Onçafari abre votação para nomear raros trigêmeos de onça-pintada no Cerrado

O registro de três filhotes é um evento raro que representa menos de 9% das ninhadas da espécie


O Onçafari com o apoio da Plataforma Semente, iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em parceria com o CeMAIS, registrou em 2025 o nascimento de uma ninhada de trigêmeos de onça-pintada no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais. Os filhotes, que agora completam aproximadamente um ano e três meses, continuam sendo monitorados regularmente por meio do projeto Onças: Guardiãs do Grande Sertão Veredas. Para celebrar o crescimento dos trigêmeos, o Onçafari convida o público a escolher os nomes definitivos dos filhotes por meio de uma votação aberta.




Para a votação pública, o Onçafari selecionou opções de nomes inspirados na flora e referências gerais do bioma Cerrado, como Pequi, Mangaba, Jaborandi, Murici, Kokwã, Mambaí e outros. O envolvimento da população na identificação das onças tem como objetivo estreitar o vínculo entre a sociedade e a conservação do meio ambiente. A votação é realizada por um formulário online, aberto até o dia 10 de maio.

 

A ocorrência de trigêmeos é considerada incomum para a espécie. Segundo o estudo “Unveiling demographic and mating strategies of Panthera onca in the Pantanal, Brazil”, publicado pelo Onçafari, menos de 9% das ninhadas registradas no Pantanal possuem três filhotes. A ninhada, que vive no Cerrado, reforça a importância do monitoramento contínuo da espécie para a sua proteção e a manutenção do equilíbrio do ecossistema.

 

Até o momento, os registros somam 56 vídeos divididos entre os três indivíduos, identificados temporariamente como Filhotes 22, 23 e 24. O acompanhamento por câmeras instaladas no parque permite observar o deslocamento e o desenvolvimento dos felinos, fornecendo dados essenciais para a preservação da biodiversidade local. “Os filhotes permanecem sob os cuidados da mãe e observamos que ela adota uma estratégia de proteção incomum ao não sair com toda a ninhada simultaneamente. Na maioria das vezes não estão os três filhotes juntos, a mãe sai apenas com um filhote ou dois, garantindo que ao menos um estará protegido”, explica Edu Fragoso, biólogo do Onçafari e coordenador do projeto no PNGSV.

 

A iniciativa do Onçafari busca transformar dados científicos em narrativas que engajem a população na proteção da fauna brasileira. O processo de votação marca uma nova etapa no monitoramento desses indivíduos, cujas trajetórias únicas contribuem para a história da conservação no Grande Sertão Veredas.
 

Para conhecer as onças trigêmeas, assista ao vídeo “Toda história começa com um nome”, disponível no YouTube do Onçafari.

 



O Onçafari é uma Organização Não Governamental que tem como missão conservar a biodiversidade brasileira através da proteção de áreas naturais e do apoio ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. Trabalhamos pela preservação da biodiversidade em 4 biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica com oito frentes de atuação: Ecoturismo, Ciência, Educação, Reintrodução, Social, Florestas, Anti-incêndio e Advocacy. Em 2025, o Onçafari foi eleito pela segunda vez entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Mais informações em www.oncafari.org.


 

A Plataforma Semente conecta o MPMG, em parceria com o CeMAIS, à sociedade, viabilizando iniciativas que envolvem diferentes protagonistas na conservação do meio ambiente natural, cultural e urbanístico, entre outros. É hoje o maior banco de projetos socioambientais do estado de Minas Gerais, representando uma alternativa segura e democrática para que os Promotores de Justiça possam destinar recursos de medidas compensatórias ou indenizatórias a projetos de relevante interesse socioambiental, que proporcionem resultados à toda a sociedade. 



Por Amanda Menezes - Assessoria do Onçafari

Brasil soma 35,7 milhões de cães e gastos com saúde podem superar R$ 3 mil ao ano, impulsionando busca por planos veterinários

Com mais pets nos lares, planos de saúde ganham espaço como alternativa para diluir gastos e incentivar a prevenção veterinária



O Brasil ocupa atualmente a segunda posição no ranking mundial de países com maior população de cães. Segundo levantamento da WordAtlas, o país soma cerca de 35,7 milhões de cães, atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram a lista com 75,8 milhões. Os dados reforçam a dimensão do mercado pet nacional e explicam uma mudança clara no comportamento dos tutores: o cuidado veterinário deixou de ser pontual e passou a exigir planejamento ao longo do ano.


