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26/08 - Dia Mundial do Cachorro: 6 erros que os tutores cometem achando que estão agradando os cães

Cleber Santos e Dan Batista 4 - Crédito Fernanda Cazarini

Pesquisa mostra que a forma como tutores interpretam as emoções dos cães influencia a maneira como reagem a comportamentos desafiadores; especialista alerta para excesso de humanização, falta de limites e rotina desequilibrada



No Dia Mundial do Cachorro, celebrado em 26 de agosto, cresce a reflexão sobre a profundidade da relação entre cães e tutores. Os cães fazem parte da rotina emocional das famílias e respondem de forma sensível ao ambiente e ao comportamento de seus tutores. Uma pesquisa publicada pela revista Frontiers in Psychology analisou 194 pessoas e mostrou que a forma como os humanos interpretam as emoções de cães e gatos influencia as decisões tomadas diante de comportamentos considerados desafiadores. O estudo constatou que, quanto mais intenso era o comportamento apresentado, maior era a percepção de emoções como medo e raiva e também a probabilidade de os participantes adotarem alguma forma de intervenção.


 

Dar carinho o tempo todo, permitir que o cão faça tudo o que quiser, mantê-lo constantemente ao lado do tutor ou acreditar que qualquer comportamento é apenas uma demonstração de afeto são atitudes comuns na rotina de quem considera o cachorro um membro da família. O problema é que, em alguns casos, aquilo que parece cuidado pode não atender às necessidades comportamentais do animal.



Para Cleber Santos,  Cleber Santos, especialista em comportamento animal e CEO da Comportpet, esse vínculo precisa ser acompanhado de uma rotina adequada e de limites claros. Alguns hábitos feitos pelos tutores na tentativa de agradar o animal podem, na prática, gerar insegurança e comportamentos indesejados.



A seguir, o especialista aponta alguns dos erros mais comuns cometidos pelos tutores nesse processo:


Quando carinho vira falta de limites


Um dos principais erros apontados pelo especialista é confundir afeto com ausência de regras. A proximidade entre tutor e pet é positiva, mas não elimina a necessidade de estabelecer uma rotina clara e uma comunicação consistente.


“O comportamento é resultado direto da forma como esse animal foi criado, conduzido e socializado. Qualquer cão, independentemente da raça, pode morder diante de situações de medo, dor, estresse ou insegurança. A mordida, afinal, é seu principal mecanismo de defesa. Muitos tutores confundem afeto com ausência de limites”, diz Cleber.



Falta de previsibilidade também afeta o cão


Mudanças constantes ou a ausência de horários definidos podem contribuir para um ambiente menos previsível para o animal. 


“O comportamento é uma resposta ao ambiente, à rotina e à forma como o animal é conduzido. Quando não há previsibilidade e segurança, o pet entra em estado de alerta, o que pode evoluir para quadros de ansiedade. A previsibilidade é o que traz estabilidade emocional. Sem isso, o pet vive em alerta constante”, afirma.



Excesso de estímulos pode ter o efeito contrário


A ideia de que quanto mais atividades, pessoas e estímulos, melhor pode não funcionar para todos os cães. Ambientes muito movimentados ou mudanças bruscas também podem afetar o comportamento.


“Reuniões com muitos amigos e familiares, casas cheias e movimentação fora do comum afetam diretamente o emocional dos pets. Animais que vivem em ambientes tranquilos podem se sentir acuados, inseguros ou reagir de forma defensiva ao tentar proteger o território”, explica Cleber.



Não basta agradar: é preciso estimular corretamente


Outro erro comum é acreditar que manter o cão sempre confortável significa evitar atividades que exijam esforço físico ou mental. A falta de direcionamento da energia também aparece no comportamento.


“Muitas vezes, o tutor enxerga destruição ou latidos como desobediência, mas o que existe é uma rotina desequilibrada. O problema não está no comportamento, mas na falta de direcionamento dessa energia”, reforça.



