Expo Gatos retorna à Sorocaba para sua 5ª edição na cidade trazendo raça inédita: o Gato Lobo, reconhecida recentemente pela FIFE

Expo Gatos Sorocaba

Evento gratuito e solidário reunirá competição internacional de raças, feira de adoção de gatos SRD, miniworkshops com especialistas e presença de criadores de todo o Brasil



A 5ª edição da Expo Gatos Sorocaba (SP) acontece nos dias 25 e 26 de maio, das 10h às 18h, no Hotel Golden Park. O evento, gratuito e solidário, é realizado pela Associação dos Criadores de Gatos da Raça Maine Coon (Amacoon) e vai reunir amantes de gatos, criadores de todo o Brasil e juízes internacionais.  Os visitantes são incentivados a doarem uma lata ou sachê de ração para gatos, que será entregue às instituições beneficiadas nesta edição: a Associação Pulo do Gato e a Associação Anjos e Protetores.


A Expo Gatos Sorocaba tem o intuito de reunir todos aqueles que desejam conhecer e aprender mais sobre as diversas raças de gatos, desde as mais conhecidas como Maine Coon, Ragdoll, Bengal e Persa, até raças pouco vistas como Oriental de Pelo Curto e Devon Rex. A grande novidade deste ano será o Lykoi, também conhecido como Gato Lobo, uma raça reconhecida pela FIFe (Federação Internacional dos Felinos) há apenas dois anos.


"Há uma crescente demanda por eventos como a Expo Gatos, nos quais os amantes de gatos podem se reunir para compartilhar conhecimento e paixão pelos felinos", destaca Hugo Cavalheiro, presidente da Amacoon. "É uma oportunidade única para os tutores conhecerem de perto diferentes raças de gatos e para os criadores mostrarem seus exemplares".


A competição de padrão de raças promovida pelo evento é uma etapa classificatória para o World Cat Show, mundial da FIFe. As classes são: Filhotes 4 a 8 meses; Juniors 8 a 12 meses; Machos; Fêmeas; Machos Castrados; Fêmeas Castradas e House Cats pelo longo e curto. “Os gatos serão julgados e classificados por sua proximidade ao padrão da raça. Existem várias categorias de julgamento, desde a categoria 2 de raças de pelos semilongos até a categoria 3 de gatos de pelos curtos,” explica Hugo Cavalheiro.


Para o julgamento dos gatos, estarão presentes os juízes internacionais Ksenia Karpisha (Suécia), Glenn Sjobon (Suécia) e Gerardo Fraga y Guzman (Espanha). Os vencedores serão premiados com troféu, ração e brindes da patrocinadora Royal Canin. Mais de 150 gatos, de criadores de todo o Brasil, foram inscritos na 5ª Expo Gatos Sorocaba.


Gato ou lobo?

Para criadores como Karina de Brito Lana, de Itupeva/SP, tutora do Gato Lobo Lykoi, a exposição é uma oportunidade de divulgar e promover suas raças. “Também aprendemos com outros criadores e com os juízes. É o momento para divulgação das raças e para todos conhecerem nossos gatos”.


“A origem do Lykoi (Gato Lobo) é Estados Unidos e Canadá. Nós somos o gatil que trouxe a raça para o Brasil. O que nos atraiu é a característica única do ‘roan’, que é o grisalho da raça, também o temperamento falante e companheiro desse felino”, conta a criadora.



Durante o evento, também serão promovidos miniworkshops gratuitos, o chamado "Papo de Gato", em parceria com a Royal Canin, patrocinadora oficial do evento. Esses workshops contarão com a participação de diversos especialistas, que vão compartilhar informações valiosas sobre o universo felino.

Doar e adotar

Para completar o caráter solidário do evento, as ONG ‘Associação Anjos e Protetores’ e ‘Pulo do Gato’ participam de feira de adoção de gatinhos promovida pela organização da Expo Gatos.


Priscila Galvão, secretária da Pulo do Gato, afirma que, atualmente, 62 gatos vivem na ONG. Mas o número de disponíveis para adoção é menor, pois a maioria são gatinhos ariscos e medrosos, como chamamos de ferais”.


Os interessados em adotar, devem estar conscientes e se comprometer com uma adoção responsável. “Eventos como a Expo Gatos são fundamentais para promover o bem-estar animal e conscientizar a sociedade sobre a importância de adotar gatos SRD (Sem Raça Definida). Sabemos que o ato de adotar pode mudar o destino de muitos felinos errantes e estou muito feliz com a oportunidade”.


5ª Expo Gatos Sorocaba
Local: Hotel Golden Park
Endereço: Rodovia SP-75 (Castelinho) – KM 2,6 sentido Sul – S/N – Iporanga
Data: 25 e 26 de maio
Horário: das 10h às 18h


Gratuito e aberto ao público. Os visitantes são convidados a doarem um sachê ou lata de alimento para gatos na entrada do evento.


