Sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares

Juliana Sato - Por Helton Nobrega - SP

 

A nova lei em São Paulo sobre sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares não é só uma mudança administrativa. É um gesto de reconhecimento


O Estado de São Paulo sancionou uma lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos familiares, quando a concessão pertence à família do tutor. O texto também deixa claro dois pontos práticos: a regulamentação será definida pelos serviços funerários de cada município e cemitérios particulares podem estabelecer regras próprias, respeitando a legislação vigente. Ou seja, a lei abre a possibilidade, mas o funcionamento vai depender de como cada cidade e cada cemitério vai operacionalizar.


Como psicóloga especialista em luto pet, eu vejo todos os dias o que essa discussão toca de verdade: não é sobre “onde enterrar”. É sobre o que a sociedade permite que as pessoas sintam. O luto por um animal ainda é frequentemente tratado como exagero, drama ou “apego demais”. E isso tem um custo emocional alto. Quando a dor não é reconhecida, a pessoa se isola, se envergonha, duvida de si e tenta “voltar ao normal” antes da hora. O nome disso é luto não reconhecido: a perda existe, o vínculo existe, mas o entorno faz de conta que não existe.


Por isso, para muita gente, a possibilidade de despedir-se do pet no jazigo familiar não é capricho. É a forma mais coerente de dar dignidade a um vínculo que foi vivido como família. Ritual e lugar de memória não apagam a dor, mas organizam a experiência. Ajudam o cérebro a entender o que aconteceu e ajudam a família a atravessar a perda com menos sensação de irrealidade. Não é sobre “prender o luto”. É sobre dar contorno a um amor que continua existindo mesmo depois da morte.


Ao mesmo tempo, é importante ser realista: se essa lei virar um “autorizado, mas ninguém sabe como”, ela pode gerar frustração em um momento em que as pessoas estão especialmente vulneráveis. Luto não combina com improviso institucional. Uma despedida atravessada por burocracia, respostas contraditórias e constrangimento aumenta sofrimento. É por isso que a regulamentação municipal e a comunicação dos serviços precisam ser objetivas, acessíveis e respeitosas.


Essa lei também toca o ecossistema PetVet de forma indireta. Veterinários e equipes lidam com morte e luto diariamente, muitas vezes sem acolhimento e com pouca margem para conversar sobre perda com calma. Quando a sociedade reconhece melhor o luto pet, o ambiente ao redor da decisão muda: há menos julgamento, menos conflito e mais espaço para cuidado. Isso não resolve tudo, mas reduz a violência emocional que tantas famílias e profissionais vivem no momento da despedida.


No fim, o ponto é simples: esta lei fala de sepultamento, mas o que ela escancara é a necessidade de amadurecimento coletivo. Perder um pet não é perder “só um animal”. É perder rotina, identidade, história e um tipo de amor que, para muita gente, foi uma das relações mais consistentes da vida. Se a legislação começa a acompanhar isso, a sociedade também precisa acompanhar.



Juliana Sato - Por Helton Nobrega - SP

*Juliana Sato  é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais hu manas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasil eira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa. 



Por Cris Landi - Lilás Comunicação

Carnaval exige atenção com pets: barulho, viagens e mudanças de rotina elevam riscos

Blocos nas ruas, viagens, casas cheias e rotina fora do padrão. Para os tutores, o Carnaval é sinônimo de festa. Para os pets, pode representar um período de estresse e risco à saúde se alguns cuidados básicos não forem observados. Barulho intenso, mudanças no ambiente, longos deslocamentos e até o tempo sozinho em casa estão entre os principais fatores de alerta durante o feriado.


 

Segundo a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, os atendimentos relacionados à ansiedade, fugas, intoxicações e quadros gastrointestinais tendem a aumentar em períodos de festas prolongadas, especialmente quando a rotina do pet é alterada de forma brusca.


 

“O pet não entende o contexto da festa, sons altos, movimentação excessiva e ausência do tutor podem gerar medo, ansiedade e reações físicas, como tremores, taquicardia, vômitos e alterações comportamentais”, explica a médica-veterinária Caroline Marques, da WeVets.


 

Barulho é um dos principais gatilhos


Fogos, trios elétricos, caixas de som e aglomerações podem causar forte desequilíbrio comportamental, especialmente em cães mais sensíveis e em pets idosos. Ambientes fechados, silenciosos e com acesso a objetos familiares ajudam a reduzir o impacto.


 

Viagens exigem planejamento


Antes de pegar a estrada, é fundamental avaliar se o deslocamento é realmente indicado. Viagens longas, calor excessivo e mudanças de ambiente podem desencadear enjoos, desidratação e crises de ansiedade. Transporte adequado, pausas, hidratação e orientação veterinária prévia são indispensáveis.