Ignorar sinais de desconforto pode piorar o problema


O estudo mostrou que a percepção que o humano tem sobre medo e raiva influencia diretamente a resposta escolhida diante de um comportamento desafiador.


Bocejos frequentes, lambedura excessiva do focinho, respiração acelerada, inquietação, destruição de objetos, latidos excessivos, isolamento e necessidade constante de atenção podem indicar desconforto emocional. Muitas pessoas esperam sinais mais explícitos, como latidos e rosnados, mas a agressividade começa de forma muito mais silenciosa”, explica.



Humanizar não significa tratar o cão como humano


A humanização dos pets aproximou os animais das famílias e fortaleceu os vínculos afetivos, mas também pode levar os tutores a interpretar as necessidades do cão a partir exclusivamente de referências humanas.

“O maior erro ainda é esperar o problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possível prevenir a maioria dos comportamentos indesejados e construir uma convivência muito mais leve”, afirma.


O equilíbrio está em combinar vínculo afetivo com estrutura. “Cães equilibrados são resultado de ambientes previsíveis, estímulos adequados e tutores que sabem ler e respeitar seus limites. Quando isso não acontece, o comportamento acaba sendo a forma que o animal encontra para se expressar”, conclui.


Cleber Santos - Crédito Fernanda Cazarini




A Comportpet é referência nacional em comportamento e bem-estar animal, com atuação em hotelaria, creche e serviços especializados para pets. Há mais de 13 anos no mercado, desenvolveu um método próprio com abordagem integrativa que une três pilares fundamentais para uma convivência harmoniosa: Pessoas, Pets e Ambiente. Com foco em ciência comportamental, qualidade de vida e relacionamento multiespécie, a empresa se destaca por transformar rotinas e fortalecer o vínculo entre tutores e animais.




Por Izabel Santa Fe - Comunica PR

Terceiro caso fatal de febre maculosa em Americana reforça o alerta para os cuidados com carrapatos e a proteção da família

Imagem fornecida pelo autor

Saiba por que mesmo cães protegidos exigem atenção após passeios ao ar livre e como a prevenção contra parasitas é fundamental para a Saúde Única



A recente confirmação da terceira morte por febre maculosa no ano, registrada no município de Americana (SP), acende novamente o sinal de alerta para a importância da prevenção contra doenças transmitidas por carrapatos. A febre maculosa é uma infecção grave e com alto índice de letalidade, provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela.
 

O cenário também reforça a relevância do conceito de Saúde Única, a integração contínua entre a saúde humana, animal e ambiental. Por compartilharem o espaço de casa e acompanharem os tutores em atividades ao ar livre, os cães desempenham um papel central na vigilância e na prevenção dessa zoonose.
 

Um dos pontos de maior dúvida entre os tutores é a diferença entre os carrapatos e as doenças associadas a eles:

Carrapato-estrela (Amblyomma sp.): Habita predominantemente áreas de vegetação, parques, margens de rios e locais com presença de capivaras ou cavalos. É o transmissor da febre maculosa, doença que afeta gravemente os seres humanos e também pode infectar cães.

Carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus): Adaptado ao ambiente urbano e doméstico, é o principal vetor de hemoparasitoses caninas, como a erliquiose e a babesiose, que atacam o sistema sanguíneo e imunológico do animal.


Por que cães protegidos ainda exigem atenção?

É comum que tutores se surpreendam ao encontrar carrapatos em pets que usam antiparasitários em dia, no entanto, a ciência explica que nenhum método oferece barreira 100% física contra a aproximação do parasita:

Como atuam os antiparasitários: A maioria o carrapato após o contato ou a picada. Isso protege o cão contra o estabelecimento da infestação, mas não impede imediatamente que o parasita suba no animal durante uma caminhada.

Transporte mecânico: Durante o tempo entre o carrapato subir no pelo do pet e a medicação fazer efeito, o cão pode agir involuntariamente como vetor mecânico, levando o parasita para dentro de casa ou do veículo e expondo a família ao risco.

