Março Amarelo reforça alerta para DRC em gatos e destaca importância do diagnóstico precoce

Especialista chama atenção para uma condição silenciosa e frequente em felinos de meia-idade a idosos, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção



A campanha de conscientização sobre a Doença Renal Crônica (DRC) em gatos, realizada no mês de março, reforça a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário diante de uma enfermidade progressiva, irreversível e frequentemente silenciosa. Mais comum em felinos de meia-idade a idosos, a DRC está entre os problemas de saúde que mais impactam a longevidade e o bem-estar nessa fase da vida, e pode ter sua progressão desacelerada quando identificada precocemente e manejada de forma individualizada.


 

Por evoluir de forma discreta, a DRC pode não ser percebida em seus estágios iniciais, por isso, a campanha reforça a necessidade de check-ups regulares e atenção a sinais, como:


  • Aumento de sede e do volume de urina
  • Perda de peso e redução de apetite
  • Náuseas, vômitos e apatia
  • Piora da qualidade da pelagem


“Ao notar mudanças no comportamento ou na rotina do animal, a recomendação é buscar avaliação veterinária, o quanto antes. Os exames de sangue e urina e, quando indicado, aferição de pressão arterial e exames de imagem, ajudam a identificar alterações de maneira mais precoce e a orientar o melhor plano de cuidado", explica Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica de pets da Boehringer Ingelheim.


 

Entre os achados relevantes no acompanhamento de parte dos pacientes renais está a proteinúria, caracterizada pelo aumento da perda de proteína na urina, um sinal associado a dano renal e que pode acelerar a progressão da doença quando persistente. "A proteinúria (perda de proteínas na urina) está associada à redução da expectativa de vida e à progressão da DRC. Portanto, o controle desse marcador é fundamental para o manejo da doença, favorecendo um acompanhamento clínico e laboratorial mais eficaz e contribuindo para retardar sua progressão", complementa Botteon.


 

Dentro desse contexto, existem opções terapêuticas que auxiliam no tratamento da DRC em gatos e que podem contribuir para o manejo da doença e para a manutenção da qualidade de vida, sempre com orientação do médico-veterinário. Existem alternativas, com foco na redução da proteinúria, ou seja, da quantidade de proteína na urina, um sinal frequentemente associado ao dano renal.


 

“Ao longo do Março Amarelo, reforçamos uma mensagem simples e essencial: prevenir é cuidar continuamente. Estimular a hidratação, manter uma rotina de acompanhamento e realizar exames periódicos, especialmente em gatos adultos e idosos, faz diferença para identificar alterações mais cedo e apoiar qualidade de vida ao longo do tempo”, finaliza a médica-veterinária.




Por Thaís Vequetin Silva - Ideal Axicom

Woolie inaugura primeira loja conceito na Cidade Matarazzo e marca nova fase de expansão da marca

Espaço em São Paulo transforma o universo felino em experiência de design e servirá como inspiração para o modelo de franquias da marca


A Woolie, primeira marca brasileira de design especializada exclusivamente em gatos, acaba de inaugurar sua primeira loja conceito própria no complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo. O novo espaço marca uma nova fase na trajetória da empresa, que nasceu digital e agora passa a oferecer uma experiência física imersiva dedicada ao universo felino.




Localizada em um dos principais polos de lifestyle e design da cidade, a Woolie Cidade Matarazzo foi concebida como um espaço para apresentar de forma sensorial o conceito da marca: produtos desenvolvidos a partir do comportamento e dos instintos naturais dos gatos, que combinam estética, funcionalidade e bem-estar animal.


Mais do que um ponto de venda, a loja foi pensada como um showroom e laboratório de marca, reunindo best sellers da Woolie, lançamentos recentes, produtos exclusivos e pré-lançamentos. O espaço permite que os visitantes vivam experiências (como catnip experience onde podem realizar degustação olfativa dos diversos tipos de “erva do gato”), conheçam de perto os materiais, o design e a funcionalidade das peças que fizeram a marca se destacar no mercado brasileiro de produtos para gatos. A loja também conta com atendimento ominichannel, onde o cliente poderá adquirir todo o catálogo do site (mesmo que não esteja disponível na loja) e receber em sua casa, além de realizar trocas e ter um atendimento exclusivo.




