GoldeN GatoFest oferece programação temática e gratuita

No Dia Internacional do Gato, a segunda edição do festival ocupa o Centro Cultural São Paulo com cinema ao ar livre, palestras, feira, oficina, yoga, arte e música

O evento exibe, mais uma vez e com exclusividade no Brasil, a seleção internacional CatVideoFest, além de promover a estreia do GatoFestFilme


O GoldeN GatoFest acontece no dia 8 de agosto, Dia Internacional do Gato, sábado, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 11 horas. O festival dedicado ao universo felino retorna à capital paulista com uma programação gratuita e especialmente planejada para os gateiros e as gateiras.

 

Nesta segunda edição, o festival destaca no nome a parceria de patrocínio com GoldeN, marca número 1 em alimentos para cães e gatos no Brasil.
 

A programação chega ampliada e com novidades, além das atrações consolidadas. Compõem o festival: as exibições de cinema do internacional CatVideoFest e do inédito GatoFestFilme, o CAT Talks com palestras e debates, a feira de expositores ExpoCat, além de oficina infantil, yoga, stand-up comedy e música com DJs convidados e bloco carnavalesco. Destaca-se ainda, a obra “Círculo de Paz”, da Cobasi, que é um gato gigante interativo desenvolvido pelo artista Eduardo Baum.

Entidades de auxílio e proteção aos gatos também estarão presentes, apresentando suas atividades, conscientizando sobre cuidados e adoção responsável. O festival promove uma campanha arrecadando doações de ração (seca ou úmida), sachês, granulados higiênicos ou em dinheiro, que podem ser feitas diretamente às ONGs, por meio do Instituto PremieRpet ou no estande oficial do evento. As nove ONGs participantes desta edição: Adote um Gatinho, Ampara, AProGato, CatLand, Confraria Miados e Latidos, Enquanto houver Chance, Gatos do Parque SP, House of Cats e MundoGato.

No Centro Cultural São Paulo, o GoldeN GatoFest ocupará o Jardim Suspenso, Sala Adoniran e seu espaço anexo, a área de convivência e os espaços Missão e Oficinas.

 

É um convite para quem adora gatos e gosta de uma experiência diferenciada e coletiva.



Programação GoldeN GatoFest

 

O cinema se mantém como uma das atrações principais do festival, com sessões no Jardim Suspenso exibidas em uma grande tela de cinema ao ar livre, sob as estrelas.


O GatoFestFilme estreia nesta edição (19h30), trazendo vídeos brasileiros enviados pelo público, que poderá assistir aos seus próprios gatinhos na telona do festival. A seleção feita pela curadoria do próprio GatoFest reuniu vídeos de gatos engraçados, surpreendentes e cativantes.

Na sequência, acontece novamente a exibição exclusiva do CatVideoFest, festival internacional que circula pelo mundo, conquistando plateias em países como EUA, Canadá, Europa, Nova Zelândia e Austrália. A seleção 2026 reúne uma compilação de 70 minutos com os melhores e mais recentes vídeos de gatos, além de animações, videoclipes e clássicos da internet. Trailer CatVideoFest 2026.


Outra novidade na programação deste ano, que promete encantar o público, é a obra da Cobasi, assinada pelo artista Eduardo Baum. Intitulada “Círculo de Paz”, a escultura retrata um gato gigante, deitado, com cerca de três metros de altura e nove metros de comprimento. Posicionada na área de convivência, a instalação convida o público a interagir: sua cauda funciona como banco, criando um espaço de relaxamento, diversão e contemplação. A marca também levará para o evento um totem de fotos e uma máquina de garra com brindes especiais.


Pela manhã, no Jardim Suspenso, será oferecida uma prática de yoga (11h) com a instrutora Miriam Moreira, aberta para todos os públicos. Para participar, basta levar seu tapete, canga ou toalha. Também acontece a oficina “Gatinhos Felizes de Papelão” (11h30) para a construção de gatinhos em papelão com a arte-educadora Thais Salles, uma atividade artística e criativa voltada para crianças de todas as idades.
 

