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Feira Petnor 2025 encerra sua oitava edição com recorde de público e mais de R$ 100 milhões em negócios gerados

Edição reforça o protagonismo nas regiões Norte e Nordeste e amplia o impacto econômico, técnico e de conhecimento científico



A Petnor 2025, único evento de negócios (B2B), voltado para o mercado pet e veterinário do Norte e Nordeste do Brasil, realizada entre os dias 16 e 18 de novembro no Pernambuco Centro de Convenções, encerrou a edição deste ano consolidada como uma das maiores feiras do segmento do país. O evento registrou recorde de público, tanto na visitação geral quanto nos eventos paralelos, confirmando a força e o crescimento do setor na Região Metropolitana do Recife, que concentra mais de 700 petshops e casas de ração.


Ao longo dos três dias de programação, a feira ultrapassou a marca de R$ 100 milhões em negócios gerados, reforçando o posicionamento do Norte e Nordeste como um dos polos mais dinâmicos do país no segmento pet e veterinário. Foram mais de 16 mil visitantes, 1,7 mil congressistas e mais de 80 competidores.


Além da força comercial, a Petnor também se destacou pela mobilização solidária. A campanha de arrecadação de ração alcançou mais de duas toneladas, superando o recorde da edição anterior, que foi de 1,6 tonelada, refletindo a sensibilidade dos expositores. O país tem hoje mais pets que pessoas e convive com mais de 20 milhões de animais abandonados. Os alimentos foram doados para as 16 ONGs participantes da feira.


Segundo o diretor da Petnor, Paulo André Moura, o resultado desta edição confirma a força e o amadurecimento do mercado pet e veterinário no Norte e Nordeste. “Tivemos três dias de casa cheia, muita qualificação profissional e um volume expressivo de geração de negócios. A Petnor reforça seu papel como o principal encontro B2B do setor na região, conectando indústrias, distribuidores, clínicas, hospitais veterinários e lojistas em um ambiente que realmente gera oportunidades. Nosso compromisso é oferecer um evento cada vez mais robusto, que une ciência, inovação e relacionamento, e que contribui efetivamente para o crescimento sustentável de toda a cadeia pet e veterinária. Saímos desta edição com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que, em 2026, entregaremos uma feira ainda maior e mais estratégica para o setor”, destaca.


A próxima edição da feira será realizada de 15 a 17 de novembro de 2026 e terá uma ampliação temática, com maior foco em saúde única e saúde pública, além de um reforço nos conteúdos voltados para os animais de produção e de grande porte, caprinos, bovinos e equinos, ampliando ainda mais o alcance e a representatividade da programação.


Para a presidente do CRMV-PE, Elisa Araújo, a edição deste ano reforçou a relevância técnica e científica do evento. “Nesses últimos três dias, a atividade foi super intensa. Tivemos muitas palestras simultâneas, tanto no CONPEVET quanto no CONEVEPA, inclusive, alguns palestrantes participaram dos dois. A feira está muito pujante, com grande participação e um público realmente expressivo. O conhecimento foi ampliado, com mais espaço e novos temas. Além da expansão, incluímos Saúde Única e Animais de Produção, uma novidade que também atraiu um público bastante interessado. Foi uma ampliação muito positiva e, de fato, tivemos muitas palestras e muito conteúdo. Como eu disse no dia da abertura, a gente chega na terça-feira esgotado, mas de conhecimento. E eu acho que isso aconteceu”, afirma.


Com resultados expressivos e perspectiva de expansão, a Petnor se confirma como um dos principais encontros do mercado pet e veterinário, reunindo negócios, capacitação e ações de responsabilidade social em um mesmo espaço. O evento teve o apoio do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (ANCLIVEPA), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Veterinária, da Sociedade Pernambucana de Medicina Veterinária, do Sindicato dos Médicos Veterinários (SIMEVEPE), da Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários, do Instituto de Medicina Veterinária, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). A feira Petnor teve o patrocínio do CFMV, CRMVPE, PremierPet e do ifood.


Informações: www.feirapetnor.com.br

Instagram: @feirapetnor




Por Rachel Motta - comuniquese4

 

Em uma década, abertura de salões para pet mais que dobra no país e mercado segue em alta

Foto: Leonardo AI

 

Somente no 1º semestre deste ano, 5.893 negócios de higiene e embelezamento de animais domésticos começaram a funcionar, já superando o volume de 2014 inteiro


A abertura de salões voltados para a higiene e embelezamento de animais domésticos cresceu 148% em uma década, passando de 4.372 novos empreendimentos em 2014 para 10.587 em 2023. E continua em alta: somente de janeiro a junho de 2024, começaram a funcionar 5.893 negócios de banho e tosa de pets, um volume que já supera o somatório de todos os 12 meses de 2014. A média de 980 aberturas por mês, neste ano, é vista como uma oportunidade neste segmento, mas também a necessidade de estar antenado com as tendências para se diferenciar.

 

Os microempreendedores individuais (MEI) são os grandes responsáveis por esse boom no mercado. São eles os donos de 5.402 salões abertos no primeiro semestre deste ano, representando mais de 90% dos novos negócios de higiene e embelezamento de animais domésticos. No ano passado, foram também os MEI que geraram o maior volume de abertura desses salões – em 2023, dos aproximadamente 10 mil novos empreendimentos nessa atividade, mais de 9.900 tinham um microempreendedor individual como proprietário.