 

Com os cães cada vez mais integrados à dinâmica familiar, o cuidado veterinário deixou de ser restrito a situações emergenciais. Consultas periódicas, exames preventivos e acompanhamentos de rotina se tornaram práticas comuns. Esse movimento, no entanto, tem impacto direto no orçamento. De acordo com especialistas do setor, os gastos básicos com saúde veterinária podem ultrapassar R$ 3 mil por ano, considerando consultas clínicas, exames laboratoriais e procedimentos preventivos.


“O cuidado contínuo permite acompanhar a saúde do cão ao longo do tempo e agir antes que um problema se agrave”
 

Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas que permitam diluir custos e garantir previsibilidade financeira. Os planos de saúde para cães surgem como uma solução que alia economia e acesso contínuo a cuidados veterinários — avaliações clínicas regulares, exames laboratoriais e check-ups ajudam a identificar doenças ainda em fases iniciais -, evitando tratamentos mais complexos no futuro, além do desgaste emocional. Médicos veterinárias reiteram que esse acompanhamento é especialmente importante para cães adultos e idosos, fase em que problemas renais, hepáticos e metabólicos tendem a surgir com mais frequência.


 

“O cuidado contínuo permite acompanhar a saúde do cão ao longo do tempo e agir antes que um problema se agrave”, explica Pedro Filizzola, CMO da Dog Life. Segundo ele, a mudança reflete uma evolução no comportamento dos tutores, que passaram a priorizar a prevenção em vez de agir apenas de forma reativa.


 

Quando o acompanhamento preventivo não acontece, os custos tendem a se concentrar em atendimentos emergenciais, que além de mais caros, exigem decisões rápidas e pouco planejadas. “O aumento da população canina exige uma abordagem mais estratégica em relação à saúde”, completa Filizzola. “A prevenção, aliada ao planejamento financeiro, é hoje um dos caminhos mais eficientes para garantir bem-estar e longevidade aos cães.”


 

O crescimento da população pet no Brasil reforça a consolidação da saúde canina como um cuidado contínuo e mais estruturado. De acordo com dados divulgados pela Health for Animals (2023) — organização internacional que reúne empresas desenvolvedoras e fabricantes do setor — o mercado brasileiro de saúde animal já movimenta aproximadamente US$ 1,7 bilhão por ano, colocando o país entre os principais polos globais do segmento. Esse avanço é impulsionado pela maior conscientização dos tutores, pela profissionalização do setor e pela ampliação de soluções voltadas à medicina veterinária preventiva.
 


A Dog Life, marca que integra a Life Pet Hub, é pioneira em planos de saúde para cães no Brasil e tem como propósito facilitar o acesso dos tutores a cuidados veterinários de qualidade em todo o país. Com foco em prevenção, acompanhamento contínuo e bem-estar animal, a marca oferece diferentes opções de planos que incluem consultas, exames, vacinas e outros serviços essenciais para a saúde dos cães. Com uma experiência simples, prática e sem burocracia, a Dog Life conecta os pets a uma ampla rede de clínicas e hospitais veterinários credenciados, ajudando os tutores a terem mais previsibilidade, segurança e tranquilidade no cuidado diário com seus animais.

Mais informações em - Dog Life: Link 




Por Bianca Fontana Forcan - Máquina

Outono chega e acende alerta para a saúde dos pets

 

Morgana Prado, especializada em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral  Crédito: Vinícius Ferraz

Clima mais seco e variações de temperatura podem favorecer problemas respiratórios, de pele e articulares


Com a aproximação do outono, as mudanças climáticas começam a impactar também os animais de estimação. A queda gradual das temperaturas, a maior variação térmica entre dia e noite e o ar mais seco criam um cenário que exige atenção dos tutores para prevenir problemas de saúde em cães, gatos e em animais não convencionais.
 

Segundo a médica-veterinária Dra. Morgana Prado, especialista em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), a nova estação favorece o surgimento ou agravamento de algumas doenças. “O clima mais seco pode provocar ressecamento da pele e das mucosas, enquanto a variação de temperatura aumenta o risco de problemas respiratórios, principalmente em animais idosos ou com doenças pré-existentes”, explica.
 

Entre os cães e gatos, um fenômeno bastante comum nesta época é a troca sazonal de pelagem. A queda de pelos tende a aumentar e, no caso dos gatos, pode ocorrer maior formação de bolas de pelo. Além disso, o frio pode intensificar dores articulares, especialmente em cães idosos ou de grande porte que já apresentam problemas ortopédicos.


