Mostrando postagens com marcador causa animal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador causa animal. Mostrar todas as postagens

VÍNCULO COM PETS AJUDA NA RECUPERAÇÃO EMOCIONAL DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Episódios recentes de violência animal mostram a urgência de olhar para os vínculos afetivos entre pets e pessoas em situação de rua.



O ano começou há algumas semanas, mas as notícias envolvendo maus tratos aos animais já são muitas. O caso de maior repercussão até agora é o cão Orelha de Florianópolis que foi morto por adolescentes de forma brutal. Orelha era um cão comunitário, ou seja, ele vivia nas ruas e era criado por diversos moradores da cidade. Em paralelo, o número de animais domésticos na rua é alarmante, segundo a Mars PetCare, são mais de 30 milhões nessa situação no Brasil. O que nos faz lembrar que todos os dias milhares de pets sofrem.


 

Para cada animal em situação de rua, existe também uma pessoa em situação de vulnerabilidade que cuida, protege, alimenta e divide o pouco que tem com seu cão ou gato, muitas vezes mais de um ao mesmo tempo. Esse vínculo resultou na criação da ONG Moradores de Rua e Seus Cães, uma iniciativa de 10 anos que apoia pessoas e seus animais vulneráveis, levando comida, banhos, doações, vacinas, vermifugação, castração, lanches e kits de higiene de forma totalmente gratuita.


 

Eduardo Leporo, fotógrafo e fundador da ONG MRSC, conta que episódios de violência contra animais de rua impactam diretamente as pessoas em situação também em situação vulnerável que convivem com eles e encontram nesses vínculos uma forma de sobrevivência emocional. Para quem vive nas ruas, perder um animal é, em diversos casos, perder o único laço afetivo, a única fonte de amor, proteção e estabilidade.


 

É nesse contexto que a Teoria do Elo se torna fundamental para entender o problema. “A Teoria do Elo mostra que quando a violência contra animais é ignorada, a violência contra pessoas também avança. Esses pets são o principal ponto de afeto dessas pessoas. Já vi diversas vezes, nas ações que fazemos, que esses pets ajudam a reduzir sentimentos de solidão, depressão e abandono. Em muitos casos, são o motivo pelo qual essa pessoa segue lutando.” Afirma Leporo.


 

Ao atuar diariamente nas ruas, a MRSC comprova que combater a violência contra animais é também uma estratégia de cuidado humano. Proteger esses pets significa preservar vínculos afetivos, reduzir danos emocionais e oferecer um primeiro passo para a recuperação emocional de pessoas que vivem à margem da sociedade.


 

Somente na Capital Paulista, a ONG MRSC já realizou 127 ações em pontos estratégicos, como Praça da República e Marechal Deodoro. São mais de 200 voluntários ativos que já realizaram quase 700 ações solidárias no país. Em números, a ONG registra mais de 30 mil atendimentos, 40 mil doses de vacinas aplicadas em cães e gatos e 5.500 castrações gratuitas, realizadas em parceria com hospitais veterinários e grandes empresas, como Programa Adotepetz da Petz, Mol Impacto, Arredondar e Boehringer Saúde Animal, números que a colocam entre as maiores iniciativas independentes voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade e os seus pets.



 

A ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro "Moradores de Rua e Seus Cães", Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 07 estados brasileiros, e já beneficiaram mais de 100 mil indivíduos, somente na capital de São Paulo. Com o lema "Nem só de ração vive o cão. E nem o gato", a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas. Para saber mais, acesse:  Link  



Por Alice Veloso - Publika. aí Comunicação 

Estudantes se mobilizam em campanha para auxiliar nos custos de animais resgatados de abandono e maus tratos

De janeiro deste ano até abril, foram recolhidos 50 kg de tampinhas

Projeto é viabilizado em parceria com a ONG Proteção Animal Resgate e cerca de 24 estudantes do 3º ano, do Ensino Fundamental 1



Para desenvolver a responsabilidade social e trabalhar a conscientização com relação à sustentabilidade ambiental e à defesa de animais abandonados, o Colégio Santa Marcelina de São Paulo lançou o projeto "Tampinhas Solidárias", idealizado por cerca de 24 estudantes do 3º ano A, do Ensino Fundamental Anos Iniciais, em parceria com a ONG Proteção Animal Resgate, liderada por Luiz Scalea, mentor e responsável pelo resgate de animais abandonados. 

 

Até abril de 2024, foram recolhidos 50 kg de tampinhas plásticas. Segundo a professora do Colégio Santa Marcelina de São Paulo, Priscilla Macedo da Costa, os estudantes são os grandes responsáveis por mobilizar toda a comunidade, desde familiares, equipe, vizinhos e parentes, para a arrecadação dos itens, que são enviados ao Luiz Scalea, responsável por vender os materiais às indústrias. “Desta forma, com os recursos financeiros obtidos, é possível providenciar a castração dos animais, que, em seguida, são encaminhados para a adoção”, afirma.

 

De acordo com Priscilla, além de ajudar o meio ambiente e incentivar a castração, a iniciativa também contribui para reduzir a ingestão de plástico pelos animais, que muitas vezes acabam morrendo por esse motivo.


 

A idealização do projeto

 

Priscilla relembra que o projeto se iniciou em 2023 com a turma do 2º ano e foi retomado no ano de 2024 com a turma do 3º ano. “Os estudantes são os principais protagonistas do projeto, desempenhando uma participação social ativa na campanha e se envolvendo em todas as etapas, desde a criação do projeto, a pesquisa sobre a problemática e apresentação de dados, até a arrecadação e entrega efetiva das tampinhas”, comenta.

 

A docente explica, ainda, que a iniciativa estimula a formação de valores humanos nas crianças, além de trabalhar habilidades em diversas disciplinas. “Nas aulas de Artes, por exemplo, os estudantes elaboraram uma mascote e cartazes de divulgação. Já em  tecnologia, trabalharam toda a parte de divulgação do projeto nas redes sociais e em Ciências fomentaram a importância da castração”, finaliza Priscilla. 


O Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina foi fundado em 1838 por Monsenhor Luigi Biraghi, com o auxílio de Marina Videmari, em Milão, na Itália. Dedicada à educação, à saúde e à assistência social, a Congregação difundiu-se globalmente a partir da instituição de colégios, hospitais e obras sociais. 

Atualmente, presente em 8 países, espalhados por 3 continentes, e em 17 municípios e 9 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Tocantins, o Instituto segue com a missão de levar adiante, com empenho e entusiasmo, a educação, a formação, a cura e a construção do ser humano íntegro e da sociedade. Tudo isso alinhado a uma metodologia inovadora de aprendizagem, que, por sua vez, está alinhada às principais tendências do mercado educacional.


Por Igor Lima - EPR Comunicação