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Animais em contextos terapêuticos: ciência explica o impacto da interação humano-animal no cuidado e no desenvolvimento humano

(Foto: Divulgação/ROYAL CANIN®)
Projetos que atuam com animais em contextos terapêuticos voltados à promoção da saúde e da qualidade de vida


Muito além da companhia, a presença de animais em contextos estruturados de cuidado tem se mostrado relevante para a saúde humana. As Intervenções Assistidas por Animais (IAA), quando aplicadas como Terapia Assistida por Animais (TAA), integram planos terapêuticos personalizados com metas mensuráveis voltadas à melhoria da função física, social, emocional ou cognitiva de pacientes.


Segundo o guia sobre Interações Humano-Animal da Waltham Petcare Science Institute, essa abordagem evoluiu ao longo das últimas décadas com maior respaldo científico e rigor metodológico. Suas raízes remontam aos estudos do psicoterapeuta infantil Boris Levinson, nas décadas de 1960 e 1970. Quando conduzidas por profissionais qualificados, essas intervenções podem contribuir para reduzir o estresse e a angústia, fortalecer vínculos, aumentar a motivação e favorecer mudanças comportamentais positivas.


Os benefícios são especialmente relevantes em populações específicas. Evidências científicas citadas na publicação indicam que intervenções com cães e equinos, por exemplo, podem melhorar a função social e reduzir comportamentos estereotipados em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Já no caso do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), cães de assistência auxiliam na redução do isolamento social, aumentam a sensação de segurança e contribuem para o restabelecimento do vínculo social.


O avanço científico também ampliou o entendimento sobre o papel dos cães de assistência em alertas médicos. Estudos mencionados na obra indicam que alguns animais podem sinalizar crises epilépticas, identificar alterações nos níveis de glicose em pessoas com diabetes e há pesquisas promissoras relacionadas à detecção de determinados tipos de câncer. A hipoterapia, que utiliza o movimento do cavalo como recurso terapêutico, também apresenta benefícios associados ao desenvolvimento motor, neurológico e à autoestima.


Para a ROYAL CANIN®, companhia global que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, apoiar iniciativas baseadas nessa abordagem terapêutica e voltadas ao cuidado com a saúde humana está alinhado ao seu compromisso com a ciência, o bem-estar e o impacto positivo na sociedade.


No Brasil, esse direcionamento também se traduz no apoio a projetos sociais. Dentre eles, o MEDICÃO, que atua com Terapia Assistida por Animais em hospitais e instituições de cuidado; o KDOG Brasil, que desenvolve pesquisa e treinamento de cães para auxiliar na detecção precoce do câncer de mama por meio do olfato; e o IBETAA, que utiliza a Terapia Assistida por Animais no atendimento a crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade, como processos judiciais.


Segundo Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, ter embasamento científico comprovado é essencial para a consolidação e a escolha dos projetos apoiados pela marca. “As intervenções assistidas por animais evoluíram significativamente nas últimas décadas, com maior rigor metodológico e acompanhamento técnico. Quando inseridas em contextos terapêuticos, podem contribuir de forma relevante para o desenvolvimento social, emocional e funcional de diferentes perfis de pessoas”, afirma.


Essas ações refletem o compromisso da ROYAL CANIN® em apoiar projetos fundamentados em ciência, ética e responsabilidade, reforçando seu propósito de fazer Um Mundo Melhor para os Pets.



A ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, parte do Grupo Mars Inc., foi fundada pelo Médico-Veterinário Dr. Jean Cathary, em 1968. Ao longo dos anos, ultrapassou os limites da nutrição e do conhecimento, sempre pautada em ciência e observação, para o desenvolvimento de dietas que atendam as necessidades individuais de cada pet, conforme sua idade, raça, porte, estilo de vida ou sensibilidade específica. 

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa. 



Por Mayara Aiach - InPress Porter Novelli

Por Mayara Aiach - InPress Porter NovelliPor Mayara Aiach - InPress Porter Novelli

VÍNCULO COM PETS AJUDA NA RECUPERAÇÃO EMOCIONAL DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Episódios recentes de violência animal mostram a urgência de olhar para os vínculos afetivos entre pets e pessoas em situação de rua.



O ano começou há algumas semanas, mas as notícias envolvendo maus tratos aos animais já são muitas. O caso de maior repercussão até agora é o cão Orelha de Florianópolis que foi morto por adolescentes de forma brutal. Orelha era um cão comunitário, ou seja, ele vivia nas ruas e era criado por diversos moradores da cidade. Em paralelo, o número de animais domésticos na rua é alarmante, segundo a Mars PetCare, são mais de 30 milhões nessa situação no Brasil. O que nos faz lembrar que todos os dias milhares de pets sofrem.


 

Para cada animal em situação de rua, existe também uma pessoa em situação de vulnerabilidade que cuida, protege, alimenta e divide o pouco que tem com seu cão ou gato, muitas vezes mais de um ao mesmo tempo. Esse vínculo resultou na criação da ONG Moradores de Rua e Seus Cães, uma iniciativa de 10 anos que apoia pessoas e seus animais vulneráveis, levando comida, banhos, doações, vacinas, vermifugação, castração, lanches e kits de higiene de forma totalmente gratuita.


 

Eduardo Leporo, fotógrafo e fundador da ONG MRSC, conta que episódios de violência contra animais de rua impactam diretamente as pessoas em situação também em situação vulnerável que convivem com eles e encontram nesses vínculos uma forma de sobrevivência emocional. Para quem vive nas ruas, perder um animal é, em diversos casos, perder o único laço afetivo, a única fonte de amor, proteção e estabilidade.


 

É nesse contexto que a Teoria do Elo se torna fundamental para entender o problema. “A Teoria do Elo mostra que quando a violência contra animais é ignorada, a violência contra pessoas também avança. Esses pets são o principal ponto de afeto dessas pessoas. Já vi diversas vezes, nas ações que fazemos, que esses pets ajudam a reduzir sentimentos de solidão, depressão e abandono. Em muitos casos, são o motivo pelo qual essa pessoa segue lutando.” Afirma Leporo.


 

Ao atuar diariamente nas ruas, a MRSC comprova que combater a violência contra animais é também uma estratégia de cuidado humano. Proteger esses pets significa preservar vínculos afetivos, reduzir danos emocionais e oferecer um primeiro passo para a recuperação emocional de pessoas que vivem à margem da sociedade.


 

Somente na Capital Paulista, a ONG MRSC já realizou 127 ações em pontos estratégicos, como Praça da República e Marechal Deodoro. São mais de 200 voluntários ativos que já realizaram quase 700 ações solidárias no país. Em números, a ONG registra mais de 30 mil atendimentos, 40 mil doses de vacinas aplicadas em cães e gatos e 5.500 castrações gratuitas, realizadas em parceria com hospitais veterinários e grandes empresas, como Programa Adotepetz da Petz, Mol Impacto, Arredondar e Boehringer Saúde Animal, números que a colocam entre as maiores iniciativas independentes voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade e os seus pets.



 

A ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro "Moradores de Rua e Seus Cães", Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 07 estados brasileiros, e já beneficiaram mais de 100 mil indivíduos, somente na capital de São Paulo. Com o lema "Nem só de ração vive o cão. E nem o gato", a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas. Para saber mais, acesse:  Link  



Por Alice Veloso - Publika. aí Comunicação