Pets podem sofrer com reação alérgica durante o banho e tosa

 

Uma das maneiras de diminuir as reações alérgicas é fazer a tosa na tesoura - Foto: Julio Salvo 












Altura da lâmina e características dos produtos de higiene podem prejudicar o bem-estar de alguns animais

Quem costuma fazer a barba, ou se depilar durante o banho, sabe que basta o contato com a lâmina para a pele ficar irritada. Por menores que sejam, aquelas bolinhas, às vezes acompanhadas de vermelhidão, geram bastante incômodo. Infelizmente, alguns cães podem sofrer com alergia durante o procedimento de banho e tosa, resultando em um quadro de irritação cutânea que, dependendo do caso, precisa de uma avaliação do veterinário.


“Muitas vezes, nem o próprio tutor sabe que o cão tem alergia. De repente, ele toma um banho e começa a manifestar os sintomas”, esclarece Natália Espinosa, groomer certificada internacionalmente e diretora da Uau Escola de Estética Animal, localizada em Sorocaba (SP). “O papel do profissional é justamente saber como lidar com o cão, além de orientar corretamente o cliente para os próximos banhos.”


A tosa higiênica, procedimento realizado no coxim plantar, região abdominal e ânus, com foco em melhorar a higiene do animal, é uma das tosas mais comuns em pet shops e, também, uma das principais responsáveis pelas reações alérgicas. Porém, isso não significa que os cães alérgicos não possam aproveitar os benefícios.

Muito popular nos pet shops, a tosa higiênica também é uma das que mais causam reações - Foto: Julio Salvo


Para evitar reações, uma das possibilidades é fazer o procedimento na tesoura ou aumentar a altura da lâmina padrão utilizada, uma solução que não expõe tanto a pele do cão. O corte vai acabar durando menos tempo do que o habitual, mas vai garantir a higiene e diminuir os desconfortos causados por uma possível alergia.


 

Atenção na escolha dos produtos

Além do contato com a lâmina, existe outra situação que pode contribuir para um caso alérgico: o banho. Nesse quesito, tutores e profissionais precisam ficar atentos aos produtos que são utilizados durante o procedimento.


“Existem animais que podem ser alérgicos ao corante do shampoo, ou até mesmo ao perfume. As raças que têm mais propensão a esse quadro são cães com pele mais clara e sensíveis como, Bulldogs, Bull Terrier, American Pit Bull Terrier e Shih Tzu”, alerta a groomer. “Eu já vi cães, que não tinham alergia diagnosticada, ficarem com a pele toda pipocada. Nesses casos, pedimos para o tutor retornar com o animal para um novo banho, sem custo, com produtos especiais adequados para cães alérgicos e banhos terapêuticos. A partir daí, anotamos na ficha do animal que esse será o novo procedimento padrão.”


É justamente para evitar esse tipo de situação que as principais marcas de produtos cosméticos para pets já oferecem linhas hipoalergênicas e até terapêuticas. Quando o cão já tem o diagnóstico como alérgico, é possível até oferecer protocolos específicos para auxiliar no tratamento, ajudando no controle de fungos e até na regulação das glândulas sebáceas para evitar casquinhas e diminuir coceiras.  Porém, o mais importante é que os produtos oferecidos sejam testados dermatologicamente e oftalmologicamente.

A escolha dos cosméticos adequados é fundamental para não causar reações nos pets - Foto: Julio Salvo 


“Se um shampoo que não tem toda essa segurança acaba caindo no olho do cão durante o banho, pode causar até uma úlcera de córnea, ou começar a coçar e o próprio cão machucar o olho”, relata Natália. “O cuidado que o profissional tem que ter na escolha desses cosméticos é o mesmo que um restaurante precisa ter na hora de escolher os insumos. Não é só um detalhe, pois interfere diretamente na saúde do pet.”


