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Terceiro caso fatal de febre maculosa em Americana reforça o alerta para os cuidados com carrapatos e a proteção da família

Imagem fornecida pelo autor

Saiba por que mesmo cães protegidos exigem atenção após passeios ao ar livre e como a prevenção contra parasitas é fundamental para a Saúde Única



A recente confirmação da terceira morte por febre maculosa no ano, registrada no município de Americana (SP), acende novamente o sinal de alerta para a importância da prevenção contra doenças transmitidas por carrapatos. A febre maculosa é uma infecção grave e com alto índice de letalidade, provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela.
 

O cenário também reforça a relevância do conceito de Saúde Única, a integração contínua entre a saúde humana, animal e ambiental. Por compartilharem o espaço de casa e acompanharem os tutores em atividades ao ar livre, os cães desempenham um papel central na vigilância e na prevenção dessa zoonose.
 

Um dos pontos de maior dúvida entre os tutores é a diferença entre os carrapatos e as doenças associadas a eles:

Carrapato-estrela (Amblyomma sp.): Habita predominantemente áreas de vegetação, parques, margens de rios e locais com presença de capivaras ou cavalos. É o transmissor da febre maculosa, doença que afeta gravemente os seres humanos e também pode infectar cães.

Carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus): Adaptado ao ambiente urbano e doméstico, é o principal vetor de hemoparasitoses caninas, como a erliquiose e a babesiose, que atacam o sistema sanguíneo e imunológico do animal.


Por que cães protegidos ainda exigem atenção?

É comum que tutores se surpreendam ao encontrar carrapatos em pets que usam antiparasitários em dia, no entanto, a ciência explica que nenhum método oferece barreira 100% física contra a aproximação do parasita:

Como atuam os antiparasitários: A maioria o carrapato após o contato ou a picada. Isso protege o cão contra o estabelecimento da infestação, mas não impede imediatamente que o parasita suba no animal durante uma caminhada.

Transporte mecânico: Durante o tempo entre o carrapato subir no pelo do pet e a medicação fazer efeito, o cão pode agir involuntariamente como vetor mecânico, levando o parasita para dentro de casa ou do veículo e expondo a família ao risco.

Fase silenciosa de doenças: Em doenças exclusivamente caninas, como a erliquiose, a infecção pode ocorrer em fases subclínicas, permanecendo latente por semanas ou anos até que uma queda na imunidade ative os sintomas.

"Muitos tutores acreditam que o antiparasitário cria uma barreira invisível que impede o carrapato de se aproximar do cão, mas a medicação atua eliminando o parasita após o contato. Isso significa que o animal pode sim transportar o carrapato-estrela no pelo para dentro de casa antes que o produto faça efeito", explica a Dr. André Cutolo, gerente técnico de Pets da Boehringer Ingelheim.

Para garantir a segurança dos animais e dos tutores, especialistas recomendam a adoção de uma rotina simples de cuidados:

Após caminhadas em parques, praças ou áreas verdes, faça uma checagem no corpo do pet, especialmente nas orelhas, patas, entre os coxins (almofadinhas) e no abdômen.
Mantenha o uso regular de medicação carrapaticida e vermífugos conforme a orientação do médico-veterinário.

Ao frequentar locais com grama alta ou mata, utilize calçados fechados, calças compridas e roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos no corpo.

Mantenha quintais e jardins limpos, com a grama aparada, evitando o acúmulo de folhagens e entulhos.

O acompanhamento periódico permite identificar alterações precoces na saúde do animal e definir o protocolo antiparasitário ideal para o seu perfil e estilo de vida.

"Aliar o tratamento preventivo contínuo com a inspeção visual após passeios em áreas verdes são medidas indispensáveis para interromper o ciclo de transmissão do parasita precocemente e garantir a segurança de toda a família", conclui André.



Por Thaís Vequetin Silva - Ideal Axicom
 

Tricô artesanal ganha espaço no universo pet com roupas personalizadas

Quem disse que só os humanos aproveitam o inverno de tricô? A pequena Magali já desfila com um pulôver feito à mão, sob medida e cheio de carinho. Foto: Cristina Sasaki

 


Com a chegada dos dias mais frios, não são apenas as pessoas que recorrem às peças de lã para se aquecer. Cães, especialmente os de pequeno porte, idosos ou de pelagem curta, também precisam de proteção contra as baixas temperaturas. Atenta a esse movimento, o Empório das Lãs aposta em uma tendência que une conforto, afeto e artesanato: a confecção de pulôveres em tricô para pets.