Fase silenciosa de doenças: Em doenças exclusivamente caninas, como a erliquiose, a infecção pode ocorrer em fases subclínicas, permanecendo latente por semanas ou anos até que uma queda na imunidade ative os sintomas.

"Muitos tutores acreditam que o antiparasitário cria uma barreira invisível que impede o carrapato de se aproximar do cão, mas a medicação atua eliminando o parasita após o contato. Isso significa que o animal pode sim transportar o carrapato-estrela no pelo para dentro de casa antes que o produto faça efeito", explica a Dr. André Cutolo, gerente técnico de Pets da Boehringer Ingelheim.

Para garantir a segurança dos animais e dos tutores, especialistas recomendam a adoção de uma rotina simples de cuidados:

Após caminhadas em parques, praças ou áreas verdes, faça uma checagem no corpo do pet, especialmente nas orelhas, patas, entre os coxins (almofadinhas) e no abdômen.
Mantenha o uso regular de medicação carrapaticida e vermífugos conforme a orientação do médico-veterinário.

Ao frequentar locais com grama alta ou mata, utilize calçados fechados, calças compridas e roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos no corpo.

Mantenha quintais e jardins limpos, com a grama aparada, evitando o acúmulo de folhagens e entulhos.

O acompanhamento periódico permite identificar alterações precoces na saúde do animal e definir o protocolo antiparasitário ideal para o seu perfil e estilo de vida.

"Aliar o tratamento preventivo contínuo com a inspeção visual após passeios em áreas verdes são medidas indispensáveis para interromper o ciclo de transmissão do parasita precocemente e garantir a segurança de toda a família", conclui André.



Por Thaís Vequetin Silva - Ideal Axicom
 

A ciência por trás da ração: como a indústria impede que os alimentos para pets se deteriorem antes de chegar ao pote

Imagem cedida pelo autor

Quando um tutor abre um pacote de ração, dificilmente imagina que a qualidade daquele alimento começou a ser preservada muito antes de ele chegar à fábrica. O controle da oxidação, que é processo natural que degrada gorduras, proteínas e vitaminas, é um dos principais desafios científicos da indústria de alimentos para pets e exige uma estratégia que acompanha toda a cadeia produtiva, desde as matérias-primas até o produto final.


Embora pouco conhecido pelos consumidores, esse processo é fundamental para garantir que os pets recebam um alimento seguro, nutritivo e estável durante toda a vida útil do produto, que normalmente varia entre 12 e 24 meses.


Segundo Guilherme Fray, gerente de Marketing da Kemin Pet Food, empresa global especializada em ingredientes para a indústria de alimentação animal, preservar um alimento vai muito além de aumentar seu prazo de validade. "Quando falamos em controle da oxidação, estamos falando em preservar nutrientes, manter a qualidade das gorduras, evitar alterações de aroma e sabor e garantir que o alimento entregue ao animal tenha as características nutricionais previstas desde a formulação. É um trabalho que começa muito antes da fabricação da ração", explica.



O desafio começa nas matérias-primas


Grande parte dos ingredientes utilizados na produção de alimentos, especialmente farinhas e gorduras de origem animal, apresenta elevada suscetibilidade à oxidação. Se esse processo não for controlado desde o início da cadeia, a degradação pode comprometer a qualidade do alimento antes mesmo de sua fabricação.


Por isso, a preservação começa ainda nas empresas responsáveis pelo processamento dessas matérias-primas, conhecidas como rendering, e continua ao longo das etapas industriais. "Não basta proteger apenas a ração pronta. Se uma matéria-prima chega oxidada à indústria, parte da qualidade já foi perdida. O controle precisa acompanhar toda a cadeia, desde o fornecedor até o produto que chega ao consumidor", afirma Fray.


Durante a fabricação, um dos momentos que exige maior atenção é a aplicação de óleos sobre o kibble, os grãos da ração. Essa etapa melhora a palatabilidade do alimento, mas também representa um ponto crítico, já que esses óleos oxidam rapidamente quando não recebem proteção adequada.



