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Ano Novo sem pânico: 5 passos essenciais para proteger seu pet

Médica veterinária Dra. Carla Perissé

O fim de ano, marcado por fogos, festas e mudanças de rotina, é um período crítico para a saúde física e emocional dos pets. Embora as comemorações sejam motivo de alegria para as pessoas, para muitos animais essa é a época mais assustadora do ano.


Um levantamento da Petlove revelou que 39% dos tutores brasileiros já perderam um animal por causa de fogos com estampido, seja por fugas, acidentes ou crises fisiológicas desencadeadas pelo estresse extremo. O estudo também mostrou que 73% dos pets tentam se esconder, 58% ficam desorientados e mais de 52% apresentam tremores diante do barulho.


Para a médica veterinária Carla Perissé, o risco é real e subestimado. “O barulho intenso pode causar taquicardia, convulsões, paradas cardiorrespiratórias e até morte, especialmente em animais mais sensíveis”, afirma. “É muito comum que pets tremerem de medo, se escondam embaixo de móveis ou tentem fugir. Alguns podem pular janelas ou correr para a rua, o que aumenta drasticamente o risco de acidentes fatais.”


Além dos fogos, o ambiente festivo traz outros perigos frequentemente ignorados: ingestão de alimentos tóxicos, acidentes com enfeites, portas deixadas abertas por visitas e hiperestimulação. “Pequenas mudanças, como manter hidratação, respeitar sinais de estresse e controlar o fluxo de pessoas, reduzem grande parte dos riscos”, complementa Carla.



5 Recomendações essenciais para proteger seu pet no fim de ano



1. Prepare o ambiente para os fogos

• Crie um “refúgio seguro” com cama, água, brinquedos e ruído branco.
• Feche portas, janelas e use cortinas para abafar o som.
• Converse com o veterinário sobre feromônios, ansiolíticos e protetores auriculares.

2. Reconheça e trate o estresse a tempo

Tremores, respiração acelerada, esconderijo excessivo e vômitos são respostas fisiológicas ao pânico, não frescura.


3. Redobre a atenção nas festas e com visitas

• Enfeites e fios podem causar intoxicações e choques.
• Oriente convidados a não oferecer comida humana ao pet.
• Portas abertas aumentam o risco de fugas.

4. Cuidados especiais com calor e viagens

• Hidratação, sombra e pausas frequentes são indispensáveis.
• Rotina alterada pode agravar alergias, dermatites e problemas gastrointestinais.
• Faça check-up prévio e garanta identificação e medicações necessárias.

5. Jamais presenteie um animal por impulso

Um pet é um compromisso de longo prazo. Compras e adoções impulsivas levam ao abandono semanas depois.


Além dos riscos tradicionais, cresce de forma preocupante o número de devoluções e abandonos nesta época. O movimento Dezembro Verde reforça que muitas famílias viajam sem planejamento ou percebem que o pet “dado de presente” se torna uma responsabilidade não desejada.


Carla Perissé alerta: “adotar um animal exige planejamento financeiro, disponibilidade de tempo e estabilidade emocional. Presentear um pet no Natal sem preparo é uma das principais causas de abandono no início do ano.”



Por Flávia Ferreira - F4 Comunicação e Marketing

UNI7 promove I Semana do Médico Veterinário com palestras e minicursos

Imagem: Istock

Evento reúne especialistas, alunos e profissionais para discutir avanços e práticas


De 09 a 13 de setembro, sempre a partir das 18h, o UNI7 – Centro Universitário 7 de Setembro realiza a I Semana do Médico Veterinário. A programação é destinada a estudantes, professores e profissionais da área. O objetivo é promover a integração acadêmica, atualização científica e valorização da Medicina Veterinária no cenário regional.



Ao longo dos cinco dias de atividades, o público tem acesso a palestras temáticas e minicursos práticos. O encontro é conduzido por especialistas de referência em diferentes áreas, como grandes animais, pequenos animais, silvestres e análises clínicas. O evento também fomenta o networking, aproximando os participantes das inovações do mercado e fortalecendo a troca de experiências.



A programação inclui temas como manejo de animais silvestres, afecções em aves pet, reabilitação em displasia coxofemoral, ultrassonografia em pequenos animais e equinos. Além de cesariana em bovinos, manejo reprodutivo em vacas de leite, cirurgia torácica em animais de pequeno porte, cólica em equinos, entre outros. No encerramento, no sábado, são ofertados minicursos de emergência em equinos, análises biológicas em aves e técnicas de sutura.



“Nossa instituição tem o compromisso de estimular a formação completa dos estudantes, aproximando-os da prática profissional e das principais inovações do setor. Este evento é um espaço de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento da comunidade acadêmica. Tenho certeza de que representa um marco importante para a Medicina Veterinária em nossa região", afirma Vânia Lopes, Reitora da UNI7.



Para participar, é necessário se inscrever por meio do Instagram oficial da unidade (@uni7oficial). O evento acontece nas dependências da UNI7, localizada na Av. Almirante Maximiniano da Fonseca, 1395 - Eng. Luciano Cavalcante.




Por Assessoria de imprensa - UNI7



 

Pet novo em casa - filhotes saudáveis começam pela alimentação

Mel e Mila são filhotes saudáveis - Crédito: Alessandra Pellegrino

Dieta balanceada nos primeiros meses é essencial para fortalecer o desenvolvimento físico e emocional dos filhotes recém-adotados



Adotar um filhote é um gesto de carinho que muda vidas — tanto a nossa quanto a deles. Mas para que esse novo amigo cresça forte, saudável e feliz, a alimentação adequada desde os primeiros dias é fundamental. Pensando nisso, a veterinária PhD Fernanda Machado Regazzi, referência em Neonatologia, Pediatria e Reprodução no Hospital Veterinário Taquaral (Campinas/SP), reuniu orientações valiosas para quem está começando essa jornada de amor e cuidado.