Produzidas artesanalmente, as peças valorizam o trabalho manual e podem ser confeccionadas em diferentes tamanhos, cores e modelos, proporcionando um ajuste confortável para os animais. Além de aquecer, os pulôveres também se tornaram acessórios de estilo, acompanhando o vínculo cada vez mais próximo entre tutores e seus animais.



Workshop


Com mais de 20 anos dedicados ao ensino do tricô e do crochê, as sócias do Empório das Lãs, a primeira boutique de fios e lãs de São Paulo, criaram um workshop exclusivo para ensinar suas alunas a confeccionar pulôveres para pets. A proposta é mostrar, passo a passo, como desenvolver peças sob medida que unem conforto, beleza e funcionalidade, levando para cada criação a técnica, o cuidado e o carinho que só o trabalho feito à mão é capaz de proporcionar.



Peças personalizadas


De acordo as professoras Ana Claudia Souza e Cristina Sasaki, sócias do Empório das Lãs, confeccionar roupas para pets exige atenção tanto à escolha dos materiais quanto à modelagem.



"Utilizamos fios macios e confortáveis e desenvolvemos cada peça sob medida, para que ela não aperte nem limite os movimentos do animal. Para isso, tiramos medidas como a circunferência da cabeça, do pescoço, das patinhas, do peito e o comprimento até a base do rabinho. Tudo é pensado para garantir um caimento perfeito, conforto e liberdade para o pet", explicam.



O workshop também ensina a técnica do jacquard, que permite tricotar nomes, letras e desenhos diretamente na peça, criando pulôveres personalizados para os pets.



Amora ganhou um pulôver de tricô personalizado com seu nome. Feita à mão, a peça une conforto, estilo e o carinho do artesanato para os pets. Foto: Cristina Sasaki



Tricô além da moda tradicional


A iniciativa mostra como o tricô vem conquistando novos espaços, indo além da moda tradicional e chegando ao universo dos animais de estimação. Para quem tricota, as peças representam uma oportunidade de aprender novas técnicas, desenvolver produtos personalizados e ampliar as possibilidades de criação.



Mercado pet


Com cerca de 160 milhões de pets, o Brasil está entre os países com a maior população de animais de estimação do mundo. O mercado pet brasileiro movimenta mais de R$ 70 bilhões por ano, mostrando a força de um setor que amplia a oferta de produtos e serviços voltados ao bem-estar dos animais.


Empório das Lãs

Endereço: Rua Gil Eanes, 713, Campo Belo –São Paulo SP CEP: 04601-042

Horário da loja: Segunda à sexta: das 10h às 17h, sábado: 9h às 13h

Site: https://www.emporiodaslas.com.br/

WhatsApp: Loja física (11) 98203-6688 Site 11-98541-6655

Instagram: @emporiodaslas

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Por Cristina Aguilera - Mídia Brazil Comunicação Integrada


Lindo e colorido, Manacá-de-cheiro exige atenção em jardins com crianças e animais

Manacá de cheiro

Espécie popular pode causar sintomas digestivos e neurológicos; manacá-da-serra oferece efeito visual semelhante e pode ser uma alternativa no paisagismo


Presente em jardins, condomínios e áreas públicas de diferentes regiões do Brasil, o manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é conhecido pelo perfume intenso e pelas flores que mudam de cor. Elas surgem em tonalidades arroxeadas e se tornam progressivamente mais claras, fazendo com que uma mesma planta apresente flores violetas, lilases e brancas ao mesmo tempo.


A beleza, no entanto, convive com uma característica que exige atenção: o manacá-de-cheiro produz diferentes metabólitos secundários, substâncias que integram os mecanismos naturais de defesa da planta e que podem causar intoxicação quando partes vegetais são ingeridas.


‘’Entre os compostos identificados ou associados à espécie estão alcaloides, saponinas, glicosídeos esteroidais, flavonoides e outras substâncias bioativas. A exposição pode provocar vômito, diarreia, salivação excessiva, ansiedade, tremores, falta de coordenação motora, hipersensibilidade e movimentos involuntários dos olhos’’, explica Simone Arthur Nascimento,  especialista em paisagismo seguro e autora do projeto Jardim do Bicho.


