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Dirofilariose: doença transmitida por mosquitos ameaça a saúde cardíaca dos pets

Com o aumento das temperaturas, especialista destaca prevenção mensal como estratégia mais eficaz contra a enfermidade


A dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”, é uma doença parasitária grave e potencialmente fatal que tem avançado em regiões brasileiras de clima quente e úmido, sendo mais recorrente em períodos de aumento de temperatura. Transmitida pela picada de mosquitos da família Culicidae, a infecção é causada pelo verme Dirofilaria immitis, que se aloja no coração e nas artérias pulmonares, afetando principalmente cães, mas também pode acometer gatos. A prevenção mensal associada ao acompanhamento veterinário regular é a principal forma de proteção dos animais.


 

A transmissão da doença ocorre quando o mosquito pica um animal infectado, ingere as microfilárias, que são larvas microscópicas de vermes parasitas, e, após a evolução para larvas infectantes (L3), transmite o parasita a um novo hospedeiro na picada seguinte.


 

Nos cães, essas larvas levam cerca de seis a sete meses para se tornarem vermes adultos, capazes de liberar novas microfilárias na corrente sanguínea. Em gatos, menos parasitas chegam à fase adulta e a microfilaremia é rara, mas o impacto clínico pode ser significativo. Ao se instalarem no coração e nos pulmões, os vermes provocam inflamação e sobrecarga do sistema circulatório, podendo evoluir para insuficiência cardíaca e óbito.


 

Os sinais clínicos em cães incluem tosse persistente, intolerância ao exercício, fraqueza, perda de peso, dificuldade respiratória e letargia. Em estágios mais avançados, podem ocorrer acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal, desmaios e até morte súbita. Em gatos, os sinais variam de discretos a graves e podem incluir tosse, crises semelhantes à asma, vômitos recorrentes, falta de apetite, convulsões e colapso súbito. Como muitos desses sintomas são inespecíficos, a avaliação veterinária é fundamental para o diagnóstico correto.


 

“O tratamento contra os vermes adultos não está disponível no país, e embora seja possível tratar com outros medicamentos, o tratamento é desafiador e tem muitos riscos. Portanto, o manejo da dirofilariose exige ainda mais atenção e planejamento por parte dos médicos veterinários e tutores. Neste cenário, a prevenção contínua, com o uso de medicamentos adequados e o acompanhamento veterinário regular, é hoje a estratégia mais eficaz para prevenir a doença, evitando quadros graves, e preservar a qualidade de vida dos animais”, explica Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim.


 

“O diagnóstico da doença é realizado a partir de exames de sangue para a detecção de antígenos e microfilárias e pode ser complementado por exames de imagem, como radiografias torácicas e ecocardiografia, quando indicada, permitindo uma avaliação mais completa do impacto da doença no organismo do animal”, complementa a especialista.


 

Em cães, o manejo inclui o uso de lactonas macrocíclicas, compostos conhecidos por sua potente ação antiparasitária, associadas à doxiciclina, antibiótico de amplo espectro, usado em conjunto para minimizar os impactos causados por uma bactéria que faz parte do curso da doença, além de outras medidas de suporte clínico. Já em gatos, devido às limitações diagnósticas e ao risco de tromboembolismo, o tratamento é direcionado principalmente ao controle dos sinais clínicos. Nesse contexto, a prevenção se consolida como a estratégia central.


 

“A recomendação é manter protocolos preventivos mensais ao longo de todo o ano, para os cães e gatos que vivem em área de risco, como regiões litorâneas por exemplo, e uso preventivo para animais que vão frequentar essas regiões, com antiparasitários que tenham a indicação contra o verme da dirofilariose, sempre com a recomendação do médico-veterinário, além de triagens regulares incluídas no check-up anual. Essas medidas reduzem significativamente o risco de sofrimento e morte e, além de mais eficazes, são mais acessíveis do que o tratamento das complicações, protegendo cães e gatos, especialmente em áreas onde a doença pode ser mais prevalente”, finaliza Mariana.
 


