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O Oscar dos felinos brasileiros: Gato de Ouro consagra vencedores e ultrapassa 3,48 milhões de interações nas redes

Premiação criada pela Woolie celebrou talento, carisma e bem-estar animal em sete categorias, se destacando como uma iniciativa cultural e digital de sucesso



O tapete vermelho mais charmoso do universo pet brasileiro já tem seus grandes vencedores. O Gato de Ouro, concurso cultural idealizado pela Woolie, teve sua final realizada neste domingo, 25 de janeiro, e encerrou sua primeira edição consagrando gatos de todo o Brasil em uma celebração que uniu entretenimento, criatividade, cultura digital e respeito ao bem-estar animal. Inspirado no glamour das grandes premiações do cinema, o projeto conquistou o público e ultrapassou a marca de 3,48 milhões de interações nas redes sociais ao longo de sua realização.
 

Criado para ser o “Oscar dos felinos brasileiros”, o Gato de Ouro destacou o talento, a expressividade e o carisma dos gatos em sete categorias, inspiradas em gêneros cinematográficos e avaliadas por uma curadoria especializada e pelo voto popular.
 

Na categoria Comédia, o vencedor foi Frajolito (@frajolitogato), que conquistou os jurados com seu timing natural e carisma espontâneo. Já o prêmio de Melhor Atuação em Drama ficou com Morfeu (@gatinhomorfeu), reconhecido pela intensidade e expressividade que emocionaram a Academia.
 

O espírito aventureiro foi representado por Joaquim (@bechana_mimosa), vencedor da categoria Aventura, enquanto a categoria Musical consagrou o elenco formado por Romeo, Judihit, Freudinha, Luna e Craudinho (@romeo_eas_meninas), premiado pela performance coletiva e criatividade.




 

O prêmio de Melhor Elenco Felino foi concedido ao grupo composto por Marcelinho, Paulinho, Encantado, Raquelzinha, Michael Jackson e Rasta (@neroecia), destacando a força da atuação em conjunto e a conexão entre os felinos. Já o troféu de Melhor Figurino Felino ficou com Daniel (@danielgatoloiro), reconhecido pelo estilo e identidade visual marcante.
 

A categoria Fofura Absoluta, definida exclusivamente por votação popular, mobilizou o público de todo o país e teve como grande vencedor Boreal (@northern.lights.kitties), eleito pelos seguidores da Woolie nas redes sociais.
 

Ao longo do concurso, os vídeos e conteúdos publicados somaram mais de 2,5 milhões de interações, refletindo o forte engajamento da comunidade gateira e o alcance nacional da iniciativa. Enquanto a categoria Fofura Absoluta foi definida pelo público, as demais tiveram seus vencedores escolhidos pela Academia Brasileira de Artes Felinas, formada por jornalistas, fotógrafos, veterinários, especialistas em comportamento felino, empresários do setor pet e representantes de ONGs da causa animal, garantindo critérios técnicos, criativos e éticos na avaliação.




 

Além do reconhecimento simbólico, os vencedores de cada categoria receberam prêmios alinhados ao compromisso da Woolie e de seus parceiros com o bem-estar e o cuidado consciente com os felinos. Cada ganhador foi premiado com um Troféu exclusivo “O Gato de Ouro”, além de 1 ano de areia higiênica Duna da Woolie, com 12 pacotes de 4 kg, totalizando 48 kg de produto. Os vencedores também receberam 1 ano de ração Fórmula Natural Fresh Meat Gatos, somando 28 kg de ração, e o título oficial de Gato de Ouro 2026, símbolo máximo de estrelato felino.
 

“Acreditamos que os gatos são, por natureza, artistas. Eles têm personalidade, presença e carisma. O Gato de Ouro nasceu para transformar esse comportamento em cultura e para mostrar que o amor pelos felinos também é uma forma de expressão criativa e consciente”, afirma Daniel Mostacada, fundador e CEO da Woolie.
 

Fundada em 2020, a Woolie é a primeira marca brasileira de design especializada exclusivamente para gatos. Reconhecida por iniciativas como o blog Gateiro Consciente e o concurso O Gato SRD Mais Bonito do Brasil, que já soma mais de 12.500 gatos inscritos e 1,2 milhão de votos orgânicos ao longo de suas edições, a marca reforça com o Gato de Ouro seu posicionamento como uma plataforma que vai além do produto e cria movimentos culturais e de conexão entre humanos e gatos.
 

Realizado pela Woolie, com apoio da Fórmula Natural, o Concurso Cultural Gato de Ouro teve como objetivo valorizar os gatos, estimular a criatividade dos tutores e promover práticas que respeitam o comportamento natural e o bem-estar animal — incluindo regras que proibiram o uso de inteligência artificial ou edições que alterassem a aparência real dos felinos.


 

Mais informações sobre o concurso e seus vencedores estão disponíveis em gatodeouro.woolie.com.br.




