Férias escolares alteram a rotina dos pets e exigem atenção das famílias

Foto JU SATO férias escolares e pet1

Mudanças na dinâmica da casa podem gerar estresse em cães e gatos; psicóloga especializada em vínculo humano-animal e luto pet orienta como promover uma convivência mais equilibrada durante o período de férias



Com a chegada das férias escolares, a rotina das famílias muda completamente. Crianças passam mais tempo em casa, os horários ficam menos rígidos, aumentam as visitas, os passeios e as atividades domésticas. O que muitos tutores não percebem é que essas transformações também impactam diretamente o bem-estar emocional dos animais de estimação.

Segundo a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, cães e gatos são profundamente influenciados pela previsibilidade do ambiente em que vivem. Quando essa rotina sofre alterações bruscas, eles podem demonstrar sinais de desconforto que muitas vezes passam despercebidos pelos tutores.

“Os animais se organizam a partir da repetição e da previsibilidade. Eles reconhecem horários, ambientes e comportamentos da família. Quando tudo muda de uma vez, é comum que sintam insegurança, estresse ou cansaço emocional”, explica.

Entre os comportamentos mais frequentes estão irritabilidade, isolamento, alterações no sono e tentativas de evitar interações. De acordo com a especialista, esses sinais costumam ser confundidos com desobediência ou teimosia, quando na verdade representam uma necessidade de adaptação ao novo cenário.

Foto JU SATO férias escolares e pet2



Para minimizar os impactos das férias, Juliana recomenda que os tutores preservem alguns pontos de estabilidade na rotina do pet, especialmente os horários de alimentação, passeios e momentos de descanso.

“Não é necessário manter toda a rotina exatamente igual, mas algumas referências ajudam o animal a compreender que, apesar das mudanças, ele continua seguro. Essas pequenas âncoras fazem muita diferença para o equilíbrio emocional dos pets”, afirma.

Outro aspecto importante envolve a convivência entre crianças e animais. Com mais tempo livre, é natural que os pequenos queiram brincar constantemente com cães e gatos. No entanto, a especialista ressalta que esse período representa uma oportunidade valiosa para ensinar respeito aos limites dos animais.

“O pet não é um brinquedo disponível o tempo todo. As férias são uma excelente ocasião para mostrar às crianças que os animais também têm necessidades, preferências e momentos em que desejam descansar ou ficar sozinhos”, destaca.

Estudos internacionais sobre mordeduras em crianças apontam que grande parte dos incidentes acontece dentro de casa e envolve o próprio cão da família. Em muitos casos, os episódios são precedidos por sinais de desconforto emitidos pelo animal, que não foram percebidos pelos adultos.

Por isso, a supervisão constante continua sendo fundamental. Além disso, a psicóloga recomenda que cães e gatos tenham um espaço reservado para descanso, longe da movimentação intensa da casa.

“Quando o animal tem um local onde pode se recolher sem ser incomodado, ele consegue regular melhor o estresse. É importante que as crianças aprendam a respeitar esse espaço”, orienta.

As férias também costumam ser sinônimo de viagens. Nesses casos, a decisão entre levar o pet ou deixá-lo sob os cuidados de terceiros deve considerar o perfil emocional de cada animal.

“Muitos gatos lidam melhor com a permanência no próprio ambiente, recebendo visitas de um cuidador. Já alguns cães podem se beneficiar mais da companhia constante oferecida por uma hospedagem especializada. Não existe uma regra única; cada animal tem suas características e necessidades”, explica.

Quando a família opta por viajar com o pet, o planejamento prévio é essencial. A adaptação à caixa de transporte, a conferência da identificação, das vacinas e a orientação veterinária em casos de ansiedade podem tornar a experiência mais tranquila para todos.

Para Juliana, o principal desafio das férias é lembrar que os animais também fazem parte da dinâmica familiar e precisam ser considerados durante esse período.

“O pet não entende o conceito de férias. Ele entende segurança, previsibilidade e respeito aos seus limites. Quando a família leva isso em consideração, o período se torna mais agradável para todos, fortalecendo ainda mais os vínculos dentro de casa”, conclui.

Juliana Sato por Helton Nóbrega1

Juliana Sato - Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis.