 

Pet sozinho também merece atenção


Deixar o pet sozinho por longos períodos durante o feriado pode aumentar comportamentos destrutivos, vocalização excessiva e até tentativas de fuga. Quando não for possível levá-lo, alternativas como cuidadores, hotéis especializados ou a presença de alguém de confiança ajudam a preservar o bem-estar.


 

Atenção redobrada com alimentação e intoxicações


Alimentos típicos de festas, bebidas alcoólicas, restos de comida e até lixo acessível representam risco elevado de intoxicação. “Chocolate, álcool, cebola, temperos e alimentos gordurosos podem causar quadros graves”, alerta a especialista.


 

Checklist de prevenção


  • Mantenha o pet em local seguro, longe do barulho
  • Evite mudanças bruscas de rotina
  • Garanta água fresca e ambiente ventilado
  • Nunca ofereça alimentos ou bebidas humanas
  • Identifique o pet com plaquinha ou microchip
  • Consulte uma médica-veterinária antes de viajar


O Carnaval pode ser tranquilo para os pets desde que o tutor antecipe os riscos e priorize o conforto e a segurança. Pequenas decisões fazem muita diferença para evitar emergências”, reforça a especialista.




Por Hélio Júnior - Focal3 Comunicação

 

Carnaval exige atenção redobrada à saúde e ao bem-estar dos pets

Médica veterinária Carla Perissé

O Carnaval, marcado por festas, aumento do barulho e mudanças bruscas na rotina das cidades, também representa um período de maior risco para a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Embora a celebração seja associada à alegria para os humanos, para muitos pets o período pode gerar estresse intenso e impactos físicos silenciosos.


De acordo com a médica veterinária Carla Perissé, o estresse provocado por barulho excessivo, agitação e calor interfere diretamente no organismo dos animais. “O aumento da ansiedade altera o comportamento e pode agravar problemas dermatológicos já existentes ou desencadear quadros de coceira, irritações e lambedura excessiva”, explica.


“Durante o Carnaval, é comum observar piora em casos de alergias e dermatites..."


Segundo a especialista, a pele costuma ser um dos primeiros órgãos a refletir esse impacto. “Durante o Carnaval, é comum observar piora em casos de alergias e dermatites. Muitas vezes, o tutor associa os sinais apenas ao calor, mas há um componente importante de estresse e mudança ambiental”, alerta.


A veterinária reforça que medidas preventivas fazem diferença, como manter um ambiente mais silencioso, preservar a rotina do pet, evitar exposição prolongada ao calor e não recorrer à automedicação. “Qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional. Antecipar o cuidado é a melhor forma de evitar sofrimento desnecessário”, conclui.



Por  Flavia Ferreira - F4Comunica

Vai viajar com o seu pet no feriado? Quatro dicas para manter uma alimentação saudável

Para ter um descanso de qualidade com o seu amigo de quatro patas é essencial tomar alguns cuidados nas viagens. Veja as dicas! 


Mais do que pets, eles são parte da família, e nada melhor do que aproveitar o momento de descanso com os companheiros de quatro patas. Por isso, muitos tutores levam seus amiguinhos para as férias. Porém, uma grande questão é a alimentação, o que fazer para mantê-los bem alimentado nestes dias? Ou melhor, como armazenar e levar o alimento de forma adequada?



Robson Vivas, médico-veterinário e diretor de produção da Pet Delícia, marca pioneira em alimentação natural para pets, conta que, assim como os humanos, os animais precisam manter uma dieta equilibrada e saudável, mesmo longe de casa. “É comum pensar que longe de casa os pets podem comer de tudo e isso não causa consequências, mas não é verdade, dias comendo errado podem ser prejudiciais à saúde do cão ou do gato”, resume.



Sendo assim, veja as dicas do especialista para ter uma viagem tranquila com seu pet:



Armazene bem os alimentos


Viajar de carro, ônibus ou até mesmo avião pode representar um desafio quando se trata de conservar a alimentação natural dos pets. Felizmente, já existem marcas que oferecem soluções práticas e seguras para esses momentos. A Pet Delícia, por exemplo, conta com diversas receitas que atendem às mais variadas necessidades nutricionais de cães e gatos, armazenadas em latas com tampas biodegradáveis e reutilizáveis (ideais para o transporte e alimentação em trânsito). “Vale destacar que por ser um alimento natural, após abertas, essas latas devem ser mantidas sob refrigeração e o alimento consumido em até quatro dias. Isso garante a integridade da receita mesmo fora de casa”, orienta o especialista.



Opte por alimentos naturais e balanceados


Ao viajar, é comum buscar opções práticas para alimentar o pet, mas é importante evitar petiscos industrializados ou alimentos destinados a humanos. “A alimentação natural, por não conter conservantes nem aditivos artificiais, é uma excelente escolha para preservar a saúde do animal, reduzindo o risco de alergias e desconfortos gastrointestinais”, explica o veterinário da Pet Delícia.