Por Bárbara Brisolla - JF Imprensa


Amigas do Lago: capivaras ajudam a preservar a orla e a qualidade da água do Lago Paranoá

Capivaras no Lago Paranoá
 Pesquisa de Medicina Veterinária do CEUB revela que, apesar do aumento desta população durante a pandemia, animais não apresentam riscos de zoonoses



O aumento populacional de capivaras no Distrito Federal, com os bandos habitando principalmente na orla do Lago Paranoá, divide opiniões. Apesar dos questionamentos sobre a transmissão de doenças, estudo de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) minimiza esses riscos e revela que esses animais contribuem para o equilíbrio do ecossistema aquático. As capivaras auxiliam na manutenção da qualidade da água do Lago e garantem a sustentabilidade ambiental da região.

 

A pesquisa qualitativa, por meio de análise de artigos científicos sobre a temática, conclui que a capivara não representa perigo em relação à transmissão de doenças para seres humanos e animais domésticos. Além disso, o animal, que ocupa 25% da orla do Lago Paranoá, tem pouca relação com infestação de carrapatos, não sendo o principal hospedeiro nem vetor principal de zoonoses. Eles ajudam a manter o equilíbrio do ecossistema e que o aumento da ocupação em áreas urbanas se deu pela ausência do fluxo humano durante a pandemia.
 

De acordo com um dos autores do estudo, Carlos Eduardo Rezende, o aumento da ocupação em áreas urbanas se deu pela ausência de fluxo humano durante a pandemia. “Ainda que as capivaras não representem perigo à população, é necessária a atuação de profissionais capacitados junto aos órgãos públicos para manter o controle da população desta e de outras espécies silvestres, favorecendo as práticas de sustentabilidade e educação ambiental”, afirma Rezende.
 

Orientadora do estudo, Francislete Melo, professora de Medicina Veterinária do CEUB, destaca a importância da mostra por informar adequadamente a população. Ela frisa que, frequentemente, quando o tema é abordado pela mídia, surgem preocupações relacionadas a possíveis doenças: “É importante esclarecer que a população de capivaras está controlada e não representa uma ameaça significativa. Elas não são portadoras de vetores importantes para a transmissão de doenças”.
 

Segundo a docente do CEUB, é essencial alertar que as capivaras não devem ser tratadas como animais de estimação. Elas são selvagens e não podem ser mantidas dentro de casa ou em qualquer ambiente doméstico. “Esse cuidado se estende a todos os animais selvagens, não apenas às capivaras, devido ao risco de transmissão de doenças entre humanos e animais, além do estresse causado pela interação inadequada com o ambiente urbano”, considera.


 

Curiosidades sobre as Capivaras


- É o maior roedor do planeta, pode atingir até 1,35 metros de comprimento, 60 centímetros de altura e pesar 70 quilos.

- Sua dieta consiste principalmente de capim, sobretudo encontrado em áreas alagadas, embora se alimente de cascas e folhas de arbustos.

- Têm por direito o trânsito livre nas margens do Lago Paranoá, utilizando as áreas designadas para preservação (previsto em lei, com 30 metros de margem em toda a extensão do lago).

- São criaturas sociais, vivem em grupos que variam de cinco a 40 indivíduos. Como animais territorialistas, o líder protege seu bando.
 

Grandes Números


De acordo com o biólogo Thiago Silvestre, do IBRAM, órgão que trabalha no projeto de monitoramento das capivaras, hoje existe em média de 300 a 400 indivíduos em todo o DF, sendo que grande parte delas ocupam cerca de 25% da orla do lago Paranoá. No entanto, o estudo foi motivado pela dúvida por parte da população sobre infestação de carrapatos e outras doenças que os animais silvestres podem causar ao ser humano.



Por Loane Bernardo - Máquina CW

Conheça 05 dicas para cuidar da saúde preventiva dos animais de estimação

 

Foto: Divulgação




Nos últimos anos, é perceptível uma mudança significativa no papel dos animais de estimação na vida das pessoas. Mais do que simples companheiros, eles se tornaram membros queridos da família. Como tal, a saúde e o bem-estar dos amigos peludos assumiram um papel central nas preocupações do dia a dia.
 

“Assim como é importante cuidarmos da nossa própria saúde de forma preventiva, o mesmo se aplica aos nossos animais de estimação. A saúde preventiva não só pode prolongar a vida de nossos amigos de quatro patas, mas também pode melhorar significativamente sua qualidade de vida”, explica Carol Botelho Mattar, empreendedora e criadora de conteúdo digital do perfil Os Paulistinhas.
 

DICAS:

  1. Um dos aspectos fundamentais da saúde preventiva do pet é a visita regular ao veterinário. Check-ups anuais podem ajudar a detectar precocemente problemas de saúde e fornecer orientações sobre dieta, exercícios e cuidados adequados para cada estágio da vida do animal. Além disso, as vacinações são uma parte crucial desse processo, protegendo os animais contra doenças graves e potencialmente fatais.
     
  2. Outra parte importante é uma alimentação adequada. Os alimentos escolhidos desempenham um papel necessário na manutenção da saúde do pet. Uma dieta equilibrada, adaptada às necessidades individuais do animal, pode prevenir uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, alergias alimentares e doenças relacionadas à idade.
     