O conteúdo é completo e cheio de informações práticas sobre amamentação, introdução de ração, escolha dos melhores alimentos, frequência das refeições e até dicas de como perceber se está tudo bem com o desenvolvimento do novo companheiro.

Fernanda Machado Regazzi, veterinária PhD em Neonatologia, Pediatria e Reprodução no HVT - Crédito: Divulgação

Amamentação e introdução de alimentos

Nos primeiros dias, o leite — materno ou fórmula comercial específica — é o alimento exclusivo dos filhotes até a quarta semana de vida. Esse período respeita o desenvolvimento do sistema gastrointestinal, ainda imaturo para processar alimentos sólidos. "A introdução precoce pode causar má digestão, diarreias e desconforto abdominal", alerta a Dra. Fernanda.

A partir da quarta semana de vida, tem início o processo de desmame gradual. O ideal é introduzir alimentos pastosos, como papinhas ou ração específica para filhotes, previamente umedecida com água morna ou com a própria fórmula láctea comercial específica para cães e gatos, até atingir uma consistência semelhante à de um mingau. Para facilitar a transição, a Dra. recomenda substituir inicialmente de duas a três mamadas diárias por essa nova alimentação, aumentando progressivamente a quantidade de refeições pastosas/ sólidas até completar o desmame.

A veterinária explica que cerca de uma semana após o início dessa adaptação, o mingau pode ser substituído por ração umedecida, e, entre a quinta e a sexta semana de vida, tanto cães quanto gatos já apresentam capacidade fisiológica para mastigar e ingerir alimentos sólidos – período em que os dentes decíduos incisivos, caninos e pré-molares normalmente já se encontram erupcionados. “É fundamental, no entanto, respeitar o ritmo individual de cada filhote, permitindo que a transição ocorra de maneira gradual e segura, conforme sua aceitação e desenvolvimento”, observa a especialista.

Recém-nascidos devem receber leite a cada 2 a 3 horas - Crédito: Divulgação

Frequência e forma de alimentar

Filhotes têm necessidades nutricionais especiais e precisam de refeições fracionadas ao longo do dia:
• Recém-nascidos (até 4 semanas): alimentação a cada 2 a 3 horas (somente leite).
• 1 a 3 meses: 5 a 6 refeições diárias com papinhas e ração de filhotes.
• 3 a 6 meses: 3 a 4 refeições por dia.
• Acima de 6 meses: 2 refeições diárias para cães e 4 a 5 para gatos.
É esperado que, no começo, os filhotes façam bagunça ao tentar comer — parte da diversão e aprendizado dessa fase tão especial!

Gatinho come ração seca amolecida com água - Crédito: Arquivo pessoal


Escolha da ração e introdução de petiscos

A veterinária recomenda optar por rações super premium específicas para filhotes, que garantem proteínas de alta qualidade, equilíbrio de cálcio e fósforo para ossos fortes, e ômega-3 para o desenvolvimento cerebral. Novos alimentos como petiscos podem ser introduzidos com moderação a partir dos dois meses de idade, nunca representando um percentual maior que 10% da quantidade total de alimento diário do filhote — sempre produtos próprios para filhotes, nunca alimentos humanos temperados. Segundo Fernanda, a oferta de frutas e legumes como petiscos é permitida, desde que os alimentos escolhidos sejam apropriados e seguros para as espécies canina e felina.

É esperado que os filhotes façam bagunça ao tentar comer — parte da diversão e aprendizado - Crédito: Arquivo pessoal


Atenção aos sinais do corpo

É importante observar a aceitação da comida, o comportamento após as refeições e a consistência das fezes. Fezes firmes indicam uma boa adaptação. Já sinais como diarreia, vômitos ou desconforto abdominal exigem atenção imediata e, muitas vezes, a consulta com um veterinário.


O ganho de peso deve ser monitorado: cães devem dobrar o peso de nascimento entre 10 e 14 dias - Crédito: Arquivo pessoal


Suplementos e controle de peso

Na maioria dos casos, uma boa ração supre todas as necessidades nutricionais de um filhote saudável. Suplementos só devem ser usados sob orientação veterinária.

O controle da quantidade de alimento oferecido é fundamental: a porção diária recomendada está descrita na embalagem de cada ração, por isso, pesar as porções é uma forma eficaz de prevenir problemas de sobrepeso ou baixo ganho de peso. A veterinária lembra que outros fatores podem predispor alterações no ganho de peso/ obesidade, tais como fatores genéticos (raça), idade, castração, doenças endócrinas, medicamentos que aumentam o apetite (hiperfagia) e sedentarismo.

Deste modo, ressalta a Dra. Fernanda, o ganho de peso deve ser monitorado: cães devem dobrar o peso de nascimento entre 10 e 14 dias, enquanto gatos levam cerca de 14 dias para atingir esse marco. “Após essa fase, a taxa de crescimento dos filhotes passa a variar conforme fatores como raça, porte e sexo. Para verificar se o desenvolvimento está dentro do esperado, o veterinário utiliza escalas padronizadas de ganho de peso ao longo dos meses, baseadas em curvas de crescimento específicas para cada porte e sexo. Esse acompanhamento possibilita avaliar, nas consultas de rotina, se o filhote está atingindo os parâmetros ideais de crescimento”, frisa.