Nos casos mais graves, podem ocorrer manifestações neurológicas, como convulsões e neurotoxicidade aguda. ‘’O vômito também pode causar nova exposição das mucosas ao material vegetal ingerido, contribuindo para o agravamento do quadro’’, alerta Simone.


Por esse motivo, o manacá-de-cheiro não é indicado para ambientes frequentados por crianças pequenas, cães ou gatos, especialmente quando a planta permanece em locais de fácil acesso. Em projetos de paisagismo seguro, a escolha das espécies deve considerar não apenas o efeito ornamental, mas também o perfil dos usuários do espaço e a possibilidade de contato ou ingestão.


Manacá da serra



Uma alternativa brasileira


Para quem deseja manter no jardim o efeito visual das flores que mudam de cor, uma possibilidade é o manacá-da-serra (Pleroma mutabile), espécie nativa e endêmica do Brasil, característica da Mata Atlântica e bastante utilizada no paisagismo e na arborização urbana.


‘’Assim como o manacá-de-cheiro, o manacá-da-serra apresenta flores em diferentes tonalidades ao longo da floração. As flores costumam se abrir brancas, tornam-se rosadas e, posteriormente, adquirem coloração arroxeada. Por isso, a copa pode exibir simultaneamente flores brancas, rosas e violetas’’, elucida Simone.


Apesar da semelhança visual e do nome popular compartilhado, as duas plantas pertencem a famílias botânicas diferentes e apresentam características distintas.


‘’O manacá-de-cheiro pertence à família Solanaceae. Possui crescimento predominantemente arbustivo, copa densa e flores perfumadas. Já o manacá-da-serra pertence à família Melastomataceae e, em sua forma típica, desenvolve-se como árvore de pequeno a médio porte, com copa mais ampla e maior presença estrutural na composição do jardim’’,diz a especialista.


Em áreas com espaço suficiente para o desenvolvimento da copa e das raízes, o manacá-da-serra pode exercer função ornamental semelhante, além de oferecer sombra, verticalidade e forte impacto visual durante a floração.



Versão anã pode ser usada em jardins menores


Quando o objetivo é preservar um porte mais próximo ao do manacá-de-cheiro, pode-se utilizar o chamado manacá-da-serra-anão, variedade de crescimento mais compacto.


Essa opção é mais adequada para jardins pequenos, canteiros reduzidos, vasos de grandes dimensões e áreas próximas às edificações, desde que sejam respeitadas as necessidades de luz, solo, irrigação e espaço para o desenvolvimento da planta.


A substituição permite conservar o principal efeito ornamental associado aos manacás: a presença simultânea de flores em diferentes cores. A única característica que não pode ser reproduzida é o aroma intenso do manacá-de-cheiro, pois o manacá-da-serra não apresenta perfume floral equivalente.


‘’A proposta não é considerar as duas espécies idênticas, mas demonstrar que o paisagismo pode oferecer alternativas visualmente semelhantes e mais compatíveis com ambientes frequentados por crianças e animais’’, aconselha Simone. ‘’A escolha deve levar em conta o espaço disponível, o porte da variedade, as condições de cultivo e, principalmente, a segurança de quem utiliza o jardim’’, finaliza.


 

Simone Arthur: Especialista em paisagismo seguro, pesquisadora independente e advogada. Sócia da DSN Paisagismo e Consultoria, dedica-se ao estudo da toxicidade de plantas ornamentais e à produção de conteúdo técnico acessível. É a idealizadora do projeto autoral Jardim do Bicho, focado em critérios de segurança para ambientes com animais e crianças.




Por Vanessa Kopersz Ming - Type Assessoria de Imprensa

Dias frios exigem cuidados extras nos passeios com os pets

Foto: Freepik
Melhores horários para caminhar, proteção das patas e sinais de desconforto não devem ser ignorados



Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.

Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas.


 

De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. "Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas", explica.


 

Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais", orienta a veterinária.


 

Atenção especial às patas

 

Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente", explica a médica-veterinária.


 

Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.


 

Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias

 

O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. "No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos", explica a especialista.