Oxidação: um processo invisível, mas decisivo


A oxidação ocorre naturalmente quando compostos presentes nos alimentos entram em contato com o oxigênio. No caso das gorduras, esse processo pode provocar perda de nutrientes, alteração de odor, mudança de sabor e redução da estabilidade do alimento. Para evitar esses efeitos, a indústria utiliza antioxidantes que retardam as reações químicas responsáveis pela deterioração dos ingredientes. Apesar de serem pouco percebidos pelo consumidor, esses compostos desempenham papel estratégico na segurança alimentar.



Ciência impulsiona uma nova geração de soluções


Nos últimos anos, a pesquisa científica também tem transformado as tecnologias utilizadas para controlar a oxidação. Antioxidantes sintéticos, historicamente empregados pela indústria, vêm sendo gradualmente substituídos por alternativas naturais desenvolvidas a partir de compostos como tocoferóis e extratos botânicos, entre eles o alecrim.


O movimento acompanha avanços regulatórios internacionais e uma evolução tecnológica que permitiu ampliar a eficiência dessas soluções. "Hoje já existem tecnologias naturais capazes de oferecer elevado desempenho no controle da oxidação. O desafio científico tem sido desenvolver soluções que preservem os alimentos com a mesma eficiência, utilizando ingredientes cada vez mais alinhados às expectativas do mercado", destaca Fray.


Segundo ele, os Estados Unidos lideram essa transformação com cerca de 70~80% do mercado conservado com naturais. A Europa vem logo atrás com 60%, enquanto o Brasil começa a acelerar essa transição, principalmente entre fabricantes de alimentos premium e super premium.


Além da preservação química, o controle da qualidade dos alimentos para pets também envolve monitoramento microbiológico, avaliação constante das matérias-primas e estratégias integradas de conservação.


Para Fray, o conjunto dessas tecnologias mostra que a qualidade da alimentação animal depende cada vez mais de pesquisa, inovação e conhecimento científico. "Existe um enorme trabalho de ciência e tecnologia por trás de um alimento para pets. A conservação não acontece por acaso. Ela resulta de pesquisas contínuas que permitem preservar nutrientes, garantir segurança e oferecer aos animais um alimento com qualidade do primeiro ao último dia de validade."


Esse avanço deve continuar impulsionando novos investimentos em tecnologias de conservação e ingredientes naturais, fortalecendo uma tendência em que ciência e inovação caminham lado a lado para elevar o padrão de qualidade da alimentação pet.




A Kemin Industries é uma fabricante global de ingredientes, que se empenha diariamente em transformar de maneira sustentável a qualidade de vida de 80% da população mundial com seus produtos e serviços. A empresa possui mais de 500 ingredientes patenteados para saúde e nutrição humana e animal, alimentos para animais de estimação, aquicultura, nutracêuticos, tecnologias alimentares, tecnologias agrícolas e indústrias têxteis.

Por mais de meio século, a Kemin se dedica ao uso da ciência aplicada para enfrentar os desafios do setor e oferecer soluções de produtos para clientes em mais de 120 países. A Kemin fornece ingredientes para alimentar uma população em crescimento, com seu compromisso com a qualidade, segurança e eficácia de alimentos, rações e produtos relacionados à saúde.

Fundada em 1961, a Kemin é uma empresa privada, de propriedade e operação familiar, com mais de 3.300 funcionários e operações globais em 90 países, incluindo instalações de fabricação na Bélgica, Brasil, China, Índia, Itália, Rússia, Singapura, África do Sul, e Estados Unidos. Outras informações sobre a Kemin podem ser encontradas na sua página (www.kemin.com), ou nas redes sociais LinkedIn (www.linkedin.com/showcase/kemin-animal-nutrition-&-health-south-america/) e Facebook (www.facebook.com/keminamericadosul)

 


Mariana Cremasco MTB: 60.856/SP - Alfapress Comunicações

Dias frios exigem cuidados extras nos passeios com os pets

Foto: Freepik
Melhores horários para caminhar, proteção das patas e sinais de desconforto não devem ser ignorados



Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.

Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas.


 

De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. "Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas", explica.


 

Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais", orienta a veterinária.


 

Atenção especial às patas

 

Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente", explica a médica-veterinária.


 

Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.


 

Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias

 

O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. "No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos", explica a especialista.


 

Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. "Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido", alerta a veterinária.


 

Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.

 

 

 

Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completa empresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo órgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.

 

 

 

Por Camila Crepaldi - Cogna

Pesquisa usa Inteligência Artificial para desenvolver contraceptivo não cirúrgico para cães

Estudo realizado em parceria com pesquisadores da Suíça busca criar medicação inovadora de baixo custo para controle populacional de cães, com potencial impacto na saúde pública e no bem-estar animal


Pesquisadores da Universidade Santo Amaro — Universidade Santo Amaro (Unisa) — estão desenvolvendo uma pesquisa inédita que utiliza Inteligência Artificial (IA) para criar uma medicação contraceptiva não cirúrgica voltada ao controle populacional de cães. O estudo, conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Única da instituição em parceria com pesquisadores da Suíça, conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pode representar um avanço global no enfrentamento do abandono animal e das zoonoses.


Coordenada pela professora Paula Papa, do programa de Pós-Graduação em Saúde Única, a pesquisa investiga o funcionamento do corpo lúteo — estrutura responsável pela manutenção da gestação nas cadelas — com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial capazes de analisar milhares de informações genéticas simultaneamente.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 200 milhões de cães vivam em situação de rua no mundo. No Brasil, aproximadamente 30 milhões de cães e gatos estão abandonados, cenário que impacta diretamente a saúde pública, favorecendo a disseminação de zoonoses e agravando problemas relacionados ao bem-estar animal.




Para compreender os mecanismos biológicos envolvidos na gestação, os pesquisadores analisaram mais de 16 mil genes por animal. A partir do uso da IA, o estudo conseguiu identificar, com 100% de precisão, se uma cadela estava prenhe já nos primeiros 10 dias após a concepção — um nível de detalhamento considerado inédito na espécie.


Com base nesses resultados, a equipe agora busca identificar quais genes podem ser bloqueados ou modulados para impedir a gestação de maneira segura, reversível e sem necessidade de cirurgia. A expectativa é que a descoberta viabilize, futuramente, o desenvolvimento de um contraceptivo de baixo custo e fácil aplicação, ampliando as estratégias de controle populacional de animais em situação de rua.


“Estamos diante da possibilidade de transformar um problema histórico em uma solução sustentável e acessível. A Inteligência Artificial acelera nossa capacidade de compreender os mecanismos da gestação e pode aproximar a ciência de um medicamento com impacto global”, afirma a professora Paula Papa.


Atualmente, o estudo avança para uma nova etapa, dedicada à validação biológica dos genes identificados pela IA. Os pesquisadores analisam como esses genes atuam no corpo lúteo e qual a influência deles na manutenção da gestação, etapa considerada fundamental para definir os alvos da futura medicação contraceptiva.


A iniciativa reforça a proposta da Unisa de incentivar pesquisas brasileiras com colaboração internacional e ampliar estudos interdisciplinares dentro do conceito de Saúde Única, abordagem que integra saúde humana, animal e ambiental. A expectativa é que os resultados possam contribuir futuramente para o desenvolvimento de patentes e produtos com alcance internacional. 
 

Links das pesquisas citadas:
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Saúde animal e zoonoses 
https://www.who.int/health-topics/zoonoses

CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
https://www.gov.br/cnpq/pt-br
 

Com 60 anos de atuação, a Universidade Santo Amaro – Unisa está entre as principais instituições de ensino superior privado do país, reconhecida com nota máxima (conceito 5) pelo Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a Unisa oferece mais de 600 cursos presenciais e a distância (EAD), incluindo graduação, pós-graduação — especialização, MBA, mestrado e doutorado — e programas de extensão. 