Além disso, o veterinário pode orientar o tutor a observar características físicas importantes, como a visibilidade das costelas. Costelas muito aparentes e com pouca cobertura de gordura podem indicar baixo peso, enquanto costelas não visíveis e de difícil palpação devido ao acúmulo de gordura subcutânea sugerem obesidade.


Crédito: Matheus Campos
Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP

Instagram: @hvtcampinass


Av. Heitor Penteado, 311 Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP
Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500


Por Kátia Nunes - AMZ Comunicação

Movimentar para viver mais: animais também precisam se exercitar


 Especialista explica que atividade física é peça-chave na prevenção de problemas articulares em cães


Oferecer uma vida de qualidade para animais de companhia vai além de brincadeiras e petiscos. A combinação de uma alimentação balanceada, atividades físicas regulares e suplementação adequada pode ser fundamental para garantir uma vida mais longa e com menos desconfortos, como acontece nas articulações com o avanço da idade. “Assim como os humanos, os pets também podem desenvolver problemas articulares que afetam as cartilagens, extremidades ósseas, tendões, ligamentos e a membrana sinovial, que lubrifica as articulações”, alerta Taís Motta Fernandes, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal.


 

As articulações saudáveis são essenciais para sustentar o peso e proporcionar estabilidade, facilitando a locomoção. As regiões mais afetadas costumam ser os joelhos, cotovelos e quadril. Os sinais de dor podem ser sutis, como mudanças comportamentais, dificuldade para andar e a relutância em realizar atividades rotineiras, como levantar ou subir degrau. E, embora os problemas articulares sejam mais comuns em animais idosos devido ao desgaste natural, também podem afetar os mais jovens, por predisposição genética, deficiências nutricionais, obesidade, traumas ou pisos escorregadios.


 

Segundo a médica-veterinária da Avert, a suplementação é essencial para fornecer o suporte nutricional as articulações, bem como para o controle do peso. “A obesidade é uma das causas que agravam os problemas articulares, pois o excesso de peso sobrecarrega as articulações. Manter uma dieta balanceada e inserir suplementos como condroitina, glucosamina, colágeno e ômega-3 ajudam a manter o bem-estar das articulações”, completa.


 

A prevenção também está ligada à prática regular de exercícios físicos, pois a sua ausência pode resultar em sedentarismo e obesidade. Quando adaptado à condição do animal, o exercício físico se torna um aliado no fortalecimento muscular e na manutenção da mobilidade. Um exemplo disso são os pets de Ivan Quintães e Camila Tani, da Família Surf Dog, que, além de receberem suplementação desde filhotes, praticam exercícios regularmente e são campeões mundiais de surfe.


 

“A Cacau tem 4 anos e 5 meses e, desde que era filhote, suplementamos preventivamente com produtos da Avert por recomendação médica. Por ser uma atleta, suas articulações são muito exigidas ao subir na prancha, se equilibrar e com o alto volume de exercícios”, explica Camila Tani.


 

Para Ivan, o surfe também tem um papel fundamental na saúde dos seus animais. “Um ótimo exemplo é o Bono, pai dela, que hoje tem 14 anos e uma saúde incrível. O fato dele ter praticado esportes ao longo da vida contribuiu muito para sua saúde muscular e cardiovascular. Ele é um idoso mais ativo do que a média”, detalha.


 

“É importante ressaltar que a intensidade e o tipo de atividade devem ser adaptados à idade, raça e condição física de cada cão. Raças maiores, por exemplo, têm maior predisposição a problemas articulares, e o acompanhamento veterinário auxilia na identificação de possíveis limitações e na adaptação do nível de exercício conforme necessário”, finaliza Taís.


 


Biolab - Promover um futuro com mais qualidade de vida requer uma busca incansável por tratamentos seguros e inovadores. Com essa missão a Biolab, indústria farmacêutica brasileira fundada em 1997 e com presença internacional, investe em pesquisas e parcerias para superar os crescentes desafios da saúde.


Viva a evolução!

 

Saiba mais em www.biolabfarma.com.br 


Avert Biolab Saúde Animal -  Compartilha a mesma excelência e o padrão de qualidade de produtos para a saúde das pessoas e dos pets. Assim como os tutores, também somos apaixonados por animais de estimação. Esse compromisso está expresso na Avert, divisão de saúde animal da Biolab, há uma década no mercado brasileiro e em expansão internacional.


 


Por Raphaela Candido - Texto Comunicação Corporativa

Sedentarismo e má alimentação são as principais causas da obesidade entre cães e gatos

Médica-veterinária fala da importância de hábitos mais saudáveis no dia a dia dos pets

A obesidade é uma doença séria e que está cada vez mais presente na casa dos brasileiros. Se entre os humanos 57,2% estão cima do peso, no mundo dos pets estudos revelam que em média 35% dos cães e gatos estão fora do recomendado. Dieta inadequada e sedentarismo são as principais causadas da obesidade entre os animais.

“A causa mais comum e responsável pelos pets estarem acima do peso é a dieta inadequada, quando o animal ingeri na sua alimentação mais calorias do que se gasta. A soma da alimentação inadequada e a ausência de atividade física faz com que o pet ganhe peso”, salienta a Dra. Aline Ambrogi, médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária da UniFAJ, do Grupo UniEduK.

 

Fato é que a obesidade é capaz de trazer sérios danos à saúde de cães e gatos, principalmente em pets com idade entre 7 e 11 anos. Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, a obesidade evolui para doenças respiratórias, cardiovasculares, articulares, hormonais, dermatológicos, gastrointestinais e reprodutivos, além de aumentar os riscos durante um procedimento cirúrgico.