A inauguração também representa um movimento estratégico importante para o negócio. A loja conceito foi criada para servir como modelo e inspiração para o projeto de expansão da Woolie por meio de franquias, permitindo que a marca leve sua experiência de design e comunidade para outras cidades do Brasil.


“Desde o início da Woolie, nossa missão sempre foi repensar a forma como os produtos para gatos são desenvolvidos e percebidos. A loja conceito nasce para materializar esse universo, permitindo que as pessoas vivenciem a marca e descubram como o design pode transformar a relação entre gatos e seus humanos”, afirma Daniel Mostacada, fundador e CEO da marca. “E com a nova unidade, disponibilizamos aos nossos clientes um atendimento personalizado por meio do Concierge da loja, que estará disponível por WhatsApp para um contato VIP com os clientes da unidade.”


Fundada em 2020, a Woolie nasceu com forte presença digital e rapidamente conquistou uma comunidade engajada de tutores de gatos em todo o país. A marca se destacou ao desenvolver produtos criados do zero com base em estudos sobre comportamento felino, ergonomia e experiência do tutor, um movimento que ajudou a posicionar a empresa como referência em design para gatos no Brasil. A criação da loja conceito surge também como resposta a pedidos frequentes da própria comunidade de clientes, que buscavam um espaço físico para conhecer os produtos e experimentar o universo Woolie de forma mais próxima.


No novo espaço, os visitantes encontram desde itens icônicos da marca como o Comedouro GEO (cores e modelos exclusivos da loja),  fontes de água, arranhadores e acessórios – até lançamentos recentes e produtos que refletem o DNA minimalista da Woolie, desenvolvido para integrar os itens dos pets ao ambiente da casa. 




“A nossa proposta com produtos premium e de design sofisticado parte de um diagnóstico claro do mercado pet: historicamente, grande parte dos produtos disponíveis para gatos eram adaptações de itens criados para cães, sem considerar as particularidades comportamentais e fisiológicas dos felinos. Por isso, oferecemos verdadeiros objetos de design que valorizam o ambiente doméstico, com estética contemporânea, ao mesmo tempo em que entregam materiais de qualidade, com soluções inteligentes e funcionais para o bem-estar dos gatos”, detalha o fundador e CEO da Woolie.


A loja na Cidade Matarazzo surge como mais um ponto de conexão entre a Woolie e a comunidade digital em torno da cultura gateira que a marca construiu ao longo dos anos. Além do desenvolvimento de produtos, a empresa promove discussões sobre comportamento felino, adoção responsável e valorização da diversidade dos gatos,  especialmente os sem raça definida (SRD). Iniciativas próprias como o concurso cultural “Gato SRD Mais Bonito do Brasil”, conteúdos educativos e ações voltadas à conscientização fazem parte do ecossistema criado pela marca para fortalecer a relação entre humanos e felinos.


Woolie Cidade Matarazzo – Loja conceito
Endereço: Woolie Cidade Matarazzo – Alameda Rio Claro, 190 – Bela Vista, São Paulo


Horário de funcionamento: 

Seg à Sex: 10:00 às 22:00

Domingo: 14:00 às 20:00

Site: woolie.com.br

Instagram: @woolie.pet




Por Larissa Alviano - Deepr Comunicação

Mixed Kids apresenta desfile de lançamento da coleção Inverno 26 no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo


A Mixed Kids apresentou sua coleção Inverno 26, Dog Lover Society, em um desfile especial realizado na loja da marca no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, na noite de quarta-feira (18).



O evento reuniu convidados, e nomes como Maria Rudge Albuquerque, Renata Goldfarb, Bel Pimenta e Patricia Bordon para assistir à apresentação da nova coleção, que celebra um dos vínculos mais puros da infância: o amor entre crianças e seus cachorros. A proposta traduz esse universo em peças que exploram tons terrosos, estampas exclusivas e looks pensados para acompanhar os pequenos em diferentes momentos do dia a dia.



Com atmosfera leve e afetiva, o desfile trouxe para a passarela o espírito lúdico e acolhedor da Mixed Kids, reforçando a identidade da marca e sua conexão com o universo infantil.




A coleção Dog Lover Society já está disponível nas lojas Mixed Kids e no e-commerce da marca.