A instituição atende mais de 40 mil alunos distribuídos em cinco unidades no estado de São Paulo e em 450 polos de apoio EAD em todo o Brasil. Com o propósito de transformar e contribuir para uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável, a Unisa investe continuamente em pesquisas e projetos de responsabilidade social. Anualmente, realiza mais de 500 mil atendimentos à comunidade. 


Por  Geninha Moraes -  Comuniquese2

VÍNCULO COM PETS AJUDA NA RECUPERAÇÃO EMOCIONAL DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Episódios recentes de violência animal mostram a urgência de olhar para os vínculos afetivos entre pets e pessoas em situação de rua.



O ano começou há algumas semanas, mas as notícias envolvendo maus tratos aos animais já são muitas. O caso de maior repercussão até agora é o cão Orelha de Florianópolis que foi morto por adolescentes de forma brutal. Orelha era um cão comunitário, ou seja, ele vivia nas ruas e era criado por diversos moradores da cidade. Em paralelo, o número de animais domésticos na rua é alarmante, segundo a Mars PetCare, são mais de 30 milhões nessa situação no Brasil. O que nos faz lembrar que todos os dias milhares de pets sofrem.


 

Para cada animal em situação de rua, existe também uma pessoa em situação de vulnerabilidade que cuida, protege, alimenta e divide o pouco que tem com seu cão ou gato, muitas vezes mais de um ao mesmo tempo. Esse vínculo resultou na criação da ONG Moradores de Rua e Seus Cães, uma iniciativa de 10 anos que apoia pessoas e seus animais vulneráveis, levando comida, banhos, doações, vacinas, vermifugação, castração, lanches e kits de higiene de forma totalmente gratuita.


 

Eduardo Leporo, fotógrafo e fundador da ONG MRSC, conta que episódios de violência contra animais de rua impactam diretamente as pessoas em situação também em situação vulnerável que convivem com eles e encontram nesses vínculos uma forma de sobrevivência emocional. Para quem vive nas ruas, perder um animal é, em diversos casos, perder o único laço afetivo, a única fonte de amor, proteção e estabilidade.


 

É nesse contexto que a Teoria do Elo se torna fundamental para entender o problema. “A Teoria do Elo mostra que quando a violência contra animais é ignorada, a violência contra pessoas também avança. Esses pets são o principal ponto de afeto dessas pessoas. Já vi diversas vezes, nas ações que fazemos, que esses pets ajudam a reduzir sentimentos de solidão, depressão e abandono. Em muitos casos, são o motivo pelo qual essa pessoa segue lutando.” Afirma Leporo.


 

Ao atuar diariamente nas ruas, a MRSC comprova que combater a violência contra animais é também uma estratégia de cuidado humano. Proteger esses pets significa preservar vínculos afetivos, reduzir danos emocionais e oferecer um primeiro passo para a recuperação emocional de pessoas que vivem à margem da sociedade.


 

Somente na Capital Paulista, a ONG MRSC já realizou 127 ações em pontos estratégicos, como Praça da República e Marechal Deodoro. São mais de 200 voluntários ativos que já realizaram quase 700 ações solidárias no país. Em números, a ONG registra mais de 30 mil atendimentos, 40 mil doses de vacinas aplicadas em cães e gatos e 5.500 castrações gratuitas, realizadas em parceria com hospitais veterinários e grandes empresas, como Programa Adotepetz da Petz, Mol Impacto, Arredondar e Boehringer Saúde Animal, números que a colocam entre as maiores iniciativas independentes voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade e os seus pets.



 

A ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro "Moradores de Rua e Seus Cães", Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 07 estados brasileiros, e já beneficiaram mais de 100 mil indivíduos, somente na capital de São Paulo. Com o lema "Nem só de ração vive o cão. E nem o gato", a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas. Para saber mais, acesse:  Link  



Por Alice Veloso - Publika. aí Comunicação 

Vai viajar com seu pet no Carnaval?

