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Abril Laranja: conscientizar e prevenir a crueldade animal inclui promover bem-estar e segurança para os bichos

dra. Vanessa Zimbres

 Especialista em gatos dá dicas para mantê-los saudáveis e felizes; ela destaca que posse e adoção devem acontecer com responsabilidade



Abril Laranja é o mês de reflexão e ação em prol da vida animal, campanha instituída com o objetivo de promover a conscientização e a prevenção contra a crueldade com os bichos. No Brasil, a legislação é clara quanto à esta proteção: maltratar animais é considerado crime, conforme o artigo 32 da Lei nº 9.605 e prevê multa, proibição da guarda de pet e pode até levar à prisão, com pena de reclusão de 2 a 5 anos em casos extremos.


Para Vanessa Zimbres, médica veterinária especializada em gatos e diretora da Clínica Gato É Gente Boa, infelizmente, gatos acabam sendo vítimas frequentes de maus tratos. “Os felinos são frequentemente vítimas de maus tratos devido a mitos e preconceitos enraizados na nossa cultura, por isso é fundamental desmistificar essas ideias e promover o respeito e cuidado com eles e todos os outros animais".


A data também serve como um lembrete da necessidade de promover a posse e adoção responsável, já que oferecer cuidados adequados aos pets deve ser uma preocupação constante. A especialista conta que atitudes simples podem fazer a diferença no bem-estar dos animais. “No caso dos gatos, ambientes seguros e estimulantes são essenciais. Eles necessitam de áreas elevadas para observar seu território, além de recursos como caixas de areia, vasilhas de água e ração, arranhadores e brinquedos.


Vanessa ainda explica que é preciso respeitar o senso olfativo, a interação com o tutor e outras pessoas que estiverem na casa, respeitando as particularidades individuais do animal. “Eles precisam expressar o comportamento natural, ou seja, de um animal caçador, com brincadeiras que imitam a caça”.


A veterinária também ressalta que é fundamental proteger a casa, com telas em janelas, muros e portões, para evitar fugas e garantir a segurança dos gatos. “Deixá-los sair de casa pode colocá-los em risco de contrair doenças infecciosas, se envolverem em acidentes, maus-tratos e até mesmo brigas com outros bichinhos", destaca.


Quanto às doenças, é importante manter uma rotina de prevenção para manter os gatinhos saudáveis e felizes. “Os gatos são mestres em esconder doenças e dor, portanto a ideia de que são animais mais resistentes e de baixa manutenção é um mito. Quando eles demonstrarem algum sintoma, pode ser tarde. Além da recuperação ser mais difícil, em muitos casos, os problemas podem não ser mais curáveis e o tratamento se estender como um paliativo para o resto da vida do paciente. Investigar e prevenir doenças permite o tratamento logo no início quando as chances de cura são mais concretas”, conclui a médica veterinária.



Por Bárbara Brisolla - JF Gestão de Conteúdo


Mesmo 'protegidos' no quintal de casa, pets estão suscetíveis a doenças parasitárias 


Por Yolanda Antunes, médica-veterinária formada pela Universidade Estácio de Sá (Unesa) e gerente da unidade de negócios de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal


A verminose é bastante frequente nos cães, geralmente ocorre quando parasitos se instalam no intestino destes animais e, algumas vezes, pode também acometer alguns outros órgãos importantes como fígado, coração, pulmões e rins. A principal forma de transmissão ocorre pela via fecal-oral, que é quando os animais entram em contato com as fezes ou os objetos contaminados pelas fezes de um animal parasitado, contendo ovos ou larvas de parasito. 

 

Estar atento a esse problema é bastante importante: os passeios, por exemplo, são muito benéficos, pois promovem bem-estar e qualidade de vida, mas devem ser sempre supervisionados, a fim de evitar que o animal tenha contato com fezes de outros animais e objetos “suspeitos”. Como evitar passeios pode ser uma condição estressante, impactando diretamente a saúde, a melhor opção é manter em dia o calendário de vermifugação. 

 

O cão, uma vez infestado, contamina com suas próprias fezes o ambiente em que vive, e, a partir deste momento, as reinfestações acontecem, sem que o mesmo tenha que frequentar ambientes externos para isso.  

 

Quando os animais estão parasitados, alguns sintomas podem ser observados, como perda de peso (mesmo com ingestão normal ou maior de alimentos), fraqueza, pelos arrepiados e sem brilho, aumento de volume na região do abdômen e excesso de secreção nos olhos, além de vômitos e diarreia, que podem ser acompanhados de sangue. Outro sintoma é a mudança de comportamento que, dependendo do parasito, pode causar coceira na região posterior, fazendo com que os pets arrastem esta região no chão, na tentativa de se coçar. 