 

“Com estreitamento dos laços entre tutores e animais, principalmente na atual década, os cuidados com os pets se tornaram cada vez mais intensos, fazendo com que os serviços e espaços dedicados a eles não apenas se multiplicassem, mas também evoluíssem, adequando-se cada vez mais às necessidades dos clientes”, avalia Flávio Barros, gestor do segmento pet do Sebrae. Outro fenômeno mais atual tem provocado a manutenção dessa demanda em ritmo crescente: a melhora do poder de compra do brasileiro.

 

Estudo recente da PwC Brasil e do Instituto Locomotiva mostrou que mais da metade dos brasileiros das classes C, D e E afirmam pretender adquirir algum produto para pet no próximo ano. O trabalho, intitulado “Mercado da maioria – Como a força da população de baixa renda está transformando o setor de varejo e consumo no Brasil”, aponta um público consumidor em potencial de 63,3 milhões de pessoas, o equivalente a 57% dos consumidores que compõem a faixa de renda ouvida pela pesquisa.

 

De acordo com o levantamento, nos últimos dez anos, 46% dos brasileiros das classes C, D e E consumiram mais produtos para pets. Quando se pensa na categoria para os próximos dez anos, cerca de um terço (33%) pretende consumir mais. Os canais de compra físicos são os preferidos pelos consumidores ouvidos pela pesquisa: 71% deles. Dividido entre as classes C, D e E, afirmam os responsáveis pela pesquisa que o “mercado da maioria” representa 76% da população brasileira e responde por quase metade do consumo do país.

 

Já os chamados petshops, mercado de vendas de produtos e alimentos para animais mais amplo em relação aos salões de higiene e embelezamento, o Sebrae constata que, neste ano, a atividade pode chegar, até o final de dezembro, com um número de novos negócios próximo ao encerramento de 2023, quando foram criados, no país, 18.883 empreendimentos dessa natureza. Somente no primeiro semestre, já se acumulam 9.276 novas lojas do segmento, superando as 8.685 abertas no mesmo período de 2019, num contexto anterior àquele da pandemia de Covid.

 

Participar da resposta a esse crescimento de demanda tem sido tarefa possível para o pequeno empreendedor por se tratar de um segmento de baixas barreiras para entrada no mercado. “O segmento de pet é muito procurado porque é fácil de entrar, não precisa de grandes instalações para quem comercializa alimentos, acessórios, roupas e brinquedos”, explica Flávio Barros, gestor do segmento pet do Sebrae. A perspectiva de incremento do setor até 2026 é de cerca de 87%, prevê Barros, lembrando que o Sebrae pode ajudar nos primeiros passos para a abertura do negócio. “Ou seja, há um potencial a ser explorado, mas é preciso estar atento às tendências”, afirma.

 

Confira as tendências do mercado pet 2024

Veja alguns destaques do boletim do Sebrae - Inteligência de mercado para os negócios voltados para pet:

 

Pet wellness

O Pet wellness ou pet care é uma filosofia que promove saúde e bem-estar para animais de estimação, incluindo desde cuidados veterinários a uma visão completa de saúde mental, física e emocional. Essa filosofia está por trás de vários produtos e serviços conhecidos pelos tutores como medicina veterinária preventiva, enriquecimento ambiental, serviços de saúde e estética animal.

 

Refeições naturais e petiscos mais saudáveis

Os tutores estão mais conscientes de que a alimentação é fundamental para prevenção de doenças, qualidade de vida e saúde dos cães e gatos. A preferência por rações produzidas com alimentos orgânicos e com poucos conservantes crescerá. Assim como a predileção por petiscos saudáveis, naturais e caseiros. A grande aposta é na alimentação natural, com refeições preparadas especialmente para os cães conforme a indicação do veterinário especializado em nutrição, com base em carnes magras, legumes, verduras, frutas e grãos.

 

Pet sitter e Dog walker

Pet Sitter é o profissional que cuida do pet na casa do tutor, durante sua ausência. Ele normalmente separa horários para ir até a residência e oferecer companhia, alimentação, hidratação, higiene e atividades de enriquecimento. Em alguns casos, o pet sitter pode ficar na residência o tempo todo ou o animal pode ficar na casa do profissional.

 

Dog Walker é um profissional que leva cachorros para passear, proporcionando exercícios físicos, socialização e momentos de descontração para o animal. Esses passeios podem ser individuais ou coletivos.

 

Day care e hospedagem

O day care é um serviço que inclui um local para o pet passar o dia. Geralmente ele irá socializar, comer, praticar exercícios físicos e aproveitar de enriquecimentos ambientais. A hospedagem, semelhantemente ao day care, inclui um local seguro e confortável para o animal de estimação durante a ausência do tutor. O serviço costuma ser ofertado por hotéis para animais, pet shops ou casas de família especializadas.

 

Clubes de assinatura

Os clubes de assinatura se destacaram nos últimos anos, com clubes de cosméticos, vinhos, etc., e é uma das apostas de crescimento no segmento pet, como clubes de petiscos e brinquedos. Os serviços de assinatura costumam ser periódicos: o tutor paga a assinatura e recebe em casa, de acordo com seus pets e preferências, sendo cômodo, e muitas vezes com um custo-benefício ótimo. Já se usam clubes de rações, em que a periodicidade é decidida pelo tutor. Há ainda clubes com petiscos, acessórios, presentes, brinquedos e mistos.



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