Do abrigo à cura: como a medicina de abrigo e a saúde única se conectam à descoberta da polilaminina e à esperança de mobilidade para cães

Tibirinho (Divulgação/Instituto Caramelo)

Pesquisas brasileiras têm promovido recuperação de movimentos após lesão medular e reverberam princípios de cuidado integral defendidos pelo Instituto Caramelo



Há anos, a medicina de abrigo vem se consolidando como um modelo estruturado de cuidado. No Instituto Caramelo, esse trabalho é guiado pela Saúde Única, abordagem que reconhece a correlação entre saúde animal, humana e ambiental. Na prática, isso significa acolher cães resgatados em diferentes contextos – vítimas de abandono, maus-tratos, acidentes e desastres climáticos – muitos com quadros clínicos complexos, traumas e sequelas permanentes. Reabilitar esses animais é reduzir impactos coletivos e produzir conhecimento que pode dialogar com outras áreas da saúde. Agora, um avanço científico brasileiro ajuda a jogar luz sobre essa conexão.


 

Pesquisas coordenadas pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vêm chamando atenção ao investigar a polilaminina no tratamento de lesões na medula espinhal. Estudos com cães diagnosticados com lesões crônicas apontaram recuperação parcial de movimentos em animais que antes não conseguiam se locomover. Os resultados abriram caminho para os primeiros testes clínicos em humanos. Embora ainda seja cedo para falar em tratamento consolidado, a pesquisa já mobiliza pacientes, médicos e famílias que acompanham de perto cada avanço.


 

Para quem atua na linha de frente da medicina veterinária, a notícia não é somente científica, mas também simbólica. A utilização de animais em pesquisas de regeneração medular reforça algo que o Instituto Caramelo defende na prática: o cuidado com os animais não é isolado do cuidado com as pessoas, e o conhecimento gerado em uma espécie pode impactar diretamente outra.


 

“Trabalhamos com animais que chegam em estado crítico, muitos com sequelas permanentes. A reabilitação é um processo longo, técnico e emocional. Avanços como o da polilaminina reforçam a importância de investir em pesquisa e em práticas integradas. Quando vemos cães que voltam a mover as patas depois de uma lesão grave, não estamos falando só de ciência, mas de qualidade de vida, autonomia e dignidade”, destaca Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.



Mesmo ainda no começo, a discussão sobre a polilaminina já provoca uma reflexão importante: o que acontece nos centros de pesquisa também passa pelos abrigos, clínicas veterinárias e histórias reais de cães que lutam para voltar a andar.


A responsável técnica do Instituto Caramelo, Marília Lima (Divulgação/Instituto Caramelo)





Sobre o Instituto Caramelo - Referência nacional no resgate e reabilitação de animais em situação de abandono e maus tratos, o Instituto Caramelo é uma organização não governamental sem fins lucrativos que nasceu em fevereiro de 2015 para dar voz àqueles que não podem falar. Com um hospital veterinário 24 horas, atende mais de 300 animais e realiza castrações gratuitas, intervenções emergenciais e acompanhamento contínuo até que todos estejam prontos para adoção responsável.



Por Giovanni Mourão  - Avenida Comunicação 

Dor invisível: sinais silenciosos de dor em cães e gatos que os tutores costumam ignorar

Médica veterinária Carla Perissé

Diferente dos humanos, cães e gatos não verbalizam dor. Em muitos casos, o sofrimento se manifesta de forma silenciosa, por meio da pele. Coceira persistente, feridas, queda de pelo e mudanças de comportamento podem indicar quadros dolorosos que passam despercebidos na rotina dos tutores.


De acordo com a médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, há uma tendência de normalizar sinais que deveriam acender um alerta. “Muitos tutores acreditam que o animal está apenas ‘se coçando’ ou que a queda de pelo é comum. Na prática, esses sinais podem indicar dor crônica”, explica.


A especialista destaca que a pele é um dos principais órgãos de comunicação do corpo. “Ela reflete desequilíbrios internos, alergias, infecções e até estresse. Observar mudanças precocemente faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do pet”, afirma.


O acompanhamento veterinário adequado permite identificar a causa do problema e evitar que quadros simples evoluam para condições mais graves. “Cuidar da pele é cuidar do bem-estar como um todo”, conclui.


Por Flávia Ferreira - F4Comunica

FILHOTES, ADULTOS E IDOSOS: POR QUE A ALIMENTAÇÃO PRECISA MUDAR EM CADA FASE DA VIDA

Mesmo com mudanças no corpo dos animais, muitos tutores mantêm a mesma alimentação por anos; entenda como nutrir seu pet em cada fase da vida.