 

Alguns dos vermes que acometem os cães podem acometer as pessoas (ou seja, são zoonoses). Entre eles, está o “verme do chicote”, causador da ancilostomíase em cães e do "bicho geográfico" nos seres humanos. Outra importante doença é a toxocaríase – cujo verme causador também é responsável pela “Larva Migrans Visceral”, um problema que, quando acomete crianças, pode levar à cegueira. 

 

Verminose é coisa séria e quando não diagnosticada ou tratada pode causar a morte do pet, além de prejuízos à saúde do tutor e de sua família. Após consulta com o médico-veterinário e a confirmação do diagnóstico, um vermífugo de amplo espectro será prescrito e as repetições serão baseadas no estilo de vida. A ciência comprova a segurança e os bons resultados de pomoato de pirantel com pomoato de oxantel e praziquantel para essa finalidade. Essa associação está presente no mercado em produtos como, Ciurex Plus Suspensão. 

 

Tão importante quanto manter a vermifugação em dia é essencial manter o ambiente e os objetos do pet sempre limpos e higienizados e dar um destino adequado às fezes. Se o seu cão está com algum sintoma compatível com a verminose, ou está com a vermifugação atrasada, procure imediatamente um médico-veterinário! 



Por Rafael Iglesias - Texto Comunicação




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Saúde felina: cuidados com os gatos na primavera

 

Vanessa Zimbres, da Clínica Gato é Gente Boa, é médica-veterinária especializada em medicina felina










Algumas plantas são tóxicas e podem levar os animais à morte


Lírios: belos, porém letais

No caso dos gatos, uma planta que apresenta grande perigo é o lírio, explica Vanessa Zimbres, médica-veterinária especializada em medicina felina e diretora da Clínica Gato é Gente Boa, em Itu-SP. “Vale para qualquer tipo de lírio. Todas as partes da planta são extremamente tóxicas para os gatos e podem causar injúria renal aguda, ou seja, lesões que se iniciam com a perda da função renal e podem levar até mesmo à morte”.


Além dos lírios, plantas como: azaleia, antúrios, hibisco, comigo ninguém pode e espada de São Jorge também são tóxicas para os felinos.


Vanessa reforça que, além da jardinagem do ambiente onde o gato convive, é preciso se atentar a outros elementos comuns na estação e que prejudicam a saúde dos animais e até mesmo dos humanos. “É importante que os animais fiquem em ambiente seguro. Gatos que circulam pelas ruas ou locais desconhecidos, podem também ter acesso a fertilizantes, herbicidas e pesticidas, além das plantas tóxicas”, diz.


A especialista enumera outros problemas que podem ocorrer. “A prevenção de ectoparasitas deve ser redobrada. Nessa época, aumenta a infestação por pulgas e carrapatos, que podem causar diversas doenças infecciosas, parasitárias e alérgicas”.


Nesse aspecto, a veterinária reforça que para os gatos “só devem ser usados antipulgas indicados para eles e de acordo com o peso do animal. Por isso, é preciso sempre buscar orientação de um profissional”.


Outro ponto é o acúmulo de água das chuvas, que pode estar contaminada com urina de ratos, causando leptospirose. “Embora seja menos comum em gatos, sendo os cães mais susceptíveis, a doença pode afetar humanos”.


Vanessa complementa que, nessa época, casos de alergias são comuns, seja pelo pólen das plantas ou devido a fungos que se aproveitam da umidade.


Cuidados e ambiente adequado

O ideal é que os gatos não convivam ou não tenham acesso a ambientes que tenham plantas tóxicas. Caso isso ocorra e o gato faça a ingestão de lírio, o socorro deve ser imediato. “Quanto antes o animal for assistido, melhores as chances de recuperação. A injúria renal causada pela planta pode não se manifestar inicialmente, dependendo do grau de exposição, porém, o gato sofrerá as consequências futuramente”, orienta Vanessa.


Caso o contato tenha sido com outras plantas, o animal pode apresentar sintomas, como: salivação, desorientação, vômitos, entre outros, que podem fazer com que o gato deixe de se alimentar e sofra as consequências da anorexia.


