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COLUNA DOG CORNER


Empreender no mercado pet não está mais difícil, mas sustentar negócios exige evolução constante

André Cavalieri

Especialista explica por que empresas que não acompanham as mudanças do setor estão perdendo espaço, mesmo com o crescimento da demanda


O mercado pet segue em expansão no Brasil, que deve crescer 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), com expectativa de movimentar mais de R$ 80 bilhões no país. Impulsionado pela crescente humanização dos animais e pelo aumento do consumo de produtos e serviços voltados ao bem-estar dos pets. No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas apontam que o maior desafio do setor não está mais em empreender, mas em sustentar negócios que não acompanham a evolução do mercado.


André Cavalieri, empreendedor do setor pet afirma: “Hoje, nunca foi tão fácil entrar no mercado pet. O difícil é se manter relevante”. Segundo ele, empresas que não acompanham o ritmo de transformação acabam perdendo espaço, não por falta de demanda, mas por falta de adaptação. “Não adianta usar as estratégias de ontem hoje, se você quer continuar no mercado amanhã”, destaca.


Crescimento do mercado não garante sobrevivência dos negócios

Mesmo com o avanço contínuo do setor, muitos empreendedores ainda cometem erros básicos de gestão. “Um dos principais equívocos é acreditar que amor por cachorro sustenta uma empresa. Não sustenta. Sem gestão, estratégia e posicionamento, o negócio vira só mais um”, explica André. 

Outro ponto de atenção é o aumento da competitividade. “Hoje você não compete apenas com o vizinho, mas com marcas que oferecem experiência, têm presença digital forte e um padrão elevado de serviço. Quem não acompanha isso, perde relevância sem perceber”, completa.


Novo perfil de tutor eleva o nível de exigência

O comportamento dos tutores também mudou e impacta diretamente o setor. “O pet passou a ser visto como parte da família, o que eleva o nível de expectativa em todos os pontos de contato”, afirma o especialista.

Segundo ele, o consumidor atual busca mais do que um serviço básico. “É sobre confiança, transparência, ambiente, cuidado individualizado e até o estilo de vida que a marca representa.” Além disso, o acesso à informação tornou o cliente mais crítico. “Hoje ele pesquisa, compara, questiona e escolhe com muito mais critério.”


Empresas que crescem têm gestão e intenção estratégica

Para Cavalieri, o que diferencia empresas que crescem daquelas que ficam pelo caminho é a forma como encaram o negócio. “Quem cresce entendeu que não dá mais para operar no improviso. Existe intenção por trás de tudo, desde o atendimento até a experiência do cliente.”

Ele destaca ainda a importância da profissionalização. “São empresas que acompanham números, treinam equipes, ajustam processos e estão sempre em movimento. Já quem estagna costuma se acomodar no ‘sempre foi assim’.”


Como retomar o crescimento em um mercado competitivo

Para empreendedores que já estão no mercado, mas enfrentam estagnação, o primeiro passo é a análise crítica do próprio negócio. “É preciso sair do automático e entender, de forma realista, o que está travando o crescimento, seja posicionamento, operação ou entrega”, orienta.


A partir disso, a evolução precisa ser intencional. “Melhorar processos, elevar o nível da experiência e ajustar a forma como a marca se apresenta são movimentos essenciais.”


O especialista também reforça a importância do aprendizado contínuo. “Investir em conhecimento, buscar mentoria e estar em ambientes que incentivam o crescimento faz toda a diferença. Crescimento não acontece no isolamento”, finaliza.


A Dog Corner é uma empresa especializada em creche, hotel, adestramento e banho, reconhecida por unir cuidado técnico, gestão profissional e foco no bem-estar emocional dos cães. Fundada há cerca de 10 anos e com atuação consolidada em São Paulo, a empresa se destaca pelo crescimento acelerado, pela alta avaliação dos tutores e pela criação de um ecossistema próprio que inclui serviços de adestramento e educação no mercado pet. Comandada por André Cavalieri e Denise Neves, a Dog Corner atua para elevar o padrão de qualidade, segurança e gestão no setor.