Por Clarisse Florentino - DEEPR Comunicação

O Oscar dos felinos: Woolie lança o “Gato de Ouro” e transforma o amor pelos gatos em cultura digital

Inspirado no glamour das grandes noites de Hollywood, o novo concurso celebra talento, carisma e bem-estar animal, unindo propósito, entretenimento e engajamento da comunidade gateira


Os tutores poderão inscrever seus gatos gratuitamente até 30 de novembro, para concorrer a 7 categorias. A premiação final acontecerá poucos dias após a cerimônia do Globo de Ouro 2026, reforçando o conceito da premiação e o espírito cinematográfico que inspira o projeto




Na passarela dos grandes concursos culturais, os protagonistas agora têm quatro patas, bigodes e carisma de sobra. O Gato de Ouro, nova premiação criada pela Woolie, promete ser o “Oscar dos felinos brasileiros” — um evento digital que celebra talento, personalidade e bem-estar animal com o mesmo brilho das noites de Hollywood.

A premiação vai destacar o talento, o carisma e a expressividade dos gatos em sete categorias inspiradas nas grandes produções do cinema, reconhecendo desde os felinos mais engraçados até os mais estilosos e aventureiros.

Fundada em 2020, a Woolie, idealizadora do concurso, é a primeira marca brasileira de design especializado exclusivamente para gatos. Mais do que criar produtos, ela construiu uma comunidade gateira apaixonada e engajada, que transforma o amor pelos felinos em impacto social positivo.

 

O sucesso de outras iniciativas próprias como o blog Gateiro Consciente e o concurso “O Gato SRD Mais Bonito do Brasil”, que chegou a sua 4a edição e já soma um histórico de engajamento de cerca de 12.500 gatos inscritos e mais de 1,2MM de votos orgânicos, abriu caminho para esta nova fase de lançamento de um projeto único e inédito: unir propósito, cultura e entretenimento em uma única celebração: o Gato de Ouro.

Criado para ser um verdadeiro tapete vermelho felino, o Prêmio tem sua própria versão, com forte apelo digital, divertido e repleto de histórias encantadoras de gatos espalhados por todo o Brasil. Os tutores poderão inscrever seus gatos gratuitamente até 30 de novembro de 2025, em gatodeouro.woolie.com.br e disputar as seguintes categorias: Melhor Atuação em Comédia, Melhor Atuação em Drama, Melhor Atuação em Aventura, Melhor Atuação em Musical, Melhor Figurino Felino, Melhor Elenco Felino e Fofura Absoluta (que contará com votação popular).

 

“Acreditamos que os gatos são, por natureza, artistas. Eles têm personalidade, presença e carisma. O Gato de Ouro é uma forma de transformar esse comportamento em cultura e de mostrar que o amor pelos felinos é também uma expressão de afeto, estética e consciência”, afirma Daniel Mostacada, fundador e CEO da Woolie.

Para participar, basta publicar um vídeo de até 1 minuto no Instagram mostrando a performance do gato de acordo com a categoria escolhida, incluir na legenda a frase “Gato de Ouro de [Nome da Categoria]”, marcar @woolie.pet e @formulanaturaloficial – marca patrocinadora do projeto – e preencher o formulário oficial no site do concurso. Os vídeos devem ser autênticos, espontâneos e respeitar o bem-estar animal. Dentre as regras, a Woolie ressalta que o uso de inteligência artificial ou edições que alterem a aparência natural do gato é proibido.

A premiação final e grande noite do Gato de Ouro acontecerá em uma transmissão ao vivo no dia 18 de janeiro de 2026, revelando os ganhadores de todas as categorias e celebrando os gatos que brilharam no tapete vermelho felino. A data foi escolhida estrategicamente por ser uma semana após a cerimônia do Globo de Ouro 2026, reforçando o conceito da premiação e o espírito cinematográfico que inspira o projeto.

 

Os vencedores de cada categoria receberão prêmios que refletem o compromisso da Woolie e de seus parceiros com o bem-estar e o cuidado consciente com os felinos. Cada ganhador será premiado com um Troféu exclusivo “O Gato de Ouro”, 1 ano de areia higiênica Duna da Woolie, com 12 pacotes de 4 kg, totalizando 48 kg de produto. Além disso, contará ainda com 1 ano de ração Fórmula Natural Fresh Meat Gatos (28 kg de ração), e, claro, o título oficial de Gato de Ouro 2026, símbolo máximo de estrelato felino. Os prêmios serão concedidos e enviados pela Woolie após o encerramento oficial do concurso.



Inspirada nas grandes academias internacionais do cinema, a Woolie criou a Academia Brasileira de Artes Felinas, grupo seleto responsável por avaliar os inscritos e definir os vencedores do Gato de Ouro. Serão 100 jurados convidados, entre jornalistas e formadores de opinião, influenciadores, veterinários, fotógrafos, artistas, representantes de ONGs e especialistas em comportamento felino — nomes que representam diferentes perspectivas do universo animal, da comunicação e da cultura contemporânea.

Um Comitê de Pré-Seleção, formado por 10 a 20 membros da Academia, avaliará as inscrições e indicará os finalistas com base em critérios técnicos, criativos e éticos. Os jurados oficiais votarão virtualmente entre 22 de dezembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026, enquanto o público definirá, por voto popular nos Stories do Instagram da Woolie, o vencedor da categoria Fofura Absoluta.

