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Além do chocolate: 7 curiosidades sobre o coelho que simboliza a Páscoa

Veterinária da UniMAX Indaiatuba, Dra. Fernanda

Especializada em animais silvestres e pets não convencionais, médica-veterinária traz curiosidades sobre a espécie


Com a chegada da Páscoa, um personagem fofo e cheio de encanto volta a aparecer: o coelho. Presente em chocolates, decorações e no imaginário popular, ele vai muito além da figura lúdica. Ao longo da história, o animal passou a ser associado à data por simbolizar fertilidade, renovação e novos começos — significados que combinam perfeitamente com o espírito da celebração.


Mas você sabia que, apesar de seus dentes grandes, o coelho não é um roedor? Que sua visão pode chegar a quase 360º? E que seus filhotes nascem cegos, surdos e totalmente dependentes da mãe? Quantos filhotes uma coelha pode ter a cada gestação?


Médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), a Dra. Fernanda Barttistella Passos Nunes lembra que a espécie tem suas particularidades e por isso alguns cuidados específicos são necessários para o bem-estar do animal.

“Apesar de parecerem simples, coelhos são animais complexos e exigentes. Não são brinquedos, nem presentes. Cuidar deles é uma responsabilidade de longo prazo que exige cuidado, conhecimento e compromisso”, alerta.


Mestre e doutora com atuação há 28 anos nas áreas de animais silvestres e pets não convencionais, a Dra. Fernanda traz algumas curiosidades sobre a espécie, desde o seu comportamento, o que comem, como se reproduzem e quais as principais espécies no Brasil. Confira:


1 – Tem coelho espalhado pelo mundo

Originário da Europa, atualmente o coelho está espalhado em praticamente todos os países. Existem diversas espécies de lagomorfos no mundo. No Brasil, o principal representante nativo é o tapiti (Sylvilagus brasiliensis). Já os coelhos domésticos pertencem à espécie Oryctolagus cuniculus, com diversas raças e cruzamentos, o que resulta em grande variação de tamanho, pelagem e comportamento.


2 – Por quanto tempo sobrevive um coelho?

De acordo com a docente de Medicina Veterinária da UniMAX, com manejo adequado, alimentação equilibrada e acompanhamento veterinário, os coelhos ia de 8 a 12 anos, podendo ultrapassar esse tempo em alguns casos.


3 – Dentes que não param de crescer 

Grandes e afiados, os coelhos possuem 28 dentes com crescimento contínuo ao longa da vida. Esse crescimento pode chegar a alguns milímetros por semana. Quando não há desgaste adequado, principalmente pela falta de feno, podem ocorrer problemas como má oclusão, que pode ser de origem genética e ser agravada por fatores como estresse que levam à disbiose intestinal, podendo evoluir para dor, anorexia e alterações gastrointestinais.


4 – Alimentação muito além da cenoura 

Engana-se quem acha que o alimento predileto do coelho é a cenoura. A verdade é que ela deve ser ofertada com moderação devido ao seu alto teor de açúcar. O principal alimento do coelho é o feno, essencial para a saúde digestiva e dentária, e que deve estar disponível à vontade ao animal. Essa alimentação balanceada pode ser complementada por folhas verdes (rúcula, escarola, couve), ervas frescas (salsinha, hortelã, coentro), legumes (abobrinha, pimentão, cenoura), flores comestíveis e frutas em pequenas quantidades. Rações comerciais de boa qualidade até podem ser utilizadas, as em pequenas quantidades e apenas como complemento alimentar.


5 – Um animal antissocial: será?

Os coelhos são animais de presa e extremamente sensíveis ao ambiente. São mais ativos no início da manhã e no final da tarde, horários que coincidem com a chegada da família em casa, o que contribui para sua popularidade como pet. Comunicam-se, principalmente, batendo as patas quando estão em alerta; realizam saltos (“binky”) quando estão felizes; e rangem os dentes, o que pode indicar conforto ou dor, dependendo do contexto. Eles possuem glândulas odoríferas e costumam esfregar o queixo em objetos para marcar território. Também realizam grooming (autolimpeza) e interações sociais, podendo lamber o responsável como forma de vínculo.