O gatinho Jon aquecido nos dias de clima mais fresco - Divulgação

Alguns sinais merecem atenção dos tutores, como dificuldade para levantar, caminhar com rigidez, relutância para subir escadas ou menor disposição para brincar. “Esses comportamentos indicam desconforto ou dor nas articulações e devem ser avaliados por um médico-veterinário”, orienta a especialista.

 

Outro ponto importante no outono é a hidratação, especialmente entre os gatos, que costumam beber menos água em períodos mais frios. A ingestão hídrica reduzida pode gerar alterações urinárias. Para estimular o consumo de água, a recomendação é espalhar potes pela casa, utilizar fontes e incluir alimentos úmidos na dieta.



O cãozinho Albert Einstein protegido para passear - Divulgação

A rotina de higiene também merece alguns ajustes. Os banhos podem ser um pouco menos frequentes nas regiões onde o frio se intensifica, mas não precisam ser suspensos. O mais importante é utilizar água morna e garantir uma secagem completa da pelagem para evitar problemas de pele e queda de imunidade.

 

Mesmo com a mudança de estação, a prevenção contra pulgas, carrapatos e outros parasitas deve continuar durante todo o ano. “Esses organismos conseguem sobreviver em ambientes protegidos, como dentro de casa ou em quintais, e continuam sendo um risco para os animais”, alerta a veterinária.


 

Atenção também aos pets não convencionais
 

As mudanças do outono também afetam animais considerados não convencionais, como aves, coelhos, roedores e répteis, que muitas vezes são ainda mais sensíveis às variações ambientais.

As aves, por exemplo, possuem sistema respiratório delicado e metabolismo elevado. Correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura podem causar estresse térmico e predispor a infecções respiratórias. Por isso, a gaiola deve ficar em local iluminado e ventilado, mas protegida de vento direto, ar-condicionado ou ventiladores.


Nos dias frios o feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando na produção de calor metabólico - Divulgação


Coelhos e roedores também exigem cuidados com o ambiente. O ideal é manter o alojamento protegido de correntes de ar, com temperatura estável e local de descanso seco e confortável. O feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando inclusive na produção de calor metabólico.
 

Já no caso de répteis, como jabutis e tartarugas, a queda de temperatura pode interferir diretamente no metabolismo. Como são animais ectotérmicos — ou seja, dependem do calor externo para regular o corpo —, é fundamental garantir aquecimento adequado no ambiente, com lâmpadas térmicas e iluminação com emissão de UVB, que contribui para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea.


Refúgios devem ser providenciados nas gaiolas - Divulgação



Independentemente da espécie, a observação diária continua sendo uma das principais ferramentas de cuidado. Alterações de comportamento, perda de apetite, dificuldade respiratória, vômitos, letargia ou mudanças repentinas na rotina do animal devem motivar avaliação veterinária.

 

“Os pets fazem parte da família e dependem dos tutores para manter seu bem-estar. Pequenos cuidados no ambiente, na alimentação e na rotina ajudam muito a protegê-los das mudanças do clima”, destaca a Dra. Morgana.





Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP

YouTube

Instagram: @hvtcampinass

 

Facebook

site


Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP

Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana

Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500




Por Kátia Nunes - AMZ Comunicação 

ESTREIA Coluna DOG CORNER - O mito do empreendedor pet sofredor: Quando o problema não é o mercado, é a falta de método

Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner

Especialista em comportamento canino, Denise Neves aponta falhas de gestão como principal desafio do setor pet e defende profissionalização dos negócios



O mercado pet cresce no Brasil, mas muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades para transformar a demanda em resultados consistentes. Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, essa leitura, na maioria das vezes, esconde um problema mais profundo: a falta de método na gestão.


Na prática, muitos negócios do setor nascem sustentados pelo afeto aos animais, mas sem estrutura operacional. “É muito comum vermos empresas com falhas básicas de gestão: ausência de processos, falta de indicadores, desorganização financeira e uma operação completamente dependente do dono”, explica ela.


Esse cenário, segundo Denise, gera um ciclo de frustração. Sem resultados consistentes, muitos empreendedores culpam o mercado, quando na verdade enfrentam falhas na administração.


Gestão ainda é gargalo no setor
Mesmo em um mercado técnico, a gestão segue como um dos principais desafios.

