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| Foto cedida pelo autor |
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| Imagem fornecida pelo autor |
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| Quem disse que só os humanos aproveitam o inverno de tricô? A pequena Magali já desfila com um pulôver feito à mão, sob medida e cheio de carinho. Foto: Cristina Sasaki |
Com a chegada dos dias mais frios, não são apenas as pessoas que recorrem às peças de lã para se aquecer. Cães, especialmente os de pequeno porte, idosos ou de pelagem curta, também precisam de proteção contra as baixas temperaturas. Atenta a esse movimento, o Empório das Lãs aposta em uma tendência que une conforto, afeto e artesanato: a confecção de pulôveres em tricô para pets. Produzidas artesanalmente, as peças valorizam o trabalho manual e podem ser confeccionadas em diferentes tamanhos, cores e modelos, proporcionando um ajuste confortável para os animais. Além de aquecer, os pulôveres também se tornaram acessórios de estilo, acompanhando o vínculo cada vez mais próximo entre tutores e seus animais. Workshop Com mais de 20 anos dedicados ao ensino do tricô e do crochê, as sócias do Empório das Lãs, a primeira boutique de fios e lãs de São Paulo, criaram um workshop exclusivo para ensinar suas alunas a confeccionar pulôveres para pets. A proposta é mostrar, passo a passo, como desenvolver peças sob medida que unem conforto, beleza e funcionalidade, levando para cada criação a técnica, o cuidado e o carinho que só o trabalho feito à mão é capaz de proporcionar. | ||||
Peças personalizadas
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| Manacá de cheiro |
Presente em jardins, condomínios e áreas públicas de diferentes regiões do Brasil, o manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é conhecido pelo perfume intenso e pelas flores que mudam de cor. Elas surgem em tonalidades arroxeadas e se tornam progressivamente mais claras, fazendo com que uma mesma planta apresente flores violetas, lilases e brancas ao mesmo tempo.
A beleza, no entanto, convive com uma característica que exige atenção: o manacá-de-cheiro produz diferentes metabólitos secundários, substâncias que integram os mecanismos naturais de defesa da planta e que podem causar intoxicação quando partes vegetais são ingeridas.
‘’Entre os compostos identificados ou associados à espécie estão alcaloides, saponinas, glicosídeos esteroidais, flavonoides e outras substâncias bioativas. A exposição pode provocar vômito, diarreia, salivação excessiva, ansiedade, tremores, falta de coordenação motora, hipersensibilidade e movimentos involuntários dos olhos’’, explica Simone Arthur Nascimento, especialista em paisagismo seguro e autora do projeto Jardim do Bicho.
Nos casos mais graves, podem ocorrer manifestações neurológicas, como convulsões e neurotoxicidade aguda. ‘’O vômito também pode causar nova exposição das mucosas ao material vegetal ingerido, contribuindo para o agravamento do quadro’’, alerta Simone.
Por esse motivo, o manacá-de-cheiro não é indicado para ambientes frequentados por crianças pequenas, cães ou gatos, especialmente quando a planta permanece em locais de fácil acesso. Em projetos de paisagismo seguro, a escolha das espécies deve considerar não apenas o efeito ornamental, mas também o perfil dos usuários do espaço e a possibilidade de contato ou ingestão.
Uma alternativa brasileira
Para quem deseja manter no jardim o efeito visual das flores que mudam de cor, uma possibilidade é o manacá-da-serra (Pleroma mutabile), espécie nativa e endêmica do Brasil, característica da Mata Atlântica e bastante utilizada no paisagismo e na arborização urbana.
‘’Assim como o manacá-de-cheiro, o manacá-da-serra apresenta flores em diferentes tonalidades ao longo da floração. As flores costumam se abrir brancas, tornam-se rosadas e, posteriormente, adquirem coloração arroxeada. Por isso, a copa pode exibir simultaneamente flores brancas, rosas e violetas’’, elucida Simone.