  3. O exercício regular também é essencial para manter os pets saudáveis e felizes. A atividade física ajuda a controlar o peso, fortalecer os músculos e articulações, além de proporcionar estímulo mental. Passeios diários, sessões de brincadeiras e até mesmo atividades como agility podem beneficiar a saúde física e emocional dos animais de estimação.
     
  4. O cuidado com a higiene é mais uma importante dica. Escovação regular, banhos adequados, limpeza dos dentes e corte das unhas são práticas essenciais para prevenir problemas dermatológicos, infecções e doenças bucais.
     
  5. Além disso, a prevenção de parasitas, como pulgas, carrapatos e vermes, é fundamental para a saúde geral do animal. Tratamentos preventivos regulares podem proteger os pets de infestações e doenças transmitidas por esses parasitas.

Investir na saúde preventiva do seu animal de estimação não só pode economizar tempo e dinheiro a longo prazo, mas também pode salvar a vida do seu companheiro peludo.


“Priorizar os cuidados preventivos significa proporcionar uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz para nossos amigos de quatro patas. Afinal, seu bem-estar é uma responsabilidade que devemos abraçar com carinho e dedicação”, ressalta Carol.


Acompanhe os conteúdos cativantes pelos canais Instagram e YouTube.



Por Kelly Ortiz - Assessora da Alma360


Entenda os motivos do crescimento de animais domésticos no Brasil

      Especialista explica essa tendência e o que vem influenciando-a



Nos últimos anos, o Brasil testemunhou um notável aumento na população de animais domésticos em lares por todo o país. Este fenômeno tem despertado a curiosidade de especialistas, que buscam compreender os motivos por trás dessa tendência crescente.


De acordo com os últimos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, o Brasil contava com aproximadamente 58 milhões de cães e 27 milhões de gatos, além de cerca de 41 milhões de aves canoras e 21 milhões de peixes ornamentais.


De acordo com Dorie Zattoni, Médica Veterinária e Supervisora técnica-comercial da Brazilian Pet Foods, empresa de alimentos para cães e gatos, o aumento no número de animais domésticos está relacionado a uma mudança significativa no estilo de vida das pessoas. “Com o aumento da urbanização e a diminuição do tamanho médio das famílias, os animais de estimação têm ocupado um espaço cada vez mais importante nos lares brasileiros, servindo como companheiros fiéis e fontes de afeto e conforto emocional”, explica.


Além disso, a médica veterinária destaca que o investimento crescente na saúde e bem-estar dos animais também têm contribuído para o aumento da população de pets. "Os tutores estão mais conscientes sobre a importância dos cuidados veterinários preventivos, alimentação de qualidade e enriquecimento ambiental para garantir bem estar e uma vida longa e saudável aos seus animais de estimação", afirma a especialista.


Outro fator relevante é o papel das redes sociais e da mídia na disseminação de informações sobre os cuidados com os animais e a guarda responsável. As redes sociais desempenham um papel crucial ao conectar tutores a especialistas, além de aumentar o desejo de ter um companheiro peludo.


Por fim, o mercado pet em constante expansão também tem impulsionado o crescimento da população de animais domésticos, com uma ampla variedade de produtos e serviços disponíveis para atender às necessidades dos tutores e de seus pets.


“Diante desse cenário, é evidente que o Brasil está testemunhando uma verdadeira revolução no que diz respeito à relação entre seres humanos e animais de estimação. Com um aumento contínuo na conscientização sobre a importância do bem-estar animal e a adoção de práticas responsáveis de cuidado, é esperado que essa tendência de crescimento se mantenha nos próximos anos, consolidando os animais domésticos como queridos membros das famílias brasileiras”, finaliza a especialista.


 

Brazilian Pet Foods - Como uma das maiores fábricas de alimentos do país, em suas 3 décadas de história, já realizou feitos que marcaram sua jornada. Desde seu início em 1992, foi estabelecido o princípio que norteia todas as atitudes e escolhas que levaram a empresa a se tornar referência no mercado de alimentos pet. Princípio que já colocou a Brazilian entre as maiores do ramo. Princípio que faz a empresa crescer ano após ano, estruturalmente e tecnologicamente. Princípio este, que a colocou no ranking da Nielsen como uma das líderes do mercado do sul, e com expansão em todo o país, desde o supermercado da sua cidade até o petshop da sua rua, além do seu trabalho online que cresce junto com a vontade de fazer mais pelos pets. Por isso, a Brazilian Pet Foods evolui sem perder sua essência e seu princípio: Alimentar o prazeroso elo entre você e o seu animal.

 

Por Giovanna Rebelo - MGA Press

MÊS DAS NOIVAS: Como Treinar Seu Cachorro Para Levar as Alianças

Integrar seu animalzinho na cerimônia pode ser uma tarefa estressante difícil para alguns casais. Confira algumas dicas do comportamentalista animal Wagner Brandão


O casamento é uma data especial. É aquele dia em que os noivos passaram meses e até anos se preparando, conferindo cada detalhe da festa e buscando colocar suas personalidades e sonhos em um dia repleto de amor. É uma forma de fazer isso, é integrar o animal de estimação na hora da cerimônia. Porque, afinal, não há nada mais fofo do que um cachorrinho indo entregar as alianças em um casamento, não é mesmo?

