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Zoonose silenciosa: saiba como proteger seu pet e sua família da Leishmaniose

Fonte: Pexels

Médica veterinária orienta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da zoonose transmitida pelo “mosquito-palha” 


A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose relevante e mais frequente na América do Sul, incluindo o Brasil, afetando cães, humanos e, em menor escala, outros animais. Causada pelo protozoário Leishmania infantum, a infecção ocorre exclusivamente pela picada das fêmeas infectadas de flebotomíneos — os conhecidos “mosquitos-palha”. Embora o cão seja o principal reservatório do parasita, ele não transmite a doença diretamente ao ser humano; a infecção depende sempre da picada do inseto.



 

Os sinais clínicos nos cães podem variar bastante, desde alterações discretas até quadros mais graves. A professora Lara Vilela Soares, do curso de Medicina Veterinária da Una Itumbiara, explica que é comum observar emagrecimento, apatia, febre, vômito, diarreia, alterações de apetite e lesões na pele ou nos olhos. No entanto, segundo Soares, o mais importante é lembrar que nem todo cão infectado aparenta estar doente. “Costumamos dizer que leishmaniose não tem cara, pois muitos permanecem assintomáticos por longos períodos”, alerta, reforçando a necessidade de atenção redobrada de tutores e profissionais veterinários.


Fonte: Pexels


 

A prevenção é a principal aliada no combate à leishmaniose. De acordo com Soares, o uso de inseticidas tópicos com ação repelente, como coleiras impregnadas com deltametrina ou flumetrina e pipetas específicas, é recomendado. Além disso, práticas ambientais são indispensáveis: instalar telas em janelas, manter o quintal limpo, evitar passeios no entardecer e à noite — horários de maior atividade do mosquito — e eliminar criadouros potenciais, como folhas acumuladas e matéria orgânica. “Essas ações são fundamentais não apenas para proteger o animal, mas também para reduzir a incidência da doença em humanos”, destaca.


 

A vacina, que por muitos anos foi uma importante ferramenta de prevenção, está suspensa no Brasil desde 2023, por decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em razão de problemas de qualidade identificados em alguns lotes.


 

O diagnóstico deve ser realizado por meio de testes sorológicos, como ELISA e RIFI, complementados por exames parasitológicos e moleculares, que identificam a presença do parasita e avaliam a carga infecciosa. O tratamento de primeira escolha envolve a administração de Miltefosina, que pode ser utilizada isoladamente ou associada a outras drogas. Soares enfatiza que o diagnóstico e o acompanhamento devem ser rigorosos: “A avaliação clínica dos animais deve ir além do exame físico, uma vez que muitos animais não apresentam sinais clínicos aparentes, mas alterações laboratoriais”.


 

Sobre a eutanásia de cães positivos para leishmaniose, Soares esclarece que a prática não é mais obrigatória por lei. “O Ministério da Saúde recomenda a medida em alguns casos, mas hoje os tutores podem optar pelo tratamento, desde que façam uso de medicamentos autorizados e adotem medidas rigorosas de controle do vetor”. Ela acrescenta que o Conselho Federal de Medicina Veterinária apoia essa escolha, desde que realizada com ética e acompanhamento profissional adequado.


 

Consultas veterinárias regulares e exames de rotina são indispensáveis para garantir a saúde dos pets. “Prevenção é fundamental. A leishmaniose é uma doença grave, mas, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível garantir qualidade de vida ao animal e segurança para toda a família”, reforça Soares. Ela ainda lembra que, mesmo após o tratamento, o animal pode permanecer como fonte de infecção para o vetor, o que torna imprescindível a manutenção contínua das medidas de proteção.


 

Sobre a Una: Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.   

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação - parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa. 


Por Amanda Franciele Silva - Rede Comunicação

Pulgas e carrapatos: prevenção é fundamental durante o ano inteiro

De desconforto a zoonoses graves, ectoparasitas são uma ameaça para a família toda


As altas temperaturas do verão são comumente associadas ao aumento na proliferação de pulgas e carrapatos. Porém, o clima mais ameno do outono não é motivo para descuidar ou espaçar os tratamentos preventivos. A redução da umidade do ar e a queda de folhas secas também contribuem com a reprodução desses ectoparasitas, que causam desde desconforto até doenças graves.


