como também ampliam o impacto sobre os demais ocupantes do veículo.


“O transporte correto não é apenas uma questão de conforto, É uma medida de segurança e de medicina preventiva. Recebemos casos de hemorragias internas, traumas torácicos e fraturas complexas que poderiam ser evitados com o uso de equipamentos simples, como cinto de segurança específico ou caixa de transporte”, explica Carollina Marques.


Como garantir uma viagem segura para o pet (e para você):

Cinto de segurança e peitorais

Cães devem ser transportados com peitorais apropriados, acoplados ao cinto de segurança do veículo. Coleiras no pescoço nunca devem ser utilizadas, pois podem causar lesões graves em caso de impacto.


Caixas de transporte

Indicadas para gatos e cães de pequeno porte, devem ser fixadas com o cinto de segurança ou posicionadas no assoalho do carro.

Para felinos, idealmente sugere-se que a caixinha ainda seja coberta por um pano com feromônio ou odor conhecido do pet, gerando mais conforto e menos estímulos que possam gerar estresse.


Grades divisórias

Recomendadas para veículos com porta-malas integrado, como SUVs, impedem que o pet acesse os bancos da frente e distraia o motorista.


Nada de cabeça para fora da janela

Além do risco de quedas e impactos, o vento pode causar problemas como otites, irritações oculares e entrada de corpos estranhos nas vias respiratórias e oculares.


A especialista da WeVets alerta que mesmo em colisões aparentemente leves, o atendimento médico veterinário imediato é essencial. Isso porque muitos traumas internos não apresentam sinais visíveis logo após o impacto. “Muitas vezes, o pet parece bem, mas pode estar com hemorragias internas ou lesões em órgãos vitais. Exames de imagem, como ultrassom, radiografia e tomografia, são fundamentais para um diagnóstico preciso e rápido”, reforça.


Mais do que cumprir a lei, no entanto, a segurança no trânsito passa por uma escolha consciente. Proteger um pet durante o transporte é proteger toda a família.



 
Por Hélio Victor de Araújo Pessoa - Focal3 Comunicação

Muito além da companhia: o que realmente define o impacto dos pets na nossa saúde emocional







Recentemente, uma cena comoveu milhares de pessoas ao redor do mundo: o reencontro da astronauta Christina Koch com sua cadela, após meses em missão no espaço. Mais do que um momento bonito, aquela reação espontânea, intensa e genuína escancara algo que a ciência e a prática já vêm mostrando há anos: a relação com os animais pode, sim, ocupar um lugar profundo na nossa saúde emocional.


Mas existe um ponto importante que ainda é pouco explorado: não é a simples presença do pet que transforma essa relação em algo positivo. É a qualidade do vínculo construído no dia a dia.


Nos últimos anos, vimos crescer o número de estudos que associam a convivência com animais à redução de estresse, ansiedade e até sintomas depressivos. No entanto, na prática, o que observo como especialista em comportamento animal é que esse impacto não é automático e, muitas vezes, nem garantido.


Um pet não é, por si só, um “remédio emocional”. Ele pode ser, sim, um potente regulador emocional, mas isso depende diretamente da forma como essa relação é construída.


Quando existe conexão de verdade, o animal passa a atuar como um mediador do nosso estado emocional. A rotina com ele cria pausas, traz previsibilidade e estimula presença, três elementos fundamentais para o equilíbrio psicológico. Um passeio, por exemplo, não é apenas gasto de energia para o cão; é também um momento de desaceleração para o tutor. Um simples carinho pode reduzir níveis de cortisol e aumentar a sensação de bem-estar.


Por outro lado, quando essa relação é baseada apenas na convivência superficial, sem atenção, sem rotina estruturada e sem entendimento do comportamento do animal, o efeito pode ser o oposto. Animais ansiosos, reativos ou entediados tendem a gerar mais estresse dentro de casa, criando um ciclo que impacta negativamente ambos os lados.