Desde 2024, integra a diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Também é criadora do canal VibeZenCast, dedicado a conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar, e uma das organizadoras do livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, publicado pela Editora Lucto.
Mais informações: julianasatopsicologa.com.br | Instagram: @jusatopsicologa



Por Cris Landi - LILÁS COMUNICAÇÃO

Pequenos ajustes na rotina doméstica ajudam a minimizar crises de dermatite atópica em cães

O controle do ambiente associado a tratamentos inovadores devolve o bem-estar aos cães e a tranquilidade às famílias 



A dermatite atópica canina (DAC) é uma das condições mais recorrentes e desafiadoras nas clínicas veterinárias. Estimada em estudos epidemiológicos globais como uma condição que afeta entre 10% e 15% dos cães no mundo, a doença é de origem alérgica, crônica e não tem cura. Por isso, o manejo exige dos responsáveis uma dedicação que vai além das consultas veterinárias: a transformação da rotina e do ambiente doméstico é crucial para minimizar as crises e o desconforto do animal.


 

Com o objetivo de apoiar as famílias nesta jornada de cuidados, a MSD Saúde Animal, reuniu as principais recomendações práticas para diminuir a exposição dos pets aos gatilhos de alergia e trouxe para o mercado uma solução segura e eficaz que promete simplificar o tratamento.



Ajustes necessários no ambiente


Gatilhos comuns do dia a dia, como poeira doméstica, ácaros, fungos e até o pólen, são capazes de desencadear reações exageradas na pele do animal. Ambientes com pouca ventilação e alta umidade favorecem a proliferação desses agentes e tendem a agravar severamente o quadro clínico.



Márcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico da MSD Saúde Animal, ressalta que pequenos cuidados estruturais fazem toda a diferença para preservar a saúde da pele do pet. "Ambientes com pouca ventilação, excesso de poeira e alta umidade, favorecem a proliferação de ácaros e fungos, agravando os casos alérgicos.” Por isso, o especialista orienta que os responsáveis mantenham a atenção redobrada a itens como carpetes, cortinas pesadas e tapetes, além de caminhas com enchimento difícil de lavar, e reforça a importância de manter os ambientes bem ventilados.


Para além dessas mudanças estruturais, a rotina ideal para um cão atópico deve ser complementada por três pilares essenciais de cuidado diário:


  1. Controle rigoroso de ectoparasitas

Pulgas e carrapatos podem desencadear quadros alérgicos e ainda atuar como vetores de doenças que afetam os pets e suas famílias. Por isso, manter o controle regular desses parasitas é essencial para a saúde e o bem-estar dos animais.


  1. Higiene integrada

A frequência dos banhos deve ser orientada pelo médico-veterinário, assim como a escolha de produtos adequados para cada caso, garantindo a remoção de sujidades, sem comprometer a pele do animal. Essa rotina pode ser associada ao uso de hidratantes específicos, que auxiliam na manutenção e no fortalecimento da saúde da pele do pet.


  1. Limpeza constante

A higienização do espaço físico deve priorizar a aspiração periódica dos ambientes. Além disso, a lavagem cuidadosa com água quente e sabão neutro nos pertences do animal, como caminhas, cobertores e brinquedos de tecido, previne o acúmulo de microrganismos.



Vale ressaltar que mesmo com um controle ambiental impecável, o manejo medicamentoso surge como um pilar importante, dado o caráter permanente da doença. "Como é uma condição crônica, o animal terá que lidar com isso a vida toda", explica Barboza, destacando que o sucesso terapêutico depende de uma abordagem multifatorial que une os cuidados diários em casa a medicamentos eficientes. "Não existe solução milagrosa. É necessário combinar diferentes abordagens, desde remédios até shampoos e hidratantes, sempre de acordo com o quadro clínico de cada animal.



A MSD Saúde Animal introduziu recentemente no mercado brasileiro o Numelvi®, o primeiro e único inibidor de JAK de segunda geração na medicina veterinária, um produto que atua com altíssima seletividade na enzima JAK1 — a grande responsável por traduzir os estímulos do organismo em coceira e inflamação.