As pulgas podem causar dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP), reação alérgica intensa que causa inflamação da pele, prurido e perda de pelos; verminoses, que causam diarreia, vômitos e perda de peso; bartonelose, infecção bacteriana que causa febre, letargia, inchaço dos linfonodos, perda de peso, podendo levar a complicações sérias, como infecção das válvulas cardíacas, dentre outras.



Já os carrapatos são responsáveis por doenças ainda mais graves, tanto em animais como em humanos.  Nos pets, como exemplo, a erliquiose causa febre, letargia, insuficiência renal e pode levar à óbito; a doença de Lyme também causa febre, claudicação intermitente, letargia e, até mesmo, problemas neurológicos e cardíacos, enquanto que a febre maculosa pode causar sintomas leves ou severos, como febre, letargia, dor nas articulações, aumento dos linfonodos e dificuldade respiratória.


Em humanos a doença de Lyme causa lesão cutânea avermelhada, febre, dores articulares, fadiga e, em casos graves, pode afetar o sistema nervoso e as articulações. A erliquiose pode causar febre, dor muscular, dor de cabeça, calafrios, mas também podem levar a complicações sérias. A febre maculosa inicia com os mesmos sintomas das demais infecções, porém, posteriormente surgem manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que podem se expandir para outras partes do corpo.


“Apesar dos recentes casos de febre maculosa terem acendido o alerta sobre a real importância de se prevenir de carrapatos, ainda há quem pense que o risco de contrair ectoparasitas não seja tão grande, especialmente quando o clima fica mais ameno ou quando o pet não costuma sair de casa, como é o caso da maioria dos gatos”, comenta o médico-veterinário, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil, Henry Berger. O veterinário ressalta que pulgas podem chegar até nossas casas presas a nossas roupas e calçados e se alojam em cantos e frestas dos ambientes, posteriormente se alimentando do sangue dos animais e se reproduzindo. Já o clima seco do inverno é de grande incidência de carrapatos, que também ficam nas gramas, folhas caídas e igualmente podem ser levados para dentro de casa.


Segundo Berger, os médicos-veterinários têm papel fundamental no alerta para os tutores, auxiliando-os a manterem as medidas preventivas ao longo de todo o ano. “Uma das missões da comunidade VetFamily é promover parcerias e ações que apoiem os médicos-veterinários em suas rotinas e promovam o cuidado com a saúde e o bem-estar dos animais. Por isso, recentemente firmamos uma parceria com a multinacional Elanco, responsável por um amplo portfólio de medicamentos e uma linha completa de tratamento de ectoparasitas, como a família Credeli™, para assim facilitar o acesso e ampliar a cultura da prevenção entre os tutores”.


Tratamentos rápidos e seguros são essenciais para a saúde dos animais e o controle de pulgas e carrapatos no ambiente. Indicado para cães filhotes e adultos, o Credeli™ Cães é o parasiticida oral de atuação mais rápida disponível atualmente no mercado, com ação inicial contra pulgas em até duas horas e contra carrapatos, em até quatro horas. Seis horas após a administração do medicamento, o animal já está livre de 100% das pulgas e, após oito horas, dos carrapatos.



Os felinos também contam com uma versão própria: o Credeli™ Gatos, que é líder no segmento em diversos países, e foi especialmente desenvolvido para o organismo e as particularidades dos bichanos.  Com um processo de extrapurificação, que isola apenas a parte ativa do princípio lotilaner, a metabolização do medicamento é mais fácil, poupando o fígado dos animais. Além disso, os comprimidos são pequenos e palatáveis, fáceis de administrar.  Tanta inovação e a eficácia comprovada pelos testes garantiram ao produto o prêmio Easy to Give Award da Sociedade Internacional de Medicina Felina.


No início de abril, os membros da VetFamily terão ainda a oportunidade de participar do lançamento do novo integrante dessa família de parasiticidas, o Credeli™ Plus, que completa a proteção dos cães também contra vermes.