A música estará mais uma vez presente no festival para animar o ambiente e o público, pela discotecagem da DJ Pensa Nuvem e do DJ Pio. A dupla se reveza nas pick-ups, a partir das 14h30, com setlist eclético que vai da música afro-latina até o rock, funk e soul. A novidade será a fanfarra Manada, um bloco de Carnaval com instrumentos de sopro e percussão, que inicia com um “esquenta” na rampa de acesso lateral ao CCSP (13h), depois segue em cortejo até o espaço Missão, trazendo ritmos variados, dança e fantasias, para contagiar pessoas de todas as idades.

 

A ExpoCat permanece durante o festival, das 11h às 20h, ocupando o espaço anexo da Sala Adoniran, além dos espaços Missão e Oficinas. Uma feira com mais de 50 expositores temáticos: artistas e artesãos, gastronomia, marcas e ONGs. Tem tatuagem, literatura, ilustração, pintura, cerâmica, crochê, papelaria, fotografia, mimos, decoração, acessórios, joias, vestuário, café, matcha, cerveja artesanal, doces, kimbaps, onigiris, entre outros itens. Tudo com ‘toque’ felino.

 

Na Sala Adoniran, acontece o CAT Talks, ciclo de palestras e debates com especialistas sobre assuntos de interesse de quem ama gatinhos.
 

O primeiro CAT Talk abordará comportamento e bem-estar felino, na palestra ministrada pela doutora em psicobiologia, Juliana Damasceno (fundadora da WellFelis), com mediação da médica veterinária Carla Civile, uma das realizadoras do festival. “Desvendando o Universo Felino” (14h30) ajudará os gateiros e gateiras a entender melhor as necessidades dos gatinhos, desvendar mitos e fortalecer a relação entre felinos e tutores.

 

“Luzes, câmera… Miau! Os gatos no audiovisual” (16h) é o segundo CAT Talk, mesa que debate a presença dos gatinhos no cinema e outras produções audiovisuais, nas redes sociais e o uso da inteligência artificial. Participam como convidadas: Carol Ballan (No Sofá com Gatos), a atriz Jacqueline Sato (House of Cats) e Tathy Cruz (Lupinho), com mediação da empreendedora Ana Arruda (Sétima Cinema).

 

A doutora Márcia Sonoda, veterinária especializada em dermatologia, certificada pela Fear Free Pets e Cat Friendly, convidada de GoldeN, conduz o último CAT Talk, "Abordagens amigáveis: seu gato merece esse cuidado" (17h30). Uma conversa prática sobre respeito, segurança e uma nova forma de olhar para o cuidado felino, que vai mostrar como pequenas mudanças podem transformar completamente a ida ao veterinário, reconhecendo inclusive os sinais de medo.

 

Depois do CAT Talks, a comediante Humor Indie apresenta o stand-up "Gateira com Burnout" (19h). Um manual cômico de sobrevivência para quem tem (ou não) gato, com humor ácido e afiado, que vai do “encanto” aos dilemas dessa rotina.

 

O GoldeN GatoFest promove a cultura pop felina, destacando a importância dos gatinhos para tantas pessoas. Um festival para quem vive e celebra a vida com gatos. Miau!


A 2ª edição do GatoFest, o GoldeN GatoFest, tem patrocínio de GoldeN, apoio da Cobasi, Progato, Sétima Cinema, Centro Cultural São Paulo e Prefeitura de São Paulo, realização da Campo Cultura, M.V. Carla Civile e Brazucah Produções.






GoldeN GatoFest
Data: 8 de agosto de 2026 (sábado)
Horário: das 11h às 22h
Local: Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro, 1000, Liberdade (próximo ao Metrô Vergueiro)
Classificação: livre
Ingresso: entrada gratuita.
Acessos: livre nas áreas expositivas (espaço anexo, Missão e Oficinas).

CAT Talks (sala Adoniran Barbosa), yoga e oficina (Jardim Suspenso) acesso por ordem de chegada e sujeito à lotação do espaço.
Cinema (Jardim Suspenso) retirada de 1 ingresso por pessoa, a partir das 17h30, na bilheteria do CCSP.

Capacidade: 620 lugares para CAT Talk 1 e 2, 400 lugares para CAT Talk 3 e Humor Indie, 300 lugares para cinema, 30 vagas para oficina, 40 vagas para yoga.