Diferente das soluções terapêuticas de primeira geração, o perfil inovador e tecnológico de Numelvi® confere um alívio rápido — visível a partir de 2 horas após a administração da primeira dose —, reduzindo de forma significativa as interferências em outras funções vitais do animal, como a imunidade e a produção de células sanguíneas. Como resume de forma prática o gerente técnico Márcio Barboza: "A dermatite atópica não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento veterinário e tratamento adequado.”



Simplicidade que gera adesão


Essa eficiência científica ganha ainda mais relevância quando associada à facilidade de administração. Afinal, um dos maiores obstáculos no tratamento de doenças crônicas em animais de companhia é a complexidade dos protocolos, o que costuma gerar frustração e abandono da terapia por parte das famílias. Pensado para promover comodidade e se encaixar perfeitamente na rotina, o Numelvi® exige apenas uma única dose diária e dispensa a necessidade de doses de ataque (etapas iniciais com dosagens mais elevadas).



Comprovadamente seguro inclusive para filhotes a partir de seis meses de idade, o medicamento traz a chancela internacional do Prêmio S&P Global Animal Health como o Melhor Novo Produto para Animais de Companhia. Ao combinar essas transformações no ambiente doméstico com o tratamento adequado, é possível melhorar significativamente o bem-estar do pet e tornar a convivência mais leve para toda a família.



 

A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança. Porque ninguém entende a saúde animal como nós.”  Para obter mais informações, visite nosso sitee conecte-se conosco noLinkedIn, Instagram e Facebook.

 

 

Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov). 




Por Gabriela Mercês - FSB Comunicação

Enquanto os humanos comemoram, os bichinhos de estimação vivem o terror dos fogos de artifício

Explosões que podem desencadear pânico e sofrimento profundo nos animais



A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, nesse mês de junho, deve movimentar milhões de pessoas em torno de jogos, festas e comemorações que tomam conta das ruas e das casas. No entanto, enquanto os humanos vibram a cada gol, muitos cães enfrentam um cenário de medo intenso provocado pelos fogos de artifício que costumam marcar esses momentos. O barulho alto e repentino não é apenas um incômodo, mas um gatilho de estresse e pânico para os animais. Como possuem uma audição muito mais sensível, cada explosão pode ser percebida como algo extremamente agressivo. É comum que nesse período os cães tremam, se escondam, latam de forma descontrolada ou até tentem fugir.

 


Segundo a especialista em comportamento pet Dra Stela Salcedo Amaral, Médica Veterinária Comportamentalista do Nouvet Centro Veterinário, o som dos fogos pode causar uma reação de medo profundo nos cães, levando a comportamentos que indicam sofrimento emocional real. Para ela, esse tipo de resposta é um reflexo direto do instinto de sobrevivência diante de algo que o animal não consegue compreender. Preparar um ambiente seguro dentro de casa faz diferença, com um espaço confortável, objetos familiares e longe de portas ou janelas que ampliem o som. Manter a rotina também é essencial, evitando mudanças bruscas nos horários de alimentação e passeios, o que ajuda a reduzir a ansiedade.

 


Brinquedos interativos e estímulos positivos podem funcionar como distração nos momentos mais intensos do barulho. Criar uma sensação de normalidade dentro de casa contribui para diminuir o impacto das comemorações externas. Quando os fogos começam, o responsável deve manter a calma, já que os cães percebem o estado emocional das pessoas ao redor. Demonstrar tranquilidade ajuda a reduzir a sensação de ameaça. É importante não punir o animal nem ignorar completamente, mas também evitar exageros que reforcem o medo. Fechar portas e janelas, deixar um som ambiente ligado e oferecer um local onde o cão possa se abrigar, como uma caminha ou caixa adaptada, pode aumentar a sensação de segurança. Em alguns casos, produtos calmantes podem ser utilizados, sempre com orientação veterinária.

 


Os impactos do estresse vão além do comportamento imediato. Podem surgir problemas de saúde como alterações cardíacas, aumento da pressão arterial, crises respiratórias e distúrbios gastrointestinais. Em situações mais graves, o animal pode se machucar ao tentar fugir ou desenvolver medo crônico de ruídos. Dra. Stela reforça que o estresse repetido pode comprometer a saúde física e emocional ao longo do tempo, tornando essencial que os responsáveis adotem medidas preventivas.