“A parceria entre a Elanco e a VetFamily já acontece em outros países e, agora, no Brasil. Estamos entusiasmados com a possibilidade de promover ações, eventos e workhsops e disponibilizar inovações tecnológicas e conteúdo técnico relevante em primeira mão ao grande grupo de membros da comunidade VetFamily. Um passo importante em nosso compromisso com os médicos-veterinários e com o bem-estar animal”, revela o gerente sênior de marketing de Pet Health da Elanco, Alessandro Orsolini. A Elanco Saúde Animal foi a primeira empresa de saúde animal do mercado brasileiro a receber o selo de “Empresa Amiga do Bem-estar Animal” com produtos certificados em sua linha de Pet Health, entre outros.

 

VetFamily - Organização global líder em soluções para clínicas veterinárias independentes, é parte do Vimian Group, tem sede em Estocolmo (Suécia) e reúne mais de 6.500 clínicas e 20 mil veterinários em mais de 11 países da União Europeia, Estados Unidos, Austrália e, agora, Brasil. Seu objetivo principal é contribuir para a melhor administração e lucratividade das clínicas, oferecendo diversos serviços, como centralização da negociação com parceiros comerciais, apoio à gestão e disseminação de conhecimento. Conheça mais em www.vetfamilybrasil.com.br


A Elanco Animal Health (NYSE: ELAN) é líder global na área de saúde animal e se dedica a inovar e fornecer produtos e serviços para prevenir e tratar doenças em animais de produção e animais de companhia, agregando valor ao trabalho de produtores, tutores, médicos-veterinários e da sociedade como um todo. Com quase 70 anos de tradição no setor, estamos comprometidos em ajudar nossos clientes a melhorar a saúde dos animais sob seus cuidados, além de causar um impacto significativo em nossas comunidades locais e globais. Na Elanco, somos movidos por nossa visão – Alimento e Companheirismo enriquecendo a vida – e nossa estrutura de responsabilidade social – Elanco Healthy Purpose™ – tudo para melhorar a saúde dos animais, das pessoas e do planeta. 


Por Josiane Fontana - Equipe Deepzo

Dia Mundial do Gato - como preparar sua casa para a chegada de um novo gatinho

 

Celebrando o Dia Mundial do Gato em 17 de fevereiro, a dra. Karin Botteon, veterinária, destaca a importância da preparação responsável para acolher um novo felino em casa. A dra. enfatiza medidas de segurança doméstica, socialização adequada, e a necessidade de uma adaptação cuidadosa para garantir o bem-estar e saúde dos novos membros felinos da família.


Para comemorar o Dia Mundial do Gato, em 17 de fevereiro, que tal adotar um novo gatinho? Ter um gato em casa pode ser uma fonte de alegria e trazer benefícios à saúde mental e física dos seus tutores, ajudando a reduzir o estresse e aumentar a sensação de bem-estar. No entanto, dra. Karin Botteon, veterinária e gerente técnica da Boehringer Ingelheim, enfatiza que a chegada de um novo membro felino ao lar requer cuidados específicos para garantir sua segurança e adaptação.

 

"A preparação do ambiente é fundamental antes de introduzir um gatinho à sua nova casa", afirma Karin. Ela destaca que remover perigos potenciais é o primeiro passo para criar um espaço seguro. Isso inclui cuidados com cordões de persianas que devem ser devidamente recolhidos, guardar pequenos objetos que podem ser engolidos, proteger cabos elétricos, fechar a tampa do vaso sanitário, verificar a toxicidade de plantas domésticas e jardins, e manter produtos químicos e medicamentos trancados.

 

Além de preparar a casa, é importante fazer com que o gatinho se sinta em casa. "Coloque o cobertor do gatinho na caixa de transporte e na cama dele para que o cheiro familiar o ajude a se acalmar", sugere a veterinária. Ela recomenda manter o gato inicialmente em um único cômodo para que ele não se sinta sobrecarregado e possa se adaptar gradualmente ao novo ambiente.