 

Programação:

11h às 20h | ExpoCAT

11h às 20h | Círculo de Paz de Eduardo Baum (gato gigante)

11h | Prática de Yoga

11h30 às 13h30 | Oficina Gatinhos Felizes de Papelão

13h | Concentração e cortejo da fanfarra Manada

14h30 | DJ Pensa Nuvem

14h30 | CAT Talk 1: “Desvendando o Universo Felino”

16h | CAT Talk 2: “Luzes, câmera… Miau! Os gatos no audiovisual”

17h | DJ Pio

17h30 | CAT Talk 3: "Abordagens amigáveis: seu gato merece esse cuidado"

19h | Humor Indie (stand-up)

19h30 | Cinema: GatoFestFilme (BR) e CatVideoFest (internacional)


 

Acesse aqui a PROGRAMAÇÃO COM INFORMAÇÕES DETALHADAS




Por Tatiana Pugliesi - CAIS Comunicação e Cultura

Obesidade pet vai muito além do excesso de carinho: manejo alimentar inadequado está entre as principais causas

Petiscos em excesso, porções acima da recomendação diária e oferta de alimento como demonstração de afeto podem comprometer a saúde de cães e gatos




Quem nunca cedeu ao olhar pidão do cachorro ou ao miado insistente do gato e ofereceu um alimento como agrado? Embora pareça um gesto de carinho, recorrer ao alimento como demonstração de afeto ou recompensa frequente pode trazer sérias consequências à saúde dos animais. 
 

Muito além da estética, a obesidade é considerada o distúrbio nutricional mais frequente entre os animais de companhia. O excesso de gordura corporal pode comprometer gravemente a saúde dos cães e gatos, favorecendo o desenvolvimento de diversas doenças e reduzindo sua qualidade e expectativa de vida.
 

A boa notícia é que é possível prevenir esse quadro. Uma alimentação completa e balanceada, aliada ao manejo alimentar adequado, é fundamental para manter o peso ideal e promover mais saúde e qualidade de vida aos pets. Isso inclui oferecer um alimento apropriado à fase da vida, ao porte e às condições específicas de cada animal, respeitando as quantidades recomendadas e evitando excessos.
 

Segundo Natacha Teixeira, médica-veterinária da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, um dos erros mais comuns é interpretar qualquer manifestação do animal como fome. "Muitos cães e gatos aprendem que determinados comportamentos, como ficar próximo à cozinha, olhar fixamente para o responsável ou vocalizar, resultam no recebimento de alimento. Com o tempo, esse comportamento acaba sendo reforçado, mesmo quando o animal não está com fome”.
 

Natacha lembra que os animais não têm autonomia sobre sua alimentação e dependem dos responsáveis para o fornecimento adequado de calorias e nutrientes. "Cabe ao responsável compreender seu papel na saúde e no bem-estar do pet, oferecendo a quantidade adequada de alimento, respeitando as necessidades individuais do animal e evitando excessos que, ao longo do tempo, favorecem o ganho de peso."
 

Além das porções acima do recomendado, outros hábitos contribuem para o desenvolvimento da obesidade, como não controlar a quantidade de petiscos oferecida ao longo do dia, compartilhar alimentos durante as refeições da família ou ceder sempre que o animal pede comida.
 

Outro fator importante é que muitos responsáveis confundem apetite com necessidade nutricional. Em alguns casos, o pet pode demonstrar interesse constante por comida simplesmente porque aprendeu que esse comportamento gera uma recompensa. Em outros, o apetite exagerado pode estar relacionado a problemas de saúde, como doenças endócrinas ou verminoses. Por isso, é importante consultar o médico-veterinário para entender o que está por trás desse comportamento.
 

Carinho vai muito além da comida


Demonstrar afeto não significa, necessariamente, oferecer alimento. Passeios, brincadeiras, enriquecimento ambiental, momentos de interação e atenção ao bem-estar do animal também fortalecem o vínculo entre responsável e pet, sem colocar sua saúde em risco.
 

Quando o assunto é alimentação, o manejo adequado faz toda a diferença. A recomendação é respeitar a quantidade diária indicada pelo fabricante do alimento ou pelo médico-veterinário, dividir essa porção em, pelo menos, três refeições, e ajustar a oferta de petiscos.
 

"A prevenção da obesidade começa com pequenas atitudes na rotina. Respeitar as quantidades recomendadas, escolher um alimento adequado às características do animal e entender que oferecer comida nem sempre é sinônimo de cuidado são medidas que contribuem diretamente para uma vida mais longa, saudável e com melhor qualidade para cães e gatos", conclui Natacha.

