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A saúde dos pets também começa dentro de casa

Gabriela Mura é diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan - Crédito: Divulgação

 

A presença dos animais de companhia dentro dos lares nunca foi tão intensa. Cães e gatos circulam por ambientes cada vez mais integrados à rotina das famílias, compartilham espaços, acompanham deslocamentos, frequentam parques, creches, hotéis e depois retornam ao convívio direto com adultos, crianças e idosos.

 

Essa proximidade ampliou o vínculo afetivo com os pets, mas também tornou mais evidente uma questão que durante muito tempo foi tratada de forma secundária: a saúde animal não diz respeito apenas ao bem-estar do animal, mas ao equilíbrio sanitário do ambiente em que ele vive.

 

Essa é a base do conceito de Saúde Única, que parte do entendimento de que saúde animal, saúde humana e meio ambiente não podem mais ser analisados de forma isolada. O que afeta uma dessas esferas tende a produzir impacto sobre as demais.

 

Em um país em que a convivência entre pessoas e animais de companhia se tornou parte da dinâmica doméstica, essa interdependência deixa de ser abstrata e passa a fazer parte da vida cotidiana.

 

A discussão ganha força quando observamos o risco das zoonoses, doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos. Dados da HealthforAnimals mostram que 60% das doenças no mundo são zoonóticas. O número, por si só, já é suficiente para deslocar o tema da esfera exclusivamente veterinária.


Quando um pet vive dentro de casa, o cuidado com ele deixa de ser um assunto paralelo.

 

Ele mostra que cuidar da saúde dos pets não é apenas um gesto de responsabilidade individual, mas uma medida que contribui para reduzir a exposição coletiva a doenças evitáveis.

 

Esse raciocínio ajuda a entender por que a prevenção ocupa um papel tão central. Vacinação, controle de parasitas, consultas periódicas e acompanhamento clínico regular não são apenas protocolos de cuidado. Eles formam uma barreira sanitária que protege o animal e, ao mesmo tempo, reduz o risco de circulação de agentes infecciosos dentro de casa e em espaços compartilhados.

 

Em doenças como a raiva, por exemplo, a imunização dos cães continua sendo uma das estratégias mais eficazes para interromper a transmissão para pessoas. Em outros casos, o controle inadequado de pulgas, carrapatos e vermes amplia vulnerabilidades que parecem pequenas no início, mas que podem ganhar dimensão maior quando negligenciadas.

 

O ponto mais importante talvez esteja justamente aí. O risco nem sempre se apresenta de forma dramática. Muitas vezes, ele se instala na rotina, em decisões adiadas, em calendários vacinais interrompidos, em consultas postergadas, em sinais ignorados sob a ideia de que depois se resolve.

 

O problema é que a lógica da prevenção funciona de forma oposta. Ela exige constância, acompanhamento e responsabilidade antes do agravamento. Quando o cuidado entra apenas na fase da resposta, parte da proteção já foi perdida.

 

No Brasil, a própria dinâmica das clínicas veterinárias mostra que esse entendimento vem se consolidando. A prevenção ganhou espaço e passou a ocupar posição central na jornada de cuidado dos animais de companhia. Isso revela um amadurecimento do mercado, mas também uma mudança no comportamento dos responsáveis, que passaram a reconhecer com mais clareza que saúde não se resume ao tratamento da doença.

 

Ainda assim, entre compreender a importância da prevenção e incorporá-la como hábito contínuo existe uma distância que o setor ainda precisa enfrentar.

 

Esse desafio passa, inevitavelmente, pela informação. O acesso a conteúdos sobre saúde animal cresceu, mas nem sempre qualidade e alcance caminham juntos. O responsável encontra orientação em diferentes canais, compara experiências, lê recomendações, forma repertório próprio e chega mais informado à consulta.

 

Isso pode ser positivo quando amplia a atenção com o animal, mas também traz ruído quando a informação circula sem critério técnico. Nesse cenário, o médico-veterinário não perde relevância. Ao contrário. Seu papel se torna ainda mais estratégico, porque passa menos por responder apenas a uma demanda clínica imediata e mais por orientar decisões, organizar prioridades e transformar informação dispersa em cuidado consistente.