 

A introdução a outros pets e à família deve ser feita com cautela. "Ensine as crianças a serem gentis com o novo animal e observe a linguagem corporal do gatinho para garantir que ele não esteja se sentindo ameaçado", reforça Karin. Ela também fornece dicas para uma introdução bem-sucedida entre gatos, como permitir que se acostumem com o cheiro um do outro antes de um encontro face a face. Ela sugere trocar cobertores entre os gatos e realizar encontros visuais seguros, como através de uma porta de vidro, antes de permitir interações diretas sob supervisão. "Proporcionar experiências positivas durante esses primeiros encontros, como brincadeiras e petiscos, pode ajudar a construir uma associação positiva entre os animais," acrescenta. A especialista destaca a importância de monitorar as interações para garantir que sejam amigáveis e, se necessário, intervir rapidamente retirando o novo gatinho do ambiente. "Se observar comportamentos amigáveis, como brincadeiras mútuas e cuidados conjuntos, é um bom indicativo de que eles estão começando a aceitar a presença um do outro," conclui. O uso de feromônios na forma de difusores de ambiente pode também ser um grande aliado e ajudar a aliviar o estresse deixando o felino mais calmo. “Ao identificar qualquer sinal de dificuldade na adaptação, não hesite em consultar um veterinário comportamentalista para ajudar no processo”, completa.

 

A dra. Karin Botteon também enfatiza a importância de iniciar o treinamento com a caixa de areia e observar a dieta do gatinho, garantindo que ele receba alimentos apropriados para sua idade e estágio de desenvolvimento. Além destes aspectos, ela ressalta a relevância dos cuidados higiênicos e da manutenção de um ambiente limpo e seguro para o bem-estar do gato. "Manter a caixa de areia limpa e longe de barulhos é crucial, não só para o conforto do animal, mas também para prevenir a ocorrência de doenças. Uma caixa de areia que não é limpa regularmente pode se tornar um ambiente propício para a proliferação de bactérias e parasitas, o que pode levar a problemas de saúde não apenas para o gato, mas também para os humanos" explica dra., destacando a importância da higiene para prevenir zoonoses, por isso, é importante também garantir que o gatinho receba os cuidados básicos de saúde como vacinação e antiparasitários

 

"Adotar um gatinho é um compromisso de longo prazo que traz muitas recompensas", conclui. Com as devidas precauções e cuidados, os tutores podem garantir que seus novos companheiros felinos tenham uma transição suave e segura para o novo lar, promovendo uma convivência harmoniosa e cheia de momentos felizes.



Por Bruna Rassi

Mesmo 'protegidos' no quintal de casa, pets estão suscetíveis a doenças parasitárias 


Por Yolanda Antunes, médica-veterinária formada pela Universidade Estácio de Sá (Unesa) e gerente da unidade de negócios de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal


A verminose é bastante frequente nos cães, geralmente ocorre quando parasitos se instalam no intestino destes animais e, algumas vezes, pode também acometer alguns outros órgãos importantes como fígado, coração, pulmões e rins. A principal forma de transmissão ocorre pela via fecal-oral, que é quando os animais entram em contato com as fezes ou os objetos contaminados pelas fezes de um animal parasitado, contendo ovos ou larvas de parasito. 

 

Estar atento a esse problema é bastante importante: os passeios, por exemplo, são muito benéficos, pois promovem bem-estar e qualidade de vida, mas devem ser sempre supervisionados, a fim de evitar que o animal tenha contato com fezes de outros animais e objetos “suspeitos”. Como evitar passeios pode ser uma condição estressante, impactando diretamente a saúde, a melhor opção é manter em dia o calendário de vermifugação. 

 

O cão, uma vez infestado, contamina com suas próprias fezes o ambiente em que vive, e, a partir deste momento, as reinfestações acontecem, sem que o mesmo tenha que frequentar ambientes externos para isso.  

 

Quando os animais estão parasitados, alguns sintomas podem ser observados, como perda de peso (mesmo com ingestão normal ou maior de alimentos), fraqueza, pelos arrepiados e sem brilho, aumento de volume na região do abdômen e excesso de secreção nos olhos, além de vômitos e diarreia, que podem ser acompanhados de sangue. Outro sintoma é a mudança de comportamento que, dependendo do parasito, pode causar coceira na região posterior, fazendo com que os pets arrastem esta região no chão, na tentativa de se coçar. 

 

Alguns dos vermes que acometem os cães podem acometer as pessoas (ou seja, são zoonoses). Entre eles, está o “verme do chicote”, causador da ancilostomíase em cães e do "bicho geográfico" nos seres humanos. Outra importante doença é a toxocaríase – cujo verme causador também é responsável pela “Larva Migrans Visceral”, um problema que, quando acomete crianças, pode levar à cegueira. 