Apesar da semelhança visual e do nome popular compartilhado, as duas plantas pertencem a famílias botânicas diferentes e apresentam características distintas.
‘’O manacá-de-cheiro pertence à família Solanaceae. Possui crescimento predominantemente arbustivo, copa densa e flores perfumadas. Já o manacá-da-serra pertence à família Melastomataceae e, em sua forma típica, desenvolve-se como árvore de pequeno a médio porte, com copa mais ampla e maior presença estrutural na composição do jardim’’,diz a especialista.
Em áreas com espaço suficiente para o desenvolvimento da copa e das raízes, o manacá-da-serra pode exercer função ornamental semelhante, além de oferecer sombra, verticalidade e forte impacto visual durante a floração.
Versão anã pode ser usada em jardins menores
Quando o objetivo é preservar um porte mais próximo ao do manacá-de-cheiro, pode-se utilizar o chamado manacá-da-serra-anão, variedade de crescimento mais compacto.
Essa opção é mais adequada para jardins pequenos, canteiros reduzidos, vasos de grandes dimensões e áreas próximas às edificações, desde que sejam respeitadas as necessidades de luz, solo, irrigação e espaço para o desenvolvimento da planta.
A substituição permite conservar o principal efeito ornamental associado aos manacás: a presença simultânea de flores em diferentes cores. A única característica que não pode ser reproduzida é o aroma intenso do manacá-de-cheiro, pois o manacá-da-serra não apresenta perfume floral equivalente.
‘’A proposta não é considerar as duas espécies idênticas, mas demonstrar que o paisagismo pode oferecer alternativas visualmente semelhantes e mais compatíveis com ambientes frequentados por crianças e animais’’, aconselha Simone. ‘’A escolha deve levar em conta o espaço disponível, o porte da variedade, as condições de cultivo e, principalmente, a segurança de quem utiliza o jardim’’, finaliza.
Simone Arthur: Especialista em paisagismo seguro, pesquisadora independente e advogada. Sócia da DSN Paisagismo e Consultoria, dedica-se ao estudo da toxicidade de plantas ornamentais e à produção de conteúdo técnico acessível. É a idealizadora do projeto autoral Jardim do Bicho, focado em critérios de segurança para ambientes com animais e crianças.
Por Vanessa Kopersz Ming - Type Assessoria de Imprensa
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| Foto: Freepik |
Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.
Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas.
De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. "Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas", explica.
Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais", orienta a veterinária.
Atenção especial às patas
Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente", explica a médica-veterinária.
Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.
Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias
O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. "No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos", explica a especialista.
Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. "Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido", alerta a veterinária.
Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.
Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo órgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.
Por Camila Crepaldi - Cogna
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| Foto JU SATO férias escolares e pet1 |
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| Foto JU SATO férias escolares e pet2 |
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| Juliana Sato por Helton Nóbrega1 |
A Copa do Mundo e os festejos juninos devem intensificar o uso de fogos de artifício durante todo o mês. Nesse período, tutores de cães e gatos precisam ficar atentos aos impactos do barulho nos animais, que podem apresentar medo, ansiedade, alterações comportamentais e até problemas de saúde.
De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge, Acidália Santos, os animais têm maior acuidade auditiva, inclusive para sons de alta frequência, e os fogos geram estímulos sonoros súbitos que os pets não conseguem compreender, o que pode provocar medo e sobrecarga emocional. "A combinação desses fatores potencializa respostas de ansiedade e desencadeia reações que variam de leves alterações comportamentais a quadros graves", explica.
As manifestações mais comuns são medo intenso, tremores, vocalização excessiva, taquicardia, respiração acelerada e salivação aumentada. Existe a possibilidade de tentativa de fuga com risco de acidentes, traumas e do desaparecimento do animal. Em casos mais severos, especialmente em pets com doenças pré-existentes, a exposição aos fogos pode causar convulsão, colapso cardiovascular e, em situações extremas, até o óbito.