 

Por Maria Eduarda Ometto - Index*

Nutrição por fase: por que a alimentação do cão não deve ser a mesma ao longo da vida

Alimento adequado para cada fase da vida do pet é um dos fatores mais importantes para garantir crescimento saudável, prevenção de doenças e qualidade de vida. (Freepik/Divulgação)


Especialista explica como a alimentação correta, ajustada ao porte, idade e condição fisiológica, contribui para o bem-estar e desenvolvimento dos pets



Assim como acontece com os humanos, os cães têm necessidades nutricionais diferentes ao longo da vida. A escolha do alimento adequado para cada fase — filhote, adulto ou idoso — é um dos fatores mais importantes para garantir crescimento saudável, prevenção de doenças e qualidade de vida. Considerar fatores como porte, idade e estado fisiológico permite oferecer uma dieta equilibrada e adequada às demandas do organismo.


 

Os cães são classificados conforme três critérios principais, como porte (pequeno, médio, grande ou gigante), faixa etária (filhote, adulto ou sênior) e condição fisiológica, que pode incluir situações como castração, sobrepeso, gestação ou lactação. Essa categorização é essencial para orientar a escolha do alimento mais apropriado, garantindo o fornecimento de nutrientes necessários para cada fase da vida.


 

“A nutrição equilibrada é uma das principais ferramentas para promover saúde e prevenir problemas ao longo da vida do pet. Quando o tutor escolhe um alimento adequado ao porte e à etapa de desenvolvimento do animal, ele contribui diretamente para o crescimento saudável, manutenção da musculatura, fortalecimento do sistema imunológico e envelhecimento com mais qualidade”, explica Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.


 

Crescimento e desenvolvimento


Durante os primeiros meses de vida, os cães apresentam metabolismo acelerado e intensa formação de estruturas corporais, como ossos, músculos e tecidos. Por esse motivo, necessitam de dietas com mais densidade energética e maiores níveis de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.


 

Esses nutrientes são essenciais para sustentar o crescimento adequado, favorecer o desenvolvimento do sistema imunológico e garantir energia suficiente para as atividades diárias. A oferta de um alimento formulado especificamente para filhotes é fundamental para suprir essas exigências nutricionais.


 

Nesse contexto, formulações Special Dog, foram desenvolvidas para atender às necessidades nutricionais dessa fase, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado e saudável dos cães em crescimento.


 

Manutenção do metabolismo


Na fase adulta, a alimentação tem como principal objetivo manter o equilíbrio metabólico e preservar a saúde geral do organismo. Nesse período, a escolha de um alimento específico para o porte do animal é indispensável, já que cães de tamanhos diferentes apresentam demandas nutricionais distintas.

Proteínas de alta qualidade são fundamentais para a manutenção da massa muscular e para o funcionamento adequado das reações metabólicas. A presença de diferentes fontes proteicas, de origem animal e vegetal, contribui para um perfil completo de aminoácidos.


 

Os carboidratos atuam como fonte de energia, enquanto as fibras auxiliam na sensação de saciedade e na saúde digestiva. Já as gorduras desempenham papel importante na manutenção da pelagem, redução da queda de pelos e fornecimento de ácidos graxos com propriedades anti-inflamatórias.


 

Entre as opções desenvolvidas para essa etapa da vida estão os produtos das linhas Premium, Premium Especial e Super Premium Natural da Special Dog, nas versões para cães de porte pequeno, médio, grande e gigante, que oferecem formulações balanceadas voltadas à manutenção da saúde e da vitalidade dos cães adultos.


 

Cuidado com massa muscular e saúde renal


A partir dos sete anos de idade, os cães entram na fase considerada sênior. Nesse período, alterações naturais do envelhecimento podem ocorrer, como a sarcopenia, caracterizada pela perda gradual de massa muscular. Por essa razão, dietas voltadas a animais idosos costumam apresentar níveis mais elevados de proteínas de qualidade.


 

Outro ponto de atenção é a concentração de minerais presentes na formulação. O controle da quantidade de fósforo é importante para preservar a função renal e contribuir para maior longevidade. Diferentemente dos alimentos destinados a filhotes, que possuem maiores níveis desse mineral para favorecer o crescimento ósseo, as formulações para cães idosos apresentam quantidades reduzidas.


 

A presença de antioxidantes também é relevante nessa fase. Nutrientes como a vitamina C ajudam a combater os radicais livres e podem contribuir para a prevenção da morte celular precoce, favorecendo um envelhecimento mais saudável.