 

Essa mudança também exige olhar mais amplo por parte de toda a cadeia. Quando a prevenção é levada a sério, ela reduz o sofrimento animal, diminui a pressão sobre tratamentos mais complexos, melhora a qualidade da convivência e fortalece a própria noção de responsabilidade compartilhada entre família, profissional e setor.

 

Isso ajuda a reposicionar a saúde animal como um tema que atravessa o cotidiano das famílias, a atuação das clínicas e a própria discussão sobre saúde coletiva.

 

No fim, talvez a principal mudança esteja na forma de interpretar o cuidado. Durante muito tempo, proteger a saúde dos pets foi entendido como uma obrigação restrita ao universo do animal. Hoje, essa fronteira parece cada vez menos sustentável.

 

Quando um pet vive dentro de casa, circula pelos mesmos ambientes e participa da mesma rotina, o cuidado com ele deixa de ser um assunto paralelo. E talvez a reflexão mais importante seja justamente essa: se a saúde dos animais já faz parte da vida cotidiana das famílias, por que ainda insistimos em tratá-la como algo separado da saúde que queremos preservar dentro de casa?




Por Gabriela Mura*

Animais em contextos terapêuticos: ciência explica o impacto da interação humano-animal no cuidado e no desenvolvimento humano

(Foto: Divulgação/ROYAL CANIN®)
Projetos que atuam com animais em contextos terapêuticos voltados à promoção da saúde e da qualidade de vida


Muito além da companhia, a presença de animais em contextos estruturados de cuidado tem se mostrado relevante para a saúde humana. As Intervenções Assistidas por Animais (IAA), quando aplicadas como Terapia Assistida por Animais (TAA), integram planos terapêuticos personalizados com metas mensuráveis voltadas à melhoria da função física, social, emocional ou cognitiva de pacientes.


Segundo o guia sobre Interações Humano-Animal da Waltham Petcare Science Institute, essa abordagem evoluiu ao longo das últimas décadas com maior respaldo científico e rigor metodológico. Suas raízes remontam aos estudos do psicoterapeuta infantil Boris Levinson, nas décadas de 1960 e 1970. Quando conduzidas por profissionais qualificados, essas intervenções podem contribuir para reduzir o estresse e a angústia, fortalecer vínculos, aumentar a motivação e favorecer mudanças comportamentais positivas.


Os benefícios são especialmente relevantes em populações específicas. Evidências científicas citadas na publicação indicam que intervenções com cães e equinos, por exemplo, podem melhorar a função social e reduzir comportamentos estereotipados em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Já no caso do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), cães de assistência auxiliam na redução do isolamento social, aumentam a sensação de segurança e contribuem para o restabelecimento do vínculo social.


O avanço científico também ampliou o entendimento sobre o papel dos cães de assistência em alertas médicos. Estudos mencionados na obra indicam que alguns animais podem sinalizar crises epilépticas, identificar alterações nos níveis de glicose em pessoas com diabetes e há pesquisas promissoras relacionadas à detecção de determinados tipos de câncer. A hipoterapia, que utiliza o movimento do cavalo como recurso terapêutico, também apresenta benefícios associados ao desenvolvimento motor, neurológico e à autoestima.


Para a ROYAL CANIN®, companhia global que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, apoiar iniciativas baseadas nessa abordagem terapêutica e voltadas ao cuidado com a saúde humana está alinhado ao seu compromisso com a ciência, o bem-estar e o impacto positivo na sociedade.


No Brasil, esse direcionamento também se traduz no apoio a projetos sociais. Dentre eles, o MEDICÃO, que atua com Terapia Assistida por Animais em hospitais e instituições de cuidado; o KDOG Brasil, que desenvolve pesquisa e treinamento de cães para auxiliar na detecção precoce do câncer de mama por meio do olfato; e o IBETAA, que utiliza a Terapia Assistida por Animais no atendimento a crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade, como processos judiciais.


Segundo Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, ter embasamento científico comprovado é essencial para a consolidação e a escolha dos projetos apoiados pela marca. “As intervenções assistidas por animais evoluíram significativamente nas últimas décadas, com maior rigor metodológico e acompanhamento técnico. Quando inseridas em contextos terapêuticos, podem contribuir de forma relevante para o desenvolvimento social, emocional e funcional de diferentes perfis de pessoas”, afirma.