 

 
Fundada em 2002, a Adimax é uma das maiores fabricantes de pet food do Brasil, com um portfólio completo de produtos que atendem aos mais diversos perfis de responsáveis e pets.  Entre as marcas de destaque estão a Fórmula Natural, Origens, Magnus e Qualidy. Atualmente, possui unidades em Salto de Pirapora (SP), Abreu e Lima (PE), Uberlândia (MG), Juatuba (MG), Goianápolis (GO), Feira de Santana (BA) e Mandirituba (PR), e Centros de Distribuição nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. 



Por Thais Gobbi - JTcom 

Agosto Verde Claro destaca a importância do diagnóstico precoce no combate à leishmaniose visceral

Crédito Foto: Divulgação

Campanha de conscientização reforça que a prevenção, a vigilância epidemiológica e a identificação precoce dos casos são fundamentais para proteger a saúde animal e humana.



O Agosto Verde Claro é dedicado à conscientização sobre a leishmaniose, doença que representa um importante desafio para a saúde pública e para a Medicina Veterinária. A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce e controle da enfermidade, destacando que a identificação rápida dos casos é essencial para reduzir a disseminação da doença e orientar o acompanhamento adequado dos pacientes.


A leishmaniose visceral é uma zoonose transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e pode acometer tanto animais quanto seres humanos. Nesse contexto, especialistas reforçam que o diagnóstico laboratorial é uma ferramenta indispensável para compreender a ocorrência da doença, monitorar sua circulação e subsidiar ações de vigilância epidemiológica.


"O diagnóstico é o ponto de partida para qualquer estratégia de controle da leishmaniose. É por meio dele que conseguimos identificar os casos, compreender a dinâmica da doença e orientar medidas de prevenção e acompanhamento, beneficiando tanto a saúde animal quanto a saúde humana", afirma Camila Eckstein, especialista de Produtos da Bioclin.


A evolução dos métodos diagnósticos têm contribuído para tornar a investigação mais eficiente. Atualmente, diferentes metodologias, como testes rápidos, ensaios sorológicos e exames moleculares por PCR, podem ser utilizadas conforme a necessidade clínica, auxiliando desde a triagem até a confirmação e o monitoramento dos pacientes.

Crédito Foto: Divulgação


Segundo Camila, um dos principais desafios ainda é superar o receio relacionado ao diagnóstico da leishmaniose em cães. "Durante muitos anos, o resultado positivo foi associado à eutanásia, o que levou muitos reposnsáveis pelos animais a evitarem a testagem. Hoje existem protocolos terapêuticos que permitem controlar a doença e proporcionar qualidade de vida aos animais, desde que eles permaneçam sob acompanhamento veterinário e com medidas de proteção contra o vetor", explica.


A especialista também destaca que a vigilância não deve se limitar aos cães. Embora menos frequente, a leishmaniose também pode acometer felinos, tornando importante que essa espécie seja considerada nas estratégias de investigação quando houver indicação clínica.


Além do trabalho realizado por profissionais e instituições de saúde, campanhas como o Agosto Verde Claro reforçam a importância da informação para ampliar a conscientização da população. A divulgação de conteúdos técnicos e científicos e o incentivo à educação continuada contribuem para fortalecer a prevenção, estimular o diagnóstico precoce e ampliar o conhecimento sobre uma doença que continua exigindo atenção em diversas regiões do país.



Por Letícia Avelar - Komunic

Eles são 86% dos gatos brasileiros: no Dia do SRD, veterinária esclarece os principais mitos sobre os felinos sem raça definida

A gatinha Gud foi adotada pela gerente de marketing Luciana Basso, que nunca mais imaginou a rotina sem ela

 Crenças como "vira-lata come qualquer coisa" ou "é mais resistente e não precisa de tantos cuidados" podem fazer a diferença na saúde dos animais



Se existe um consenso entre os brasileiros apaixonados por gatos, ele tem nome: sem raça definida (SRD). Segundo o PetCenso 2025, levantamento realizado pela Petlove com base em mais de 1,8 milhão de animais, eles representam 86% dos felinos que vivem nos lares brasileiros — uma participação superior à observada entre os cães, em que os SRDs correspondem a 26% da população. Porém, apesar de serem maioria absoluta, esses gatos ainda convivem com percepções e crenças que podem comprometer sua saúde e bem-estar.