A Boehringer Ingelheim Saúde Animal está trabalhando em inovação de primeira classe para a previsão, prevenção e tratamento de doenças em animais. Para veterinários, tutores, produtores rurais e governos em mais de 150 países, oferecemos um portfólio amplo e inovador de produtos e serviços para melhorar a saúde e o bem-estar de animais de companhia e de produção. Como líder global no setor de saúde animal e como uma empresa familiar, na Boehringer Ingelheim, nós adotamos uma perspectiva de longo prazo. As vidas de animais e humanos estão interconectadas de maneiras profundas e complexas. Sabemos que quando os animais são saudáveis, os humanos também são. Ao usar as sinergias entre nossos negócios de Saúde Animal e Saúde Humana e ao agregar valor por meio da inovação, melhoramos a saúde e o bem-estar de ambos.  


Por Thaís Vequetin Silva - Ideal Axicom

Zoonose silenciosa: saiba como proteger seu pet e sua família da Leishmaniose

Fonte: Pexels

Médica veterinária orienta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da zoonose transmitida pelo “mosquito-palha” 


A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose relevante e mais frequente na América do Sul, incluindo o Brasil, afetando cães, humanos e, em menor escala, outros animais. Causada pelo protozoário Leishmania infantum, a infecção ocorre exclusivamente pela picada das fêmeas infectadas de flebotomíneos — os conhecidos “mosquitos-palha”. Embora o cão seja o principal reservatório do parasita, ele não transmite a doença diretamente ao ser humano; a infecção depende sempre da picada do inseto.



 

Os sinais clínicos nos cães podem variar bastante, desde alterações discretas até quadros mais graves. A professora Lara Vilela Soares, do curso de Medicina Veterinária da Una Itumbiara, explica que é comum observar emagrecimento, apatia, febre, vômito, diarreia, alterações de apetite e lesões na pele ou nos olhos. No entanto, segundo Soares, o mais importante é lembrar que nem todo cão infectado aparenta estar doente. “Costumamos dizer que leishmaniose não tem cara, pois muitos permanecem assintomáticos por longos períodos”, alerta, reforçando a necessidade de atenção redobrada de tutores e profissionais veterinários.


Fonte: Pexels


 

A prevenção é a principal aliada no combate à leishmaniose. De acordo com Soares, o uso de inseticidas tópicos com ação repelente, como coleiras impregnadas com deltametrina ou flumetrina e pipetas específicas, é recomendado. Além disso, práticas ambientais são indispensáveis: instalar telas em janelas, manter o quintal limpo, evitar passeios no entardecer e à noite — horários de maior atividade do mosquito — e eliminar criadouros potenciais, como folhas acumuladas e matéria orgânica. “Essas ações são fundamentais não apenas para proteger o animal, mas também para reduzir a incidência da doença em humanos”, destaca.


 

A vacina, que por muitos anos foi uma importante ferramenta de prevenção, está suspensa no Brasil desde 2023, por decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em razão de problemas de qualidade identificados em alguns lotes.


 

O diagnóstico deve ser realizado por meio de testes sorológicos, como ELISA e RIFI, complementados por exames parasitológicos e moleculares, que identificam a presença do parasita e avaliam a carga infecciosa. O tratamento de primeira escolha envolve a administração de Miltefosina, que pode ser utilizada isoladamente ou associada a outras drogas. Soares enfatiza que o diagnóstico e o acompanhamento devem ser rigorosos: “A avaliação clínica dos animais deve ir além do exame físico, uma vez que muitos animais não apresentam sinais clínicos aparentes, mas alterações laboratoriais”.


 

Sobre a eutanásia de cães positivos para leishmaniose, Soares esclarece que a prática não é mais obrigatória por lei. “O Ministério da Saúde recomenda a medida em alguns casos, mas hoje os tutores podem optar pelo tratamento, desde que façam uso de medicamentos autorizados e adotem medidas rigorosas de controle do vetor”. Ela acrescenta que o Conselho Federal de Medicina Veterinária apoia essa escolha, desde que realizada com ética e acompanhamento profissional adequado.