6 – ‘Casa’ sempre limpa e organizada

Os coelhos gostam de ambientes tranquilos, seguros e previsíveis. São animais limpos e, na maioria das vezes, aprendem a utilizar a caixa sanitária. Eles necessitam de um espaço para que possam se movimentar livremente e com ambiente de esconderijo. O enriquecimento ambiental é sempre bem-vindo e precisa ter um piso adequado, para evitar escorregões e garantir a sua segurança.


7 – Quantas filhotes a fêmea pode ter na gestação

As coelhas podem se reproduzir ao longo de todo o ano. A gestação dura cerca de 30 dias, com ninhadas de 4 a 12 filhotes. Os coelhinhos são altriciais, pois nascem cegos, sem pelos e totalmente dependentes da mãe. A mãe, por sua vez, prepara o ninho com pelos do próprio corpo, geralmente retirados pouco antes do parto. A amamentação ocorre uma a duas vezes ao dia, de forma rápida, comportamento normal da espécie. O controle reprodutivo é fundamental para evitar superpopulação e problemas de saúde.



Fernanda Barttistella Passos Nunes é docente da disciplina de Clínica Médica de Animais Silvestres, do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba). Médica-veterinária, com mestrado e doutorado pela FMVZ/USP, atua há 28 anos na área de animais silvestres e pets não convencionais. Possui ainda pós-doutoranda pela FMVZ USP e é pesquisadora com experiência em Clínica, Reprodução, Manejo e Bem-estar Animal. Também faz parte de projetos de saúde única (One Health).


UniFAJ e UniMAX - Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.



Por Jean Martins - JTCom

Coelhos: conheça curiosidades sobre esses animais

Foto: Freepik

Eles são uma excelente opção para quem busca pets mais independentes



Frequentemente associados à Páscoa, os coelhos são ótimas opções de animais de estimação para quem tem pouco espaço em casa ou tempo. Porém, não se deixe enganar, eles requerem cuidados específicos, estímulos, um ambiente adequado e exercícios diários.


 

Marco Aurélio Molina Pires, professor do curso de Medicina Veterinária da Unic Beira Rio, destaca que os coelhos são silenciosos, inteligentes, muito limpos e fáceis de cuidar. “Eles fazem as necessidades sempre no mesmo lugar e ocupam pouco espaço. Como são crepusculares, costumam estar mais ativos quando o tutor chega em casa, prontos para interagir, embora muitos não gostem de ser acariciados ou segurados."


 

Os coelhos domésticos (Oryctolagus cuniculus) têm origem no oeste da Europa e nordeste da África, e hoje o coelho europeu é o mais comum no mundo. Existem mais de 50 raças, variando em tamanho e peso. Em média, pesam cerca de dois quilos, mas algumas raças podem variar de 800 gramas a 20 quilos. Na natureza, a expectativa de vida é de quatro a cinco anos, enquanto em cativeiro pode chegar a 6 a 13 anos.


 

Curiosidades sobre os Coelhos

 

Não são roedores

Embora roem objetos, os coelhos não pertencem à ordem dos roedores. Eles fazem parte da ordem Lagomorpha. Os lagomorfos são divididos e duas famílias: LEPORIDAE que encontram as lebres e os coelhos, e os OCHOTONIDAE, representada pelos pikas, onde o pika mais famoso é o Pikachu, dos desenhos animados. Diferentemente dos roedores, que têm um par de dentes incisivos superiores, os lagomorfos possuem dois pares. Os dentes de ambos os grupos crescem continuamente e precisam ser desgastados. Por isso para a saúde odontológico é extremamente necessário o consumo de materiais fibrosos como o feno e verduras frescas.