 

“Estudos mais recentes, relacionados a obesidade em cães e gatos, referem-se às alterações cardiovasculares que o ganho de peso pode ocasionar, como aumento da pressão arterial, intolerância à exercícios e consequentemente menos expectativa de vida. A obesidade pode levar animais fêmeas obesas desenvolver câncer de mama, doença que afeta até 30% das cadelas e gatas, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)”, alerta Aline.

 

Mas, como saber se o animal está ou não acima do peso? De acordo com a médica-veterinária da UniFAJ, observando alguns sinais do animal no dia a dia já é possível.

 

“Os tutores têm certa dificuldade em perceber que seu pet está ficando obeso. A melhor dica é perceber se a linha da cintura do animal está evidente. Animais obesos perdem essa silhueta. Fiquem atentos ainda com animais mais peludos, pois o pelo faz com que o dono tenha mais dificuldade de avaliar o ser score corporal”, explica.

 

Se a dúvida ainda persistir, o ideal é levar o bichinho para uma consulta com médico-veterinária de confiança. No hospital veterinário o pet terá sua condição corporal avaliada através de uma escala que varia de 1 a 9, quando 1 significa muito abaixo do peso e 9 muito acima. Ainda na avaliação, o profissional deve realizar uma análise física completa do animal, solicitar alguns exames complementares, como ressonância e tomografia (quando necessário); bem como indicar uma dieta com a quantidade de alimentos adequada para o dia a dia do animal.

 

Entre as raças mais predispostas a terem obesidade, a médica-veterinária da UniFAJ destaca os pugs, beagles, bulldogues, daschunds, labradores, goldens e rottweilers. Entre os felinos, os gatos sem raça definida (SRD) são os mais predispostos.


 

Como manter o animal ativo e sempre saudável?

 

Alimentação – As refeições devem ser ofertadas de 2 a 4 vezes por dia, com a quantidade específica para cada animal;

 

O que ofertar – A alimentação caseira (sem sal e temperos) é a mais saudável, menos calórica e mais nutritiva. Caso não seja possível, podem ser utilizadas rações com ingredientes de qualidade e sem corantes. Evite ficar dando petisco ao longo do dia;

 

Passeio – As caminhadas são essenciais para a perda calórica. Sendo assim, dê preferência a locais abertos. Evite o período entre 10h e 16h, respeitando sempre os limites físicos do animal;

 

Gato também se exercitam – Apesar de não precisar de passeios regulares, os gatos podem ser estimulados por meio de brinquedos recreativos em casa;

 


Há 24 anos no mercado, o Grupo UniEduK, é composto pelo Centro Universitário de Jaguariúna - UniFAJ, Centro Universitário Max Planck - UniMAX e Faculdade de Agronegócios de Holambra – FAAGROH, instituições reconhecidas com nota máxima (5) pelo MEC em corpo docente, infraestrutura e Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Com a missão de promover a educação socialmente responsável, com alto grau de qualidade, propiciando o desenvolvimento dos projetos de vida dos alunos, o Grupo UniEduK tem como foco transformar o futuro das pessoas, na prática. 


Para isso, a instituição de ensino conta com o Modelo de Ensino Educar, que utiliza de metodologias ativas, onde o aluno é o protagonista de sua jornada de aprendizagem e com certificações intermediárias para aumentar as chances de conquistar uma vaga no mercado de trabalho.



Por Jean Martins - JTCom 

Um sol para cada pet: 4 cuidados com os bichinhos durante altas temperaturas

Reprodução freepik

Veterinária orienta como deixar os bichinhos mais confortáveis dentro e fora de casa durante o período de altas temperaturas e ondas de calor

 

Ainda que o verão só tenha começado de fato em dezembro, a previsão é que as ondas de calor continuem atingindo as cidades brasileiras ao longo de 2024, segundo especialistas ouvidos pelo portal DW. Considerando que o “verão”, portanto, pode durar muitos meses, os cuidados com os pets devem ser mais do que redobrados.

 

“Os pets tendem a sofrer um pouco mais em dias quentes, por isso, deve-se prestar atenção no comportamento deles e tomar medidas que refresquem e ajudem o bichinho a passar por esses períodos de forma saudável”, comenta Marina Meireles, veterinária comportamentalista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo, que também possui uma escola para cães. “Principalmente durante as férias de verão, em que tutores levam seus amiguinhos às praias, essa vigilância faz uma grande diferença”, complementa.

 

Pensando nisso, a especialista aponta cuidados importantes para os pets aproveitarem a estação. Confira:

 

Passeios devem acontecer, mas com alguns cuidados

Os passeios ao ar livre não são inimigos dos cães no calor, mas sim o horário em que são realizados. Entre 10h e 16h, as temperaturas costumam ser altas, então optar por horários mais frescos no começo da manhã ou final da tarde é uma boa pedida.

 

“Um ponto importante é sempre testar a temperatura do piso antes de expor o pet à área externa, seja areia ou cimento, pois há o risco de queimaduras sérias nas almofadinhas das patas. Lugares arborizados e com sombra são preferíveis para os momentos de descanso durante o passeio”, explica a veterinária do Nouvet.

 

Hidratação e protetor solar são os melhores amigos

Não importa se os peludos estão dentro ou fora de casa, a água deve ser a melhor amiga do seu pet. Esteja sempre acompanhado de uma garrafa ou potinho d’água para mantê-los bem hidratados durante as caminhadas e passeios. Assim como os humanos, os pets também devem usar protetor solar específico para eles, principalmente nas regiões com menor cobertura de pelos, como no focinho, orelhas e barriga.

 

Atividades refrescantes

Apostar em atividades de enriquecimento ambiental utilizando gelo também é uma alternativa divertida e refrescante para ajudar os cães. Isso pode ser feito com brinquedos recheáveis congelados com sachês, caldo do cozimento de carne ou legumes, frutas, ou mesmo a própria ração do cão. Além disso, cubos de gelo e alimentos úmidos são bem-vindos também.