 

Cães castrados ou com sobrepeso


Após a castração, muitos cães apresentam alterações hormonais que podem reduzir o nível de atividade física e modificar o metabolismo, aumentando a predisposição ao ganho de peso. Nessas situações, alimentos com menor densidade calórica e maior teor de fibras podem auxiliar no controle do peso corporal.


 

Considera-se sobrepeso quando o animal apresenta até 15% acima do peso ideal. Para esses casos, formulações específicas, com níveis equilibrados de proteínas, carboidratos e fibras, ajudam a preservar a massa magra e prolongar a sensação de saciedade, contribuindo para a manutenção de um peso saudável.


 

Entre as alternativas disponíveis estão os alimentos Light e Castrados das Linhas Special Dog, desenvolvidas para auxiliar no controle calórico e na manutenção da condição corporal adequada.


 

Gestação e lactação: demanda nutricional elevada


Durante a gestação, especialmente nos últimos 20 dias, a cadela necessita de maior aporte energético para sustentar o desenvolvimento dos filhotes. Por isso, é recomendado substituir gradualmente a alimentação habitual por um alimento destinado a filhotes, que possui maior concentração de proteínas, gorduras e minerais.


 

Após o nascimento, essa dieta deve ser mantida durante todo o período de amamentação, já que a produção de leite exige alto gasto energético. Quando a fase de lactação termina, a fêmea deve retornar ao alimento apropriado para sua etapa de vida, enquanto os filhotes continuam consumindo a formulação específica para crescimento. Garantir uma alimentação adequada ao porte, idade e condição fisiológica do animal, aliada ao fornecimento da quantidade diária recomendada, é uma das principais formas de promover saúde, bem-estar e longevidade aos cães.




Special Dog Company - Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 40 mil pontos de venda em todo o território nacional e exporta seus produtos para países da América do Sul. Com foco contínuo na excelência de sua produção e logística, a companhia conta com diversos centros de distribuição espalhados pelo país e se consolida como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, com cerca de 2.000 colaboradores.


A atuação orientada à geração de impacto positivo integra a estratégia do negócio e se reflete em práticas voltadas à sustentabilidade, à ética nas relações e à valorização de seus públicos. Esse direcionamento é reconhecido pelas certificações concedidas pela Humanizadas — Best for Humanity, We Care for Stakeholders e We Care for Customers — que destacam empresas com gestão consistente, responsabilidade socioambiental e cultura organizacional alinhada à criação de valor compartilhado. Para a Special Dog Company, os reconhecimentos reforçam a integração entre propósito, governança e práticas efetivamente aplicadas ao longo de sua operação.



Por Heitor Carvalho - Race Comunicação

Ansiedade em pets cresce e veterinários alertam para sinais de estresse em cães e gatos

Mudanças no estilo de vida, rotina urbana e longos períodos sozinhos em casa estão entre os fatores que mais impactam o comportamento dos animais. Nos últimos anos, especialistas têm observado um aumento significativo nos casos de ansiedade em cães e gatos. O fenômeno está ligado tanto à maior conscientização dos tutores quanto às mudanças no estilo de vida dos animais, que hoje vivem mais em ambientes urbanos e com maior dependência da rotina humana.

 

Segundo Liandra Amaral, médica-veterinária especialista em clínicas da Plamev, o aumento dos casos está relacionado principalmente à maior atenção dos tutores ao comportamento dos pets e às transformações na rotina dos animais dentro das cidades.

 

“Hoje os tutores estão mais atentos ao comportamento dos pets e conseguem identificar sinais que antes passavam despercebidos. Ao mesmo tempo, muitos animais vivem em ambientes urbanos com menos estímulos naturais e acabam se tornando mais dependentes da rotina humana”, explica.



Entre os comportamentos mais comuns que indicam ansiedade estão vocalização excessiva, destruição de objetos, comportamentos repetitivos como lamber as patas de forma constante ou andar em círculos além de alterações no apetite e dificuldade para relaxar.

 

Em gatos, os sinais podem aparecer de forma mais discretos, como isolamento, mudanças no apetite ou até agressividade repentina.

 

A vida em apartamentos e a rotina corrida dos tutores também podem influenciar diretamente no bem-estar emocional dos animais. Ambientes com pouco espaço, poucos estímulos e rotina irregular podem contribuir para o desenvolvimento de ansiedade.