 

Mas como fazer para treinar esse bichinho para o grande dia? O comportamentalista animal, Wagner Brandão, que já treinou cachorros para o grande dia de diversos casais, comenta que quanto mais cedo começar esse processo de treinamento, melhor. “Se o casal tem o sonho de trazer seu cachorro para a cerimônia, eles precisam ter em mente de que é uma tarefa que demanda muitos dias de treinamento e paciência. Mas não é impossível.”
 

Sendo assim, veja cinco dicas que o comportamentalista dá para treinar o cãozinho para o casamento.

 

1. Comece com antecedência: Não deixe o treinamento para a última hora. Comece a preparar seu cachorrinho para o papel no casamento com pelo menos algumas semanas de antecedência. Isso dará tempo suficiente para que ele se acostume com o ambiente e as novas atividades.

 

2. Treine com consistência: Estabeleça uma rotina de treinamento consistente e dedique tempo todos os dias para trabalhar com seu cachorro. Use reforço positivo, como petiscos e elogios, para incentivar o bom comportamento.

 

3. Pratique em diferentes ambientes: Exponha seu animal a diferentes ambientes e situações para ajudá-lo a se sentir confortável em qualquer lugar durante a cerimônia. Isso inclui praticar em casa e, principalmente, no local da cerimônia.

 

4. Envolva-o na cerimônia: decida qual será o papel do seu cachorro no casamento e ensine-o as habilidades necessárias. Ele pode ser o portador das alianças, acompanhar o casal até o altar ou até mesmo participar da sessão de fotos.

 

5. Chame um profissional: Nem todos os cachorros são adequados para participar de um casamento. Considere a personalidade, o nível de treinamento e a tolerância do seu cachorro ao estresse antes de decidir envolvê-lo na cerimônia. Se mesmo assim o problema continuar, por mais aconselhável é consultar um comportamentalista animal para ajudar no treinamento do animal.
 

Wagner Brandão ressalta a importância de ser paciente e paciente durante o processo de treinamento. "Cada cachorro é único, então é essencial adaptar as técnicas de treinamento conforme a personalidade e as necessidades individuais do seu animal de estimação. Com paciência e prática, seu cachorro pode se tornar um membro valioso da sua cerimônia de casamento." finaliza o comportamentalista animal.


Wagner Brandão, comportamentalista animal desde 2002, formado pela Universidade de São Paulo, é ex-investigador da Polícia Civil e ex-treinador de cães policiais para faro e ataque. Colaborador de mais de 156 protetores animais independentes, Wagner já treinou mais de 50 mil cachorros. Seus clientes incluem não apenas animais de estimação, como gatos, mas também grandes felinos como tigres e tigresas, além de peixes e até mesmo moscas. Atualmente, Wagner presta atendimento a clientes de todo o mundo, tanto de forma online quanto presencial. Saiba mais em: adestradorwagnerbrandao



Por Alice Veloso - Publika.aí Comunicação

Qual tipo de tutor de animais de estimação você é?

Crédito: Canva

Do pai de pet, que trata o bichinho como filho, ao desapegado, aquele que não se apega emocionalmente, descubra seu perfil de tutor


Você já parou para pensar que tipo de tutor de animal de estimação você é? Para muitas pessoas, cães e gatos ultrapassam a categoria de bicho de estimação e são vistos como membros da família ou até mesmo como filhos. Por outro lado, há tutores que não enxergam os pets dessa maneira e mantém um vínculo menos emocional, concentrando-se nas necessidades fundamentais do amigo peludo.


A mais recente edição da pesquisa Radar Pet, realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que ouviu 1.751 tutores de cães e gatos, revelou uma mudança significativa no comportamento dos donos de animais de estimação. Em 2019, o mesmo estudo identificava apenas três perfis de tutores: o desapegado, o amigo do pet e o pet lover. Mas agora a pesquisa mostra quatro tipos: o desapegado, o amigo do pet, o pet lover emocional e o pet lover racional. Influenciaram na alteração da relação tutor-animal aspectos como condições de moradia, trabalho, educação e saúde dos indivíduos, além da pandemia.

 

“A demonstração de afeto não diminui devido aos perfis”, esclarece Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan. “Houve um aumento na aquisição de animais após a grande crise sanitária, onde se concentra a maior porcentagem em pessoas solteiras, viúvas ou separadas. Os bichinhos se tornaram uma companhia ainda mais relevante", afirma.

 

Conhecer esses perfis pode ajudá-lo a entender melhor a sua relação com seu companheiro peludo e a identificar suas próprias preferências como tutor. A seguir, entenda as características de cada tipo de tutor e descubra qual tem mais a ver com você. Mas lembre-se: não há um perfil certo ou errado, cada um tem suas próprias características e benefícios. O importante é reconhecer suas preferências e necessidades, garantindo uma vida feliz e saudável para você e seu animal de estimação.