 


Durante a Copa do Mundo, a comemoração pode e deve ser consciente. Pequenas mudanças de atitude ajudam a evitar o sofrimento de milhares de animais que, ao contrário dos humanos, não entendem o motivo de tanto barulho. Proteger os cães nesse período é mais do que cuidado, é responsabilidade. Enquanto o mundo comemora, eles precisam apenas de segurança, estabilidade e tranquilidade para atravessar esse momento sem consequências duradouras.



Por Beatriz Marzulo - Agência Alma 

Pesquisa usa Inteligência Artificial para desenvolver contraceptivo não cirúrgico para cães

Estudo realizado em parceria com pesquisadores da Suíça busca criar medicação inovadora de baixo custo para controle populacional de cães, com potencial impacto na saúde pública e no bem-estar animal


Pesquisadores da Universidade Santo Amaro — Universidade Santo Amaro (Unisa) — estão desenvolvendo uma pesquisa inédita que utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar uma medicação contraceptiva não cirúrgica voltada ao controle populacional de cães. O estudo, conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Única da instituição em parceria com pesquisadores da Suíça, conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pode representar um avanço global no enfrentamento do abandono animal e das zoonoses.


Coordenada pela professora Paula Papa, do programa de Pós-Graduação em Saúde Única, a pesquisa investiga o funcionamento do corpo lúteo — estrutura responsável pela manutenção da gestação nas cadelas — com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial capazes de analisar milhares de informações genéticas simultaneamente.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 200 milhões de cães vivam em situação de rua no mundo. No Brasil, aproximadamente 30 milhões de cães e gatos estão abandonados, cenário que impacta diretamente a saúde pública, favorecendo a disseminação de zoonoses e agravando problemas relacionados ao bem-estar animal.




Para compreender os mecanismos biológicos envolvidos na gestação, os pesquisadores analisaram mais de 16 mil genes por animal. A partir do uso da IA, o estudo conseguiu identificar, com 100% de precisão, se uma cadela estava prenhe já nos primeiros 10 dias após a concepção — um nível de detalhamento considerado inédito na espécie.


Com base nesses resultados, a equipe agora busca identificar quais genes podem ser bloqueados ou modulados para impedir a gestação de maneira segura, reversível e sem necessidade de cirurgia. A expectativa é que a descoberta viabilize, futuramente, o desenvolvimento de um contraceptivo de baixo custo e fácil aplicação, ampliando as estratégias de controle populacional de animais em situação de rua.


“Estamos diante da possibilidade de transformar um problema histórico em uma solução sustentável e acessível. A Inteligência Artificial acelera nossa capacidade de compreender os mecanismos da gestação e pode aproximar a ciência de um medicamento com impacto global”, afirma a professora Paula Papa.


Atualmente, o estudo avança para uma nova etapa, dedicada à validação biológica dos genes identificados pela IA. Os pesquisadores analisam como esses genes atuam no corpo lúteo e qual a influência deles na manutenção da gestação, etapa considerada fundamental para definir os alvos da futura medicação contraceptiva.


A iniciativa reforça a proposta da Unisa de incentivar pesquisas brasileiras com colaboração internacional e ampliar estudos interdisciplinares dentro do conceito de Saúde Única, abordagem que integra saúde humana, animal e ambiental. A expectativa é que os resultados possam contribuir futuramente para o desenvolvimento de patentes e produtos com alcance internacional. 
 

Links das pesquisas citadas:
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Saúde animal e zoonoses 
https://www.who.int/health-topics/zoonoses

CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
https://www.gov.br/cnpq/pt-br
 

Com 60 anos de atuação, a Universidade Santo Amaro – Unisa está entre as principais instituições de ensino superior privado do país, reconhecida com nota máxima (conceito 5) pelo Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a Unisa oferece mais de 600 cursos presenciais e a distância (EAD), incluindo graduação, pós-graduação — especialização, MBA, mestrado e doutorado — e programas de extensão. 

A instituição atende mais de 40 mil alunos distribuídos em cinco unidades no estado de São Paulo e em 450 polos de apoio EAD em todo o Brasil. Com o propósito de transformar e contribuir para uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável, a Unisa investe continuamente em pesquisas e projetos de responsabilidade social. Anualmente, realiza mais de 500 mil atendimentos à comunidade. 