 

Outro problema cada vez mais comum é a chamada ansiedade de separação, especialmente em cães que passam muitas horas sozinhos em casa. Nesses casos, o animal pode vocalizar intensamente quando o tutor sai, destruir objetos, apresentar salivação excessiva, tentar fugir ou urinar em locais inadequados.



Para reduzir esses impactos, especialistas recomendam estimular atividades físicas, oferecer enriquecimento ambiental, manter uma rotina previsível e garantir momentos de interação e brincadeiras com os animais.


Por R2 Assessoria 

Do abrigo à cura: como a medicina de abrigo e a saúde única se conectam à descoberta da polilaminina e à esperança de mobilidade para cães

Tibirinho (Divulgação/Instituto Caramelo)

Pesquisas brasileiras têm promovido recuperação de movimentos após lesão medular e reverberam princípios de cuidado integral defendidos pelo Instituto Caramelo



Há anos, a medicina de abrigo vem se consolidando como um modelo estruturado de cuidado. No Instituto Caramelo, esse trabalho é guiado pela Saúde Única, abordagem que reconhece a correlação entre saúde animal, humana e ambiental. Na prática, isso significa acolher cães resgatados em diferentes contextos – vítimas de abandono, maus-tratos, acidentes e desastres climáticos – muitos com quadros clínicos complexos, traumas e sequelas permanentes. Reabilitar esses animais é reduzir impactos coletivos e produzir conhecimento que pode dialogar com outras áreas da saúde. Agora, um avanço científico brasileiro ajuda a jogar luz sobre essa conexão.


 

Pesquisas coordenadas pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vêm chamando atenção ao investigar a polilaminina no tratamento de lesões na medula espinhal. Estudos com cães diagnosticados com lesões crônicas apontaram recuperação parcial de movimentos em animais que antes não conseguiam se locomover. Os resultados abriram caminho para os primeiros testes clínicos em humanos. Embora ainda seja cedo para falar em tratamento consolidado, a pesquisa já mobiliza pacientes, médicos e famílias que acompanham de perto cada avanço.


 

Para quem atua na linha de frente da medicina veterinária, a notícia não é somente científica, mas também simbólica. A utilização de animais em pesquisas de regeneração medular reforça algo que o Instituto Caramelo defende na prática: o cuidado com os animais não é isolado do cuidado com as pessoas, e o conhecimento gerado em uma espécie pode impactar diretamente outra.


 

“Trabalhamos com animais que chegam em estado crítico, muitos com sequelas permanentes. A reabilitação é um processo longo, técnico e emocional. Avanços como o da polilaminina reforçam a importância de investir em pesquisa e em práticas integradas. Quando vemos cães que voltam a mover as patas depois de uma lesão grave, não estamos falando só de ciência, mas de qualidade de vida, autonomia e dignidade”, destaca Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.



Mesmo ainda no começo, a discussão sobre a polilaminina já provoca uma reflexão importante: o que acontece nos centros de pesquisa também passa pelos abrigos, clínicas veterinárias e histórias reais de cães que lutam para voltar a andar.


A responsável técnica do Instituto Caramelo, Marília Lima (Divulgação/Instituto Caramelo)





Sobre o Instituto Caramelo - Referência nacional no resgate e reabilitação de animais em situação de abandono e maus tratos, o Instituto Caramelo é uma organização não governamental sem fins lucrativos que nasceu em fevereiro de 2015 para dar voz àqueles que não podem falar. Com um hospital veterinário 24 horas, atende mais de 300 animais e realiza castrações gratuitas, intervenções emergenciais e acompanhamento contínuo até que todos estejam prontos para adoção responsável.



Por Giovanni Mourão  - Avenida Comunicação 

Dor invisível: sinais silenciosos de dor em cães e gatos que os tutores costumam ignorar

Médica veterinária Carla Perissé

Diferente dos humanos, cães e gatos não verbalizam dor. Em muitos casos, o sofrimento se manifesta de forma silenciosa, por meio da pele. Coceira persistente, feridas, queda de pelo e mudanças de comportamento podem indicar quadros dolorosos que passam despercebidos na rotina dos tutores.


De acordo com a médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, há uma tendência de normalizar sinais que deveriam acender um alerta. “Muitos tutores acreditam que o animal está apenas ‘se coçando’ ou que a queda de pelo é comum. Na prática, esses sinais podem indicar dor crônica”, explica.