 

Fertilidade
São mamíferos placentários (possuem placenta) e possuem glândulas mamárias. As fêmeas são maiores que os machos, uma característicados lagomorfos que raramente ocorre em outros mamíferos. Os coelhos são altamente férteis; uma fêmea pode ter até 40 filhotes por ano, com gestação de cerca de 30 dias. Essa prolificidade é uma das razões pelas quais são associados à fertilidade e à prosperidade. Curiosamente, quando coelhos foram introduzidos na Austrália no século XIX, sua reprodução descontrolada se tornou uma praga agrícola, levando ao abandono de muitas fazendas.


 

Higiene
Coelhos são bastante independentes em relação à sua higiene e não apreciam ambientes sujos. Eles se limpam sozinhos, assim como os gatos. Banhos não são recomendados e podem ser prejudiciais, exceto em casos de sujeira excessiva. Nesses casos, recomenda-se usar água morna e produtos específicos. Parte do material fecal que produzem é conhecido como “cecotrofos" e são ingeridos assim que depositados, já que ainda existe nutrientes que podem ser aproveitados pelo animal. Por isso, é comum que os vejamos comer suas próprias fezes.


 

Alimentação
É fundamental que os tutores ofereçam uma dieta balanceada, priorizando verduras escuras e, opcionalmente, ração peletizada (1% a 2% do peso do animal por dia). Frutas e legumes devem ser oferecidos com moderação devido o alto teor de açúcar desses alimentos. Seu sistema digetório é bem desenvolvido para o aproveitamento dos alimentos vegetais que consomem.


 

Atividades e Visão

Na natureza, coelhos podem correr a até 45 km/h e saltar até um metro. Para se protegerem, permanecem alertas a sons. A posição lateral dos olhos proporciona uma visão de 190°, embora isso impeça que vejam diretamente o nariz. Seus bigodes sensíveis ajudam na percepção do ambiente.


 

Preparando a Casa para um Coelho

Antes de adotar um coelho, é essencial que os tutores pesquisem sobre os cuidados necessários e adaptem a casa. “Proteger fios elétricos e oferecer um espaço seguro para o animal é fundamental. Criar um ambiente que permita que o coelho se exercite, use bandejas sanitárias e tenha lugares para se esconder é importante, pois eles são animais que precisam de proteção. Além disso, fornecer madeira não tratada e feno para roer ajuda a desgastar os dentes”, explica o veterinário. A limpeza do ambiente e a castração, se o casal for formado por um macho e uma fêmea, são práticas recomendadas para evitar problemas de saúde e controlar a reprodução.

 

 

 

UNIC - Fundada em 1988, a Universidade de Cuiabá (Unic) foi a primeira instituição privada de ensino superior no Mato Grosso e é uma das universidades mais tradicionais da região, tendo formado milhares de alunos nos cursos presencias e a distância. A instituição possui nota 5 no Ministério da Educação- MEC e oferece cursos de extensão, graduação, pós-graduação lato sensu, além de programas de mestrado e doutorado. De portas abertas para a comunidade, presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, unindo formação de qualidade com a preocupação de compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. O curso de Medicina, muito conceituado com nota 5 no MEC, oferece infraestrutura completa com laboratórios de simulação que aprimoram o aprendizado por meio de aulas práticas. Para mais informações, acesse o site.


 

 

Por Camila Crepaldi - Cogna

Tutores de pets brasileiros ocupam o segundo lugar de mais felizes do mundo, mostra estudo

Reprodução/Freepik

 
Especialista enfatiza como humanos que convivem com pets são mais felizes e saudáveis


Para além das relações humanas, os aumigos, gatos, pássaros, entre outros pets, também representam uma parte essencial no dia a dia e nas vidas dos humanos. Com isso, surge a dúvida se os pets podem mesmo influenciar na saúde e bem-estar de seus tutores.
 

A resposta é sim – e pessoas que convivem com pets são significativamente mais felizes, de acordo com uma pesquisa realizada pela Petplan, seguradora especializada em animais de estimação. Com auxílio de uma inteligência artificial de reconhecimento facial, que digitaliza fotos de redes sociais como Instagram e Facebook, foi possível detectar os níveis de emoção das pessoas presentes em cada uma delas, gerando uma pontuação de 0 a 100 para cada emoção detectável na imagem, medindo felicidade, medo e nojo.
 