 

Felinos também precisam de cuidado

Os tutores devem lembrar que não são apenas os cães que precisam de atenção no calor, os gatos também requerem cuidados especiais. Mesmo que fiquem dentro de casa e sejam mais adaptados ao calor, uma opção é oferecer uma toalha molhada e observar se o felino se deita em cima dela naturalmente, sem forçá-lo.

 

É importante manter os gatinhos em um ambiente confortável, ventilado, com sombra e com água à disposição. Seja em formato líquido ou em petiscos congelados, a água precisa ser ofertada de forma recorrente, pois gatos costumam ingerir pouco líquido e podem precisar de incentivos dos tutores para se manterem hidratados.

 


O Nouvet é um centro veterinário com nível hospitalar de excelência, localizado no tradicional bairro dos Jardins, em São Paulo. Com atendimento 24 horas, a clínica abrange diversas vertentes de acolhimento às necessidades dos pets, como veterinários especialistas, centro estético e day care. Pensada para inovar e atingir o nível de excelência da medicina humana, o Nouvet conta com tecnologias de ponta para atender de forma premium o animal, acompanhado de seus respectivos tutores.



Por Giovana Macedo - Agência NoAr

Entenda o que é um centro de neurologia em um hospital veterinário

Hospital veterinário

Muito além de tratar apenas problemas neurológicos, o centro de neurologia é toda a jornada do paciente com o acompanhamento médico do início ao fim  


Não é comum escutar sobre centro de neurologia em hospitais veterinários. E muitos tutores, inclusive, acreditam que seja um lugar específico para tratar problemas neurológicos. Mas na verdade, o centro de neurologia não é apenas um ‘’lugar’’, e sim, representa, muitas vezes, a jornada do paciente, do diagnóstico, tratamento a cirurgia e recuperação, quando necessária. 

  

Segundo Silvia Corrêa, diretora clínica do Veros Hospital Veterinário, o hospital é o primeiro a contar com um centro de neurologia sendo possível o paciente ir da consulta até a cirurgia, passando por ressonância de alto campo em até 24h ou no menor tempo possível e necessário. A ideia é que os pacientes com alterações neurológicas, como convulsões, alterações de marcha, paresia ou plegia (paralisia propriamente dita), ataxia, (em coordenação), balanços e inclinações de cabeça, movimento involuntário dos olhos, ataxia em coordenação, alterações de comportamento, tremores, entre outros, já diagnostiquem e tratem tudo no mesmo ambiente de forma ágil.  


Os pacientes com alterações neurológicas podem marcar consulta em jejum, e dependendo do resultado, já seguir fazendo os exames necessários sejam eles de sangue ou de imagem avançada sem necessidade de deixar o hospital.

  

‘’A ideia do centro de neurologia é poupar tempo na busca pelo diagnóstico e aumentar tempo de sobrevida. Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais chance o paciente tem de chegar à cura.’’, completa Silvia.

  

O Veros é um hospital completo com infraestrutura, tecnologia, equipamentos modernos e profissionais altamente capacitados para realizar todo o tratamento de animais em estado grave e críticos, com atendimento humanizado e máxima competência para cuidar do paciente desde o diagnóstico, até a realização de procedimentos de alta complexidade. 



Veros Hospital Veterinário é o maior complexo hospitalar de saúde animal do país. Com um investimento de R 50 milhões, a unidade tem capacidade de realizar cerca de 2 mil consultas e 700 cirurgias por mês, além de manter pacientes graves sob ventilação mecânica. O centro de diagnóstico por imagem é o mais completo do país, com as últimas versões de equipamentos de RX, eco e ultrassonografia, aparelho de tomografia de 16 canais e arco cirúrgico e além disso é o único hospital que conta com uma ressonância magnética de 1,5 Tesla. 


Por Cecília Faria - Imagem Corporativa

Comportamento da Calopsita no Cio: Guia prático

Casal de calopsitas. Foto: Ana Flávia Mota Lima


Entenda os sinais e peculiaridades do comportamento da Calopsita no cio. Veja como identificar, manejar e cuidar de sua ave durante este período crucial. 


As calopsitas têm ganhado espaço nos lares de muitos amantes de animais, consolidando-se como uma das aves de estimação preferidas. Sua personalidade carismática e aparência encantadora fazem delas uma escolha popular. No entanto, como qualquer animal de estimação, é fundamental entender seus comportamentos específicos, especialmente durante períodos específicos, como o cio. 


O comportamento da calopsita no cio é um tema que desperta a curiosidade de muitos proprietários. Durante esse período, é comum observar mudanças no comportamento da ave, que podem incluir agressividade, marcação de território, vocalizações mais frequentes, agitação ou até mesmo uma postura mais retraída. Compreender essas nuances é crucial para garantir o bem-estar da ave e proporcionar o cuidado adequado. 


É interessante acrescentar ainda que, às vezes, as aves desenvolvem maior afinidade com o tutor e todas as atitudes atreladas ao período reprodutivo podem afetar as pessoas que mantêm contato com ele ou o próprio macho com que convive 


Além disso, entender o tema é essencial que as informações sejam obtidas de fontes confiáveis e atualizadas. A internet está repleta de informações, mas nem todas são precisas. Portanto, sempre consulte especialistas ou literaturas recomendadas sobre o assunto.  


Entender profundamente o comportamento, as necessidades, curiosidades, como o motivo para ficarem “gritando", e as características específicas da calopsita é fundamental para promover seu bem-estar. Quando nos dedicamos a aprender sobre as particularidades de um ser vivo sob nossos cuidados, estamos não apenas garantindo sua saúde física, mas também seu equilíbrio emocional e mental. 