Essas ações refletem o compromisso da ROYAL CANIN® em apoiar projetos fundamentados em ciência, ética e responsabilidade, reforçando seu propósito de fazer Um Mundo Melhor para os Pets.



A ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, parte do Grupo Mars Inc., foi fundada pelo Médico-Veterinário Dr. Jean Cathary, em 1968. Ao longo dos anos, ultrapassou os limites da nutrição e do conhecimento, sempre pautada em ciência e observação, para o desenvolvimento de dietas que atendam as necessidades individuais de cada pet, conforme sua idade, raça, porte, estilo de vida ou sensibilidade específica. 

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site da empresa. 



Por Mayara Aiach - InPress Porter Novelli

Por Mayara Aiach - InPress Porter NovelliPor Mayara Aiach - InPress Porter Novelli

Mercado de CBD para pets se torna promissor com avanço da regulamentação e demanda no Brasil

freepik
Uso para animais de estimação tem sido a fronteira da ciência envolvendo cannabis o que indica um mercado em expansão e com demanda crescente


O uso de canabidiol (CBD) para pets tem se tornado um tema cada vez mais discutido no Brasil, especialmente à medida que a regulamentação avança e a demanda cresce. O tema foi discutido durante a coletiva de imprensa da ExpoCannabis Brasil. No evento, realizado anualmente em São Paulo e que em 2024 aconteceu entre os dias 15 e 17 de novembro, especialistas, empresários e consumidores se reuniram para debater o futuro dessa indústria emergente, que oferece potencial de tratamento para animais de estimação com uma variedade de condições médicas.


 

Segundo dados da Kaya Mind, consultoria de inteligência de mercado especializada no mercado, caso houvesse uma regulamentação da planta para fins veterinários, o Brasil teria uma movimentação de mercado de até R$ 1,45 bilhão, gerando até R$ 109,5 milhões de arrecadação de impostos.  O levantamento aponta, também, que por volta de 555 mil animais de estimação poderiam ser beneficiados por tratamentos com cannabis no Brasil, sendo 498.629 cães e 56.623 gatos, o que equivale, respectivamente, a 15% e 12% da população total desses bichos.


 

O CBD, uma substância derivada da planta cannabis, é amplamente reconhecido por suas propriedades terapêuticas. Embora o uso recreativo ainda seja um tema controverso, a aplicação medicinal tem ganhado espaço, incluindo para os pets. A expansão do mercado de CBD para pets é impulsionada por uma crescente demanda dos consumidores por produtos que possam aliviar condições como ansiedade, dor crônica e inflamações em seus animais de estimação.


 

Produtos como óleos, pomadas e até mesmo rações enriquecidas com CBD já são utilizados em outros países e começam a ganhar espaço no Brasil. Larissa Uchida, CEO da ExpoCannabis Brasil, afirma que a feira tem como objetivo principal normalizar o uso da planta em diversas áreas, incluindo a saúde dos pets.


"Vamos trabalhar com o tema normalizando os múltiplos usos da planta. A ideia é justamente mostrar ao público que a feira vem trazer muita informação e normalizar que a planta pode ser utilizada em diversos aspectos", destaca Uchida. “Tem tudo para o pet hoje em dia no mercado. Tem desde shampoo, condicionador, creme hidratante, pomada para tratamento dermatológico, ração com cannabis. Não, aqui no Brasil, não. No mundo inteiro. O óleo, pomada, cremes, eles estão sendo prescritos por veterinários”, completa a CEO.


O avanço das pesquisas científicas também desempenha um papel crucial no desenvolvimento desse mercado. Estudos têm demonstrado que o sistema endocanabinoide presente em animais e humanos é responsável por regular diversas funções fisiológicas, como sono, apetite e resposta à dor. Essa descoberta abriu portas para o uso terapêutico do CBD em tratamentos veterinários, oferecendo uma alternativa para casos em que os tratamentos convencionais não apresentam os resultados esperados.


Veterinários já estão começando a prescrever produtos à base de cannabis para o tratamento de condições específicas, mas a falta de informação ainda é uma barreira significativa. Neste caso, a ExpoCannabis Brasil serve como um espaço para troca de conhecimentos. A programação inclui o Fórum Internacional e a Arena do Conhecimento, com conferências que contarão com a participação de especialistas do Brasil e de outros países. De acordo com Larissa, esses encontros abordarão uma ampla gama de temas relacionados à cannabis, incluindo saúde, pesquisa científica, política, regulamentação, ativismo, associativismo, tecnologia e sustentabilidade.