É aqui que entra uma virada de chave importante: cuidar do comportamento do pet não é apenas uma questão de adestramento ou obediência, mas de saúde emocional compartilhada.


'...os pets nos ensinam sobre presença'


Pequenos ajustes na rotina já fazem uma diferença significativa. Estabelecer horários previsíveis, garantir estímulos físicos e mentais adequados e, principalmente, dedicar momentos reais de interação, sem distrações, são atitudes que fortalecem o vínculo e transformam a convivência.


Outro ponto essencial é aprender a observar o animal. Cada comportamento comunica algo. Um cão que destrói objetos, late excessivamente ou se mostra apático está, muitas vezes, expressando desequilíbrios emocionais que poderiam ser prevenidos com uma rotina mais adequada.


Ao contrário do que muitos imaginam, criar essa conexão não exige grandes mudanças ou investimentos complexos. Ela está muito mais ligada à consistência do que à intensidade. São as pequenas interações diárias, feitas com atenção e intenção, que constroem uma relação sólida.


Existe, também, um benefício menos óbvio, mas igualmente relevante: os pets nos ensinam sobre presença. Em um mundo acelerado, onde estamos constantemente divididos entre múltiplas telas e demandas, eles nos convidam e, muitas vezes, nos obrigam a estar no agora. Esse tipo de conexão, simples e genuína, tem um valor emocional profundo.


Falar sobre o impacto dos animais na saúde mental, portanto, exige responsabilidade. É importante evitar a romantização dessa relação, mas também reconhecer o seu potencial real. Quando bem construída, ela pode ser uma das formas mais acessíveis e consistentes de apoio emocional no cotidiano.


No fim das contas, não se trata apenas de ter um pet, mas de se relacionar com ele de forma consciente.


Porque é nesse espaço entre o cuidado, a presença e a conexão que essa troca deixa de ser apenas companhia e passa a ser, de fato, um vínculo que transforma.





*Beatriz França é especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA no Brasil e da PETland BFA em Miami

“Mãe de pet”: vínculo emocional impulsiona mercado e redefine relação entre tutores e animais

O Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, tem ampliado seu significado nos últimos anos com o fortalecimento do conceito de “mãe de pet”, refletindo mudanças no comportamento social e no papel dos animais de estimação dentro das famílias brasileiras.



Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os animais de estimação já ocupam espaço maior que o de crianças em muitos lares brasileiros, refletindo mudanças na estrutura familiar e no consumo. A relação entre tutores e animais tem se tornado cada vez mais próxima, com impactos diretos na busca por serviços especializados e cuidados contínuos com a saúde.



“O termo ‘mãe de pet’ traduz uma mudança real de comportamento. Hoje, os animais ocupam um espaço afetivo central, e isso aumenta também o nível de responsabilidade sobre o cuidado”, afirma Carla Perissé, médica veterinária.



Esse cenário tem impulsionado a procura por atendimentos personalizados e maior adesão à medicina preventiva veterinária. “Quando o vínculo é mais próximo, o tutor observa mais, percebe sinais antes e busca ajuda com mais rapidez. Isso muda completamente o desfecho clínico de muitos casos”, explica a especialista.



Além do apelo emocional, o reconhecimento desse vínculo contribui para uma mudança cultural relevante, ampliando a valorização do cuidado contínuo e da saúde animal. No varejo e nos serviços, a data se consolida como uma oportunidade estratégica para dialogar com esse público, combinando emoção e informação em campanhas que reforçam não apenas o afeto, mas também a responsabilidade envolvida na relação com os pets. 