Por isso, antes de levar o cão ao pet shop, é importante que o tutor faça uma visita e conheça quais os cosméticos, e protocolos, disponíveis. Além disso, como a alergia pode não se manifestar imediatamente após o banho, é preciso ficar atento ao comportamento do animal para perceber a reação. Dependendo do caso, o tratamento é medicamentoso e precisa da orientação de um veterinário.


É importante salientar que alergias podem acometer cães em qualquer momento da vida, mesmo que ele não tenha nunca apresentado nenhum sintoma anterior. Ao perceber alguma alteração, é fundamental a comunicação ao profissional de banho e tosa. Ele é o responsável por adotar procedimentos e produtos específicos para evitar qualquer problema. Estar atento a esses sinais é essencial para o bem-estar dos cães.


Por Murilo Vicentini | JF Gestão de Conteúdo



 - Fotos: Júlio Salvo


 


               

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PET CURITIBANO ATINGE 1 MILHÃO DE SEGUIDORES NO INSTAGRAM

 

Gudan - O husky mais querido do Brasil



















O husky mais querido do Brasil acaba de atingir um grande marco nas redes sociais: 1 milhão de seguidores. Gudan, um cão da raça Husky Siberiano de Curitiba - PR, conquistou esse feito com menos de um ano da criação do seu perfil no Instagram. Ele faz parte de um dos segmentos de maior ascensão nas redes sociais. No quesito engajamento, os perfis de pets só perdem para brinquedos, crianças e bebês.


Gudan tem 1 ano e 5 meses e já é um pet influencer desde pequenininho. Só no TikTok são 6,6 milhões de seguidores, totalizando mais de 140 milhões de curtidas e cerca de 700 milhões de visualizações. No Youtube também são milhares de fãs, por volta de 420 mil usuários assistindo os aprontamentos do amigo peludo. O Gudan é o maior perfil canino do país, considerando a soma de todas as redes.


Zanq, Isa e Gudan


Como surgiu Gudan, o husky

Além do Gudan, os outros responsáveis pelo sucesso dos perfis são Eduardo Zanqueta, ou apenas Zanq, e Isabelle Miranda. Assim que os dois passaram a morar juntos, viram que faltava alguma coisa. A solução veio em março de 2020, com um focinho e muitos pelos. Gudan chegou bem novinho e precisou de bastante cuidados. Em pouco tempo o filhote já tinha virado um membro da família.


Sempre brincalhão e inquieto, Gudan diariamente surpreendia seus donos com algo que aprontava. Um dia sujou toda a casa de lama, até as paredes. No início tudo era registrado nas redes sociais da Isabelle. As pessoas se divertiram com as trapalhadas do pet e passaram a pedir mais conteúdo. Foi então que o casal resolveu criar um perfil exclusivo para o cão cinzento. O primeiro vídeo que “bombou” do Gudan é dele derrubando uma prateleira cheia de produtos em um pet shop.


Assim surgiu Gudan, o husky. Um dos diferenciais das publicações é a narração dos vídeos. Zanq criou uma voz única para ser o porta-voz do amigo peludo, que tinha as aventuras contadas diariamente nas redes sociais.


Gudan - O husky ganhou diversos fã-clubes


Em poucos meses o perfil já estava com 100 mil seguidores. O sucesso foi tanto que Zanq, que era músico, passou a se dedicar exclusivamente às redes sociais do Gudan. O husky ganhou diversos fã-clubes. Logo algumas grandes empresas como Netflix, Ifood e Suvinil passaram a procurar o perfil para fazerem parcerias. “Tudo começou de forma muito amadora. Encarávamos como uma brincadeira. O Gudan sempre fazia peripécias, então passei a gravar e criar histórias em cima disso”, explica Zanq.


O tutor conta como tenta desvendar o que passa na cabeça do cachorro. “O Gudan tem uma personalidade exclusiva. Ele acredita que foi enviado pelos deuses para salvar o mundo. Ele trabalha duro para manter a ordem na Terra. Além de herói, Gudanzinho ainda é empresário do ramo petrolífero. E claro, tudo sempre no modo turbo”. Modo turbo é a expressão criada pelo Zanq para descrever as loucuras que o Gudan faz.