“Mais do que um concurso, o Gato de Ouro é um convite para olhar os gatos sob a lente da arte, da criatividade e da emoção, celebrando o humor, o charme e o protagonismo desses animais que inspiram milhões de lares brasileiros. Queremos reforçar cada vez mais o compromisso da Woolie em ser uma marca que celebra a cultura felina e o nosso papel como marca que transcende o produto e cria movimentos de conexão autêntica entre humanos e gatos”, conclui o fundador da Woolie.



Dia Mundial do Gato - como preparar sua casa para a chegada de um novo gatinho

 

Celebrando o Dia Mundial do Gato em 17 de fevereiro, a dra. Karin Botteon, veterinária, destaca a importância da preparação responsável para acolher um novo felino em casa. A dra. enfatiza medidas de segurança doméstica, socialização adequada, e a necessidade de uma adaptação cuidadosa para garantir o bem-estar e saúde dos novos membros felinos da família.


Para comemorar o Dia Mundial do Gato, em 17 de fevereiro, que tal adotar um novo gatinho? Ter um gato em casa pode ser uma fonte de alegria e trazer benefícios à saúde mental e física dos seus tutores, ajudando a reduzir o estresse e aumentar a sensação de bem-estar. No entanto, dra. Karin Botteon, veterinária e gerente técnica da Boehringer Ingelheim, enfatiza que a chegada de um novo membro felino ao lar requer cuidados específicos para garantir sua segurança e adaptação.

 

"A preparação do ambiente é fundamental antes de introduzir um gatinho à sua nova casa", afirma Karin. Ela destaca que remover perigos potenciais é o primeiro passo para criar um espaço seguro. Isso inclui cuidados com cordões de persianas que devem ser devidamente recolhidos, guardar pequenos objetos que podem ser engolidos, proteger cabos elétricos, fechar a tampa do vaso sanitário, verificar a toxicidade de plantas domésticas e jardins, e manter produtos químicos e medicamentos trancados.

 

Além de preparar a casa, é importante fazer com que o gatinho se sinta em casa. "Coloque o cobertor do gatinho na caixa de transporte e na cama dele para que o cheiro familiar o ajude a se acalmar", sugere a veterinária. Ela recomenda manter o gato inicialmente em um único cômodo para que ele não se sinta sobrecarregado e possa se adaptar gradualmente ao novo ambiente.

 

A introdução a outros pets e à família deve ser feita com cautela. "Ensine as crianças a serem gentis com o novo animal e observe a linguagem corporal do gatinho para garantir que ele não esteja se sentindo ameaçado", reforça Karin. Ela também fornece dicas para uma introdução bem-sucedida entre gatos, como permitir que se acostumem com o cheiro um do outro antes de um encontro face a face. Ela sugere trocar cobertores entre os gatos e realizar encontros visuais seguros, como através de uma porta de vidro, antes de permitir interações diretas sob supervisão. "Proporcionar experiências positivas durante esses primeiros encontros, como brincadeiras e petiscos, pode ajudar a construir uma associação positiva entre os animais," acrescenta. A especialista destaca a importância de monitorar as interações para garantir que sejam amigáveis e, se necessário, intervir rapidamente retirando o novo gatinho do ambiente. "Se observar comportamentos amigáveis, como brincadeiras mútuas e cuidados conjuntos, é um bom indicativo de que eles estão começando a aceitar a presença um do outro," conclui. O uso de feromônios na forma de difusores de ambiente pode também ser um grande aliado e ajudar a aliviar o estresse deixando o felino mais calmo. “Ao identificar qualquer sinal de dificuldade na adaptação, não hesite em consultar um veterinário comportamentalista para ajudar no processo”, completa.

 

A dra. Karin Botteon também enfatiza a importância de iniciar o treinamento com a caixa de areia e observar a dieta do gatinho, garantindo que ele receba alimentos apropriados para sua idade e estágio de desenvolvimento. Além destes aspectos, ela ressalta a relevância dos cuidados higiênicos e da manutenção de um ambiente limpo e seguro para o bem-estar do gato. "Manter a caixa de areia limpa e longe de barulhos é crucial, não só para o conforto do animal, mas também para prevenir a ocorrência de doenças. Uma caixa de areia que não é limpa regularmente pode se tornar um ambiente propício para a proliferação de bactérias e parasitas, o que pode levar a problemas de saúde não apenas para o gato, mas também para os humanos" explica dra., destacando a importância da higiene para prevenir zoonoses, por isso, é importante também garantir que o gatinho receba os cuidados básicos de saúde como vacinação e antiparasitários

 

"Adotar um gatinho é um compromisso de longo prazo que traz muitas recompensas", conclui. Com as devidas precauções e cuidados, os tutores podem garantir que seus novos companheiros felinos tenham uma transição suave e segura para o novo lar, promovendo uma convivência harmoniosa e cheia de momentos felizes.



Por Bruna Rassi

Dia Nacional da Onça-Pintada - 29/11: filhote resgatado em região de queimadas está se adaptando ao novo lar

Xamã, onça-pintada resgatada pela Proteção Animal Mundial em parceria com o Instituto Ecótono e a Associação Onçafari, em Sinop (MT), pode se tornar o primeiro macho da espécie a ser solto na Amazônia


Bem adaptado ao novo lar, um território paraense de 15 mil m² na floresta amazônica onde aprende a desenvolver os comportamentos típicos da espécie, Xamã, filhote de onça-pintada que foi resgatado em agosto de 2022, em nada lembra aquele filhote assustado acuado por cães. Após se perder da mãe, durante um incêndio provocado por queimadas em Sinop (MT), o felino foi encontrado e resgatado em estado preocupante de desidratação.