O desapegado



Ele vê seu animal de estimação mais como uma responsabilidade do que como um companheiro emocional. Esse público responde por 18% dos entrevistados e é mais comum entre homens com 50 anos ou mais, casados e com filhos, residentes nas regiões Centro-Oeste e Norte do país. “Embora cuide das necessidades básicas do pet, como alimentação, banho, tosa, passeio e uso de medicamentos veterinários, o tutor desapegado tende a manter uma certa distância emocional, não estabelecendo um forte vínculo afetivo com o animal. Além disso, esse perfil de tutor se preocupa com o envelhecimento do pet para que eles tenham qualidade de vida, mas sem que seja necessário aumentar os gastos com o animal”, explica Gabriela.


O amigo do pet


Os tutores que se enquadram nesse perfil têm uma relação de amizade com seu animal de estimação. Eles gostam da companhia do pet, se preocupam com seu bem-estar e são responsáveis por fornecer cuidados adequados. No entanto, o vínculo emocional pode não ser tão profundo quanto em outros perfis. “Nesse caso, os donos dos animais os consideram parte da família, mas não como filhos. Esse público tende a ser formado por mulheres casadas entre 30 e 59 anos e com filhos. E, nos momentos de lazer, os animais acabam se tornando companheiros das crianças. Eles estão mais presentes no Sudeste e Centro-Oeste do país e correspondem por 27% dos entrevistados”, pontua a especialista.


O pet lover emocional



Esse perfil é o mais comum entre jovens e adultos solteiros e sem filhos, e é formado tanto por mulheres quanto por homens, sendo maioria entre os entrevistados (32%). A executiva do Sindan enfatiza que para esses tutores, seus animais de estimação são como filhos. “Eles estão profundamente ligados emocionalmente aos seus pets, tratando-os como filhos ou companheiros inseparáveis. O bem-estar do animal é uma prioridade, e eles estão dispostos a garantir sua felicidade e saúde. São os verdadeiros ‘pais de pet’.”


O pet lover racional


Diferentemente do perfil emocional, o tutor racional mantém uma abordagem mais pragmática em relação ao seu animal de estimação. Ele valoriza a relação com o pet, mas também considera aspectos práticos e impacto no estilo de vida dos animais. Esse perfil, que corresponde a 23% do público entrevistado, pode tomar decisões racionais, mesmo que emocionalmente difíceis, em benefício do animal. “Mulheres acima dos 40 anos são as que dominam esse perfil de dono e estão presentes em todas as regiões brasileiras. Mesmo que tenham um grande carinho pelos animais, esses tutores optam por recorrer a contratação de um número maior de serviços, como adestramento, agility e day care, para ajudá-los no dia a dia corrido”, expõe Gabriela.



Por Isabela Rocha - Make Buzz Comunicação



 

Busch Gardens Tampa Bay celebra nascimento de espécie de orangotango ameaçada de extinção

Baby Orangutan at Busch Gardens Tampa Bay

Nascimento é considerado marco nos esforços de conservação em instalações zoológicas credenciadas


O Busch Gardens anunciou o nascimento de uma fêmea de orangotango-de-bornéu, espécie criticamente ameaçada de extinção. O nascimento é considerado um marco nos esforços de conservação de orangotangos entre instalações zoológicas credenciadas, como o Busch Gardens Tampa Bay, que participam do Programa de Sobrevivência de Espécies (SSP, sigla em inglês) da Associação de Zoológicos e Aquários (AZA) e que garante o bem-estar e prosperidade dos animais. 


Após uma cesárea de sucesso realizada nas instalações do Busch Gardens Tampa Bay, o filhote de orangotango-de-bornéu nasceu com peso de aproximadamente 1,5 kg. O processo do parto foi liderado por um time de profissionais médicos e zoológicos de diferentes organizações que asseguraram os melhores cuidados à mãe e ao bebê.


Encontrados exclusivamente na Ilha de Bornéu, os orangotangos-de-bornéu são a terceira maior espécie de primatas arbóreos do mundo e estão listados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês) como criticamente ameaçados. O nascimento faz parte do Programa de Sobrevivência de Espécies (SSP, sigla em inglês) da Associação de Zoológicos e Aquários (AZA).


O objetivo do SSP é gerenciar cooperativamente populações de espécies dentro de instalações credenciadas pela AZA, como o Busch Gardens Tampa Bay, além de educar as próximas gerações sobre seu papel na gestão da conservação ambiental. 



Busch Gardens Tampa Bay é a melhor opção de aventura para as famílias, oferecendo mais de 120 hectares de atrações fascinantes baseadas em explorações exóticas ao redor do mundo. O Busch Gardens é uma mistura única de montanhas-russas emocionantes, zoológico credenciado pela AZA (Associação de Zoológicos e Aquários) com milhares de animais de mais 200 espécies e eventos sazonais empolgantes para visitantes de todas as idades. Para mais informações, visite nosso site. O Busch Gardens pertence ao United Parks & Resorts, Inc. (NYSE: PRKS), empresa líder em entretenimento e parques temáticos que proporcionam experiências memoráveis e que inspiram os visitantes a proteger os animais e maravilhas selvagens do nosso planeta.