Cães e gatos não têm as mesmas necessidades ao longo da vida. Filhotes gastam mais energia, adultos entram em fase de manutenção e, com o passar dos anos, o organismo passa a funcionar de forma mais lenta. Essas mudanças afetam o metabolismo, a disposição e a forma como o corpo responde aos cuidados do dia a dia.



Na prática, porém, essa adaptação nem sempre acontece. É comum que tutores mantenham os mesmos hábitos por longos períodos, sem considerar que o animal mudou, ficou menos ativo, ganhou peso ou passou a apresentar alterações no apetite. Aos poucos, esses sinais se refletem na saúde e na qualidade de vida do pet.



Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, alguns ajustes simples já fazem diferença nos cuidados ao longo da vida do pet , e rever a alimentação é um dos primeiros ajustes que deveriam acontecer com o passar do tempo. “O corpo do animal muda, e a alimentação precisa acompanhar essas transformações. Adequar o que o pet consome de acordo com a idade, o porte e o nível de atividade ajuda o organismo a funcionar melhor e reduz riscos à saúde ao longo dos anos”, afirma.



Mas afinal, como identificar essas mudanças e ajustar a alimentação ao longo da vida do pet?

Segundo a especialista, o primeiro passo é entender que cada fase traz necessidades diferentes, e que o comportamento do animal costuma dar os primeiros sinais.


Na fase de filhote, a alimentação precisa acompanhar a alta demanda de energia e nutrientes. É quando o organismo está em formação, e a dieta influencia diretamente o crescimento, o desenvolvimento muscular e o fortalecimento do sistema imunológico. “Esse é o momento em que o animal constrói a base da saúde que vai carregar pelo resto da vida. Uma alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento e trazer consequências permanentes”, explica Markowitsch.



Já na vida adulta, o foco deixa de ser o crescimento e passa a ser a manutenção da saúde. O alimento deve ajudar a manter o peso adequado e o equilíbrio nutricional, além de prevenir doenças. “Uma dieta correta nessa fase é fundamental para evitar obesidade, problemas metabólicos e sobrecarga nas articulações. Porte, nível de atividade física, rotina e até o ambiente em que o animal vive precisam ser considerados”, destaca.



Com a chegada da fase idosa, novas adaptações se tornam necessárias. O metabolismo desacelera, o gasto energético diminui e órgãos como rins e sistema digestivo passam a exigir mais atenção. Em geral, essa fase começa por volta dos 7 anos, quando o pet tende a ficar menos ativo, dormir mais e, em alguns casos, apresentar mudanças no apetite.



Nesse período, a médica-veterinária Yeda Markowitsch destaca que a nutrição do pet idoso deve priorizar nutrientes de fácil absorção, controle calórico e suporte às articulações e às funções cognitivas, sempre levando em conta as condições individuais de cada animal. Dietas com menos gordura, mais fibras e nutrientes equilibrados tendem a trazer benefícios nessa fase, e a alimentação natural pode ser uma aliada por ser mais palatável, facilitar a mastigação e contribuir para a digestão.



De acordo com a especialista, nutrientes como ômega 3 e 6, proteínas magras, fibras naturais e vitaminas A, C e E são importantes na rotina alimentar dos pets idosos. Ingredientes funcionais, como colágeno, cúrcuma, gengibre e óleo de coco, também podem complementar a dieta.



A veterinária reforça ainda que, independentemente da idade, a orientação profissional é fundamental. Alimentar um pet, segundo ela, vai além de oferecer comida: envolve compreender o que o organismo precisa em cada fase da vida. Ajustes simples na alimentação podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais.



 

Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia à pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br 




Por Thays Ferreira - Publika.aí Comunicação

Dia Nacional dos Animais: cuidados simples que ajudam a manter a saúde dos pets

Descubra os benefícios do óleo de coco extravirgem da Copra para o seu pet | Foto: Freepik.


Pele, patas e pelagem também precisam de atenção e o óleo de coco extravirgem pode ser um aliado nessa rotina


Celebrado todo 14 de março, o Dia Nacional dos Animais é um convite à reflexão sobre o que significa, de fato, cuidar bem de um animal de estimação. Além dos pilares mais conhecidos, como alimentação equilibrada, vacinação em dia e consultas regulares ao veterinário, há uma dimensão do cuidado que costuma passar despercebida: a saúde da pele, das patas e da pelagem. Pequenas atenções a essas áreas fazem diferença real no conforto e na saúde do animal ao longo do tempo.


 

O que muitos tutores não levam em consideração, é que patas, focinho e pelagem estão expostos ao ambiente em cada passeio, brincadeira ou momento ao ar livre. As patinhas pisam em superfícies quentes, sujeira e resíduos que podem provocar ressecamento e irritações. O focinho sofre com variações de temperatura e baixa umidade, assim como a pelagem, que perde brilho e vitalidade quando não recebe hidratação adequada.