Quinze meses depois, Xamã, que atualmente tem um ano e dez meses, continua crescendo e ganhando forças no seu processo de reabilitação. Até o final de 2024, ele pode se tornar o primeiro macho de onça-pintada a ser reintroduzido na Amazônia.

 

“No Dia Nacional da Onça-Pintada, o Xamã é motivo de orgulho não só para quem atua na causa animal, mas também, para quem gosta, respeita e entende o papel que a vida silvestre representa na manutenção dos biomas e, consequentemente, do clima. As queimadas criminosas, que ocorrem principalmente por conta das atividades do agronegócio, colocam em risco a vida não apenas das onças-pintadas, mas também de uma imensa variedade de animais silvestres”, afirma Júlia Trevisan, coordenadora de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial.

 

Xamã continua enfrentando desafios ambientais. A recente seca histórica na Amazônia é uma delas, além das altas temperaturas que têm afetado diversas regiões do Brasil. Para lidar com o calor, a onça-pintada busca refúgio em um dos ambientes mais frescos, o açude. No local, o felino também exercita o comportamento predatório, caçando pequenas aves. No processo de adaptação, Xamã, que não se mostra receptivo a presença humana, tem pouco contato com os cuidadores. Essa ferocidade é positiva para sua reintrodução na natureza.

 

“É muito importante que as onças tenham essa aversão aos humanos, para que não sejam alvos fáceis de caça. Se elas associarem um humano como alguém que fornece alimento e cuidados, não vai ter o instinto de fugir de pessoas. Isso acaba deixando esses animais mais vulneráveis em vida livre e alvos fáceis de caça”, explica Julia.

Assim que for solta, a onça-pintada vai receber um colar de geolocalização. O monitoramento à distância será para garantir que o Xamã se sairá bem ao ser reintegrado à natureza sem nenhuma ajuda humana.

 

Impacto nos biomas


“A onça pintada é um animal que ocorre em outros biomas do Brasil e está sob ameaça em todos eles por conta das atividades humanas, especialmente a agressiva expansão do agronegócio, que abusa do fogo para desmatar vegetação nativa”, aponta Júlia. Nos primeiros dias do mês de novembro, 989 mil hectares foram devastados pelo fogo no Cerrado, número 26,9% superior ao mesmo período de 2022, segundo dados oficiais.

 

Para João Almeida, diretor de operações da Associação Onçafari, o impacto para as onças-pintadas afeta todo o ecossistema.“As onças são estratégicas para a manutenção do equilíbrio dos biomas, já que estão no topo da cadeia alimentar e, consequentemente, controlam a população de animais predadores. É importante destacar que, além do Cerrado, o Pantanal, outro bioma fundamental para a conservação das onças-pintadas, também foi muito impactado pelo fogo em 2023”, explica.
 

Mas João alerta que a destruição no Pantanal teve motivos diferentes. “O que os dados disponíveis revelam é que, no Pantanal, o que favoreceu os grandes incêndios foi uma conjuntura de fatores. Excesso de biomassa (natural) disponível para queima. Solo, vegetação e atmosfera extremamente secos. Muito calor, ventos fortes e raios. Mais a falta de estratégias e planos operativos de fogo para atuar em focos que surgiam em algumas propriedades privadas e em Parques Estaduais, que levaram à formação de incêndios gigantescos e fora de controle\".

 

Histórico sobre o resgate do Xamã
 

A Proteção Animal Mundial auxiliou no resgate e no encaminhamento do Xamã ao Setor de Atendimento de Animais Silvestres do Hospital Veterinário (Hovet) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), onde o felino passou cinco meses se recuperando. Posteriormente, em 20 de janeiro de 2023, a ONG viabilizou o transporte do felino para um espaço de reabilitação da Associação Onçafari, no estado do Pará.


O monitoramento constante do Xamã, por meio das armadilhas fotográficas, revelou a visita de 17 espécies diferentes, algumas até mesmo interagiram com ele, incluindo antas e um outro indivíduo de onça-pintada. As imagens também destacaram que o Xamã é mais ativo entre 18h e 04h, com aparições ocasionais ao longo do dia.


Antes do Xamã, outras duas onças-pintadas passaram pelo projeto da Associação Onçafari e foram reintroduzidas na natureza. Aos poucos, o trabalho para salvar o maior felino das américas tem se mostrado promissor.


A Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) é a voz global do bem-estar animal, com mais de 70 anos de experiência em campanhas por um mundo no qual os animais vivam livres de crueldade e sofrimento. Temos escritórios em 12 países e desenvolvemos trabalhos em 47 países ao todo. Colaboramos com comunidades locais, com o setor privado, com a sociedade civil e governos para mudar a vida dos animais para melhor. Nosso objetivo é mudar a maneira como o mundo trabalha para acabar com a crueldade e o sofrimento dos animais selvagens e de produção. Por meio de nossa estratégia global de sistema alimentar, vamos acabar com a pecuária industrial intensiva e criar um sistema alimentar humano e sustentável, que coloca os animais em primeiro lugar. Ao transformar os sistemas falhos que impulsionam a exploração e a mercantilização, daremos aos animais silvestres o direito a uma vida silvestre. Nosso trabalho para proteger os animais desempenhará um papel vital na solução da emergência climática, da crise de saúde pública e da devastação de habitats naturais.