Por Larissa Alvarez - Imaginadora.com.br


Polpa de beterraba vira peça chave para melhorar a saúde intestinal dos pets


Com os pets ganhando cada vez mais espaço e relevância na vida das pessoas, a relação entre pessoas e seus animais de estimação tem se revolucionado constantemente. Da atenção diária necessária, à qualidade da alimentação fornecida a eles, um fator tem sido evidente nos últimos anos: cuidar da saúde dos animais de estimação tem se tornado uma prioridade em muitos lares.


De acordo com a supervisora de especialidades da Quimtia Brasil, empresa especializada na fabricação e distribuição de insumos para nutrição animal, Georgia Almeida, uma das alternativas que vem se tornado cada vez mais evidente e importante quando o assunto é nutrição de qualidade dos pets é a inclusão da polpa de beterraba na fórmula da ração.


Para a especialista, o nutriente, que é rico em fibras e outros nutrientes, como vitaminas e minerais, contribui de maneira considerável para uma melhora na saúde gastrointestinal dos animais.


A especialista lembra que o fato de o nutriente conter fibras de fermentação moderada ajuda a manter o cólon saudável e promove uma melhora na consistência das fezes, por exemplo, e que, além disso, ela [a polpa de beterraba] contribui para que haja maior facilidade na digestão e, consequentemente, um maior bem-estar aos animais que consomem rações com polpa de beterraba.


“Além disso, uma ração que tenha em sua composição a polpa de beterraba reduz de maneira significativa a suscetibilidade a doenças, infecções, inflamações e desconfortos no intestino do animal”, ressalta.


A supervisora de especialidades da Quimtia Brasil ressalta que o nutriente atua, ainda, como uma importante fonte de energia aos animais de estimação, graças ao fato de ela ser degradada em ácidos graxos de cadeia curta.


“A inclusão do nutriente tem sido cada vez mais comum na composição de rações direcionadas a pets como cães e gatos, principalmente nas fases iniciais – filhotes –, e para os pets mais velhos – seniores”, enfatiza.


Polpa de beterraba não faz tudo sozinha


No entanto, ela destaca que a eficácia dos efeitos positivos da polpa de beterraba está diretamente relacionada à qualidade e ao balanceamento geral da ração e que é imprescindível que os fabricantes garantam uma formulação adequada que possa atender às necessidades nutricionais específicas de cada animal.


“A inclusão recomendada desse aditivo nutricional em rações de cães e gatos é de aproximadamente 10% por tonelada de ração produzida. Porém, para uma ração com boa digestibilidade é necessário muito mais do que somente a polpa de beterraba. Os macroingredientes precisam ser de boa qualidade, a inclusão de prebióticos e adsorventes também são importantes quando se pensa em saúde intestinal.”, finaliza a especialista.


Por Hamilton Zambiancki - Assessoria de Imprensa Quimtia Brasil 

Abril Laranja: conscientizar e prevenir a crueldade animal inclui promover bem-estar e segurança para os bichos

dra. Vanessa Zimbres

 Especialista em gatos dá dicas para mantê-los saudáveis e felizes; ela destaca que posse e adoção devem acontecer com responsabilidade



Abril Laranja é o mês de reflexão e ação em prol da vida animal, campanha instituída com o objetivo de promover a conscientização e a prevenção contra a crueldade com os bichos. No Brasil, a legislação é clara quanto à esta proteção: maltratar animais é considerado crime, conforme o artigo 32 da Lei nº 9.605 e prevê multa, proibição da guarda de pet e pode até levar à prisão, com pena de reclusão de 2 a 5 anos em casos extremos.


Para Vanessa Zimbres, médica veterinária especializada em gatos e diretora da Clínica Gato É Gente Boa, infelizmente, gatos acabam sendo vítimas frequentes de maus tratos. “Os felinos são frequentemente vítimas de maus tratos devido a mitos e preconceitos enraizados na nossa cultura, por isso é fundamental desmistificar essas ideias e promover o respeito e cuidado com eles e todos os outros animais".


A data também serve como um lembrete da necessidade de promover a posse e adoção responsável, já que oferecer cuidados adequados aos pets deve ser uma preocupação constante. A especialista conta que atitudes simples podem fazer a diferença no bem-estar dos animais. “No caso dos gatos, ambientes seguros e estimulantes são essenciais. Eles necessitam de áreas elevadas para observar seu território, além de recursos como caixas de areia, vasilhas de água e ração, arranhadores e brinquedos.


Vanessa ainda explica que é preciso respeitar o senso olfativo, a interação com o tutor e outras pessoas que estiverem na casa, respeitando as particularidades individuais do animal. “Eles precisam expressar o comportamento natural, ou seja, de um animal caçador, com brincadeiras que imitam a caça”.


A veterinária também ressalta que é fundamental proteger a casa, com telas em janelas, muros e portões, para evitar fugas e garantir a segurança dos gatos. “Deixá-los sair de casa pode colocá-los em risco de contrair doenças infecciosas, se envolverem em acidentes, maus-tratos e até mesmo brigas com outros bichinhos", destaca.