 

A ideia de que "vira-lata é mais forte", "come qualquer coisa" ou "precisa de menos cuidados" ainda pode estar presente no imaginário de muitos responsáveis. Esses conceitos podem atrapalhar a adoção de medidas preventivas, como uma alimentação adequada, consultas veterinárias regulares e outros cuidados importantes para a saúde do pet.


 

No Dia do SRD, celebrado nesta sexta-feira, 31 de julho, a médica-veterinária Mayara Andrade, de Guabi Natural (MBRF Pet), explica por que esses mitos não correspondem à realidade e reforça que falar sobre os cuidados com os gatos sem raça definida é, na prática, falar sobre a saúde da maior parte da população felina brasileira.


 

"Quanto mais presente um animal está no dia a dia das pessoas, maior a sensação de conhecimento sobre ele. É justamente essa familiaridade que faz muitos responsáveis subestimarem necessidades importantes. Os gatos SRD têm exatamente as mesmas necessidades para uma vida longa, saudável e cheia de bem-estar que qualquer outro gato", afirma.


 

Mito 1: "Por ser vira-lata, ele é naturalmente mais resistente"

 

"É um equívoco imaginar que esses animais sejam imunes a doenças ou precisem de menos atenção veterinária, os cuidados não mudam para gatos com ou sem raça definida. Pelo contrário, eles podem adquirir traços genéticos das raças, o que pode ou não ser benéfico. Vacinação, vermifugação, castração, controle de parasitas, check-ups regulares de acordo com a fase de vida, saúde bucal, enriquecimento ambiental e uma alimentação equilibrada fazem parte da rotina de qualquer gato, independentemente da sua origem genética", explica Mayara.

 

Segundo a veterinária, esse mito acaba atrasando diagnósticos importantes.

 

“Como os gatos muitas vezes apresentam sinais clínicos tardiamente, isso dificulta a percepção dos responsáveis de sinais mais sutis comuns no início das doenças. Se o responsável acredita que aquele animal dificilmente ficará doente, esses sinais podem passar despercebidos no início. Por isso, as consultas preventivas com profissionais qualificados são tão importantes”.


 

Uma relação construída no cuidado diário

 

A gerente de marketing Luciana Basso conhece bem essa transformação. Ela adotou Gud, uma gata SRD, após a indicação de um amigo e nunca mais imaginou a rotina sem ela.

 

“A Gud transformou a minha casa em um lar. Antes de adotá-la, eu tinha muito receio da responsabilidade que é cuidar de um animal. Pensava em tudo o que isso exigiria e se eu daria conta. Mas, quando ela chegou, percebi que o amor torna tudo muito mais leve e natural", conta Luciana.

 

Histórias como essa ajudam a explicar por que cada vez mais famílias descobrem que o vínculo com um pet não depende de raça, mas da convivência construída diariamente.

 

“Cuidar dela deixou de ser uma obrigação e passou a ser um gesto de carinho, que faz parte da minha rotina e me traz felicidade. Hoje, não consigo imaginar a minha vida sem a minha gatinha. Ela é minha família, minha companheira e faz parte dos meus melhores momentos. A adoção foi uma das melhores decisões que já tomei e me mostrou que o vínculo com um pet vai muito além de qualquer raça: ele é construído no amor e na convivência diária", completa.


 

Mito 2: "Gato SRD come qualquer coisa"

 

A veterinária alerta que outro erro é acreditar que, por serem mais resistentes, os gatos sem raça definida podem receber qualquer tipo de alimento.

 

"A necessidade nutricional de um gato não muda porque ele é SRD. Proteínas de alta qualidade, gorduras, vitaminas, minerais, ou seja, um alimento completo, continua sendo fundamental para uma nutrição adequada para manter o correto funcionamento do organismo. O que determina o alimento ideal é a fase da vida, o estilo de vida e as necessidades individuais de cada animal", explica. 

 

Segundo Mayara, uma alimentação equilibrada é uma importante ferramenta para promoção de saúde de longevidade dos pets.

 

"Assim como acontece com as pessoas, alimentar bem é investir na saúde a longo prazo. Ingredientes de qualidade garantem nutrientes essenciais em quantidades adequadas e, consequentemente, uma nutrição que contribui para manter músculos, pele, pelagem, sistema imunológico e trato urinário em boas condições, favorecendo um envelhecimento mais saudável".