Foram analisadas aproximadamente nove mil imagens de tutores com seus pets ao redor do mundo e comparadas com a porcentagem média de felicidade das pessoas, que é de 36,8%. No final, o estudo concluiu que, nos donos de animais de estimação, o valor médio aumentou para 59,3% — enfatizando o impacto positivo dos bichinhos quando estão por perto.
 

O estudo também mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo com tutores de pets mais felizes, atrás apenas da Nova Zelândia. Quando observamos os dados apenas da perspectiva dos humanos que adotaram cachorros como companheiros, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking, confirmando que de fato os tutores dos ‘aumigos’ são mais felizes do que qualquer outro tutor de cachorro ao redor do mundo.
 

"Pessoas que convivem com pets possuem respostas fisiológicas visivelmente mais saudáveis quando falamos de transtornos como ansiedade, estresse e até mesmo interferência na frequência cardíaca. Cada vez mais os estudos em torno da relação entre pets e humanos reafirmam que o convívio com animais de estimação ajuda não apenas no âmbito individual, mas na sociedade como um todo, proporcionando o desenvolvimento de vínculos e contatos sociais", sinaliza Thiago Teixeira, diretor geral do Nouvetcentro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.

 


Nouvet é um centro veterinário com nível hospitalar de excelência, localizado no tradicional bairro dos Jardins, em São Paulo. Com atendimento 24 horas, a clínica abrange diversas vertentes de acolhimento às necessidades dos pets, como veterinários especialistas, centro estético e day care. Pensada para inovar e atingir o nível de excelência da medicina humana, o Nouvet conta com tecnologias de ponta para atender de forma premium o animal, acompanhado de seus respectivos tutores.




Por Giovana Macedo - Agência NoAr



Desfiles Pets irão agitar a Área Pet da feira Brasil Mostra Brasil

Participe dos Desfiles Pets BMB/2023 e celebre a união entre você e seu companheiro de quatro patas! 🐾


Inscrições gratuitas! 
Para garantir sua participação, basta acessar o link: https://doity.com.br/desfile-de-caes-bmb-2023

O Desfile de Cães da Área Pet da maior Multifeira do Nordeste está chegando e queremos que você e seu cão sejam os protagonistas desse evento encantador.

Venha mostrar ao mundo a incrível relação de amizade, respeito e carinho que existe entre vocês dois. Nossa comissão de avaliação estará de olho em cada detalhe: desde a apresentação durante o desfile até o carisma entre tutor e cão, sem esquecer do traje, que deve ser escolhido com muito estilo e bom gosto!


O Desfile Pet será no dia 16, às 17 horas, onde serão selecionados os cinco colocados pela comissão julgadora. Leve seu pet: doguinhos, gatinhos, coelhos, hamsters, pássaros, galinhas, o bichinho que seja o seu pet de estimação.

No próximo final de semana, dias 15 e 16 de julho, às 17 h.
Local: Centro de Convenções de João Pessoa (PB) - Área Pet da feira Brasil Mostra Brasil

Além de se divertir e compartilhar momentos especiais com seu bichinho, você ainda terá a chance de ser premiado. Os cinco primeiros colocados receberão uma premiação exclusiva. E o melhor de tudo: as inscrições são gratuitas! 

Para garantir sua participação, basta acessar o link: https://doity.com.br/desfile-de-caes-bmb-2023

Não perca essa oportunidade de viver um dia cheio de alegria e emoção ao lado do seu fiel amigo de quatro patas. Venha fazer parte dos Desfiles Pets na Área Pet da feira Brasil Mostra Brasil e mostre ao mundo todo o amor que existe entre vocês! 🐶❤️






Animais de Estimação na Quarentena: Alguns Cuidados Específicos

Cuidados específicos na quarentena
Foto: Pixabay License


Em um abrir e fechar de olhos o mundo parou, a ordem é para se recolher e ficar em suas casas. Um vírus escapa do controle dos cientistas e se espalha pelos quatro cantos da terra. O inimigo invisível causa uma pandemia mudando toda rotina do dia a dia, se para os humanos necessitou de novos hábitos e os animais de estimação, quais cuidados com eles?