 

Óleo de coco como aliado nos cuidados

 

Entre os recursos adotados por tutores atentos está o óleo de coco extravirgem. Rico em compostos com propriedades hidratantes, antibacterianas e antifúngicas, ele pode ser incorporado à rotina de cuidados de forma simples e prática. O produto ainda ajuda a manter a pele protegida e contribui para o conforto do animal no dia a dia.


 

  • Focinho e patinhas: aplique uma pequena quantidade e massageie suavemente para hidratar e proteger essas regiões mais sensíveis.
  • Após os passeios: use o óleo para facilitar a limpeza das patas e remover impurezas do dia a dia.
  • Pelagem: espalhe pequenas quantidades ao longo do pelo para realçar o brilho e melhorar a hidratação.
  • Na alimentação: em alguns casos, pode ser adicionado à comida do pet, sempre com orientação de um médico-veterinário, para contribuir com a saúde da pele e da pelagem de dentro para fora.

 

Qualidade com respaldo técnico

Para quem busca segurança na escolha do produto, o óleo de coco extravirgem da Copra conta com o selo Testado e Aprovado da PROTESTE. O certificado foi concedido após análises conduzidas conforme as normas previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O selo atesta que o produto é livre de aditivos, garantindo segurança para o uso diário em pets.




Por Manuela Kara Pinheiro - DGPR

Como melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia? Confira 5 dicas

Dog Corner

Especialista em comportamento canino explica por que entender a linguagem do cão é a chave para uma convivência mais equilibrada



Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados como “desobediência”. Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são sinais claros de falha na comunicação entre tutor e pet. Diferente dos humanos, os cães não se comunicam por palavras, e sim por energia, gestos, rotina e emoção.



Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio-fundador da Dog Corner, quando o tutor aprende a se comunicar na “língua do cão”, a relação se transforma. “Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não pelo que ele fala”, explica.



A seguir, o especialista lista dicas práticas para melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia:


1. A comunicação começa antes da palavra

“Os cães não entendem discurso, mas entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso. Tom de voz, gestos, postura corporal e até o estado emocional do tutor impactam diretamente o comportamento do animal. Antes de pedir qualquer comando, o tutor precisa observar como está se sentindo e o que está transmitindo", comenta André.


2. Seja coerente: previsibilidade gera segurança

“Amar um cão não é permitir tudo, mas oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está ‘testando limites’, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo. Comunicação eficiente exige regras simples, repetição e constância. A previsibilidade reduz a ansiedade e melhora o comportamento", diz. 


3. O silêncio também comunica

“Falar demais gera ruído, não clareza. Muitos tutores repetem ‘não, não, não’ esperando que o cão entenda, mas o excesso de fala confunde. Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais. Serenidade é uma das mensagens mais importantes que o tutor pode transmitir", explica o especialista.


4. Rotina é uma forma de amor e comunicação emocional

“Para o cão, rotina é linguagem emocional. Horários definidos para passeio, alimentação, descanso e interação ajudam o animal a entender que o mundo é previsível. Isso reduz ansiedade, frustração e comportamentos destrutivos. Um cão relaxado aprende melhor e tem mais qualidade de vida", complementa. 


5. Gasto de energia também é comunicação

“Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada. Passeio não é luxo, enriquecimento ambiental não é mimo e atividades estruturadas não são extras. São necessidades básicas. Um cão que não explora o mundo tende a ficar ansioso, estressado e até deprimido, o que bloqueia qualquer tentativa de aprendizado", analisa.


Dog Corner


Ouça mais, fale menos


Por fim, André reforça que o tutor precisa aprender a “ouvir” o cão. “Eles se comunicam o tempo todo por bocejos, desvios de olhar, postura corporal, respiração e velocidade dos movimentos. Ignorar esses sinais é como conversar com alguém que pede ajuda em outra língua e fingir que não está entendendo", completa.



“Quando o tutor aprende a observar, respeitar e se comunicar de forma clara, o comportamento melhora naturalmente. Comunicação não é controle, é conexão”, conclui André Cavalieri.




A Dog Corner é uma empresa especializada em creche, hotel, adestramento e banho, reconhecida por unir cuidado técnico, gestão profissional e foco no bem-estar emocional dos cães. Fundada há cerca de 10 anos e com atuação consolidada em São Paulo, a empresa se destaca pelo crescimento acelerado, pela alta avaliação dos tutores e pela criação de um ecossistema próprio que inclui serviços de adestramento e educação no mercado pet. Comandada por André Cavalieri e Denise Neves, a Dog Corner atua para elevar o padrão de qualidade, segurança e gestão no setor.




Por Izabel Santa Fe - Comunica PR