Por Flávia FerreiraF4Comunica

Pets que cuidam: Hospital Santa Catarina - Paulista firma parceria para visitas terapêuticas com cães

 

Iniciativa com a ONG Terapia Cão Carinho leva acolhimento, bem-estar e leveza a pacientes, acompanhantes e colaboradores


O Hospital Santa Catarina - Paulista passou a contar, desde fevereiro, com uma nova ferramenta no cuidado aos pacientes: a terapia assistida por animais. Em parceria com a ONG Terapia Cão Carinho, a unidade iniciou um programa de visitas mensais com cães treinados, que levam conforto emocional e contribuem para um ambiente hospitalar mais humanizado.


 

A iniciativa surgiu a partir da escuta dos próprios pacientes, muitos dos quais relatavam saudade de seus animais de estimação durante o período de internação. A instituição realizou alguns encontros pontuais e identificou uma oportunidade de ampliar as estratégias de acolhimento. Após uma busca criteriosa, a ONG foi selecionada por sua experiência, estrutura e alinhamento com os protocolos hospitalares.


 

“A gente percebeu que havia uma demanda dos próprios pacientes. Entendemos que seria algo com grande aceitação e buscamos referências para uma organização que estivesse alinhada aos nossos valores e cuidados”, explica Paula Baroni, coordenadora de atendimento responsável pelo voluntariado.


 

As visitas acontecem uma vez por mês, durante a semana, com duração de até uma hora e meia. Os encontros são organizados de acordo com a disponibilidade dos voluntários e o bem-estar dos animais. A pediatria é sempre a primeira área a ser contemplada, mas, dependendo da condição dos cães, outras alas também podem ser visitadas, incluindo áreas de internação adulta e espaços comuns, além de interações com colaboradores.


 

A atuação dos animais segue critérios rigorosos. Os cães são acompanhados por seus tutores e passam por avaliações comportamentais e veterinárias periódicas. A escolha dos animais considera fatores como porte, idade e perfil comportamental, garantindo trocas seguras e adequadas com cada tipo de paciente. Cães maiores, por exemplo, são frequentemente direcionados à pediatria, enquanto os menores facilitam visitas em quartos, especialmente quando se trata de pacientes com mobilidade reduzida.


 

Além disso, todos os protocolos de higiene e segurança são devidamente atendidos, o que inclui banho prévio dos animais, uso de materiais higienizados e atenção às condições clínicas dos pacientes. A ONG também conta com suporte técnico de especialistas em comportamento animal e medicina veterinária.




 

Benefícios vão além do emocional


Estudos indicam que a terapia assistida por animais pode reduzir significativamente a ansiedade, a dor e o estresse em pacientes hospitalizados, além de melhorar o humor e o bem-estar geral. Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista científica Journal of Holistic Nursing, que analisou estudos clínicos sobre o tema, apontou que a interação com pets, especialmente cães, está associada à redução de sintomas depressivos e ao aumento da sensação de conforto durante a internação, independentemente da idade.


 

Na unidade da Rede Santa Catarina, os impactos positivos já são visíveis. Segundo Paula Baroni, a presença dos cães transforma o ambiente e promove benefícios que vão além do aspecto emocional. “Você está internado e, de repente, abre a porta e tem um cachorrinho ali, pronto para interagir. É uma energia diferente, que transforma o ambiente como um todo”, afirma.


 

Os efeitos são percebidos tanto nos pacientes quanto nos profissionais. A interação com os animais vem contribuindo para reduzir o estresse, melhorar o humor e criar momentos de descontração em meio à rotina hospitalar. “A gente vê brilho nos olhos, alegria genuína. Não só nos pacientes, que são o nosso foco, mas também nos colaboradores. Isso impacta diretamente na forma como eles trabalham e cuidam das pessoas”, destaca.



A parceria do Hospital Santa Catarina - Paulista com a Terapia Cão Carinho reforça o compromisso com uma abordagem mais humanizada no cuidado à saúde, integrando práticas que valorizam não apenas o tratamento clínico, mas também o acolhimento e a qualidade de vida durante a internação. “Os benefícios são diversos. É algo que realmente faz a diferença”, conclui Paula.



Por Nadja Cortes - fsb