 

Verminose é coisa séria e quando não diagnosticada ou tratada pode causar a morte do pet, além de prejuízos à saúde do tutor e de sua família. Após consulta com o médico-veterinário e a confirmação do diagnóstico, um vermífugo de amplo espectro será prescrito e as repetições serão baseadas no estilo de vida. A ciência comprova a segurança e os bons resultados de pomoato de pirantel com pomoato de oxantel e praziquantel para essa finalidade. Essa associação está presente no mercado em produtos como, Ciurex Plus Suspensão. 

 

Tão importante quanto manter a vermifugação em dia é essencial manter o ambiente e os objetos do pet sempre limpos e higienizados e dar um destino adequado às fezes. Se o seu cão está com algum sintoma compatível com a verminose, ou está com a vermifugação atrasada, procure imediatamente um médico-veterinário! 



Por Rafael Iglesias - Texto Comunicação




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Estresse animal e contenção: Saiba como lidar com seu gatinho!

O uso de roupinhas pode ser um gerador de estresse nos animais



Médica-veterinária especializada em medicina felina, Vanessa Zimbres, alerta sobre como lidar com animais em situação de estresse


Uma situação inusitada repercutiu em diversos locais: Durante coletiva de imprensa com o jogador da seleção brasileira Vini Jr. no Catar, na quarta-feira (7/12), um gato subiu em cima da mesa onde acontecia a entrevista. Para conter o animal, um assessor da CBF pegou o felino de uma forma que gerou questionamentos sobre a prática.


O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMVSP) se posicionou sobre a situação indicando que a retirada do animal poderia ter sido mais cuidadosa, uma vez que profissionais realizariam a prática de outra maneira. No entanto, ressalta que, diante da situação, a forma como ocorreu pode ter sido a mais segura para o assessor se resguardar, visto que existe a possibilidade de transmissão de importantes zoonoses, principalmente quando se trata de um animal cuja origem e condição de saúde é desconhecida.


“É fundamental encontrar a maneira adequada de contenção, de modo que tanto a pessoa quanto o animal não corram riscos. Em situações estressantes, o cuidado deve ser redobrado”, explica Vanessa Zimbres, proprietária da Clínica exclusiva Gato é Gente Boa, localizada em Itu-SP.


Ao citar situações de estresse, Vanessa relembra as festividades do fim de ano, momento em que é comum as pessoas se reunirem nas casas para celebrar. “Nesse período, é muito importante que os tutores ofereçam um ambiente confortável para os animais”.


A contenção de animais estressados deve ser feita somente quando necessário

A médica-veterinária enumera situações que podem elevar os níveis de estresse: “Forçar o animal a usar roupinhas temáticas, barulhos, como música alta e fogos de artificio ou outros artefatos sonoros, e até mesmo viagens de férias podem desencadear o estresse”.

Contenção de danos

A segurança deve vir em primeiro lugar, portanto, para evitar acidentes, providenciar um ambiente seguro para que os gatos possam se esconder até passar o efeito estressante é fundamental. “É preciso cuidado, pois ao contrário do que muita gente pensa, o animal que está assustado ou estressado não deve ser contido. Segurar para acalmá-lo, como se faz com pessoas, pode gerar efeito contrário. Isso não significa agressividade e sim uma tentativa de se proteger e, ao agir dessa forma, pode causar acidentes”, explica.


Em último caso, se for realmente necessária a contenção com o objetivo de protegê-lo ou resguardar pessoas, é preciso se atentar com a maneira adequada. “A melhor maneira de contenção envolve o uso de caixas de transporte, de forma que a pessoa possa transportar o animal com segurança para ambos. Outra opção é com o uso de toalhas. Nesse caso, deve-se colocá-la com cuidado sobre o animal, cobrindo boca e unhas. Em seguida, ele pode ser segurado e colocado com cuidado diretamente no chão”, exemplifica.


