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Mesmo 'protegidos' no quintal de casa, pets estão suscetíveis a doenças parasitárias 


Por Yolanda Antunes, médica-veterinária formada pela Universidade Estácio de Sá (Unesa) e gerente da unidade de negócios de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal


A verminose é bastante frequente nos cães, geralmente ocorre quando parasitos se instalam no intestino destes animais e, algumas vezes, pode também acometer alguns outros órgãos importantes como fígado, coração, pulmões e rins. A principal forma de transmissão ocorre pela via fecal-oral, que é quando os animais entram em contato com as fezes ou os objetos contaminados pelas fezes de um animal parasitado, contendo ovos ou larvas de parasito. 

 

Estar atento a esse problema é bastante importante: os passeios, por exemplo, são muito benéficos, pois promovem bem-estar e qualidade de vida, mas devem ser sempre supervisionados, a fim de evitar que o animal tenha contato com fezes de outros animais e objetos “suspeitos”. Como evitar passeios pode ser uma condição estressante, impactando diretamente a saúde, a melhor opção é manter em dia o calendário de vermifugação. 

 

O cão, uma vez infestado, contamina com suas próprias fezes o ambiente em que vive, e, a partir deste momento, as reinfestações acontecem, sem que o mesmo tenha que frequentar ambientes externos para isso.  

 

Quando os animais estão parasitados, alguns sintomas podem ser observados, como perda de peso (mesmo com ingestão normal ou maior de alimentos), fraqueza, pelos arrepiados e sem brilho, aumento de volume na região do abdômen e excesso de secreção nos olhos, além de vômitos e diarreia, que podem ser acompanhados de sangue. Outro sintoma é a mudança de comportamento que, dependendo do parasito, pode causar coceira na região posterior, fazendo com que os pets arrastem esta região no chão, na tentativa de se coçar. 

 

Alguns dos vermes que acometem os cães podem acometer as pessoas (ou seja, são zoonoses). Entre eles, está o “verme do chicote”, causador da ancilostomíase em cães e do "bicho geográfico" nos seres humanos. Outra importante doença é a toxocaríase – cujo verme causador também é responsável pela “Larva Migrans Visceral”, um problema que, quando acomete crianças, pode levar à cegueira. 

 

Verminose é coisa séria e quando não diagnosticada ou tratada pode causar a morte do pet, além de prejuízos à saúde do tutor e de sua família. Após consulta com o médico-veterinário e a confirmação do diagnóstico, um vermífugo de amplo espectro será prescrito e as repetições serão baseadas no estilo de vida. A ciência comprova a segurança e os bons resultados de pomoato de pirantel com pomoato de oxantel e praziquantel para essa finalidade. Essa associação está presente no mercado em produtos como, Ciurex Plus Suspensão. 

 

Tão importante quanto manter a vermifugação em dia é essencial manter o ambiente e os objetos do pet sempre limpos e higienizados e dar um destino adequado às fezes. Se o seu cão está com algum sintoma compatível com a verminose, ou está com a vermifugação atrasada, procure imediatamente um médico-veterinário! 



Por Rafael Iglesias - Texto Comunicação




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Giardíase: Como prevenir

 


As doenças parasitárias gastrointestinais ocorrem em todo o mundo e são a principal causa de diarreia e má absorção nos animais e no ser humano. A giardíase, causada pelo protozoário Giardia lamblia, é considerada a doença parasitária intestinal mais comum que acomete os mamíferos. A prevalência da giardíase no ser humano varia entre 12 a 50% em países do mundo considerados em desenvolvimento (Santana, etal 2014), e esta prevalência é similar ou ainda maior nos animais, que são considerados reservatórios deste parasita. Devido à alta frequência desta doença em todo o mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu esta doença no grupo de doenças consideradas negligenciadas.

 

 

Segundo o SIDANSindicato Nacional das Indústrias de Produtos para a Saúde Animal, durante o período de pandemia, houve um aumento de 30% na adoção de pets. Neste cenário, e pela importância que os cães e gatos desempenham como reservatório para esta doença, é essencial o conhecimento sobre os fatores que estão envolvidos, principalmente na infecção e no diagnóstico deste patógeno.  Assim, reunimos algumas informações relevantes que darão suporte e direcionamento para médicos veterinários e tutores que desejam saber mais sobre a giardíase.