Portanto, é correto afirmar que as calopsitas são companheiras incríveis e entender seus comportamentos, especialmente durante o cio, é uma parte essencial do responsável. Ao se informar e se preparar adequadamente, você pode garantir que sua ave tenha uma vida saudável e feliz ao seu lado. 



O que é o cio em aves? 


O cio, comumente associado a mamíferos, também é um fenômeno observado em aves, incluindo as calopsitas. No entanto, o “cio" não é o termo correto indicado por especialistas, mas sim, período reprodutivo. 


Biologicamente, essa fase refere-se ao período em que os animais estão mais receptivos à reprodução, marcado por mudanças comportamentais e fisiológicas. Esse ciclo natural visa a perpetuação da espécie, garantindo que a reprodução ocorra nas condições mais favoráveis.  


O comportamento da calopsita no cio, por sua vez, pode variar, mas frequentemente inclui vocalizações intensificadas, agitação e, em algumas fêmeas, a busca por locais adequados para nidificação. Essas mudanças são respostas naturais aos hormônios que circulam em seus corpos, preparando-os para o acasalamento.  


Agora, muitos proprietários se perguntam: É possível evitar que a calopsita entre no cio? Embora não possamos impedir completamente esse processo natural, existem maneiras de gerenciar e até mesmo reduzir a intensidade desses comportamentos. Ajustes na dieta, controle da exposição à luz e enriquecimento ambiental são algumas das estratégias que podem ser adotadas para ajudar a controlar essa atitude.  


Outra questão comum é: Qual é a melhor idade para a calopsita acasalar? Em geral, recomenda-se que as calopsitas atinjam a maturidade sexual antes de acasalar, o que geralmente ocorre entre 12 e 18 meses de idade. Acasalar antes desse período pode ser prejudicial para a ave, pois seu corpo ainda não está totalmente desenvolvido para suportar a reprodução.  


Em conclusão, o cio é um aspecto fundamental da biologia das aves, incluindo as calopsitas. Para os proprietários, entender esse processo e as mudanças comportamentais associadas é crucial para garantir o bem-estar de sua ave.  



Como identificar se minha calopsita está no cio? 


O comportamento da calopsita no cio pode variar, mas existem indicadores claros que podem ajudar a determinar se sua ave está nesse estágio. 


Primeiramente, é importante observar as mudanças comportamentais. Uma calopsita no cio pode se tornar mais vocal, emitindo cantos ou chamados mais frequentes. Além disso, a ave pode demonstrar agitação, movimentando-se de forma mais frenética pela gaiola ou espaço. Em fêmeas, um sinal comum é a busca por locais adequados para nidificação, demonstrando um instinto maternal. 


No entanto, existem diferenças entre machos e fêmeas durante esse período. Enquanto as fêmeas tendem a buscar locais para nidificar, os machos podem se tornar mais territoriais e até mesmo agressivos. Eles também podem tentar cortejar as fêmeas com mais frequência, exibindo danças e cantos específicos. 


Agora, quanto à questão: Como saber se minha calopsita está pronta para acasalar durante o cio? O comportamento da calopsita no cio, como a busca por locais de nidificação e o cortejo intenso, são sinais claros de que a ave está pronta para acasalar. No entanto, é essencial garantir que a ave tenha idade e saúde adequadas para a reprodução. 


Essa resposta pode gerar outra dúvida: Quais são os riscos de acasalar uma calopsita durante o cio? Quanto aos riscos de acasalar uma calopsita durante o cio, é crucial entender que acasalar antes da maturidade pode ser prejudicial. Aves jovens ainda não estão totalmente desenvolvidas para suportar a reprodução, o que pode levar a complicações de saúde tanto para a mãe quanto para os filhotes. Além disso, o acasalamento frequente sem períodos adequados de descanso pode causar estresse e exaustão na ave.  


Em resumo, identificar o cio em calopsitas requer observação atenta e conhecimento sobre os comportamentos específicos dessas aves. Ao entender esses sinais e agir de acordo com as necessidades de sua ave, você garantirá um ambiente saudável e harmonioso para sua calopsita, promovendo seu bem-estar durante esse período natural.  



Comportamentos comuns durante o cio 


O comportamento da calopsita no cio pode variar, mas existem sinais comuns que indicam que a ave está nesse estágio. 


Fisicamente, as fêmeas podem apresentar um leve inchaço na área ventral, indicando preparação para a postura de ovos. Além disso, tanto machos quanto fêmeas podem exibir mudanças em suas vocalizações, tornando-se mais frequentes e intensas. Esse é um sinal claro de que a ave está tentando atrair um parceiro ou comunicar sua prontidão para acasalar.  


Comportamentalmente, as calopsitas podem se tornar mais agitadas, movendo-se de forma mais frenética em sua gaiola ou espaço. As fêmeas, em particular, podem buscar locais adequados para construir um ninho, demonstrando um instinto maternal. Por outro lado, os machos podem exibir danças e cantos específicos em uma tentativa de cortejar as fêmeas.  


Agora, uma pergunta comum é: É normal a calopsita ficar mais agressiva durante o cio? Sim. Especialmente os machos podem se tornar mais territoriais e defensivos durante esse período. Essa agressividade é uma resposta natural aos hormônios que circulam no corpo da ave e à necessidade de estabelecer domínio para atrair uma parceira.  