“Muitos empreendedores começam com excelente domínio do serviço, mas pouca estrutura administrativa. Sem método, o negócio vira uma sucessão de improvisos”, afirma Denise.

Para ela, o conceito de “método” envolve um conjunto de práticas essenciais: planejamento, controle financeiro, definição de metas, padronização de atendimento, posicionamento claro e gestão de equipe. Sem esses elementos, a operação tende a se tornar instável e difícil de escalar.


Perfil sobrecarregado e centralizador
Denise também identifica um perfil recorrente entre empreendedores que enfrentam dificuldades: o profissional extremamente operacional, que centraliza decisões e tem dificuldade de delegar.

“É alguém que trabalha o tempo todo apagando incêndios e acredita que o problema será resolvido com mais horas de trabalho. Mas, sem organização, mais esforço só aumenta o desgaste”, analisa a especialista.

Esse modelo de atuação, além de comprometer o crescimento do negócio, impacta diretamente a qualidade de vida do próprio empreendedor.


Problema interno ou externo?
Diferenciar desafios de mercado de falhas internas é, segundo Denise, um passo fundamental para ajustar a rota do negócio.

“Quando o mercado está difícil, isso tende a afetar vários players. Mas sinais como baixa conversão, margem apertada, dificuldade de fidelização e dependência de promoções indicam problemas estratégicos ou operacionais”, explica.

Para ela, a análise deve ser baseada em dados, e não apenas em percepções. “A concorrência existe para todos. O diferencial está na consistência da gestão e da entrega”, completa.


Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner

Pequenas mudanças, grandes impactos
Apesar do diagnóstico, Denise destaca que não são necessárias mudanças complexas para começar a transformar o negócio. Ajustes simples já podem gerar impacto direto.

Entre eles, ela cita a organização do fluxo de atendimento, padronização de processos, acompanhamento de indicadores básicos, separação entre finanças pessoais e empresariais, revisão de precificação e criação de uma rotina de gestão.

“No setor pet, a operação é muito sensível aos detalhes. Pequenos ajustes fazem diferença imediata na lucratividade, na experiência do cliente e no bem-estar da equipe”, afirma.


Profissionalização como caminho
Para quem está começando, Denise reforça a importância de estruturar o negócio desde o início.

“Amar os animais não substitui gestão. O setor exige sensibilidade, mas também disciplina, controle e visão estratégica”, diz.

Na avaliação dela, a profissionalização do mercado pet passa justamente por essa mudança de mentalidade: sair do improviso e construir negócios sustentáveis.

“Quem começa já olhando para processos, números e posicionamento tende a crescer de forma mais saudável e consistente”, finaliza.



A Dog Corner é uma empresa paulistana especializada em creche, hotel, banho e adestramento para cães. Fundada por André Cavalieri e hoje comandada por ele ao lado da sócia Denise Neves, a marca passou por rebranding e profissionalização da operação, consolidando-se como referência em gestão, segurança, comportamento canino e experiência do cliente. A empresa também prepara o lançamento de uma frente educacional voltada para capacitar empreendedores do mercado pet.




Por Izabel Santa Fe - Comunica PR

Além do chocolate: 7 curiosidades sobre o coelho que simboliza a Páscoa

Veterinária da UniMAX Indaiatuba, Dra. Fernanda

Especializada em animais silvestres e pets não convencionais, médica-veterinária traz curiosidades sobre a espécie


Com a chegada da Páscoa, um personagem fofo e cheio de encanto volta a aparecer: o coelho. Presente em chocolates, decorações e no imaginário popular, ele vai muito além da figura lúdica. Ao longo da história, o animal passou a ser associado à data por simbolizar fertilidade, renovação e novos começos — significados que combinam perfeitamente com o espírito da celebração.


Mas você sabia que, apesar de seus dentes grandes, o coelho não é um roedor? Que sua visão pode chegar a quase 360º? E que seus filhotes nascem cegos, surdos e totalmente dependentes da mãe? Quantos filhotes uma coelha pode ter a cada gestação?


Médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), a Dra. Fernanda Barttistella Passos Nunes lembra que a espécie tem suas particularidades e por isso alguns cuidados específicos são necessários para o bem-estar do animal.

“Apesar de parecerem simples, coelhos são animais complexos e exigentes. Não são brinquedos, nem presentes. Cuidar deles é uma responsabilidade de longo prazo que exige cuidado, conhecimento e compromisso”, alerta.


