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| Denise Neves |
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o ramo deve movimentar cerca de R$ 80 bilhões em 2026. Esse mercado vive um momento de transformação impulsionado pela mudança no comportamento dos próprios tutores. Entre os principais impulsionadores estão produtos e serviços voltados à saúde e longevidade dos animais, alimentação especializada e plano de saúde pets. Os tutores estão mais informados, exigentes e atentos ao bem-estar animal, passaram a buscar serviços que vão muito além do básico em hotéis, creches e espaços de adestramento.
Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, o tutor atual já não procura apenas um local para deixar o animal. “Hoje, ele quer segurança, transparência, rotina estruturada e profissionais capacitados. Isso exige que as empresas trabalhem com mais método, protocolos claros e comunicação constante com a família”, afirma.
Segundo ela, esse novo perfil de consumidor vem acelerando a profissionalização do setor e mudando práticas que, até pouco tempo atrás, eram comuns no mercado.
Falta de processo ainda faz empresas perderem credibilidade
Mesmo com o crescimento do setor, muitas empresas ainda enfrentam problemas estruturais que afetam diretamente a confiança dos clientes.
“O principal erro é vender discurso de amor e cuidado sem ter processos reais que sustentem isso”, afirma a especialista.
Segundo Denise, problemas como equipe despreparada, ausência de protocolos, falhas de comunicação, superlotação e socialização sem critérios são alguns dos fatores que mais fazem tutores perderem confiança nos serviços.
“Hoje, qualquer incoerência fica muito perceptível. O cliente observa detalhes, faz perguntas e compara experiências antes de escolher onde deixar o animal”, completa.
Resultado e abordagem humanizada precisam caminhar juntos
Para Denise, existe um entendimento equivocado de que abordagens mais humanizadas significam ausência de limites ou falta de disciplina.
“Cães precisam de rotina, previsibilidade e condução clara. A abordagem respeitosa não elimina limites, ela apenas busca resultado sem ignorar o estado emocional do animal”, explica.
Na prática, isso significa entender a origem dos comportamentos e construir uma comunicação mais saudável entre o cão e a família, em vez de trabalhar apenas a obediência imediata.
Atualização profissional virou diferencial competitivo
Com um consumidor mais atento e informado, a atualização profissional se tornou essencial para empresas que desejam crescer e fidelizar clientes no setor pet.
“O tutor pesquisa, compara e questiona muito mais hoje. Empresas que investem em conhecimento, capacitação da equipe e melhoria de processos conseguem oferecer mais segurança e gerar mais confiança”, diz Denise.
Ela afirma que o mercado tende a valorizar cada vez mais operações estruturadas e tecnicamente preparadas.
O futuro do setor será mais técnico e preventivo
Entre as principais tendências para os próximos anos, Denise aponta o fortalecimento de protocolos de segurança, acompanhamento comportamental e educação preventiva.
“Na hospedagem e na creche, os serviços devem se tornar cada vez mais estruturados, com foco em rotina, segurança e monitoramento do comportamento dos animais”, afirma.
Já no comportamento animal, a tendência será a busca por orientação antes que os problemas apareçam ou se agravem. “Os tutores estão começando a entender que prevenção é muito mais eficiente do que corrigir comportamentos já instalados”, conclui.
A Dog Corner é uma empresa especializada em creche, hotel, adestramento e banho, reconhecida por unir cuidado técnico, gestão profissional e foco no bem-estar emocional dos cães. Fundada há cerca de 10 anos e com atuação consolidada em São Paulo, a empresa se destaca pelo crescimento acelerado, pela alta avaliação dos tutores e pela criação de um ecossistema próprio que inclui serviços de adestramento e educação no mercado pet. Comandada por André Cavalieri e Denise Neves, a Dog Corner atua para elevar o padrão de qualidade, segurança e gestão no setor.
Por Izabel Santa Fé Alves - Comunica PR
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