Recentemente o perfil do pet bateu a marca de 1 milhão de seguidores. Em todo o Brasil, além do Gudan, somente um pet influencer conseguiu chegar a esse número no Instagram. “Foi bem surpreendente! Nem imaginávamos que pudéssemos chegar a 1 milhão. Estamos muito felizes e isso só nos motiva a continuar com os conteúdos”, conta Isabelle.


A especialista em Marketing Digital, Maria Carolina Avis, explica como um perfil pode conquistar uma grande comunidade. “Priorize conteúdo do dia a dia e entenda quem é o seu público. Conhecendo quem te segue, fica muito mais simples e assertivo gerar conteúdo relevante”. Ela ainda conta o porquê de um pet conseguir grandes números nas redes sociais. “Isso se deve a uma característica do comportamento humano: o nosso gosto por acompanhar bastidores”.


Gudan - 1 milhão de seguidores no Instagram


Alegria em meio à pandemia

A chegada do Gudan coincidiu com um dos momentos mais difíceis do país: a pandemia. As pessoas ficaram em casa e passaram a buscar na internet alternativas de tornar o dia a dia mais leve. O perfil do Gudan se encaixou exatamente nesse ponto. O conteúdo é leve, voltado para o humor e entretenimento. Isso acabou atraindo milhares de pessoas.


Diariamente a caixa de mensagem do husky recebe vários depoimentos de seguidores contando como as postagens estão fazendo bem para eles. “Há uns meses eu não estava muito bem. Era um misto de ansiedade e tristeza. Ver os seus vídeos e te acompanhar no Instagram me animava muito. Me deixava feliz e fazia com que aquela sensação ruim fosse embora”, enviou uma das seguidoras.


Para a Família Turbo, saber que, de alguma forma o Gudan ajuda a melhorar o dia de alguém, só os motiva a querer crescer e levar as trapalhadas do husky para mais e mais pessoas.


Links:

Instagram: https://www.instagram.com/gudan_ohusky/?hl=pt-br

TikTok: https://www.tiktok.com/@gudan_ohusky?lang=pt-BR

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCG1d-vB731HJ_znm31mFBSQ

Vídeo mais visto TikTok (14mi): https://vm.tiktok.com/ZMdCRCkhV/

Vídeo mais visto Instagram (14mi): https://www.instagram.com/reel/CPmNBZtpylG/?utm_medium=copy_link


Texto: Priscila Sena - Assessora de Comunicação - (41) 99918-1456


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Inspirada em mangás, tosa asiática é herança oriental em pet shops

 

A tosa asiática é considerada um estilo livre e os tosadores podem encontrar soluções criativas - Foto: Divulgação 









A tosa asiática surgiu do outro lado do mundo, mas está cada vez mais popular por aqui


Pelo do corpo curtinho, patas em formato cônico, focinho arredondado bem curto e olhos destacados. Se você já cruzou com um cão assim, provavelmente parou para admirar. Conhecido como tosa asiática, ou Asian free style, esse método tem como objetivo deixar o pet com cara de bichinho de pelúcia e, apesar de vir do outro lado do globo, já está conquistando os tutores brasileiros.


A técnica surgiu em países do leste asiático, entre eles Japão, China e as Coreias. Seu objetivo era transformar os traços de cachorros de pelagem longa, como Poodle Toy, Shih tzu, Yorkshire e Maltês, para que ficassem mais próximos dos desenhos de mangás – histórias em quadrinhos em que os personagens apresentam olhos excessivamente grandes.

Destacar os olhos dos pet é um dos objetivos da tosa asiática - Foto: Divulgação


“Os orientais acreditam que os olhos são a janela da alma e a proposta da tosa asiática é justamente destacar o olhar dos animais. Ao manter a cabeça pequenininha, dá a impressão de que o olho do cachorro é maior”, esclarece Natália Espinosa, groomer internacional e diretora da Uau Escola de Estética Animal, localizada em Sorocaba (SP). “Como nós, os cães também expressam muitos sentimentos pelo olhar.”