Para enriquecer o ambiente e deixa-lo no clima da primavera, é possível substituir plantas e incluir elementos para que os gatos fiquem seguros. “Algumas opções de plantas são lavanda, orquídea, bromélia, camélia e suculentas, além das plantinhas que os gatos adoram, como: hortelã, catnip, e graminhas para gatos”, cita.


Por Alexandre Meiken - JF Gestão de Conteúdo



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Cãominhada e Desfile de Cães - Dia 15 de Outubro de 2022

Os cachorros da Rainha: Saiba mais sobre o Corgi

 

Exemplar da raça Corgi

A monarca britânica teve cerca de 30 cães da raça ao longo de seus 96 anos


Além de deixar sua marca registrada na história como uma importante líder mundial, a Rainha Elizabeth II era uma grande petlover. Desde a adolescência, a monarca - que faleceu nesta semana e foi a soberana britânica de mais longo reinado - já teve aproximadamente 30 cachorros da raça Corgi, quase todos descendentes de sua primeira companheira de quatro patas, Susan, um presente pelos seus 18 anos.
 

Mas por que a paixão de Elizabeth II pelos Corgis? A médica-veterinária e coordenadora de conteúdo do Grupo Petlove, Jade Petronilho, aponta algumas características desta raça que ajudam a explicar o encantamento da Rainha pelos cães. “Os Corgis são conhecidos mundialmente por serem os favoritos da Rainha Elizabeth. Toda a família real tem uma paixão especial pela raça. Eles têm uma aparência 'rebaixada' e se assemelham às raposas, principalmente devido às suas orelhas compridas e eretas. O que poucos sabem, na verdade, é que os cães atuais da Rainha são os Dorgis, uma mistura de Dachshund com Corgis. Ambos são cachorros inteligentes e extremamente amorosos. Leais e adaptáveis, são perfeitos tanto para pessoas que moram em apartamentos quanto em casas com espaços maiores".
 

Originalmente, o Corgi - ou Welsh Corgi - foi criado para pastorear gado, ovelhas e até cavalos, mas rapidamente ganhou seu espaço como um animal de estimação, graças ao seu temperamento afetuoso, fiel e inteligente. A especialista explica que a raça é muito adaptável e que pode viver tranquilamente tanto em um quintal ou grande jardim quanto dentro de um apartamento enxuto.
 

Suas pernas curtas, coxas musculosas e peito profundo permitem que os cães sejam firmes, ágeis e possuam uma energia pouco vista em cães do mesmo porte, tendo em média de 25 a 30 centímetros de altura e um peso de até 13Kg.

A pelagem dos Corgis é dupla e densa, podendo ser curta ou longa, com coloração zibelina, vermelho, preto, três cores ou fulvo, normalmente com manchas brancas em algumas áreas do corpo. Os pelos requerem pouquíssimos cuidados no dia a dia, sendo uma escovação semanal o suficiente para mantê-la saudável e sem fios mortos -- a frequência deve aumentar durante o período de troca de pelagem.
 

Jade comenta ainda que o Welsh Corgi tem duas variedades: o Pembroke e o Cardigan. Eles foram registrados como uma única raça até a década de 1930, apesar de muitos criadores acreditarem que ambos foram desenvolvidos separadamente e, por isso, deveriam ser duas linhagens distintas. Os dois tipos são bem parecidos, até mesmo em relação ao temperamento e habilidades de pastoreio, mas o Pembroke é um pouco menor e mais leve que o Cardigan.
 

Para quem estiver pensando em adotar um Corgi, a especialista lembra que, apesar de ser dócil e se adaptar bem a diferentes ambientes, o cão precisa de uma rotina de atividades diárias para manter sua saúde em dia, bem como ter um local tranquilo para poder descansar, longe de grandes agitações.


 

 

*Fundada em 1999, o Grupo Petlove iniciou suas atividades como um e-commerce, pioneiro no setor no país, e hoje se consolida como o primeiro ecossistema pet no Brasil. Atualmente, a companhia engloba outras frentes de negócios, como saúde, hospedagem e serviços, sempre focada em oferecer soluções completas para tutores e pets, seja no mundo virtual ou presencial. A empresa também tem forte atuação no segmento B2B e busca a valorização dos profissionais do setor, com soluções voltadas a médicos veterinários e petshops, empreendedores e pet sitters, fortalecendo todo o ecossistema pet por meio das plataformas de conteúdos técnicos e auxílio ao médico veterinário e de gestão de negócios com as marcas Vet Smart e Vetus, respectivamente.




Por Lais Colombini  - Loures Consultoria 


A Nova revista está sendo preparada. Aguardem!!!