Por  Geninha Moraes -  Comuniquese2

Alerta de inverno: Doenças respiratórias e virais também ameaçam os felinos

Imagem de Divulgação

Frio pode favorecer problemas respiratórios e agravar enfermidades já existentes, exigindo atenção redobrada dos tutores



Com a chegada das temperaturas mais baixas, muitos tutores se preocupam em manter os gatos aquecidos, mas nem sempre percebem que o inverno também pode aumentar os riscos de doenças respiratórias e infecciosas. Embora sejam conhecidos por buscar locais quentes e passarem mais tempo dentro de casa, os felinos não estão imunes aos impactos da estação.
 

Segundo a médica-veterinária Vanessa Barreto, da CatLife, o período exige atenção especial, principalmente porque algumas doenças podem se manifestar de forma discreta. “Durante o inverno, observamos um aumento de casos de doenças respiratórias, especialmente em animais mais jovens, idosos ou com a imunidade comprometida. Como os gatos costumam esconder sinais de desconforto, muitas vezes os tutores demoram a perceber que algo não vai bem”, explica.
 

Entre os principais problemas observados nesta época do ano estão a rinotraqueíte felina, causada pelo herpesvírus felino, a calicivirose, além de infecções respiratórias secundárias. O frio também pode agravar quadros crônicos já existentes e favorecer a disseminação de doenças em ambientes com maior concentração de animais.
 

Gatos diagnosticados com FIV ou FeLV têm o sistema imunológico comprometido e, por isso, são mais suscetíveis a desenvolver infecções respiratórias graves nos meses mais frios. O mesmo vale para raças braquicefálicas (focinho achatado) , como Persa, Exótico e Himalaio, devido a sua anatomia, esses animais já respiram com mais dificuldade, e o inverno pode intensificar esse desconforto.
 

Se você acha que os gatos ficam totalmente protegidos por viverem dentro de casa, vale ficar atento. Confira alguns sinais e cuidados importantes durante o inverno:


  1. Espirros frequentes não devem ser ignorados: Espirros recorrentes, secreção nasal, olhos lacrimejando e dificuldade para respirar podem indicar infecções respiratórias que exigem avaliação veterinária.
  2. Menos atividade pode ser sinal de alerta: É normal que alguns gatos fiquem mais recolhidos nos dias frios, mas apatia excessiva, perda de apetite ou redução significativa das atividades merecem atenção.
  3. Atenção à respiração com a boca aberta: Diferentemente dos cães, gatos quase nunca respiram com a boca aberta em situações normais. Esse sinal indica dificuldade respiratória grave e exige atendimento veterinário imediato.
  4. Cuidado com o uso de aquecedores: embora ajudem a manter o ambiente mais confortável durante o inverno, os aquecedores podem ressecar o ar e favorecer irritações nas vias respiratórias dos gatos. Além disso, exigem atenção redobrada dos tutores devido ao risco de queimaduras e à possibilidade de contribuir para quadros de desidratação, especialmente em felinos que já costumam ingerir pouca água.
  5. Gatos que vivem dentro de casa também precisam de cuidados: Muitos tutores acreditam que felinos sem acesso à rua estão livres de riscos, mas vírus e bactérias podem ser transportados por roupas, sapatos e objetos, além de haver exposição em consultas e deslocamentos.
  6. A hidratação continua sendo fundamental: durante o inverno, muitos gatos tendem a reduzir naturalmente a ingestão de água, o que pode favorecer problemas urinários e comprometer o funcionamento adequado do organismo. Para estimular a hidratação, os tutores podem apostar em alternativas como sachês, que ajudam a aumentar o consumo de líquidos, além de bebedouros com circulação de água, já que os felinos possuem preferência natural por água em movimento.
  7. Vacinação e prevenção fazem toda a diferença: A vacinação é uma das principais formas de proteção contra doenças respiratórias e infecciosas bastante comuns na espécie. Além disso, consultas preventivas ajudam a identificar alterações precocemente e garantem mais qualidade de vida aos felinos.