   

Estilo em crescimento

Assim como mangás e animes, a tosa asiática conquistou o mundo e a procura tem aumentado nos estabelecimentos de estética pet. Mas, por envolver técnicas diferentes, a dificuldade é considerada nível médio e requer uma capacitação especializada. Desse modo, nem sempre é fácil encontrar essa opção nos pet shops.

Para Natália, contar com especializações é fundamental para o profissional
oferecer a tosa asiática - Foto: Julio Salvo


“A técnica consiste em um acabamento na tesoura para garantir carinhas redondinhas e curtinhas. As patas também costumam ser cheias, em formato de cone, lembrando até um quimono de gueixa”, esclarece a groomer.  “O corpo é bem curtinho, geralmente feito na máquina. Os acessórios também são muito bem-vindos, principalmente os laços e colares.”


Apesar de ter algumas diretrizes, é fundamental esclarecer que a técnica é de estilo livre, ou seja, não existe um padrão para a sua realização e os tutores podem esperar soluções criativas do profissional. A tosa asiática pode ser feita em várias raças, como Shih Tzu, Poodle, Maltês e Yorkshire Terrier.

Por envolver mais de uma técnica, a tosa asiática nem
sempre é facilmente encontrada
 


“Uma solução para quem gosta do conceito, mas não quer fazer o estilo completo, é apostar em fazer só a carinha. O corpo pode ser feito na máquina, mas se a carinha ficar bem feita, já fica muito bonito esteticamente”, sugere Natália.


Por Murilo Vicentini | JF Gestão de Conteúdo




               

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Como a pandemia pode estar afetando a saúde do seu pet

 

Lucas Bispo, terapeuta canino: “Desde o início da pandemia houve um aumento de 50% nos relatos de problemas
de comportamento dos cachorros”.

A pandemia da Covid-19 e o consequente distanciamento social não afetaram somente a vida das pessoas, mas também dos animais domésticos.

De acordo com Lucas Bispo, terapeuta canino e proprietário da empresa O Cachorreiro, desde o início da pandemia houve um aumento de 50% nos relatos de problemas de comportamento dos cachorros, sendo agitação, ansiedade e agressividade os mais presentes. “Os cães se comunicam principalmente através da energia. Eles conseguem sentir quando estamos com medo, ansiosos, tristes, felizes ou agitados e acabam projetando esses mesmos sentimentos. Muitas vezes, isso gera comportamentos indesejados, como latir sem parar, avançar em outros cães ou pessoas, pular, fugir, entre outros”, enumera.


Para Marina Santoro, veterinária e sócia do Centro Veterinário Integrativo ÂmeVet, outro motivo para essa mudança de comportamento é que muitos tutores têm permanecido em casa por mais tempo. “Cães e gatos são animais muito rotineiros e a previsibilidade é sinônimo de bem-estar para eles. Por isso, quando há qualquer mudança na rotina destes animais, é comum o aparecimento de alterações emocionais que, se não tratadas corretamente, podem se tornar alterações físicas”, alerta.

A veterinária Marina Santoro faz acupuntura e eletroterapia em Olívia,
deixando-a mais estável e calma 

A veterinária explica que durante a quarentena, os cães se acostumaram com a companhia do tutor e se apegaram mais. Conforme o isolamento acaba e o tutor precisa retornar às suas atividades comuns na rua, muitos cães apresentam dificuldade em lidar com a ausência do tutor novamente, desenvolvendo os sintomas da Ansiedade por Separação. “Esses sintomas podem incluir desde salivação, tremores e choramingo, até fazer suas necessidades no lugar errado, morder, destruir objetos e perder o apetite”, salienta.