 

Consultas veterinárias regulares e exames de rotina são indispensáveis para garantir a saúde dos pets. “Prevenção é fundamental. A leishmaniose é uma doença grave, mas, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível garantir qualidade de vida ao animal e segurança para toda a família”, reforça Soares. Ela ainda lembra que, mesmo após o tratamento, o animal pode permanecer como fonte de infecção para o vetor, o que torna imprescindível a manutenção contínua das medidas de proteção.


 

Sobre a Una: Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.   

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação - parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa. 


Por Amanda Franciele Silva - Rede Comunicação

Problemas enfrentados pelos pets no verão

Foto: Divulgação

 


Veterinária cadastrado no GetNinjas dá dicas de como deixar seus animais mais tranquilos no verão


Quando chega o calor vemos que os nossos pets ficam mais ofegantes e mais cansados por conta do clima. É normal eles ficarem desse jeito, porque assim como nós, eles também sentem muito calor, e podemos notar que os cachorros expressam de um jeito e os gatos de outro. Para tomar todos os cuidados possíveis com os seus pets, a Médica Veterinária Marina Meireles que atende pelo GetNinjas, maior aplicativo para contratação de serviços do Brasil, ensina os principais cuidados que devemos ter com nossos pets na estação mais quente do ano. Confira:

 

1- No verão, os pets costumam sentir mais calor sim

As temperaturas mais quentes afetam não só os tutores, mas também os pets. Os cães podem ficar mais ofegantes, menos ativos e trocar a caminha pelo piso, que é mais frio. De modo semelhante, os gatos podem buscar se esconder nos locais mais frescos da casa, apesar de preferirem temperaturas mais altas que os humanos, no geral.
 

2- Cuidado com passeios em horas de altas temperaturas

Evitar passear nos horários mais quentes do dia, pois a temperatura do chão pode causar queimaduras nos coxins. O ideal é realizar os passeios pela manhã ou pelo final da tarde, após as 16h. Busque oferecer locais sombreados para seu pet descansar, bem como água fresca e limpa à vontade. Além disso, essa é a época preferida das pulgas e carrapatos: proteger seu pet destes parasitas é essencial, mesmo que ele não tenha acesso à rua, já que podemos trazer os ovos e larvas em nossas roupas e sapatos.

 

3- Banhos

A questão dos banhos sempre leva a algumas discussões. A maioria dos cães não precisa de mais do que um banho por mês, no máximo, mesmo no calor, pois a alta frequência de banhos pode remover proteções naturais da pele, e predispor a dermatites. Por isso, o ideal é a avaliação de cada caso individualmente pelo médico veterinário. No caso dos gatos, os banhos são SEMPRE contra indicados, a menos que haja recomendação veterinária.
 

4- Aliviar o calor

Há diversas opções interessantes para refrescar nossos pets, como os tapetes gelados vendidos em petshops, os brinquedos recheados congelados, ou mesmo o uso de ventiladores ou ar condicionado.

 

5- Tosa

Algumas raças podem se beneficiar da tosa durante as épocas mais quentes do ano; no entanto, para alguns animais, os pelos funcionam como uma barreira térmica entre o corpo e o meio externo. Por isso, o mais indicado é pesquisar o tipo de pelagem de cada raça e buscar orientação profissional.
 

6- Doenças mais recorrentes no verão 

É a época de maior proliferação dos ectoparasitas mais comuns dos cães e gatos: as pulgas e os carrapatos. O cuidado com a proteção dos pets contra estes parasitas deve ser redobrado durante os meses mais quentes, com o uso de antipulgas de modo preventivo. Além disso, muitas pessoas tendem a viajar com seus animais, mas devem estar atentas para doenças endêmicas de determinadas regiões do país, como a dirofilariose (popularmente conhecida como "verme do coração", de maior incidência nos litorais) e a leishmaniose, doença para a qual não há cura, e que é transmissível para seres humanos. Na dúvida, antes de viajar, sempre consulte um médico veterinário para orientações.


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Por Bruna Zanin - Fala Criativa