Segundo os especialistas, cães e gatos não transmitem de forma direta o vírus ao humano, mas se uma pessoa contaminada afagar o bichinho, e uma outra pessoa fizer contato com o animal, haverá possibilidade de infectar-se. Os   veterinários alertam que os pets precisam de cuidados específicos, tanto para o bem estar deles, quanto para manter seus tutores protegidos.

Você sabia que o Coelho não é um roedor?

Desmistificando o Símbolo da Páscoa


Há mais de uma década atrás, foi descoberto que o coelho possui quatro(em vez de dois) dentes na mandíbula superior(o segundo par está atrás do par visível). Essas e outras características fazem do coelho um "Lagomorfo".

Os Lagomorfos ... Leia mais ...

PORQUINHO DA ÍNDIA

Nem é Porco Nem é da Índia


O Porquinho da Índia (Cavia Porcellus) é conhecido por vários nomes: Cobaia, Coelhinho da índia, Cuí, Porco da Guiné e Preá, este último, na verdade, um parente próximo que vive na natureza (Cavia Aterea). Confunde-se também com coelho ou mesmo com hamster. Mas se isso é freqüente no Brasil, o mesmo não acontece na Europa, onde os Porquinhos são tão populares que existem clubes especializados em vários países e até participam de exposições de beleza. Isso mesmo, eles são julgados, como se faz com cães e gatos.

Apesar do nome, o Porquinho da Índia não é da família dos suínos e nem tão pouco da índia, ele recebeu esse nome por conta do barulhinho que faz que se assemelha ao do porco e, na verdade, ele é originário da América do Sul que, no período colonial, era chamada de Índias Ocidentais.

Os porquinhos são sociais sendo eles bichinhos gregários, vivendo em grupos de dois ou mais na natureza. É bastante recomendado a criação de mais de um exemplar, preferencialmente do mesmo sexo para evitar a reprodução demasiada.

Os Cuidados


O Porquinho da Índia vive em média de 4 a 8 anos, ele é um bichinho herbívoro e se alimenta basicamente de capim ou feno, verduras cruas (cenoura, batatas, entre outras), algumas frutas, rações especificas e até ração para coelhos, não sendo esta última muito recomendada. Eles devem receber uma alimentação bem diversificada e rica em vitamina C, porque o organismo deles não produz a vitamina, devendo a mesma estar presente diariamente na alimentação.

Dentre os roedores criados aqui no Brasil, é um dos poucos que pode tomar banho com água. Eles podem crescer até 25 ou 30 cm e chegam a pesar 1,5 kg.

Eles podem ser criados soltos, em gaiolas de madeira ou em gaiolas de coelho com fundos de plástico, já existem no mercado as gaiolas especiais para os porquinhos. Aconselha-se a usar bebedouros do tipo mamadeira para que eles não derramem a água na serragem de forração da gaiola e os comedouros devem ser grandes e próprios para roedores, para que eles não os virem com facilidade.

via GIPHY
O Manuseio


Os porquinhos não têm o hábito de pular e nem de morder, são um pouco assustados por serem descendentes dos Preás do mato, que são muito ariscos. Dentro de poucos dias eles se acostumam com sua voz e cheiro e se tornam animais muito dóceis e carismáticos.

Com um pouco de paciência e dedicação se consegue ensinar alguns truques à eles e pode acostumá-los a atender pelo nome, para isso comece aos poucos, chamando-os pelo nome, sempre com o mesmo tom, e oferecendo-lhes um tipo de verdura ou algum alimento que eles gostem.