Todos esses problemas e sintomas listados podem ser tratados através das terapias da Medicina Veterinária Integrativa, cujo objetivo é tratar o organismo de forma integral, ou seja, tanto as alterações físicas como as mentais e emocionais. Dentre as terapias da Medicina Integrativa, as que mais podem ajudar nesses casos são: acupuntura, fitoterapia e o uso de florais. “Vale lembrar que, apesar de serem terapias também indicadas para seres humanos, precisam ser aplicadas por profissionais especializados em pets, já que existem formas de aplicação e dosagens específicas”, pondera a veterinária.


A acupuntura é uma técnica milenar que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, visando tratar doenças e auxiliar o corpo a entrar em equilíbrio.  Já a fitoterapia é o uso de plantas em forma de cápsulas ou gotas para o tratamento e prevenção de doenças. Os florais, por sua vez, são essências vibracionais extraídas de flores e administradas através da água, em gotas.


Segundo Marina, a acupuntura e a fitoterapia são indicadas para o tratamento de diversas doenças, tanto as de origem física (como alterações musculoesqueléticas e câncer), quanto emocionais (ansiedade e agitação, por exemplo). Já os florais são indicados apenas para tratar as alterações emocionais ou mentais, como medo excessivo, ansiedade e insegurança. Além dessas técnicas, existem também a cromoterapia, eletroterapia e laserterapia, que são terapias que potencializam o efeito da acupuntura: “Todas essas modalidades terapêuticas são extremamente seguras e podem ser utilizadas tanto em conjunto como separadamente, mas quando são utilizadas juntas possuem um efeito terapêutico maior para o controle da ansiedade e do estresse emocional”, completa Marina Santoro.


Um exemplo da utilização de tais técnicas acontece com Olívia, uma fêmea da raça Bulldog Francês. Sua tutora, Ana Clara Marcello, conta que as sessões tiveram início há um mês e contemplam acupuntura, eletroterapia, laserterapia e cromoterapia. “Esse tratamento integrativo está trazendo ótimos resultados. Hoje, Olívia está estável, muito mais calma e relaxada”, comemora.


Lucas Bispo finaliza que, no dia a dia, a orientação é projetar uma energia calma e assertiva quando estamos nos dedicando a cuidar dos nossos cães. “Seja durante o passeio, na alimentação ou na hora da brincadeira e do afeto. É preciso respeitá-lo, estimulando-o mais com pessoas, barulhos e outros cachorros. Dar afeto também significa colocar regras e limites. Dessa forma, seu melhor amigo ficará mais estável e feliz”, conclui o terapeuta canino.

Por Vanessa Ronquim (Assessora de Imprensa) - Contato: (16) 99711 1926


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Gato é pop: pandemia impulsiona adoção de felinos

Gatos são independentes, mas isso não significa que sejam pouco sociáveis - Foto: Julio Salvo JF









Especialistas já acreditam que número de gatos nos lares brasileiros superará o de cães nos próximos anos


Há quem diga que o cão é o melhor amigo do homem. Mas, se depender dos tutores brasileiros, o provérbio tem tudo para ficar desatualizado. Nos últimos anos, o crescimento da população de gatos tem sido maior do que de outros animais de estimação. Com a chegada da pandemia, a tendência se mostrou ainda mais forte. Segundo uma pesquisa da Comissão de Animais de Companhia (Comac), o número de adoções de gatos no Brasil cresceu 30% desde o início do isolamento social. Nesse ritmo, até 2030, o felino deve ser o pet mais popular por aqui.


“Nos países desenvolvidos, como Alemanha, França e Estados Unidos; o número de gatos já é superior ao número de cães”, alerta a veterinária Vanessa Zimbres, especialista em medicina felina e responsável pela clínica veterinária Gato É Gente Boa, localizada em Itu, interior de São Paulo. “É uma tendência associada ao estilo de vida moderno, em que as pessoas optam por se dedicarem mais à carreira e acabam ficando menos tempo em casa. Nessa situação, um pet mais independente é melhor”.


Porém, apesar de serem mais autossuficientes do que os cães, não significa que ter um gato em casa é fácil. Tutores de felinos precisam ficar atentos aos detalhes para garantir a saúde e o bem-estar do animal. 