A veterinária reforça que não existe um protocolo único para todos os gatos. “Cada animal possui um estilo de vida, histórico clínico e nível de exposição diferentes. Por isso, o acompanhamento veterinário é fundamental para definir quais vacinas e cuidados são mais adequados para cada caso”, afirma.
 

Além de manter a caderneta de vacinação em dia, especialistas recomendam oferecer locais aquecidos para descanso, estimular a ingestão de água, manter os ambientes limpos e ventilados e realizar consultas preventivas regularmente. Com alguns cuidados simples, é possível atravessar o inverno com mais segurança e garantir o bem-estar dos felinos durante toda a estação.
 


A CatLife é o primeiro plano de saúde nacional desenvolvido exclusivamente para gatos, com foco nas necessidades específicas dos felinos. Criada para facilitar o acesso dos tutores a cuidados veterinários de qualidade em todo o Brasil, a marca prioriza a prevenção, o acompanhamento contínuo e o bem-estar dos gatos em todas as fases da vida. Com opções de planos que incluem consultas, exames, vacinas e outros serviços essenciais, a CatLife oferece uma experiência simples, prática e sem burocracia, conectando os felinos a uma ampla rede de clínicas e hospitais veterinários credenciados e garantindo mais previsibilidade, segurança e tranquilidade aos tutores.

Mais informações em: CatLife: Link 




Por Bianca Fontana Forcan - Agência Máquina 

Copa do Mundo: estresse dos jogos pode desencadear crises urinárias em gatos

A cistite idiopática felina responde por até 65% dos casos de doença do trato urinário inferior (DTUIF) e o estresse provocado por mudanças na rotina está entre os principais gatilhos



A Copa do Mundo altera a rotina de milhões de brasileiros dentro de casa. Reuniões com amigos, gritos de comemoração, televisões ligadas por horas e mudanças nos horários habituais fazem parte da experiência dos torcedores, mas podem representar um fator de risco pouco conhecido para a saúde dos gatos. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, alerta que o estresse causado pela quebra de rotina durante os jogos pode desencadear crises urinárias potencialmente graves nos felinos.


 

A preocupação não é exagerada. Segundo a International Society of Feline Medicine (ISFM), a Cistite Idiopática Felina (CIF) responde por cerca de 55% a 65% dos casos de Doença do Trato Urinário Inferior Felino (DTUIF), um conjunto de enfermidades que afetam a bexiga e a uretra dos gatos. Diferentemente de outras doenças urinárias, a CIF está fortemente associada a fatores ambientais e emocionais, tendo o estresse como um dos principais desencadeadores.


 

Ao contrário dos cães, que costumam demonstrar desconforto de forma evidente por meio de latidos, tremores ou tentativas de fuga, os gatos tendem a manifestar o estresse de forma silenciosa. Mudanças no ambiente, excesso de barulho, presença de pessoas desconhecidas e alterações na rotina podem levar o animal a se esconder, reduzir a ingestão de água e permanecer em estado constante de alerta.


 

A sensibilidade dos felinos às alterações ambientais é tão reconhecida que diretrizes da American Association of Feline Practitioners (AAFP) apontam a previsibilidade da rotina e o enriquecimento ambiental como pilares fundamentais para a manutenção da saúde física e emocional dos gatos.


 

A conexão entre o estresse e as vias urinárias


A cistite idiopática felina é uma inflamação da bexiga sem causa infecciosa identificável, frequentemente associada à resposta do organismo ao estresse. Quando o gato é exposto a situações que geram insegurança ou ansiedade, ocorrem alterações neuroendócrinas capazes de comprometer a camada protetora da bexiga, favorecendo processos inflamatórios e desencadeando dor, desconforto e alterações urinárias.


 

Nos machos, a situação pode evoluir para um quadro ainda mais grave: a obstrução uretral. Nesses casos, o animal perde a capacidade de eliminar a urina adequadamente, configurando uma emergência veterinária que exige atendimento imediato.


 

“O grande perigo do período da Copa é que os sinais podem passar despercebidos. Enquanto a atenção da família está voltada para o jogo, o gato pode estar em sofrimento. O estresse nos felinos costuma ser silencioso. Muitas vezes ele se manifesta no pet que passa horas escondido, deixa de beber água ou começa a frequentar a caixa de areia repetidamente sem conseguir urinar. Quando ocorre uma obstrução urinária, estamos diante de uma emergência metabólica grave que pode evoluir rapidamente para insuficiência renal aguda”, explica Ewellin Lima, médica veterinária na WeVets.