Por Marília Bianchini - Sorellapr




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Xamã inicia reabilitação para se tornar o primeiro macho de onça-pintada a voltar para a Amazônia

Créditos: divulgação

 

Primeiro macho de onça-pintada no país a ter sido resgatado é reintroduzido com sucesso na Amazônia | Proteção Animal Mundial


Xamã  está de casa nova -- e fazendo história. Depois de cinco meses em recuperação e espera no Setor de Atendimento de Animais Silvestres do Hospital Veterinário (Hovet) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), na cidade de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), a jovem onça-pintada (Panthera onca, espécie Vulnerável no Brasil, ICMBio 2018) foi transferida e chegou na sexta-feira (20) ao recinto de reabilitação no estado do Pará. Ele permanecerá ali, usufruindo de um espaço de 15 mil m2, por até dois anos. Vai ser apoiado no aprendizado dos comportamentos básicos da espécie, como caça e defesa, os quais não teve oportunidade de receber da mãe. Quando atingir a maturidade e estiver apto para a reintrodução na natureza, será liberado em uma área adequada e segura para voltar a viver uma vida selvagem. Ao completar esse processo, Xamã será o primeiro macho da espécie no país a ter sido resgatado e reintroduzido com sucesso na Amazônia.


“Xamã é mais uma vítima de uma marcha que está pulverizando as florestas brasileiras, e junto com elas nossa vida silvestre diversa e seus habitats. Esse animal símbolo da nossa fauna foi separado da família depois de um incêndio florestal. Teve a vida transformada para que as pessoas em todo o mundo possam comer carne em quantidades crescentes e pelo menor preço possível”, diz David Maziteli, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial. “Empreender todos os esforços possíveis para tratar, reabilitar e devolver o Xamã ao ambiente de origem, onde ele poderá desempenhar na plenitude os seus comportamentos naturais, é tanto uma questão de responsabilidade coletiva quanto um ato de resistência contra o sistema alimentar e econômico insustentável que ameaça a existência de animais silvestres e humanos igualmente”

A experiência inédita de reintrodução de Xamã na Amazônia deve gerar conhecimentos científicos para a conservação de onças-pintadas em liberdade no bioma, e no país em geral, ajudando enfrentar pressões de desmatamento e incêndios florestais impulsionados pela expansão agropecuária, o avanço desordenado da urbanização, além de atividades ilegais de mineração, caça e tráfico de vida silvestre.

O Brasil é considerado um país chave para a conservação da espécie, uma vez que ainda concentra as maiores populações de onças-pintadas do mundo. Por possuir a área mais extensa de habitat adequado e não-fragmentado para este felino, a Amazônia é o território mais importante para a conservação da onça-pintada em longo prazo. Entre outros aspectos, a presença das onças-pintadas, por sua vez, é estratégica para a preservação ambiental porque estes animais são muito sensíveis a perturbações ambientais e, por isso, são úteis no monitoramento da qualidade do habitat (espécie bioindicadora).

Todo esse projeto -- do resgate à reintrodução de Xamã -- está sendo empreendido por um conjunto de parceiros públicos e do terceiro setor. O processo de resgate, tratamento e guarda do animal até aqui esteve a cargo da equipe do Hovet/Setor de Atendimento de Animais Silvestres/UFMT, com acompanhamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema-MT). O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), atuaram na supervisão técnica e na gestão Onçafaricomo autoridades públicas.

A Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, atua como patrocinador e consultor do projeto, tendo acompanhado localmente em Sinop a fase de recuperação de Xamã em colaboração com o Instituto Ecótono (IEco). O Onçafari, entidade especialista em reintrodução de felinos no país, foi envolvido para viabilizar a reintrodução e assume a partir de agora, também aportando recursos, como parceiro no manejo de Xamã até a sua soltura e posterior monitoramento remoto na natureza.

“O que difere o Xamã do caso de outras onças-pintadas que nós recebemos e tratamos ao longo do tempo foi a concretização dessas parcerias, no momento e da maneira pela qual isso aconteceu”, conta a médica veterinária Elaine Dione Venêga da Conceição, professora da UFMT e responsável pelo Setor de Atendimento de Animais Silvestres do Hovet. “Os parceiros realmente fizeram a diferença ao reconhecer a importância do animal, a condição dele e a possibilidade de sucesso para reabilitação e soltura. Para além do suporte financeiro, que é sim fundamental, a presença, o acompanhamento, a troca de ideias trouxeram segurança e amparo para a equipe. A grande lição de todo esse processo é que proteção animal e conservação ambiental não se faz de forma solitária: é algo que se faz de mãos dadas”.
 
Depois do trauma, o melhor caminho possível
 
Xamã foi resgatado na região de Sinop em 17 de agosto do ano passado, quando tinha cerca de dois meses de idade e pouco mais de 10kg. Provavelmente havia se separado da mãe ao fugir de um grande incêndio florestal ocorrida nas imediações pouco antes. Ele estava sozinho e assustado em uma propriedade privada nas imediações do Rio Teles Pires. Havia sido acuado por cães e apresentava um estado geral de desnutrição e desidratação. As autoridades foram comunicadas e Xamã foi capturado no mesmo dia e levado ao Hovet.
 