Por Izabel Santa Fe - Comunica PR


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O mito do empreendedor pet sofredor: Quando o problema não é o mercado, é a falta de método

Denise Neves

Especialista em comportamento canino, Denise Neves aponta falhas de gestão como principal desafio do setor pet e defende profissionalização dos negócios


O mercado pet cresce no Brasil, mas muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades para transformar a demanda em resultados consistentes. Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, essa leitura, na maioria das vezes, esconde um problema mais profundo: a falta de método na gestão.


Na prática, muitos negócios do setor nascem sustentados pelo afeto aos animais, mas sem estrutura operacional. “É muito comum vermos empresas com falhas básicas de gestão: ausência de processos, falta de indicadores, desorganização financeira e uma operação completamente dependente do dono”, explica ela.


Esse cenário, segundo Denise, gera um ciclo de frustração. Sem resultados consistentes, muitos empreendedores culpam o mercado, quando na verdade enfrentam falhas na administração.


Gestão ainda é gargalo no setor
Mesmo em um mercado técnico, a gestão segue como um dos principais desafios.

“Muitos empreendedores começam com excelente domínio do serviço, mas pouca estrutura administrativa. Sem método, o negócio vira uma sucessão de improvisos”, afirma Denise.

Para ela, o conceito de “método” envolve um conjunto de práticas essenciais: planejamento, controle financeiro, definição de metas, padronização de atendimento, posicionamento claro e gestão de equipe. Sem esses elementos, a operação tende a se tornar instável e difícil de escalar.


Perfil sobrecarregado e centralizador
Denise também identifica um perfil recorrente entre empreendedores que enfrentam dificuldades: o profissional extremamente operacional, que centraliza decisões e tem dificuldade de delegar.

“É alguém que trabalha o tempo todo apagando incêndios e acredita que o problema será resolvido com mais horas de trabalho. Mas, sem organização, mais esforço só aumenta o desgaste”, analisa a especialista.

Esse modelo de atuação, além de comprometer o crescimento do negócio, impacta diretamente a qualidade de vida do próprio empreendedor.


Problema interno ou externo?
Diferenciar desafios de mercado de falhas internas é, segundo Denise, um passo fundamental para ajustar a rota do negócio.

“Quando o mercado está difícil, isso tende a afetar vários players. Mas sinais como baixa conversão, margem apertada, dificuldade de fidelização e dependência de promoções indicam problemas estratégicos ou operacionais”, explica.

Para ela, a análise deve ser baseada em dados, e não apenas em percepções. “A concorrência existe para todos. O diferencial está na consistência da gestão e da entrega”, completa.

Denise Neves


Pequenas mudanças, grandes impactos
Apesar do diagnóstico, Denise destaca que não são necessárias mudanças complexas para começar a transformar o negócio. Ajustes simples já podem gerar impacto direto.

Entre eles, ela cita a organização do fluxo de atendimento, padronização de processos, acompanhamento de indicadores básicos, separação entre finanças pessoais e empresariais, revisão de precificação e criação de uma rotina de gestão.

“No setor pet, a operação é muito sensível aos detalhes. Pequenos ajustes fazem diferença imediata na lucratividade, na experiência do cliente e no bem-estar da equipe”, afirma.


Profissionalização como caminho
Para quem está começando, Denise reforça a importância de estruturar o negócio desde o início.

“Amar os animais não substitui gestão. O setor exige sensibilidade, mas também disciplina, controle e visão estratégica”, diz.

Na avaliação dela, a profissionalização do mercado pet passa justamente por essa mudança de mentalidade: sair do improviso e construir negócios sustentáveis.

“Quem começa já olhando para processos, números e posicionamento tende a crescer de forma mais saudável e consistente”, finaliza.



A Dog Corner é uma empresa paulistana especializada em creche, hotel, banho e adestramento para cães. Fundada por André Cavalieri e hoje comandada por ele ao lado da sócia Denise Neves, a marca passou por rebranding e profissionalização da operação, consolidando-se como referência em gestão, segurança, comportamento canino e experiência do cliente. A empresa também prepara o lançamento de uma frente educacional voltada para capacitar empreendedores do mercado pet.



Por Izabel Santa Fe - Comunica PR


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