 

A profissional ressalta que oferecer restos de comida ou alimentos destinados ao consumo humano pode favorecer, por exemplo, a obesidade.

 

Outro cuidado essencial é a hidratação. "Fontes, recipientes distribuídos pela casa e alimentos úmidos podem ajudar na hidratação e contribuir com a saúde do trato urinário, já que por terem origem em animais do deserto, os gatos naturalmente bebem pouca água", orienta Mayara.


A gatinha Gud 


 

Adoção também é responsabilidade

 

Grande parte dos gatos disponíveis para adoção no Brasil é formada justamente por animais sem raça definida. Escolher um SRD significa não apenas oferecer um lar, mas também contribuir para reduzir o abandono e a superlotação de abrigos e organizações de proteção animal.

 

Segundo Mayara, a adoção responsável vai muito além do momento em que o animal chega em casa: "Ela continua todos os dias, nas escolhas que fazemos. Alimentação de qualidade, vacinação, consultas preventivas, enriquecimento ambiental e respeito às necessidades naturais do gato fazem parte desse compromisso. Cuidar é um ato diário de responsabilidade e de afeto".

 

A veterinária destaca que cada gato SRD possui características físicas e comportamentais únicas. "Não existe um padrão de personalidade. É justamente essa individualidade que torna cada relação especial e faz com que o vínculo construído entre responsável e gato seja único", completa.


 

Como saber se está preparado para adotar?

 

Antes da decisão, Mayara explica que é importante refletir sobre alguns pontos, como disponibilidade de tempo, orçamento que contemple alimentação de qualidade, vacinas, consultas e possíveis emergências, e ambiente seguro e enriquecido.

 

"Um gato pode viver mais de 15 anos. A adoção precisa ser encarada como um compromisso de longo prazo. Em troca, poucos vínculos são tão sinceros quanto o de um gato que aprende a confiar em quem o acolheu", afirma Mayara.


 

Para incentivar decisões mais conscientes, Guabi Natural mantém a plataforma "Um Pet É Pra Sempre", iniciativa que reúne conteúdos educativos sobre guarda responsável. Entre eles está um quiz interativo que ajuda futuros responsáveis a refletirem se realmente estão preparados para assumir esse compromisso de longo prazo. As perguntas abordam disponibilidade de tempo, planejamento financeiro e rotina familiar, incentivando uma adoção mais consciente e responsável.

 

[Você está apto a adotar um pet? Faça o quiz para descobrir]




Por Roberta Müller - Buzzing

5 dicas para fortalecer o vínculo com o pet e melhorar o bem-estar de ambos

Cleber Santos - Crédito Fernanda Cazarini

Pesquisa internacional aponta que os benefícios emocionais dos pets dependem da qualidade da convivência. Especialista explica como rotina, socialização e manejo adequado fortalecem a relação entre tutores e animais



Quem convive com um cachorro ou gato costuma dizer que a presença do animal já é suficiente para aliviar o estresse do dia a dia. Mas um novo estudo internacional publicado na revista científica Frontiers in Psychology sugere que os benefícios emocionais dos pets vão além da simples companhia.


A pesquisa, conduzida por pesquisadores da Open University, na Holanda, acompanhou 188 tutores de cães e gatos e analisou quase 8 mil relatos coletados em tempo real sobre emoções, interações e situações de estresse. Os resultados mostraram que a convivência com os animais está associada ao aumento de emoções positivas e à redução de sentimentos negativos. No entanto, o estudo concluiu que a presença do pet, sozinha, não é suficiente para reduzir diretamente o impacto emocional do estresse cotidiano.


Para Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO da Comportpet, o levantamento reforça algo que já aparece com frequência na prática: o que determina os benefícios emocionais não é apenas ter um animal em casa, mas a qualidade da relação construída com ele.


"Assim como acontece nas relações humanas, o vínculo com o pet não nasce apenas da convivência física. Ele depende de confiança, previsibilidade, leitura de sinais e experiências positivas compartilhadas ao longo do tempo", afirma.


A seguir, o especialista explica os principais fatores que fortalecem essa relação e ajudam a promover o bem-estar mútuo.

1. A qualidade da convivência importa mais do que a simples presença

Um dos principais pontos levantados pelo estudo é que a simples presença do animal não garante, por si só, alívio emocional.