 

Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. "Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido", alerta a veterinária.


 

Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.

 

 

 

Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo órgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.

 

 

 

Por Camila Crepaldi - Cogna

Férias escolares alteram a rotina dos pets e exigem atenção das famílias

Foto JU SATO férias escolares e pet1

Mudanças na dinâmica da casa podem gerar estresse em cães e gatos; psicóloga especializada em vínculo humano-animal e luto pet orienta como promover uma convivência mais equilibrada durante o período de férias



Com a chegada das férias escolares, a rotina das famílias muda completamente. Crianças passam mais tempo em casa, os horários ficam menos rígidos, aumentam as visitas, os passeios e as atividades domésticas. O que muitos tutores não percebem é que essas transformações também impactam diretamente o bem-estar emocional dos animais de estimação.

Segundo a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, cães e gatos são profundamente influenciados pela previsibilidade do ambiente em que vivem. Quando essa rotina sofre alterações bruscas, eles podem demonstrar sinais de desconforto que muitas vezes passam despercebidos pelos tutores.

“Os animais se organizam a partir da repetição e da previsibilidade. Eles reconhecem horários, ambientes e comportamentos da família. Quando tudo muda de uma vez, é comum que sintam insegurança, estresse ou cansaço emocional”, explica.

Entre os comportamentos mais frequentes estão irritabilidade, isolamento, alterações no sono e tentativas de evitar interações. De acordo com a especialista, esses sinais costumam ser confundidos com desobediência ou teimosia, quando na verdade representam uma necessidade de adaptação ao novo cenário.

Foto JU SATO férias escolares e pet2



Para minimizar os impactos das férias, Juliana recomenda que os tutores preservem alguns pontos de estabilidade na rotina do pet, especialmente os horários de alimentação, passeios e momentos de descanso.

“Não é necessário manter toda a rotina exatamente igual, mas algumas referências ajudam o animal a compreender que, apesar das mudanças, ele continua seguro. Essas pequenas âncoras fazem muita diferença para o equilíbrio emocional dos pets”, afirma.

Outro aspecto importante envolve a convivência entre crianças e animais. Com mais tempo livre, é natural que os pequenos queiram brincar constantemente com cães e gatos. No entanto, a especialista ressalta que esse período representa uma oportunidade valiosa para ensinar respeito aos limites dos animais.

“O pet não é um brinquedo disponível o tempo todo. As férias são uma excelente ocasião para mostrar às crianças que os animais também têm necessidades, preferências e momentos em que desejam descansar ou ficar sozinhos”, destaca.

Estudos internacionais sobre mordeduras em crianças apontam que grande parte dos incidentes acontece dentro de casa e envolve o próprio cão da família. Em muitos casos, os episódios são precedidos por sinais de desconforto emitidos pelo animal, que não foram percebidos pelos adultos.

Por isso, a supervisão constante continua sendo fundamental. Além disso, a psicóloga recomenda que cães e gatos tenham um espaço reservado para descanso, longe da movimentação intensa da casa.

“Quando o animal tem um local onde pode se recolher sem ser incomodado, ele consegue regular melhor o estresse. É importante que as crianças aprendam a respeitar esse espaço”, orienta.

As férias também costumam ser sinônimo de viagens. Nesses casos, a decisão entre levar o pet ou deixá-lo sob os cuidados de terceiros deve considerar o perfil emocional de cada animal.

“Muitos gatos lidam melhor com a permanência no próprio ambiente, recebendo visitas de um cuidador. Já alguns cães podem se beneficiar mais da companhia constante oferecida por uma hospedagem especializada. Não existe uma regra única; cada animal tem suas características e necessidades”, explica.

Quando a família opta por viajar com o pet, o planejamento prévio é essencial. A adaptação à caixa de transporte, a conferência da identificação, das vacinas e a orientação veterinária em casos de ansiedade podem tornar a experiência mais tranquila para todos.

Para Juliana, o principal desafio das férias é lembrar que os animais também fazem parte da dinâmica familiar e precisam ser considerados durante esse período.

“O pet não entende o conceito de férias. Ele entende segurança, previsibilidade e respeito aos seus limites. Quando a família leva isso em consideração, o período se torna mais agradável para todos, fortalecendo ainda mais os vínculos dentro de casa”, conclui.