Quanto às doenças, é importante manter uma rotina de prevenção para manter os gatinhos saudáveis e felizes. “Os gatos são mestres em esconder doenças e dor, portanto a ideia de que são animais mais resistentes e de baixa manutenção é um mito. Quando eles demonstrarem algum sintoma, pode ser tarde. Além da recuperação ser mais difícil, em muitos casos, os problemas podem não ser mais curáveis e o tratamento se estender como um paliativo para o resto da vida do paciente. Investigar e prevenir doenças permite o tratamento logo no início quando as chances de cura são mais concretas”, conclui a médica veterinária.



Por Bárbara Brisolla - JF Gestão de Conteúdo


Como garantir a segurança dos pets em viagens aéreas?

Daniel Oliveira - CEO da Transporte Pet Internacional
Especialista dá dicas para evitar contratempos e garantir que todos os membros da família cheguem ao destino com tranquilidade 



Após a tragédia ocorrida com o cachorro Joca durante uma viagem de avião, o assunto vem sendo amplamente discutido Brasil afora, gerando comoção e também preocupação dos tutores que precisam utilizar esse meio de transporte.

Segundo Daniel Oliveira, presidente do Instituto Transporte Pet e CEO da Transporte Pet Internacional, a principal preocupação do tutor que viajará de avião diz respeito ao cumprimento das exigências sanitárias e de documentação, que podem ser bem complexas e demoradas. No Japão, por exemplo, o processo de sorologia de raiva leva 6 meses.

“Já fiz o transporte aéreo de mais de 1.000 cães e gatos e por isso posso dizer, sem sombra de dúvida, que a segurança em todo o processo começa pela busca de informações corretas com um profissional da área.  É fundamental ter conhecimento não somente sobre as exigências sanitárias e de documentação, mas também sobre quais companhias aéreas atendem a rota em questão e as regras para viajar com os pets. Somente com todas essas informações será possível iniciar o planejamento de todos os itens necessários”, salienta.

O especialista explica que antes de comprar a passagem é preciso verificar a disponibilidade da vaga para o pet. “O número de cães e gatos viajando na cabine ou no porão é definido por cada companhia aérea e pode acontecer das vagas estarem preenchidas. É por esse e outros motivos que enfatizo a importância de o tutor procurar uma empresa especializada, pois tais profissionais se mantém atualizados sobre todas as questões pertinentes e conhecem as regras de transporte, evitando erros bastante comuns cometidos por pessoas leigas no assunto”, alerta.

Ainda de acordo com Daniel Oliveira, a falta de conhecimento faz com que muitas pessoas sejam impedidas de voar, já no check inn, por ausência de documentos ou procedimentos errados. “A utilização de uma caixa de transporte fora das especificações e a falta de itens obrigatórios são apenas alguns exemplos de fatores que impossibilitam a viagem. O profissional vai se atentar a cada detalhe e garantirá uma viagem tranquila, sem preocupações ou contratempos”.

Por fim, o empresário exemplifica o que pode ser feito por profissionais especializados para garantir essa tranquilidade: “Nós da Transporte Pet Internacional temos um procedimento para checar com a tripulação se o pet foi embarcado no porão. Isso evita muitos transtornos e até mesmo uma tragédia, como a que ocorreu com o Joca”, finaliza Daniel de Oliveira.



Por Vanessa Ronquim Martins – Assessora de Imprensa (MTB: 46721)


OTITE EM CÃES: VETERINÁRIO ESCLARECE TUDO SOBRE A CONDIÇÃO E EXPLICA COMO TRATÁ-LA

Divulgação/Virbac

Externa, média ou interna? Cada tipo de inflamação acomete uma parte do ouvido e requer um tratamento diferente. Na maioria dos casos, o uso de antibióticos é dispensável e a administração do tratamento com corticoide é suficiente para livrar o animal do incômodo. Entenda!

 


A otite é uma doença bastante comum em cães e esta é uma queixa recorrente nos consultórios veterinários. No entanto, muitas dúvidas rondam os tutores de animais com a condição, que normalmente causa bastante dor no ouvido dos pets. O que caracteriza cada tipo de otite? Como identificá-las? É realmente preciso tratar o problema com antibióticos? Quais raças têm predisposição à condição? Estas são algumas das dúvidas que Ricardo Cabral, médico veterinário e gerente técnico da Virbac do Brasil, responde sobre o problema. Entenda!

 

Qual a diferença entre a otite externa, média e interna?

 

De acordo com Ricardo, as otites podem ser classificadas em três tipos principais com base na localização da infecção. O médico veterinário dá mais detalhes:

 

     1. Otite externa

“É a forma mais comum de otite em cães e acontece quando o canal auditivo externo inflama. A inflamação pode ser causada por diferentes fatores como remoção de pelos ou limpeza incorreta que geram trauma, ou ainda parasitas e corpos estranhos, mas na maioria dos casos a causa é alérgica”. De acordo com ele, cerca de 75% dos casos de otites externas têm em comum o fato de acometerem animais alérgicos e, sendo essa uma doença de difícil controle, é bastante frequente a ocorrência de otites externas de repetição.