Para veterinária Vanessa Zimbres, o felino é um animal ideal para quem
passa menos tempo em casa - Foto: Julio Salvo JF

  

Conhecendo o universo felino

Se você está à procura de um melhor amigo, existem inúmeros motivos para optar pelo gato. Além de se adaptar à espaços reduzidos, como apartamentos pequenos, o felino é um animal higiênico e de baixa manutenção. Mas ser considerado independente não significa que ele não seja sociável. Na verdade, quem tem um siamês em casa sabe que é difícil ir ao banheiro sem companhia.


“Os gatos de pelo curto, que normalmente são de origem africana e lugares com climas quentes, são muito dóceis, companheiros e conversadores, ou seja, vocalizam bem mais que outras espécies”, explica Vanessa. “É claro que o temperamento depende da índole de cada animal e do tempo de relacionamento, mas, de modo geral, os gatos sem raça definida são animais mais fáceis de lidar.”


É importante ressaltar que o relacionamento entre humanos e gatos é bem mais recente do que com os cães, que foram domesticados há muito mais tempo. A tendência é que o vínculo fique cada vez mais próximo com o passar dos anos.

Popularidade do gato aumentou durante a pandemia - Foto: Julio Salvo JF



Mas para que a relação seja benéfica para ambos os lados, os tutores precisam ficar atentos às diferenças metabólicas e comportamentais dos felinos. Ter um gato em casa é muito mais do que oferecer abrigo, comida e uma caixa de areia. Um dos principais aspectos é a questão da alimentação. Os felinos são animais carnívoros e precisam de uma dieta rica em proteínas. As rações precisam ser aromáticas e é importante oferecer opções secas e úmidas para promover, não somente a alimentação, mas também a hidratação do pet.


A atenção ao ambiente também é fundamental. Apesar de se adaptarem em espaços pequenos, é importante enriquecer o local promovendo uma ‘gatificação’. A proposta inclui a presença de nichos, escadinhas e rampas, tudo para que os gatos explorarem melhor o ambiente vertical das residências. Contar com brinquedos que ativem o extinto de caçador também é fundamental para divertir o bichano.


“A primeira coisa que a pessoa deve fazer, antes mesmo de adotar um gato, é colocar tela nas janelas ou, no caso de uma casa, subir o muro para esses gatos não fugirem”, alerta a veterinária. “Em apartamentos, contar com a tela é fundamental. Os gatos são caçadores e basta um passarinho voando para atiçar a curiosidade e acabar em acidente.”

Verticalização do ambiente é importante para o bem-estar do gato 
Foto: Julio Salvo JF


Atenção com a saúde

Um aspecto importante para todo mundo é ficar atento à saúde do seu pet. Com os felinos, é ainda mais delicado. Os gatos costumam esconder bem os sintomas e, quando o tutor percebe algo diferente, é porque o problema já está em quadro avançado. Por isso, as visitas periódicas ao veterinário, pelo menos uma vez por ano, têm como objetivo promover a prevenção e evitar surpresas futuras.


“A medicina de felinos é algo muito distinto, vai além da avaliação clínica e o profissional precisa entender bastante de comportamento. Um clínico geral, que atende cão e gato, normalmente não está bem preparado para compreender esses detalhes. São organismos muito diferentes e o que é regra para o cão, é exceção para o gato”, ressalta Vanessa. “Se a clínica é exclusiva para o atendimento de felinos, não só o veterinário vai tratar o gato como a regra, mas toda a equipe está preparada para lidar com o paciente. Nosso papel é minimizar ao máximo o estresse do gato para não gerar alterações nos exames clínicos.”


Se você está interessado em aumentar a família, um amigo bigodudo pode ser a melhor opção. Basta adotar o primeiro gato para se apaixonar por esses animais fascinantes.



Por Murilo Vicentini | JF Gestão de Conteúdo



 - Fotos: Júlio Salvo   


               

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