Nos primeiros dias, até que os veterinários pudessem fazer a sexagem do animal, acreditava-se que o indivíduo era uma fêmea: Xamã era Juma. Não que se importasse. Logo foi submetido uma bateria de exames para averiguar mais precisamente sua condição de saúde, a existência de quaisquer doenças e para orientar o tratamento de recuperação.
 
“Xamã foi recebendo inicialmente reposição nutricional e apresentando uma melhora consistente do score corporal.
Gradualmente foram sendo introduzidos elementos de enriquecimento ambiental para que ele se sentisse seguro no recinto temporário, nesse novo local em que ele estava agora, sozinho, e para estimular o seu desenvolvimento”, relata a professora Elaine Dione. Com o passar do tempo, o mais importante, a equipe seguiu um protocolo cuidadoso e constatou que Xamã manteve instintos selvagens, como o comportamento arisco em relação à presença humana.
 
Para o objetivo de reintrodução na natureza este é um aspecto vital. Evitar o imprinting -- grosso modo, a habituação ou apego aos humanos -- é fundamental para garantir o sucesso no retorno à vida selvagem. Do ponto de vista do bem-estar de um animal, ou seja, da possibilidade de um indivíduo expressar plena e livremente todos os comportamentos naturais, o retorno à natureza é o caminho a ser seguido. Animais selvagens devem viver uma vida selvagem.
 
Apoio no tempo certo

O início de um projeto para ajudar diversas espécies impactadas por incêndios florestais em MT em 2022 proporcionou a chance para que o filhote de onça-pintada fosse atendido, avaliado e encaminhado em menos de seis meses, algo que viabilizou o caminho de volta à natureza. “Xamã chegou ao Hovet quando estávamos começando um projeto de apoio aos animais resgatados e destinados para a unidade como vítimas diretas ou indiretas do fogo. O esforço deu continuidade a algo que já havíamos feito no Pantanal do Mato Grosso do Sul, em 2021 e 2022, e que então estávamos direcionando para áreas de Cerrado e Amazônia no Mato Grosso no segundo semestre do ano”, conta David Maziteli.
 
Christine Steiner São Bernardo, diretora-executiva do IEco, detalha o trabalho feito pela organização: “Estamos baseados em Sinop e entramos como parceiros da Proteção Animal Mundial para desempenhar um acompanhamento local e facilitar a interlocução com a equipe da linha de frente do hospital. Temos nos dedicado a um trabalho de monitoramento de fauna em áreas, queimadas ou em risco, e acompanhado animais resgatados para que tenham remédios e alimentação garantida. E para que sejam destinados a recintos de reabilitação, nos quais o comportamento de cada um é avaliado para futura reintrodução monitorada na natureza”.
 

A jornada de Xamã
 
Com a certeza da saúde plenamente restituída e dos comportamentos naturais preservados para garantir as melhores perspectivas para a hipótese de reintrodução, já em meados de outubro foi consolidada a rede de parceiros para o projeto Xamã. Teve início então um complexo e cuidadoso trabalho de planejamento.
 
A documentação foi organizada a seguir e a autorização para o transporte foi obtida em novembro. Em paralelo, foi sendo estudada a logística de transporte entre o Hovet em Sinop e o recinto no Pará, que poderia envolver transporte terrestre, aéreo (o que demandaria participação da Força Aérea Brasileira) ou um misto dos dois. Com a confirmação das distâncias, da condição das estradas, da estimativa do tempo de deslocamento e da avaliação dos possíveis impactos sobre o animal, a opção do trajeto integralmente por terra for feita.
 
A licença SISBIO para reabilitação foi concedida no final de dezembro e, a movimentação, enfim planejada para o dia 20 de janeiro. Com todos os recursos e providências no lugar, a preparação para a movimentação de Xamã teve início ainda na tarde do dia 19. Foi realizada a sedação, uma nova bateria de exames e a acomodação em uma caixa de contenção e transporte construída especialmente para ele. Em comparação com o momento da chegada, o animal havia crescido bastante e atingido 27,5 kg, quase triplicando de peso.
 
O deslocamento envolveu uma força-tarefa, envolvendo desde monitoramento de cada passo do processo ao registro de imagens. Teve início na madrugada do dia 20, bem antes do sol nascer, para minimizar o estresse, a exposição térmica e as chances de interferências de tráfego urbano e rodoviário. Por volta das 5h30 A caixa de Xamã foi posicionada no veículo para iniciar o trajeto total de quase de 500km, incluindo rodovias principais, secundárias, travessia de balsa e 80 km de estrada de terra.
 