A Reprodução


O primeiro cio acontece a partir dos três ou quatro meses de idade, entretanto a fêmea só estará madura para acasalar aos 6 meses quando entrará na fase adulta. A gestação de uma porquinha dura cerca de 60 dias e nasce de um a seis filhotes. A mamãe porquinha dar as crias geralmente num canto da gaiola que tenha a forração da serragem ou capim. Diferente de outros roedores (Hamster, Esquilos da Mongólia, Rato Topolino, dentre outros), os filhotes dos porquinhos já nascem coberto por pêlos, de olhos abertos e comendo normalmente.
Imagem de Katya36 por Pixabay


Aconselha-se evitar a presença do macho junto a porquinha no momento da cria, pois após quatro dias do nascimento dos filhotes, ela entra em novo cio e seu companheiro vai insistir no acasalamento, podendo machucar os filhotinhos e ocorrerá uma gravidez consecutiva desgastando a fêmea.

Para diferenciar quem é o macho e a fêmea, deve-se fazer alguns procedimentos simples. Nos machos o órgão genital tem o formato de “I”, onde a parte superior é maior do que nas fêmeas e se pressionando um pouco acima, o órgão sexual logo aparece.

Nas fêmea o órgão genital tem um formato de “Y” e se pressionara parte um pouco acima nada acontece, ficando visual o formato do “Y”.

As Cores e Pelos


O Porquinho da Índia na cor selvagem são cinza e de pelo curto, porém após anos de seleção e mutações temos hoje uma variedade enorme de cores e pelagens.

Com diferentes raças de porquinhos foram surgindo cores e pelagens exóticas, as mais comuns encontradas são tricolores com branco, preto e o marrom. Nas pelagens  as mais comuns são Pelo curto inglês (pelo curto), Abissínio 
(formato do pelo rosetas), Angorá ( pelo um pouco comprido), Sheltie ( pelagem bem lisa e longa) e os Peruanos ( pelos bem longos).

Conheça mais raças de Porquinhos da Índia neste site !

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OS ROEDORES QUE ENCANTAM


Roedores são mamíferos com placenta pertencentes à ordem Rodentia. É a ordem mais numerosa dentre os mamíferos, correspondendo a cerca de 40% das espécies da Classe Mammalia. A maior parte são de pequenas pro-porções, o camundongo-pigmeu Africano tem 6 cm de comprimento e pesa 7 gramas. Por outro lado, o maior deles, a capivara, pode pesar até 45 kg. Roedores são encontrados em grande número em todos os continentes, exceto a Antártida, na maioria das ilhas e em todos os hábitats, com exceção dos oceanos. Juntamente com os morcegos (Chiroptera), foram os únicos mamífe-ros placentários a colonizar a Austrália independentemente da introdução hu-mana.


Ecologicamente são muito diversos. Algumas espécies apresentam um hábito aquático, enquanto outras são altamente especializadas para o ambiente desértico. Muitas são onívoras, todas compartilham uma característica: uma dentição altamente especializada para roer. Todos os roedores possuem um par de incisivos na arcada dentária superior e inferior seguidos por um espaço, o diastema, e por um ou mais molares e pré-molares.

Nenhum roedor possui mais de quatro incisivos e nenhum roedor possui caninos. Seus incisivos não têm raiz e crescem continuamente. Quando roem, os incisivos se atritam, desgastando a dentina, o que mantém os dentes bas-tante afiados. Esse sistema de "afiamento" é muito eficiente e é uma das chaves do enorme sucesso dos roedores.

Roedores são importantes em muitos ecossistemas porque se reproduzem rapidamente, servindo de alimento para predadores, são dispersores de sementes e vetores de doenças. Humanos usam roedores para testes laboratoriais, na alimentação, obtenção de sua pele e como companhia.
 
Recentes pesquisas sugerem que os roedores podem ser biologicamente polifiléticos, ou seja, teriam evoluído mais de uma vez, neste caso este grupo teria que ser dividido.



Grupos comumente confundidos com roedores e erroneamente inclusos entre eles: Chiroptera (morcegos), In-sectivora (ouriços, toupeiras), Lagomor-pha (coelhos, lebres).

Joel Guimarães – Cidade dos Roedores - Pesquisa: Wikipédia

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