 

Além das alterações comportamentais, outro risco comum durante reuniões e confraternizações é a oferta inadvertida de alimentos inadequados para os pets. Salgadinhos, embutidos, petiscos industrializados para humanos e preparações contendo alho, cebola ou excesso de sal podem causar intoxicações, distúrbios gastrointestinais e agravar problemas renais em cães e gatos.
 

Como proteger os gatos durante os jogos da Copa
 

Crie um ambiente seguro e silencioso

Reserve um cômodo tranquilo da casa para o gato durante as partidas, longe da movimentação e do barulho. Cortinas fechadas e sons ambientes suaves podem ajudar a reduzir estímulos estressantes.
 

Mantenha recursos essenciais próximos

Disponibilize água fresca, alimentação, arranhadores, esconderijos e uma caixa de areia no ambiente escolhido. O gato não deve precisar atravessar áreas movimentadas para acessar recursos básicos.
 

Utilize feromônios sintéticos

Difusores ou sprays específicos para felinos podem contribuir para aumentar a sensação de segurança e reduzir os efeitos do estresse ambiental.
 

Evite mudanças bruscas na rotina

Sempre que possível, mantenha horários regulares de alimentação, interação e limpeza da caixa de areia, mesmo nos dias de jogos.
 

Monitore o comportamento após as partidas

Observe sinais como idas frequentes à caixa de areia, esforço para urinar, vocalização de dor, sangue na urina, lambedura excessiva da região genital ou eliminação de urina fora da caixa. Todos esses sintomas exigem avaliação veterinária imediata.


 

“A Copa é um momento de celebração para as famílias, mas é importante lembrar que os gatos não entendem o contexto da festa. Eles apenas percebem que o ambiente mudou de forma repentina. Pequenos cuidados preventivos podem evitar situações de grande risco e garantir que o pet atravesse esse período com tranquilidade e segurança”, conclui a especialista da WeVets. Ewellin Lima -CRMV-SP - 45.551



Por Hélio Júnior - Focal 3 Comunicação 

Copa do Mundo e São João: veja os cuidados com os pets durante os fogos

Especialista indica medidas que ajudam a proteger cães e gatos do estresse causado pelo barulho



A Copa do Mundo e os festejos juninos devem intensificar o uso de fogos de artifício durante todo o mês. Nesse período, tutores de cães e gatos precisam ficar atentos aos impactos do barulho nos animais, que podem apresentar medo, ansiedade, alterações comportamentais e até problemas de saúde.



De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge, Acidália Santos, os animais têm maior acuidade auditiva, inclusive para sons de alta frequência, e os fogos geram estímulos sonoros súbitos que os pets não conseguem compreender, o que pode provocar medo e sobrecarga emocional. "A combinação desses fatores potencializa respostas de ansiedade e desencadeia reações que variam de leves alterações comportamentais a quadros graves", explica.



As manifestações mais comuns são medo intenso, tremores, vocalização excessiva, taquicardia, respiração acelerada e salivação aumentada. Existe a possibilidade de tentativa de fuga com risco de acidentes, traumas e do desaparecimento do animal. Em casos mais severos, especialmente em pets com doenças pré-existentes, a exposição aos fogos pode causar convulsão, colapso cardiovascular e, em situações extremas, até o óbito.



Para reduzir o estresse e evitar acidentes, os tutores podem adotar medidas preventivas antes e durante a queima de fogos. Uma das estratégias é a dessensibilização sonora gradual, feita por meio da exposição controlada a sons semelhantes aos dos fogos, sempre com orientação de um médico veterinário especializado em comportamento animal. “Esse processo ajuda o animal a reconhecer o estímulo como não ameaçador, quando realizado de forma correta e progressiva”, destaca Acidália.



Outras medidas simples durante os eventos fazem a diferença, como manter o pet em um ambiente seguro e familiar, com portas, janelas e cortinas fechadas. O uso de música suave também ajuda a mascarar os sons externos, reduz o impacto do ruído e diminui o nível de estresse do animal.