Juliana Sato por Helton Nóbrega1

Juliana Sato - Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp, Juliana Sato é certificada pela Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento pet vet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis.

Desde 2024, integra a diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Também é criadora do canal VibeZenCast, dedicado a conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar, e uma das organizadoras do livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, publicado pela Editora Lucto.
Mais informações: julianasatopsicologa.com.br | Instagram: @jusatopsicologa



Por Cris Landi - LILÁS COMUNICAÇÃO

Copa do Mundo e São João: veja os cuidados com os pets durante os fogos

Especialista indica medidas que ajudam a proteger cães e gatos do estresse causado pelo barulho



A Copa do Mundo e os festejos juninos devem intensificar o uso de fogos de artifício durante todo o mês. Nesse período, tutores de cães e gatos precisam ficar atentos aos impactos do barulho nos animais, que podem apresentar medo, ansiedade, alterações comportamentais e até problemas de saúde.



De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge, Acidália Santos, os animais têm maior acuidade auditiva, inclusive para sons de alta frequência, e os fogos geram estímulos sonoros súbitos que os pets não conseguem compreender, o que pode provocar medo e sobrecarga emocional. "A combinação desses fatores potencializa respostas de ansiedade e desencadeia reações que variam de leves alterações comportamentais a quadros graves", explica.



As manifestações mais comuns são medo intenso, tremores, vocalização excessiva, taquicardia, respiração acelerada e salivação aumentada. Existe a possibilidade de tentativa de fuga com risco de acidentes, traumas e do desaparecimento do animal. Em casos mais severos, especialmente em pets com doenças pré-existentes, a exposição aos fogos pode causar convulsão, colapso cardiovascular e, em situações extremas, até o óbito.



Para reduzir o estresse e evitar acidentes, os tutores podem adotar medidas preventivas antes e durante a queima de fogos. Uma das estratégias é a dessensibilização sonora gradual, feita por meio da exposição controlada a sons semelhantes aos dos fogos, sempre com orientação de um médico veterinário especializado em comportamento animal. “Esse processo ajuda o animal a reconhecer o estímulo como não ameaçador, quando realizado de forma correta e progressiva”, destaca Acidália.



Outras medidas simples durante os eventos fazem a diferença, como manter o pet em um ambiente seguro e familiar, com portas, janelas e cortinas fechadas. O uso de música suave também ajuda a mascarar os sons externos, reduz o impacto do ruído e diminui o nível de estresse do animal.



Por Isabela Borges - ATcom 

Caroço em pets: diagnóstico precoce é decisivo para evitar casos graves

Especialista reforça a importância da biópsia e do monitoramento constante; lipomas são comuns, mas nódulos de crescimento rápido exigem atenção



Ao acariciar o pet, muitos tutores são surpreendidos pela presença de um nódulo ou "bolinha" sob a pele. Embora a descoberta gere preocupação imediata, nem todo caroço é sinônimo de gravidade, mas a agilidade na investigação clínica é o que define o sucesso do tratamento.
 

De acordo Bianca Montalto, com a médica veterinária na WeVets, os caroços podem variar desde lipomas (acúmulos de gordura comuns em cães com sobrepeso ou idosos) até cistos e tumores. A grande questão é que a aparência externa nem sempre revela a natureza interna da lesão.
 

O monitoramento doméstico é a primeira linha de defesa. A especialista recomenda que o tutor observe três fatores fundamentais:

Velocidade de crescimento: Nódulos que mudam de tamanho em poucos dias ou semanas são sinais de alerta.

Aderência: Caroços "presos" (que não se movem sob a pele) tendem a ser mais preocupantes que os móveis.

Sensibilidade: Mudança de cor, vermelhidão, sangramento ou dor ao toque indicam a necessidade de uma consulta urgente.

“O erro mais comum é o tutor esperar o caroço crescer para procurar ajuda. Na medicina veterinária de alta complexidade, trabalhamos com o conceito de que qualquer nódulo deve ser investigado, especialmente se for maior que um grão de ervilha ou se estiver presente há mais de um mês”, explica a veterinária.
 