 2. Otite média

“Acomete a parte média do ouvido, localizada atrás do tímpano, e pode ocorrer como uma complicação da otite externa quando a infecção se estende para dentro

da orelha.

3. Otite interna

“É a forma menos comum de otite em cães e geralmente é mais grave, porque envolve a inflamação da parte interna do ouvido, incluindo a cóclea e o labirinto, que são essenciais para a audição e o equilíbrio. Este tipo de otite pode estar associada a infecções bacterianas, fúngicas ou virais ou, ainda, por problemas imunológicos, traumas na cabeça ou tumores.”


O que provoca a otite externa em cachorros?

 

Várias causas podem levar ao desenvolvimento de otite. “A inflamação é quase sempre a causa de base. Essa inflamação pode ser desencadeada por diferentes fatores como traumatismo, parasitas, corpos estranhos e neoformações como pólipos, mas na grande maioria dos casos o fator inicial é a doença alérgica. Precisamos lembrar que o conduto auditivo externo é recoberto por pele, e se o cão é alérgico essa pele também vai inflamar”, pontua Ricardo. A inflamação leva a mudanças no microambiente da orelha como alteração de temperatura e umidade, além do aumento da produção de cerúmen. Essas são as mudanças que, por sua vez, em alguns casos, levam à infecção bacteriana e/ou fúngica secundariamente.

 

Como identificar a condição no animal?

 

O médico veterinário alerta que é muito importante se atentar ao comportamento do cão para observar quaisquer comportamentos que possam denunciar o problema. “Coceira excessiva na orelha, esfregar a cabeça no chão ou em móveis, vermelhidão ou inflamação no ouvido, secreção ou mau odor, sacudir ou inclinar a cabeça com mais frequência, sensibilidade ao toque, perda de audição e aumento da sensibilidade, são alguns dos sinais de otite.”

 

Quais são as raças mais acometidas por otite?  

 

Algumas raças de cães estão mais predispostas a desenvolver otite devido a características anatômicas específicas de suas orelhas ou a condições genéticas que aumentam a produção de cerúmen. “Cocker Spaniel, Labrador, especialmente o de cor chocolate, Beagle, Basset Hound, Golden Retriever e Poodle são algumas delas. Mas vale lembrar que qualquer raça de cão pode desenvolver essa condição.”

 

Como é realizado o tratamento contra a otite? 

 

O tratamento da otite em cães pode variar dependendo da causa, condição e gravidade da infecção. “O primeiro passo é levar o animal ao consultório veterinário para um exame completo e, em casos de otites externas, a limpeza e o tratamento tópico são suficientes para tratar o problema”, orienta Ricardo. Segundo o profissional, apenas em casos mais graves ou persistentes, pode haver a necessidade da prescrição de medicamentos orais, como antibióticos ou anti-inflamatórios.

 

Quais são os risos do uso indiscriminado de antibióticos no tratamento de otites?


Até hoje, o médico veterinário só dispunha de associações com anti-inflamatórios, antibióticos e antifúngicos para tratar topicamente a otite externa canina, combatendo ao mesmo tempo a inflamação de base e as infecções secundárias. “O problema é que cada vez mais vemos o surgimento de micro-organismos resistentes aos antimicrobianos, o que significa que as bactérias presentes no ouvido do cão podem se tornar resistentes ao antibiótico usado, tornando o tratamento ineficaz. Tendo em vista que a causa da doença é a inflamação, será que precisamos fazer uso de antibióticos em todos os casos?”, comenta Ricardo. O médico veterinário da Virbac alerta ainda que, pelo fato de a maioria dos quadros de otites externas serem desencadeadas por doenças alérgicas, que não têm cura, é comum que os cães apresentem otites de repetição, e o uso de antibióticos e antifúngicos com frequência nesses quadros contribui ainda mais para o uso indiscriminado dessa classe de medicamentos.

 

De que forma o corticoide age no tratamento de otites externas e por que ele é mais seguro?

 

“A possibilidade de utilizar corticoides como primeira escolha é uma forma de prevenir a ocorrência cada vez mais comum de animais com alta resistência a antibióticos. Esse tipo de tratamento age na causa primária de otites não purulentas, de base alérgica. Ao tratar a inflamação, o microbioma bacteriano e fúngico deve ser controlado naturalmente, retornando ao estado original. Neste caso, recomenda-se o tratamento com corticoides durante 7 a 14 dias consecutivos, a depender da resposta clínica do animal. Se a cura não for confirmada após os primeiros sete dias de tratamento, deve-se estender até 14 dias, de acordo com a avaliação do médico veterinário”, orienta o profissional. Além do tipo de remédio, ele recomenda atentar-se ao aplicador do medicamento. “Como este é um tratamento tópico, é necessário tomar alguns durante a aplicação, como optar por aplicadores em spray, suaves e silenciosos, que não irritam ou assustam os cães, além de cânula anatômica, para tornar o tratamento o mais confortável e seguro possível para o animal.”



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Por Catarina Armelin - bcbiz