Por Isabela Borges - ATcom 

Mercado pet exige mais preparo: tutores já não aceitam serviços sem método e transparência

Denise Neves

Especialista em comportamento canino explica como a mudança no perfil dos tutores está obrigando empresas pet a profissionalizar atendimento, manejo e adestramento



De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o ramo deve movimentar cerca de R$ 80 bilhões em 2026. Esse mercado vive um momento de transformação impulsionado pela mudança no comportamento dos próprios tutores. Entre os principais impulsionadores estão produtos e serviços voltados à saúde e longevidade dos animais, alimentação especializada e plano de saúde pets. Os tutores estão mais informados, exigentes e atentos ao bem-estar animal, passaram a buscar serviços que vão muito além do básico em hotéis, creches e espaços de adestramento.


Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, o tutor atual já não procura apenas um local para deixar o animal. “Hoje, ele quer segurança, transparência, rotina estruturada e profissionais capacitados. Isso exige que as empresas trabalhem com mais método, protocolos claros e comunicação constante com a família”, afirma.


Segundo ela, esse novo perfil de consumidor vem acelerando a profissionalização do setor e mudando práticas que, até pouco tempo atrás, eram comuns no mercado.


Falta de processo ainda faz empresas perderem credibilidade

Mesmo com o crescimento do setor, muitas empresas ainda enfrentam problemas estruturais que afetam diretamente a confiança dos clientes.

“O principal erro é vender discurso de amor e cuidado sem ter processos reais que sustentem isso”, afirma a especialista.

Segundo Denise, problemas como equipe despreparada, ausência de protocolos, falhas de comunicação, superlotação e socialização sem critérios são alguns dos fatores que mais fazem tutores perderem confiança nos serviços.

“Hoje, qualquer incoerência fica muito perceptível. O cliente observa detalhes, faz perguntas e compara experiências antes de escolher onde deixar o animal”, completa.


Resultado e abordagem humanizada precisam caminhar juntos

Para Denise, existe um entendimento equivocado de que abordagens mais humanizadas significam ausência de limites ou falta de disciplina.

“Cães precisam de rotina, previsibilidade e condução clara. A abordagem respeitosa não elimina limites, ela apenas busca resultado sem ignorar o estado emocional do animal”, explica.

Na prática, isso significa entender a origem dos comportamentos e construir uma comunicação mais saudável entre o cão e a família, em vez de trabalhar apenas a obediência imediata.


Atualização profissional virou diferencial competitivo

Com um consumidor mais atento e informado, a atualização profissional se tornou essencial para empresas que desejam crescer e fidelizar clientes no setor pet.

“O tutor pesquisa, compara e questiona muito mais hoje. Empresas que investem em conhecimento, capacitação da equipe e melhoria de processos conseguem oferecer mais segurança e gerar mais confiança”, diz Denise.

Ela afirma que o mercado tende a valorizar cada vez mais operações estruturadas e tecnicamente preparadas.


O futuro do setor será mais técnico e preventivo

Entre as principais tendências para os próximos anos, Denise aponta o fortalecimento de protocolos de segurança, acompanhamento comportamental e educação preventiva.

“Na hospedagem e na creche, os serviços devem se tornar cada vez mais estruturados, com foco em rotina, segurança e monitoramento do comportamento dos animais”, afirma.

Já no comportamento animal, a tendência será a busca por orientação antes que os problemas apareçam ou se agravem. “Os tutores estão começando a entender que prevenção é muito mais eficiente do que corrigir comportamentos já instalados”, conclui.


A Dog Corner é uma empresa especializada em creche, hotel, adestramento e banho, reconhecida por unir cuidado técnico, gestão profissional e foco no bem-estar emocional dos cães. Fundada há cerca de 10 anos e com atuação consolidada em São Paulo, a empresa se destaca pelo crescimento acelerado, pela alta avaliação dos tutores e pela criação de um ecossistema próprio que inclui serviços de adestramento e educação no mercado pet. Comandada por André Cavalieri e Denise Neves, a Dog Corner atua para elevar o padrão de qualidade, segurança e gestão no setor.


Por Izabel Santa Fé Alves - Comunica PR