Ao longo do percurso foram feitas pausas regulares para checagem do animal, além de hidratação e alimentação. A cada cabine de pedágio ou parada, quem conseguia perceber a onça-pintada se encantava com a já poderosa presença do filhote.
Perto do final do dia, Xamã chegava ao recinto de reabilitação. Logo na transferência da caixa de transporte para o recinto de cambiamento (uma pequena separação temporária na entrada do recinto principal), o comportamento de Xamã deixava claro seu desejo de se afastar das pessoas e de se embrenhar novamente na mata. O time decidiu, portanto, por descartar a necessidade de pré-adaptação e optou pela soltura direto na área de 15 mil m2 do recinto de imersão. Dito e feito, aberta a porta do cambiamento, Xamã partiu em disparada para a mata, sem olhar para trás, para alegria e orgulho de todos os envolvidos. Como uma benção da mãe natureza, a leve chuva que caia naquele momento na região se transformou quase que imediatamente em uma grossa chuva amazônica. Seja bem-vindo, Xamã! 
 

Próximos passos

Mantendo o protocolo de bem-estar, a partir de agora Xamã está sendo assistido permanentemente por uma equipe biólogos para ganhar os comportamentos básicos de sua espécie, como caça e defesa. Será estimulado a realizar o que teria aprendido da mãe até por volta de 17 meses de idade. Terá todo o recinto de floresta amazônica nativa densa e rica exclusivamente para ele. No dia a dia, o contato com humanos será mínimo e ele terá as movimentações essencialmente acompanhadas por câmeras.

Em tempo, depois de um período inicial de sumiço, o primeiro registro de Xamã em seu recinto foi capturado por uma câmera remota na manhã de ontem. Ele se alimenta normalmente e tem explorado ativamente a nova casa.
 
Quando tiver atingido a maturidade e alcançado a autonomia para viver novamente na floresta e exercer seu papel ecológico, inclusive como macho saudável e fértil, podendo contribuir para o aumento populacional da espécie, será solto, mas seguirá ainda sob monitoramento remoto por algum tempo. Vai ganhar um rádio colar que permitirá aos especialistas acompanharem remotamente, por pelo menos um ano, aspectos como a sua movimentação, a atividade de delimitação de espaço e a marcação de território.
 
“Eu costumo dizer que a gente só faz uma parte do trabalho, o animal é que faz todo o resto”, diz Leonardo Sartorello, biólogo coordenador do Programa de Reintrodução do Onçafari e supervisor do projeto envolvendo Xamã a partir de agora. “Nós avaliamos o animal, juntamente com professora Elaine, e o comportamento inicial dele foi excelente! Ele é um animal arredio mesmo, e isso é muito bom, porque sei que no futuro e não irá se aproximar de nenhuma propriedade e de nenhuma pessoa. Ele não tem medo de pessoas, mas respeito. Isso é bom para ele, uma vez que significa que irá se virar bem sozinho. Aprendendo a executar os comportamentos da espécie e a disputar o território dele, o ser humano não será um problema”, prossegue.
 
Sobre o pioneirismo do projeto Leonardo avalia: “O Xamã representa um desafio, pois será o primeiro macho reintroduzido na Amazônia, com todo treinamento e o monitoramento adequado para avaliarmos o sucesso do processo. Outras tentativas já foram feitas, mas não com essa abordagem desenvolvida com sucesso ao longo dos anos, e isso pode ser um grande divisor de águas para a conservação da espécie”.

Durante todo esse processo, Xamã gerará dados que indicarão a sua adaptação e que irão ajudar na reabilitação futura de outros machos da espécie, amparando, inclusive, decisões para políticas públicas.
 

Vítimas do fogo

O local de resgate, a época e as condições gerais do animal indicam a possível história de Xamã. Como comentado, a provável separação da família foi forçada por um incêndio florestal. Essa situação não é muito diferente daquela de tantos animais que habitam o norte do Mato Grosso -- uma zona de imensa biodiversidade na transição entre o Cerrado e a Amazônia -- e que acabam precisando de atendimento veterinário de urgência.
 
Entre diversos fatores, na região de Sinop a vida silvestre local ainda sofre os reflexos da inundação de áreas em razão da instalação de quatro usinas hidrelétricas no Rio Teles Pires e da substituição de floresta por imensas áreas de plantação de soja e pastagens. Somando-se a isso, anualmente no período de maio a outubro há um aumento de episódios de incêndios florestais, principalmente causados por atividade humana.
 
De fato, em 2022, observando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a quantidade de focos, e de grandes e duradouros incêndios, foi particularmente grande por ali entre meados de agosto e setembro, quando Xamã precisou ser resgatado. Para as onças-pintadas, predadores de topo da cadeia alimentar e que necessitam de áreas de vida muito vastas (até 170 km2), a degradação de sua morada é gravíssima.

Esse quadro de perda de habitats e queimadas se traduz para os animais em impactos diretos principalmente de queimaduras, desidratação e asfixia por fumaça. No momento da fuga, a desorientação costuma levar a traumas diversos, como choques contra edificações, atropelamentos ao cruzar estradas ou a encontros com animais domésticos. No pós-fogo, a perda de ninhos, a falta de alimento (pela morte de presas, queima da vegetação, de frutos e sementes) ou de água aparecem como impactos indiretos ligadas aos fogos sobre a vida silvestre.

A separação dos filhotes de suas famílias soma-se a tudo isso. Para os jovens animais que conseguem se recuperar, mas que não aprenderam os comportamentos básicos de sobrevivência, isso surge como um novo obstáculo para o retorno aos seus locais adequados de vida: na natureza de origem.