 

 

O principal sinal clínico da infecção por Giardia é a diarreia, que pode conter ou não muco, e ocorrer de forma aguda, crônica, intermitente ou persistente. A diarreia pode ocorrer com frequência variada dependendo do estado de saúde animal, sendo que os casos mais graves estão relacionados à situações de imunossupressão. A adesão dos trofozoítos na vilosidade intestinal causam principalmente falhas na absorção dos nutrientes, o que resulta em perda de peso. Outros sinais clínicos que também podem ocorrer são: desidratação, dor abdominal, anorexia, flatulência e distensão abdominal.

 

 

Um dos primeiros métodos desenvolvidos e ainda utilizados para o diagnóstico da giardíase é a técnica de flutuação, utilizando soluções salinas ou de sulfato de zinco. Apesar de amplamente utilizado, a identificação direta do patógeno nas fezes utilizando esta técnica apresenta baixa sensibilidade (entre 20 e 43%). Outras limitações e adversidades encontradas na utilização deste método é a necessidade de treinamento intenso, especialmente devido à similaridade morfológica com outros parasitas, como Trichomonas e também a depreciação acelerada dos instrumentos utilizados como o microscópio, o que ocorre devido à corrosão causada pela salina.

  

 

Métodos indiretos, baseados na detecção de anticorpos também podem ser utilizados, no entanto a presença de anticorpos não possui associação clínica direta com a parasitemia, o que dificulta a sua correlação com a clínica do animal no momento do exame.

 

 

A detecção de antígenos consiste em métodos baseados no reconhecimento de fragmentos específicos do patógeno, o que aumenta a especificidade do teste, e permite atingir até 100% de sensibilidade. Atualmente, o uso de métodos imunocromatográficos, também conhecidos como testes rápidos para o diagnóstico de doenças como a giardíase, permitiram o diagnóstico prático, rápido e eficiente em ambiente laboratorial e clínico, ou mesmo em consultas a domicílio.

  

 

Pensando em oferecer um diagnóstico confiável e de qualidade, a Bioclin possui em seu portfólio o teste Giárdia Ag VET FAST, um teste imunocromatográfico para determinar a presença de antígenos de Giardia lamblia em amostras de fezes de cães. O método desenvolvido pela Bioclin é de fácil execução e o resultado é obtido em até 10 minutos.


 

O que  deve-se saber para obter o melhor resultado no  teste: 

  • É importante que a amostragem seja realizada em quatro pontos distintos da amostra de fezes, favorecendo a detecção do antígeno do protozoário. 
  • O excesso assim como a falta de amostra deve ser evitado, uma vez que podem entupir o dispositivos teste ou ainda reduzir a sensibilidade do mesmo. 
  • O processo de extração da amostra no diluente é uma etapa de grande essencial, e deve ser realizada com muita atenção. Para maximizar este processo, insira o swab no diluente e faça movimentos giratórios, esfregando-o contra a parede do tubo.
  • Após a extração das fezes no diluente, aguarde aproximadamente 5 minutos até a decantação do material particulado. Este processo evita o entupimento do dispositivo teste.
  • O tempo para obtenção do resultado deve ser contado apenas após a inserção do diluente + amostra no dispositivo teste.
  • Devido à eliminação intermitente da Giardia sp. nas fezes, apenas o diagnóstico positivo deve ser considerado como definitivo. Amostras com resultado negativo devem ser repetidas para confirmar o diagnóstico, principalmente quando a apresentação clínica da doença for compatível com a giardíase. 
  • Para o acompanhamento da eficácia do tratamento é indicada a avaliação da remissão dos sinais clínicos do animal, uma vez que a detecção do antígeno não indica a viabilidade do patógeno na amostra.


É importante lembrar que o diagnóstico final e o tratamento da giardíase é de responsabilidade do médico veterinário, especialmente porque deve considerar o conjunto de informações do histórico do animal e avaliação clínica juntamente com o resultado do teste.

 


Por Priscilla Kopke - Komunic



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