Entenda a importância de manter a rotina do animal, mesmo fora de casa



O Carnaval está chegando e muita gente aproveita o feriado prolongado para fazer uma viagem e relaxar com os amigos e a família. A diversão e o roteiro podem ficar ainda melhores se contarem também com a companhia dos pets, que são inseparáveis para muitos responsáveis. Porém, ao optar por levar o animal, é importante lembrar que não basta colocar todo mundo no carro e cair na estrada! Tirá-lo do ambiente em que está acostumado e da sua rotina requer alguns cuidados para garantir uma viagem tranquila para todos.


 

A alimentação merece atenção especial, já que estamos no período mais quente do ano e grande parte dos viajantes quer aproveitar os dias de calor nas regiões litorâneas. “Durante as viagens, é importante não alterar a rotina alimentar e a dieta do animal a fim de evitar quaisquer alterações fisiológicas e comportamentais, como diarreia, vômito e rejeição, por exemplo”, comenta Amanda Arsoli, supervisora do departamento de Treinamento Técnico Comercial da Adimax.


 

Amanda Arsoli dá algumas dicas do que fazer para que todos aproveitem ao máximo o Carnaval e curtam sua viagem, inclusive os animais:

 

- Leve o alimento que o pet consome na quantidade adequada para os dias de viagem. Não conte com a possibilidade de encontrar o alimento habitual da mesma marca e tipo no destino, a fim de evitar imprevistos;

 

- a ração é a opção mais prática para ser levada em viagens, além de ser um alimento completo e balanceado. Existem, inclusive, opções de embalagens fracionadas, super práticos para serem transportados;

 

- leve também acessórios como comedouro, bebedouro, toalhas, brinquedos e caminha para que ele se adapte rapidamente à mudança de ambiente;

 

- procure manter os horários das refeições do animal;

 

- em um primeiro momento, o pet pode apresentar oscilações no apetite, e até dúvidas sobre onde fazer suas necessidades. Nessas situações pode ser interessante adicionar “algo ainda mais gostoso” na ração – como um alimento úmido, por exemplo;

 

- ofereça água limpa e fresca à vontade ao animal, principalmente agora no verão, quando os dias são mais quentes;

 

- deixe os passeios e as brincadeiras para os horários mais frescos do dia, quando o sol não está muito forte. Atividades físicas durante momentos muito quentes não são indicadas, pois o chão quente pode queimar as patas do animal e o calor excessivo ainda pode ocasionar em respiração muito ofegante, desmaios e até insolação;

 

- evite levar o animal a bloquinhos e ambientes com música alta e muita gente. A movimentação e o barulho excessivo podem causar incômodo e deixa-lo agitado e, ao invés de curtição, a folia pode provocar estresse;

 

- mantenha a carteirinha de vacinação em dia e leve-a sempre com você, pois algumas regiões e hotéis exigem essa documentação. Além disso, mantenha o controle de ectoparasitas atualizado, já que, ao viajar, o pet fica exposto a um novo ambiente e ao contato com outros animais;

 

- nas viagens de carro, utilize caixa de transporte, pois responsáveis que viajam com animais soltos são passíveis de multas pelo Código de Trânsito Brasileiro;

 

- para mais segurança, priorize o uso da coleira com identificação e guia em ambientes externos, especialmente em locais movimentados;

 

- certifique-se que o local no qual irá se hospedar e os lugares que planeja visitar aceitam animais de estimação em suas instalações.



 

ADIMAX - Fundada em 2002, a Adimax é uma das maiores fabricantes de pet food do Brasil, com um portfólio completo de produtos que atendem aos mais diversos perfis de tutores e pets. Entre as marcas de destaque estão a Fórmula Natural, Origens, Magnus e Qualidy. Atualmente, possui unidades em Salto de Pirapora (SP), Abreu e Lima (PE), Uberlândia (MG), Juatuba (MG), Goianápolis (GO), Feira de Santana (BA) e Mandirituba (PR), e Centros de Distribuição nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

 


Por Thais Gobbi  - JTCom Consultoria