“A conscientização de todos é urgente. Nos últimos 50 anos as superfícies de terras dedicadas à monocultura de soja cresceram a uma taxa muito maior do que a da expansão da população global. O que é pior, cerca de 75% dessa produção acaba virando ração para alimentar animais confinados em sistemas intensivos, que em geral não respeitam padrões mínimos de bem-estar animal. Fora os impactos demonstrados sobre a vida silvestre, essa realidade está relacionada à segurança alimentar. As terras destinadas à produção de grãos para a fabricação de ração animal poderiam gerar alimentos destinados diretamente ao consumo humano, com um uso mais racional de recursos”, alerta o gerente da Proteção Animal Mundial.


A Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) - é a voz global do bem-estar animal, com mais de 70 anos de experiência em campanhas por um mundo no qual os animais vivam livres de crueldade e sofrimento. Temos escritórios em 12 países e desenvolvemos trabalhos em 47 países ao todo. Colaboramos com comunidades locais, com o setor privado, com a sociedade civil e governos para mudar a vida dos animais para melhor. Nosso objetivo é mudar a maneira como o mundo trabalha para acabar com a crueldade e o sofrimento dos animais selvagens e de produção. Por meio de nossa estratégia global de sistema alimentar, vamos acabar com a pecuária industrial intensiva e criar um sistema alimentar humano e sustentável, que coloca os animais em primeiro lugar. Ao transformar os sistemas falhos que impulsionam a exploração e a mercantilização, daremos aos animais silvestres o direito a uma vida silvestre. Nosso trabalho para proteger os animais desempenhará um papel vital na solução da emergência climática, da crise de saúde pública e da devastação de habitats naturais.



Por Marília Bianchini - Sorellapr





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Estresse animal e contenção: Saiba como lidar com seu gatinho!

O uso de roupinhas pode ser um gerador de estresse nos animais



Médica-veterinária especializada em medicina felina, Vanessa Zimbres, alerta sobre como lidar com animais em situação de estresse


Uma situação inusitada repercutiu em diversos locais: Durante coletiva de imprensa com o jogador da seleção brasileira Vini Jr. no Catar, na quarta-feira (7/12), um gato subiu em cima da mesa onde acontecia a entrevista. Para conter o animal, um assessor da CBF pegou o felino de uma forma que gerou questionamentos sobre a prática.


O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMVSP) se posicionou sobre a situação indicando que a retirada do animal poderia ter sido mais cuidadosa, uma vez que profissionais realizariam a prática de outra maneira. No entanto, ressalta que, diante da situação, a forma como ocorreu pode ter sido a mais segura para o assessor se resguardar, visto que existe a possibilidade de transmissão de importantes zoonoses, principalmente quando se trata de um animal cuja origem e condição de saúde é desconhecida.


“É fundamental encontrar a maneira adequada de contenção, de modo que tanto a pessoa quanto o animal não corram riscos. Em situações estressantes, o cuidado deve ser redobrado”, explica Vanessa Zimbres, proprietária da Clínica exclusiva Gato é Gente Boa, localizada em Itu-SP.


Ao citar situações de estresse, Vanessa relembra as festividades do fim de ano, momento em que é comum as pessoas se reunirem nas casas para celebrar. “Nesse período, é muito importante que os tutores ofereçam um ambiente confortável para os animais”.


A contenção de animais estressados deve ser feita somente quando necessário

A médica-veterinária enumera situações que podem elevar os níveis de estresse: “Forçar o animal a usar roupinhas temáticas, barulhos, como música alta e fogos de artificio ou outros artefatos sonoros, e até mesmo viagens de férias podem desencadear o estresse”.

Contenção de danos

A segurança deve vir em primeiro lugar, portanto, para evitar acidentes, providenciar um ambiente seguro para que os gatos possam se esconder até passar o efeito estressante é fundamental. “É preciso cuidado, pois ao contrário do que muita gente pensa, o animal que está assustado ou estressado não deve ser contido. Segurar para acalmá-lo, como se faz com pessoas, pode gerar efeito contrário. Isso não significa agressividade e sim uma tentativa de se proteger e, ao agir dessa forma, pode causar acidentes”, explica.


Em último caso, se for realmente necessária a contenção com o objetivo de protegê-lo ou resguardar pessoas, é preciso se atentar com a maneira adequada. “A melhor maneira de contenção envolve o uso de caixas de transporte, de forma que a pessoa possa transportar o animal com segurança para ambos. Outra opção é com o uso de toalhas. Nesse caso, deve-se colocá-la com cuidado sobre o animal, cobrindo boca e unhas. Em seguida, ele pode ser segurado e colocado com cuidado diretamente no chão”, exemplifica.


O ambiente enriquecido é um aliado para que o gato fique confortável. Por isso, nas festas de fim de ano ou qualquer outra situação que pode ser estressante, Vanessa orienta o seguinte:


- Mantenha os animais em um ambiente silencioso, se não for possível, faça simulações prévias com sons, como por exemplo: música e vozes de forma gradativa;

- Providencie um espaço, de preferência com locais altos, com tudo o que o gato vai precisar;

- Use difusor felino para tranquilizá-lo;

- Verifique portas, janelas e outros possíveis locais de fuga e mantenha-os fechados.


Por Alexandre Meiken - JF Gestão de Conteúdo