Mantenha os horários de alimentação


Mesmo durante a viagem, o Dr. Vivas destaca que é importante respeitar os horários habituais de alimentação do seu animal de estimação. Essa regularidade ajuda a evitar estresse e possíveis desconfortos digestivos. Caso seja preciso parar no trajeto, o ideal é escolher um local calmo, onde o animal possa se alimentar com tranquilidade e se hidratar adequadamente bebendo bastante água.



Por fim, evite introduzir novos alimentos


As viagens não são o momento ideal para experimentar novos alimentos ou mudar a dieta do seu pet. Alterações repentinas podem causar desconforto ou até problemas como a diarreia e vômitos constantes. Portanto, continue com os alimentos que o animal já está habituado, especialmente se forem naturais e preparados especificamente para atender às necessidades do seu amigo peludo. Uma opção para oferecer mais variedades de alimentos na viagem é fazer a introdução alimentar meses antes do passeio acontecer.



Pet Delícia: Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia de pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br




Por Thays Ferreira - Publika.aí Comunicação

Crescimento de pets não convencionais expõe erros comuns de manejo

Crédito: Matheus Campos

Grande parte dos problemas de saúde observados nesse tipo de animal de estimação poderia ser evitada com informação adequada desde o início



O aumento de aves, répteis e pequenos mamíferos mantidos como animais de estimação nos lares brasileiros tem ampliado também a procura por atendimento veterinário especializado. No entanto, segundo especialistas, grande parte dos problemas de saúde observados nesses pets poderia ser evitada com informação adequada desde o início. Alimentação incorreta, ambiente inapropriado e ausência de acompanhamento preventivo estão entre os erros mais frequentes.


 

Dados do setor pet indicam que os animais não convencionais — grupo que inclui aves, répteis, peixes e pequenos mamíferos — já representam uma parcela significativa dos pets no país. A diversificação acompanha mudanças no estilo de vida urbano, espaços reduzidos nas residências e a popularização dessas espécies nas redes sociais. O desafio, porém, é que esses animais exigem cuidados muito específicos, que nem sempre são conhecidos pelos tutores.


Crédito: Matheus Campos


 

No Hospital Veterinário Taquaral (HVT), em Campinas, esse cenário já é claramente percebido na rotina clínica. “Temos observado um aumento consistente nos atendimentos a pets não convencionais, não apenas em casos de urgência, mas também em consultas preventivas, exames e orientações aos tutores. Isso mostra que há uma conscientização crescente, embora muitos problemas ainda sejam consequência de manejo indevido”, explica a médica-veterinária Raíssa Natali, especializada em animais não convencionais.



O fora do comum exige informação, não improviso


Crédito: Vinícius Ferraz
Raíssa Natali, veterinária de pets não convencionais do HVT



Apesar das diferenças entre espécies, os veterinários destacam que os erros cometidos pelos tutores tendem a se repetir. “Independentemente de ser ave, réptil ou pequeno mamífero, os principais equívocos envolvem alimentação incompatível, ambiente mal dimensionado, ausência de controle de temperatura e umidade e a falta de acompanhamento veterinário preventivo”, afirma Raíssa. Segundo ela, também é comum a automedicação e a adoção de orientações genéricas encontradas na internet, o que pode agravar quadros clínicos.



Outro fator que dificulta o diagnóstico precoce é o comportamento natural desses animais. “A maioria dos pets não convencionais é espécie-presa e, por instinto, mascara sinais clínicos até o limite fisiológico. As alterações iniciais costumam ser sutis e pouco específicas, o que faz com que muitos cheguem ao atendimento já em estágios avançados da doença”, explica a médica-veterinária Morgana Prado, também especializada na área e atuante no HVT.


 

A ideia de que esses animais “dão menos trabalho” ou “não precisam de veterinário” é um dos principais riscos à saúde deles. “Essa percepção leva à negligência do manejo correto e da medicina preventiva. Sem acompanhamento, o diagnóstico e o tratamento acabam sendo tardios, o que reduz o prognóstico”, alerta Morgana. Ela reforça que a consulta preventiva é um pilar fundamental, permitindo avaliar nutrição, ambiente e manejo, além da realização de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.


 

Carinho não basta

Crédito: Vinícius Ferraz
Morgana Prado, veterinária de pets não convencionais do HVT



Para as veterinárias, a principal orientação aos tutores é que proximidade e carinho não substituem conhecimento técnico. “Não é o afeto que garante saúde, mas a informação correta e o acompanhamento veterinário especializado”, conclui Raíssa.


 

Morgana completa: “Diante de qualquer mudança discreta de comportamento, apetite, fezes ou mesmo na aquisição do animal, a recomendação é buscar orientação profissional, que assegura a busca pelo bem-estar e longevidade do pet”.





Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP


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Por Kátia Nunes - AMZ Comunicação