Personagem: É o caso do Leopoldo, um bulldogue francês, que tem problemas neurológicos que causam coceiras muito severas. Após diversos tratamentos sem sucesso, seus tutores, orientados pelo veterinário de confiança, optaram pelo tratamento com o uso do CBD. Segundo eles, foi a única coisa que ajudou.




Por Marlene Francisco - Prioriza.Ag

Terapia de quatro patas: o papel de cães no tratamento de pacientes

A intervenção assistida por animais é uma prática terapêutica que utiliza a interação entre humanos e animais para promover benefícios físicos, emocionais e psicológicos, auxiliando na reabilitação e tratamento de diversas condições. Para discutir esse tema, o médico-psiquiatra dr. Luiz Dieckmann e a neurologista dra. Paula Dieckmann convidam Emi Parente, especialista em intervenção educacional assistida por cães e fundadora do programa Alice – PATAE (Programa Alice Terapia Assistida Educacional), para o episódio "Cães que curam: o impacto da intervenção assistida" do Biolab Cast Conectados. Neste episódio, os especialistas exploram os benefícios da interação com cães de terapia em diferentes contextos. O Conectados é uma iniciativa da Biolab Farmacêutica, e da sua divisão de saúde animal, Avert® Biolab Saúde Animal.

 

O projeto Alice, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), realiza intervenções assistidas para animais com pacientes oncológicos, promovendo o bem-estar físico, mental e social. Além disso, o projeto oferece suporte e inclusão social por meio de duplas de voluntários, compostos por cães e tutores treinados, que atendem alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down e depressão.

 

A fundadora do projeto explica que qualquer animal de companhia pode ser treinado, desde que receba os cuidados adequados e estejam em boas condições de saúde. Durante as sessões, os animais atuam como facilitadores, promovendo a comunicação, socialização, relaxamento e estimulação dos pacientes. Eles são treinados para atender às necessidades específicas de cada pessoa, garantindo um ambiente seguro e acolhedor.

 

Para a dra. Paula Dieckmann, a presença de animais em momentos delicados tem um impacto significativo na inclusão e reintrodução social, gerando resultados benéficos tanto em pacientes com câncer quanto no campo educacional com crianças atípicas, incluindo aqueles dentro do espectro autista e não verbal, o quanto essa abordagem é eficaz.

 

"Uma das áreas em que atuamos com pacientes oncológicos é a de cuidados paliativos, um espaço muito sensível e, os animais chegam para dar outro propósito aos pacientes. Muitos deles estão em estado de negação, e é com a intervenção dos animais que eles conseguem amenizar esse sentimento. Em alguns casos, há até maior facilidade do tratamento por meio desse estímulo positivo", detalha Emi Parente.

 

Dr. Luiz Dieckmann reforça a importância do equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico. "É fundamental que haja harmonia entre a saúde física e mental. Se a saúde física está em ordem, mas há um distúrbio emocional presente, o bom estado físico por si só não será suficiente para o pleno funcionamento do indivíduo. E podemos ver como os animais atingem profundamente nossos corações", conclui o especialista.

 

Para saber mais, confira o podcast na íntegra, acesse: https://youtu.be/cAdUvKP0lLs


Biolab - Promover um futuro com mais qualidade de vida requer uma busca incansável por tratamentos seguros e inovadores. Com essa missão a Biolab, indústria farmacêutica brasileira fundada em 1997 e com presença internacional, investe em pesquisas e parcerias para superar os crescentes desafios da saúde. 


Saiba mais em www.biolabfarma.com.br e nas redes sociais: Instagram, Facebook e Linkedin.


Avert Biolab Saúde Animal - A Biolab Farmacêutica compartilha a mesma excelência e o padrão de qualidade de produtos para a saúde das pessoas e dos pets. Assim como os tutores, também somos apaixonados por animais de estimação. Esse compromisso está expresso na Avert, divisão veterinária da Biolab, há uma década no mercado brasileiro e em expansão internacional para as Américas.



Por Anna Miranda - Texto Comunicação Corporativa