Para evitar diagnósticos tardios, a WeVets utiliza protocolos avançados que incluem a punção aspirativa e a biópsia, essenciais para distinguir um tumor benigno de um maligno. O uso de exames de imagem, como o ultrassom de alta resolução, permite entender a profundidade e a vascularização do nódulo antes mesmo de qualquer intervenção cirúrgica.
 

Dicas para o tutor: O que fazer ao encontrar um caroço?

Não manipule excessivamente: Tentar "espremer" ou aplicar pomadas sem orientação pode causar inflamações graves.
 
Documente com fotos: Registre o local e coloque um objeto de referência (como uma moeda) ao lado para monitorar o tamanho.
 
Mantenha o check-up em dia: Muitas vezes, esses nódulos são detectados apenas durante o exame clínico de rotina feito pelo médico-veterinário.

A prevenção continua sendo o melhor caminho para garantir a longevidade dos nossos filhos de quatro patas.
 


Maio Amarelo: Pets soltos no veículo podem se tornar projéteis em colisões

Estudo mostra que 65% dos tutores já dirigiram com pets sem proteção dentro do carro, aumentando o risco de ferimentos graves em acidentes



No mês dedicado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito, o Maio Amarelo, a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, acende um alerta para um comportamento comum e perigoso entre motoristas brasileiros: transportar pets soltos dentro do carro. Levantamento da AAA Foundation for Traffic Safety indica que cerca de 65% dos tutores admitem já ter dirigido com seus pets sem qualquer tipo de contenção.


No Brasil, transportar animais de forma inadequada também pode gerar penalidades. O Denatran prevê infração para motoristas que conduzem animais soltos ou posicionados de forma que comprometa a direção, com aplicação de multa e pontos na carteira.


Em uma colisão a apenas 50 km/h, um animal solto no banco de trás pode ser arremessado com uma força até 40 vezes maior que o seu peso real. Na prática, um cão de médio porte, com cerca de 25 kg, pode atingir o equivalente a uma tonelada, funcionando como um projétil de alto potencial letal.


Estudos da AAA Foundation for Traffic Safety também mostram que a interação com pets durante a condução aumenta significativamente o risco de distração ao volante, um dos principais fatores de acidentes de trânsito. Já testes realizados pelo Center for Pet Safety comprovam que, em colisões, pets sem contenção adequada não apenas sofrem ferimentos graves, como também ampliam o impacto sobre os demais ocupantes do veículo.


“O transporte correto não é apenas uma questão de conforto, É uma medida de segurança e de medicina preventiva. Recebemos casos de hemorragias internas, traumas torácicos e fraturas complexas que poderiam ser evitados com o uso de equipamentos simples, como cinto de segurança específico ou caixa de transporte”, explica Carollina Marques.


Como garantir uma viagem segura para o pet (e para você):

Cinto de segurança e peitorais

Cães devem ser transportados com peitorais apropriados, acoplados ao cinto de segurança do veículo. Coleiras no pescoço nunca devem ser utilizadas, pois podem causar lesões graves em caso de impacto.


Caixas de transporte

Indicadas para gatos e cães de pequeno porte, devem ser fixadas com o cinto de segurança ou posicionadas no assoalho do carro.

Para felinos, idealmente sugere-se que a caixinha ainda seja coberta por um pano com feromônio ou odor conhecido do pet, gerando mais conforto e menos estímulos que possam gerar estresse.


Grades divisórias

Recomendadas para veículos com porta-malas integrado, como SUVs, impedem que o pet acesse os bancos da frente e distraia o motorista.


Nada de cabeça para fora da janela

Além do risco de quedas e impactos, o vento pode causar problemas como otites, irritações oculares e entrada de corpos estranhos nas vias respiratórias e oculares.


A especialista da WeVets alerta que mesmo em colisões aparentemente leves, o atendimento médico veterinário imediato é essencial. Isso porque muitos traumas internos não apresentam sinais visíveis logo após o impacto. “Muitas vezes, o pet parece bem, mas pode estar com hemorragias internas ou lesões em órgãos vitais. Exames de imagem, como ultrassom, radiografia e tomografia, são fundamentais para um diagnóstico preciso e rápido”, reforça.


Mais do que cumprir a lei, no entanto, a segurança no trânsito passa por uma escolha consciente. Proteger um pet durante o transporte é proteger toda a família.



 
Por Hélio Victor de Araújo Pessoa - Focal3 Comunicação