Foto: Ana Flávia Mota Lima


“Em calopsitas, assim como em muitas aves, o fotoperíodo desempenha um papel crucial na regulação do período reprodutivo. A presença prolongada de luz pode estimular a produção de hormônios reprodutivos, levando a um aumento na atividade reprodutiva e na fertilidade. Por outro lado, períodos curtos de luz indicam para a ave que não é a estação adequada para a reprodução.” ressaltou Luana Desie, médica veterinária especializada em aves, repteis, pequenos roedores e lagomorfos e a responsável pela clínica Consultório das Aves”. 


“Sendo assim, o ideal é colocar a ave para dormir mais cedo e acordá-la um pouco mais tarde, ou seja, deixá-la mais tempo no escuro de manhã.” acrescentou. 


No entanto, é crucial entender que cada calopsita é única. Enquanto algumas podem exibir todos os comportamentos mencionados, outras podem mostrar apenas alguns ou nenhum. O mais importante é observar sua ave de perto, reconhecer qualquer mudança em seu comportamento e responder adequadamente para garantir seu conforto e bem-estar.  


Uma outra dúvida comum é:  Quanto tempo dura o período de cio da calopsita? O período de cio em calopsitas não é definido da mesma forma que em mamíferos. Na verdade, o termo "cio" não é o mais adequado para aves. Calopsitas podem se reproduzir durante todo o ano, especialmente durante seu período reprodutivo. Portanto, ao invés de um "cio" específico, as calopsitas têm um período reprodutivo que pode ocorrer durante todo o ano, dependendo das condições e do ambiente. 


Em resumo, é um período que resulta da combinação de sinais físicos e comportamentais que indicam a prontidão da ave para a reprodução. Ao entender esses sinais e agir com empatia e cuidado, os proprietários podem garantir que suas aves passem por esse período natural de forma saudável e segura. 



Cuidados especiais durante o período 


O período reprodutivo das calopsitas é um momento crucial que exige atenção e cuidados específicos por parte dos proprietários. Durante essa fase, o comportamento da calopsita no cio pode mudar, e é essencial estar preparado para garantir o bem-estar da ave. Desde a alimentação até o enriquecimento ambiental, cada detalhe faz a diferença. 

 

A alimentação adequada é o pilar central para garantir que a calopsita tenha energia e nutrientes suficientes durante o cio. Uma dieta balanceada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, é fundamental. Além do alimento padrão, é recomendável oferecer frutas, legumes e verduras frescas, bem como suplementos específicos para aves em período reprodutivo.

  

O manejo do ambiente e do ninho também é crucial. Esse momento reprodutivo pode incluir a busca por locais adequados para nidificação. Portanto, se o objetivo é a reprodução, fornecer um ninho confortável e seguro é essencial. Além disso, o ambiente deve ser tranquilo, livre de estressores, com temperatura controlada e boa ventilação.  


“Um detalhe importante é a presença de espelhos que deve ser evitada porque pode confundir a ave, principalmente se ela for sozinha, porque pode fazê-la pensar que tem outro passarinho com ela e estimular o início do período reprodutivo.” afirmou Luana. 


O enriquecimento ambiental desempenha um papel vital na saúde mental e física da calopsita. Brinquedos, espelhos e atividades que estimulem a ave a pensar e se movimentar são recomendados. Durante o cio, as calopsitas podem se tornar mais ativas e curiosas, e o enriquecimento ajuda a canalizar essa energia de forma positiva.

  

Além desses cuidados, é fundamental monitorar a saúde da calopsita. Qualquer sinal de desconforto, agressividade excessiva ou apatia deve ser motivo para uma consulta veterinária. Afinal, assim como em qualquer outro período da vida da ave, o cio exige observação e atenção aos detalhes. 

 

Em resumo, o período reprodutivo das calopsitas é uma fase natural que, com os cuidados adequados, pode ser tranquilo tanto para a ave quanto para o proprietário. Ao entender e atender às necessidades específicas da calopsita durante o cio, é possível garantir um ambiente saudável e harmonioso para todos. 



Como ajudar minha calopsita a se sentir mais confortável durante o cio? 


O período reprodutivo das calopsitas é uma fase natural, mas que pode trazer desconfortos e alterações no comportamento da ave. Felizmente, existem várias técnicas e abordagens que podem ajudar sua calopsita a se sentir mais relaxada e confortável durante esse período. 

 

Técnicas de relaxamento e interação são essenciais. Passar tempo com sua calopsita, falando com ela em um tom calmo, pode ajudar a ave a se sentir segura e amada. A interação humana é reconfortante para muitas calopsitas, especialmente durante períodos em que podem se sentir mais vulneráveis devido às mudanças hormonais.

  

A música tem um efeito calmante comprovado em muitos animais, incluindo as aves. Tocar músicas suaves e relaxantes pode ajudar a acalmar sua calopsita. Além disso, o som da água corrente ou melodias naturais, como o canto de outros pássaros, pode ser benéfico. No entanto, é importante garantir que o volume esteja em um nível confortável para a ave. 

 

Os brinquedos adequados também desempenham um papel crucial. Durante o comportamento da calopsita no cio, a ave pode se tornar mais ativa e brincalhona. Oferecer brinquedos que estimulem mental e fisicamente a calopsita pode ajudar a canalizar essa energia. Brinquedos de mastigar, espelhos e até pequenos quebra-cabeças são opções excelentes.  


Além dessas técnicas, é vital garantir que o ambiente da calopsita seja tranquilo e livre de estressores. Evite mudanças bruscas no ambiente e minimize ruídos altos ou movimentos súbitos que possam assustar a ave. 

 

Lembre-se: se a ideia é evitar o estímulo reprodutivo, é importante retirar qualquer casinha, ninho ou locais que possam incitar a nidificação porque a existência de lugares assim são gatilhos que fazem a ave botar ovos.afirmou Luana. 