Mestre e doutora com atuação há 28 anos nas áreas de animais silvestres e pets não convencionais, a Dra. Fernanda traz algumas curiosidades sobre a espécie, desde o seu comportamento, o que comem, como se reproduzem e quais as principais espécies no Brasil. Confira:


1 – Tem coelho espalhado pelo mundo

Originário da Europa, atualmente o coelho está espalhado em praticamente todos os países. Existem diversas espécies de lagomorfos no mundo. No Brasil, o principal representante nativo é o tapiti (Sylvilagus brasiliensis). Já os coelhos domésticos pertencem à espécie Oryctolagus cuniculus, com diversas raças e cruzamentos, o que resulta em grande variação de tamanho, pelagem e comportamento.


2 – Por quanto tempo sobrevive um coelho?

De acordo com a docente de Medicina Veterinária da UniMAX, com manejo adequado, alimentação equilibrada e acompanhamento veterinário, os coelhos ia de 8 a 12 anos, podendo ultrapassar esse tempo em alguns casos.


3 – Dentes que não param de crescer 

Grandes e afiados, os coelhos possuem 28 dentes com crescimento contínuo ao longa da vida. Esse crescimento pode chegar a alguns milímetros por semana. Quando não há desgaste adequado, principalmente pela falta de feno, podem ocorrer problemas como má oclusão, que pode ser de origem genética e ser agravada por fatores como estresse que levam à disbiose intestinal, podendo evoluir para dor, anorexia e alterações gastrointestinais.


4 – Alimentação muito além da cenoura 

Engana-se quem acha que o alimento predileto do coelho é a cenoura. A verdade é que ela deve ser ofertada com moderação devido ao seu alto teor de açúcar. O principal alimento do coelho é o feno, essencial para a saúde digestiva e dentária, e que deve estar disponível à vontade ao animal. Essa alimentação balanceada pode ser complementada por folhas verdes (rúcula, escarola, couve), ervas frescas (salsinha, hortelã, coentro), legumes (abobrinha, pimentão, cenoura), flores comestíveis e frutas em pequenas quantidades. Rações comerciais de boa qualidade até podem ser utilizadas, as em pequenas quantidades e apenas como complemento alimentar.


5 – Um animal antissocial: será?

Os coelhos são animais de presa e extremamente sensíveis ao ambiente. São mais ativos no início da manhã e no final da tarde, horários que coincidem com a chegada da família em casa, o que contribui para sua popularidade como pet. Comunicam-se, principalmente, batendo as patas quando estão em alerta; realizam saltos (“binky”) quando estão felizes; e rangem os dentes, o que pode indicar conforto ou dor, dependendo do contexto. Eles possuem glândulas odoríferas e costumam esfregar o queixo em objetos para marcar território. Também realizam grooming (autolimpeza) e interações sociais, podendo lamber o responsável como forma de vínculo.


6 – ‘Casa’ sempre limpa e organizada

Os coelhos gostam de ambientes tranquilos, seguros e previsíveis. São animais limpos e, na maioria das vezes, aprendem a utilizar a caixa sanitária. Eles necessitam de um espaço para que possam se movimentar livremente e com ambiente de esconderijo. O enriquecimento ambiental é sempre bem-vindo e precisa ter um piso adequado, para evitar escorregões e garantir a sua segurança.


7 – Quantas filhotes a fêmea pode ter na gestação

As coelhas podem se reproduzir ao longo de todo o ano. A gestação dura cerca de 30 dias, com ninhadas de 4 a 12 filhotes. Os coelhinhos são altriciais, pois nascem cegos, sem pelos e totalmente dependentes da mãe. A mãe, por sua vez, prepara o ninho com pelos do próprio corpo, geralmente retirados pouco antes do parto. A amamentação ocorre uma a duas vezes ao dia, de forma rápida, comportamento normal da espécie. O controle reprodutivo é fundamental para evitar superpopulação e problemas de saúde.



Fernanda Barttistella Passos Nunes é docente da disciplina de Clínica Médica de Animais Silvestres, do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba). Médica-veterinária, com mestrado e doutorado pela FMVZ/USP, atua há 28 anos na área de animais silvestres e pets não convencionais. Possui ainda pós-doutoranda pela FMVZ USP e é pesquisadora com experiência em Clínica, Reprodução, Manejo e Bem-estar Animal. Também faz parte de projetos de saúde única (One Health).


UniFAJ e UniMAX - Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.



Por Jean Martins - JTCom