Para reduzir o estresse e evitar acidentes, os tutores podem adotar medidas preventivas antes e durante a queima de fogos. Uma das estratégias é a dessensibilização sonora gradual, feita por meio da exposição controlada a sons semelhantes aos dos fogos, sempre com orientação de um médico veterinário especializado em comportamento animal. “Esse processo ajuda o animal a reconhecer o estímulo como não ameaçador, quando realizado de forma correta e progressiva”, destaca Acidália.
Outras medidas simples durante os eventos fazem a diferença, como manter o pet em um ambiente seguro e familiar, com portas, janelas e cortinas fechadas. O uso de música suave também ajuda a mascarar os sons externos, reduz o impacto do ruído e diminui o nível de estresse do animal.
Por Isabela Borges - ATcom
No mês dedicado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito, o Maio Amarelo, a WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, acende um alerta para um comportamento comum e perigoso entre motoristas brasileiros: transportar pets soltos dentro do carro. Levantamento da AAA Foundation for Traffic Safety indica que cerca de 65% dos tutores admitem já ter dirigido com seus pets sem qualquer tipo de contenção.
No Brasil, transportar animais de forma inadequada também pode gerar penalidades. O Denatran prevê infração para motoristas que conduzem animais soltos ou posicionados de forma que comprometa a direção, com aplicação de multa e pontos na carteira.
Em uma colisão a apenas 50 km/h, um animal solto no banco de trás pode ser arremessado com uma força até 40 vezes maior que o seu peso real. Na prática, um cão de médio porte, com cerca de 25 kg, pode atingir o equivalente a uma tonelada, funcionando como um projétil de alto potencial letal.
Estudos da AAA Foundation for Traffic Safety também mostram que a interação com pets durante a condução aumenta significativamente o risco de distração ao volante, um dos principais fatores de acidentes de trânsito. Já testes realizados pelo Center for Pet Safety comprovam que, em colisões, pets sem contenção adequada não apenas sofrem ferimentos graves, como também ampliam o impacto sobre os demais ocupantes do veículo.
“O transporte correto não é apenas uma questão de conforto, É uma medida de segurança e de medicina preventiva. Recebemos casos de hemorragias internas, traumas torácicos e fraturas complexas que poderiam ser evitados com o uso de equipamentos simples, como cinto de segurança específico ou caixa de transporte”, explica Carollina Marques.
Como garantir uma viagem segura para o pet (e para você):
Cinto de segurança e peitorais
Cães devem ser transportados com peitorais apropriados, acoplados ao cinto de segurança do veículo. Coleiras no pescoço nunca devem ser utilizadas, pois podem causar lesões graves em caso de impacto.
Caixas de transporte
Indicadas para gatos e cães de pequeno porte, devem ser fixadas com o cinto de segurança ou posicionadas no assoalho do carro.
Para felinos, idealmente sugere-se que a caixinha ainda seja coberta por um pano com feromônio ou odor conhecido do pet, gerando mais conforto e menos estímulos que possam gerar estresse.
Recomendadas para veículos com porta-malas integrado, como SUVs, impedem que o pet acesse os bancos da frente e distraia o motorista.
Nada de cabeça para fora da janela
Além do risco de quedas e impactos, o vento pode causar problemas como otites, irritações oculares e entrada de corpos estranhos nas vias respiratórias e oculares.
A especialista da WeVets alerta que mesmo em colisões aparentemente leves, o atendimento médico veterinário imediato é essencial. Isso porque muitos traumas internos não apresentam sinais visíveis logo após o impacto. “Muitas vezes, o pet parece bem, mas pode estar com hemorragias internas ou lesões em órgãos vitais. Exames de imagem, como ultrassom, radiografia e tomografia, são fundamentais para um diagnóstico preciso e rápido”, reforça.
Mais do que cumprir a lei, no entanto, a segurança no trânsito passa por uma escolha consciente. Proteger um pet durante o transporte é proteger toda a família.
Por Hélio Victor de Araújo Pessoa - Focal3 Comunicação