“No entanto, se mesmo assim a ave ficar muito agressiva e territorialista, os médicos veterinários indicam ir atrás de uma consulta para a prescrição de medicação natural para acalmá-la.” acrescentou. 


Por fim, ajudar sua calopsita a se sentir confortável durante o cio é uma combinação de interação, estímulo e ambiente calmo. Ao adotar essas práticas, você não apenas garante o bem-estar de sua ave, mas também fortalece o vínculo entre vocês, tornando essa fase natural mais harmoniosa para ambos. 



Problemas Potenciais e Prevenção 


As calopsitas são aves encantadoras e, como qualquer animal de estimação, requerem atenção e cuidado, especialmente durante períodos específicos, como o cio. O comportamento da calopsita no cio pode indicar não apenas a prontidão para a reprodução, mas também potenciais problemas de saúde.  


Uma das complicações mais comuns associadas a esse estado é a postura crônica de ovos. Algumas fêmeas podem começar a botar ovos continuamente, mesmo na ausência de um macho. Isso pode levar a problemas de saúde, como a depleção de cálcio e a possibilidade de ovos presos. Para prevenir isso, é essencial garantir uma dieta balanceada, rica em cálcio, e monitorar a frequência da postura de ovos. 

 

Comportamentos desafiadores também podem surgir durante o cio. Aves, especialmente os machos, conforme destacado anteriormente, podem se tornar mais territoriais, agressivos ou vocalizar excessivamente. É vital entender que esses comportamentos são naturais, mas podem ser gerenciados. Enriquecimento ambiental, como brinquedos e interação, pode ajudar a canalizar essa energia. Além disso, criar um ambiente tranquilo e estável minimiza estressores que podem exacerbar esses comportamentos.

  

A consulta veterinária desempenha um papel crucial na prevenção de problemas associados ao cio. Um veterinário especializado em aves pode oferecer orientações específicas, realizar check-ups regulares e identificar precocemente qualquer sinal de complicação. Além disso, em casos de comportamentos extremamente desafiadores ou postura crônica de ovos, o veterinário pode recomendar tratamentos ou intervenções específicas.  


Sendo assim, enquanto o cio é um período natural na vida das calopsitas, ele vem com desafios que requerem atenção e cuidado. Ao estar ciente dos problemas potenciais e adotar medidas preventivas, os proprietários podem garantir que suas aves passem por esse período de forma saudável e segura. 



Como ajudar a calopsita a se recuperar após o cio? 


 O período reprodutivo é uma fase natural e intensa na vida das calopsitas. Assim como em outros animais, após o cio, é essencial garantir que a ave tenha um período de recuperação adequado. O período pode ter exigido muito da ave, tanto física quanto emocionalmente, e agora é o momento de ajudá-la a retornar ao seu estado normal de saúde e bem-estar.  


Primeiramente, é fundamental garantir que a alimentação da calopsita seja nutritiva e balanceada. Após o cio, a ave pode ter esgotado algumas de suas reservas nutricionais, especialmente se houve postura de ovos. Portanto, uma dieta rica em proteínas, vitaminas e minerais é crucial para ajudar na recuperação. 

 

O descanso é outro aspecto vital. Assim como esse período pode ter sido mais agitado, agora é o momento de garantir que ela tenha um ambiente tranquilo e confortável para descansar. Evite perturbações desnecessárias e garanta que a gaiola ou espaço da ave esteja em um local silencioso.  


A hidratação também é essencial. Certifique-se de que ela tenha acesso constante a água fresca e limpa. Isso ajudará na recuperação e manutenção da saúde geral da ave. 

 

Além disso, continue monitorando o comportamento apresentado. Se você notar qualquer sinal de desconforto, apatia ou alterações no apetite, é recomendável procurar a orientação de um veterinário especializado em aves. Ele poderá avaliar a saúde da ave e recomendar tratamentos ou cuidados específicos, se necessário.  


Ao adotar medidas de cuidado e prevenção, os proprietários podem garantir que suas calopsitas se recuperem adequadamente, mantendo-se saudáveis e felizes. 



Conclusão 


Ter uma calopsita como animal de estimação é uma experiência enriquecedora, repleta de momentos de alegria e interação. No entanto, como qualquer responsabilidade, exige conhecimento e dedicação, especialmente durante fases específicas da vida da ave, como o período reprodutivo.  


O comportamento da calopsita no cio é uma manifestação natural que reflete as mudanças hormonais e biológicas que a ave está passando. No entanto, esse comportamento pode trazer desafios para os tutores, que devem estar preparados para atender às necessidades específicas da ave durante esse período.  


A responsabilidade de cuidar de uma calopsita durante o cio vai além de simplesmente fornecer alimento e água. Envolve entender os sinais físicos e comportamentais, criar um ambiente adequado, e, acima de tudo, ter empatia. Cada ave é única, e o que funciona para uma pode não ser o melhor para outra. Por isso, a observação atenta e a adaptação às necessidades individuais da ave são cruciais.  


Além disso, a educação continuada para tutores é de suma importância. O mundo da avicultura está em constante evolução, com novas pesquisas e descobertas sendo feitas regularmente. Manter-se atualizado e buscar constantemente novos conhecimentos permite que os tutores ofereçam o melhor cuidado possível para suas aves. 

 

*Artigo revisado por Luana Desie, médica veterinária (CRMV/SP 52.005) especializada em aves, repteis, pequenos roedores e lagomorfos e a responsável pelo “Consultório das Aves”, uma clínica focada nos cuidados dos psitacídeos em domicílio. 



Por Ana Lima - Cintra Comunicação