"Muita gente acredita que basta o cachorro ou o gato estar por perto para que o estresse desapareça. Mas o que realmente faz diferença é a forma como essa convivência acontece. Quando existe interação de qualidade, rotina equilibrada e atenção às necessidades do animal, os benefícios aparecem com muito mais consistência. Uma relação saudável não é construída apenas com afeto. Ela depende de segurança emocional, previsibilidade e respeito ao comportamento natural do animal", afirma.


2. Respeite as diferenças entre cães e gatos

O estudo também reforça que cães e gatos não estabelecem vínculos da mesma forma, o que influencia diretamente a interação com os tutores.

"Os cães tendem a buscar mais contato social e costumam usar o tutor como referência de segurança. Já os gatos são mais seletivos, mais territoriais e demonstram afeto de maneira diferente. Isso não significa que um seja mais ligado ao tutor do que o outro, mas sim que cada espécie expressa o vínculo de forma própria", explica.

Segundo Cleber, compreender essas diferenças ajuda a evitar expectativas equivocadas e fortalece a relação entre tutor e animal.


3. Invista em rotina, socialização e adestramento

Para o especialista, esses são três dos pilares mais importantes para uma convivência equilibrada.

"A rotina dá previsibilidade ao animal. A socialização amplia a confiança dele diante de pessoas, ambientes e outros animais. E o adestramento melhora a comunicação entre tutor e pet. Juntos, esses fatores reduzem inseguranças e tornam a convivência muito mais saudável. Quando feito de forma correta, o adestramento ajuda o cão a entender o que se espera dele e também ensina o tutor a se comunicar melhor. Isso diminui conflitos, evita comportamentos indesejados e fortalece o vínculo dos dois lados", afirma.


4. Aprenda a identificar sinais de estresse e ansiedade

Diversos tutores só percebem que o animal está sofrendo quando os comportamentos já estão mais intensos.

"Os cães costumam dar sinais antes de apresentar problemas mais evidentes. Bocejos frequentes, lambedura excessiva do focinho, respiração acelerada, inquietação, destruição de objetos, latidos excessivos, isolamento e necessidade constante de atenção podem indicar desconforto emocional. Quando o tutor aprende a observar esses comportamentos, consegue agir antes que o estresse evolua para quadros mais complexos", alerta.


5. Estrutura e equilíbrio emocional são mais importantes do que permissividade

A volta ao trabalho presencial e as rotinas cada vez mais intensas têm impactado diretamente o comportamento dos cães. Ao mesmo tempo, muitos tutores ainda acreditam que amor significa permitir tudo.

"Muitos animais se acostumaram à presença constante dos tutores durante o home office. Quando essa rotina muda de forma brusca, alguns desenvolvem ansiedade de separação e outros comportamentos ligados à insegurança. Nesses casos, creches e hotéis pet podem ajudar, desde que ofereçam socialização, enriquecimento ambiental e uma rotina estruturada", explica.

O especialista também faz um alerta sobre a ideia de amor incondicional.

"Existe um mito de que amar o pet significa permitir tudo. Na prática, uma relação saudável também precisa de limites, regras claras e respeito às necessidades do animal. O carinho é essencial, mas ele precisa vir acompanhado de orientação e responsabilidade. Um cão precisa de afeto, mas também de estrutura para se sentir seguro", alerta.


Relação saudável beneficia os dois lados


Para Cleber, o principal aprendizado do estudo é que o vínculo entre tutor e pet não se resume à presença física.


"Os cães e gatos se beneficiam de uma relação construída com respeito, rotina, comunicação adequada e atenção às suas necessidades. Quando o animal vive em um ambiente equilibrado, ele se torna mais seguro emocionalmente. E um pet emocionalmente equilibrado também contribui para uma convivência mais leve, prazerosa e positiva para toda a família", conclui.


A Comportpet é uma das principais referências nacionais em comportamento e bem-estar animal, com atuação consolidada em hotelaria, creche e serviços especializados para pets. Há mais de 15 anos no mercado, desenvolveu um método próprio com abordagem integrativa que une três pilares fundamentais para uma convivência harmoniosa: Pessoas, Pets e Ambiente. Com foco em ciência comportamental, qualidade de vida e relacionamento multiespécie, a empresa se destaca por transformar rotinas e fortalecer o vínculo entre tutores e animais.



Por Izabel Santa Fe - Comunica PR