O ambiente enriquecido é um aliado para que o gato fique confortável. Por isso, nas festas de fim de ano ou qualquer outra situação que pode ser estressante, Vanessa orienta o seguinte:


- Mantenha os animais em um ambiente silencioso, se não for possível, faça simulações prévias com sons, como por exemplo: música e vozes de forma gradativa;

- Providencie um espaço, de preferência com locais altos, com tudo o que o gato vai precisar;

- Use difusor felino para tranquilizá-lo;

- Verifique portas, janelas e outros possíveis locais de fuga e mantenha-os fechados.


Por Alexandre Meiken - JF Gestão de Conteúdo





Junho Vermelho: Animais também são doadores de sangue e podem salvar vidas

 

Animais podem ser doadores de sangue? A resposta para essa pergunta é sim



Assim como os humanos, os animais também estão suscetíveis a transfusões de sangue. E para receber, precisa ter alguém para doar.
E quais são os critérios para um animal ser doador de sangue e ajudar a salvar outras vidas? O principal deles é que o animal esteja em boas condições de saúde. Depois disso, ele precisa ter entre um e oito anos de idade e testar negativo para as principais doenças infecciosas de cada espécie que podem vir a ser transmitidas pelo sangue.
 

Quem vai atestar se o animal está apto a ser um doador, assim como indicar quais casos estão passíveis de transfusão é o médico-veterinário. A avaliação e acompanhamento do profissional são essenciais para garantir o bem-estar do doador e do paciente. “Se o doador for previamente avaliado por um médico-veterinário e ele atestar que o animal está apto a doar sangue os riscos são mínimos”, esclarece a médica-veterinária e presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA), Ilka Gonçalves, ao alertar que os felinos exigem uma atenção mais especial “no caso dos gatos existe o risco do stress da contenção ou da sedação que deve ser realizada por profissionais capacitados”.

 

Questões como o peso, que deve ser de, no mínimo, 27Kg para cães e de 4kg para gatos, temperamento e o estado físico do animal doador, que deve ter feito um jejum de 12 horas e ter tido um sono de boa qualidade antes do procedimento também devem ser observadas antes da doação. “A quantidade de sangue doado depende do peso do doador, mas é sempre uma que não provoque efeitos colaterais e por isso, é importante que sejam animais saudáveis. Animais obesos não são bons candidatos à doação, pois podem causar dano à saúde do receptor”, explica a médica-veterinária.


"Cada caso é tratado de maneira individualizada e o risco de óbito do animal não é descartado..." 
 

E por falar em riscos, quais são os riscos do procedimento? Para o doador, os riscos são mínimos, mas é importante que após a doação o animal fique em observação e não faça atividades físicas por alguns dias. Já o receptor, mesmo com os diversos testes e análises, pode apresentar algumas reações clínicas, que podem ser imunológicas ou não imunológicas, agudas ou tardias (que se manifestam em até 48 horas). Entre as reações mais comuns, estão estado febril, taquicardia, dispneia, aumento da frequência cardíaca e respiratória, salivação e convulsões.
 

As causas que podem levar um animal a precisar de uma transfusão de sangue vão desde uma hemorragia, uma anemia, problemas de coagulação, reposição de componentes sanguíneos ou até mesmo para normalizar a quantidade de sangue circulante e nesses e em outros casos, o animal transfusionado precisa de um doador compatível. Sim, os animais também possuem fatores sanguíneos diferentes e a transfusão não pode ocorrer indiscriminadamente.
 

Ilka Gonçalves faz outro alerta importante e que deve ser sempre considerado. ”Cada caso é tratado de maneira individualizada e o risco de óbito do animal não é descartado. Por isso, é fundamental que a transfusão seja realizada em uma clínica ou hospital com registro no CRMV e funcionamento vinte e quatro horas, com o acompanhamento de um médico-veterinário que vai monitorar o paciente durante o procedimento e também nas vinte e quatro horas seguintes”.
 

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? O Hospital de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia realiza durante todo o mês de junho uma ação de conscientização sobre a importância da doação de sangue para humanos e animais. No sábado (11), o Hospmev estará aberto para triagem e coleta de doadores cães e gatos. A atividade ainda vai contar com a participação das Ligas e Grupos de Estudo abordando assuntos sobre saúde única, saúde animal e zoonoses. O Hospmev fica localizado na Av. Milton Santos, nº 500, no bairro de Ondina, em Salvador(BA).



Por Lucas Figueredo 



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