A especialista destaca que a pele é um dos principais órgãos de comunicação do corpo. “Ela reflete desequilíbrios internos, alergias, infecções e até estresse. Observar mudanças precocemente faz toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do pet”, afirma.


O acompanhamento veterinário adequado permite identificar a causa do problema e evitar que quadros simples evoluam para condições mais graves. “Cuidar da pele é cuidar do bem-estar como um todo”, conclui.


Por Flávia Ferreira - F4Comunica

FILHOTES, ADULTOS E IDOSOS: POR QUE A ALIMENTAÇÃO PRECISA MUDAR EM CADA FASE DA VIDA

Mesmo com mudanças no corpo dos animais, muitos tutores mantêm a mesma alimentação por anos; entenda como nutrir seu pet em cada fase da vida.


Cães e gatos não têm as mesmas necessidades ao longo da vida. Filhotes gastam mais energia, adultos entram em fase de manutenção e, com o passar dos anos, o organismo passa a funcionar de forma mais lenta. Essas mudanças afetam o metabolismo, a disposição e a forma como o corpo responde aos cuidados do dia a dia.



Na prática, porém, essa adaptação nem sempre acontece. É comum que tutores mantenham os mesmos hábitos por longos períodos, sem considerar que o animal mudou, ficou menos ativo, ganhou peso ou passou a apresentar alterações no apetite. Aos poucos, esses sinais se refletem na saúde e na qualidade de vida do pet.



Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, alguns ajustes simples já fazem diferença nos cuidados ao longo da vida do pet , e rever a alimentação é um dos primeiros ajustes que deveriam acontecer com o passar do tempo. “O corpo do animal muda, e a alimentação precisa acompanhar essas transformações. Adequar o que o pet consome de acordo com a idade, o porte e o nível de atividade ajuda o organismo a funcionar melhor e reduz riscos à saúde ao longo dos anos”, afirma.



Mas afinal, como identificar essas mudanças e ajustar a alimentação ao longo da vida do pet?

Segundo a especialista, o primeiro passo é entender que cada fase traz necessidades diferentes, e que o comportamento do animal costuma dar os primeiros sinais.


Na fase de filhote, a alimentação precisa acompanhar a alta demanda de energia e nutrientes. É quando o organismo está em formação, e a dieta influencia diretamente o crescimento, o desenvolvimento muscular e o fortalecimento do sistema imunológico. “Esse é o momento em que o animal constrói a base da saúde que vai carregar pelo resto da vida. Uma alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento e trazer consequências permanentes”, explica Markowitsch.



Já na vida adulta, o foco deixa de ser o crescimento e passa a ser a manutenção da saúde. O alimento deve ajudar a manter o peso adequado e o equilíbrio nutricional, além de prevenir doenças. “Uma dieta correta nessa fase é fundamental para evitar obesidade, problemas metabólicos e sobrecarga nas articulações. Porte, nível de atividade física, rotina e até o ambiente em que o animal vive precisam ser considerados”, destaca.



Com a chegada da fase idosa, novas adaptações se tornam necessárias. O metabolismo desacelera, o gasto energético diminui e órgãos como rins e sistema digestivo passam a exigir mais atenção. Em geral, essa fase começa por volta dos 7 anos, quando o pet tende a ficar menos ativo, dormir mais e, em alguns casos, apresentar mudanças no apetite.



Nesse período, a médica-veterinária Yeda Markowitsch destaca que a nutrição do pet idoso deve priorizar nutrientes de fácil absorção, controle calórico e suporte às articulações e às funções cognitivas, sempre levando em conta as condições individuais de cada animal. Dietas com menos gordura, mais fibras e nutrientes equilibrados tendem a trazer benefícios nessa fase, e a alimentação natural pode ser uma aliada por ser mais palatável, facilitar a mastigação e contribuir para a digestão.



De acordo com a especialista, nutrientes como ômega 3 e 6, proteínas magras, fibras naturais e vitaminas A, C e E são importantes na rotina alimentar dos pets idosos. Ingredientes funcionais, como colágeno, cúrcuma, gengibre e óleo de coco, também podem complementar a dieta.



A veterinária reforça ainda que, independentemente da idade, a orientação profissional é fundamental. Alimentar um pet, segundo ela, vai além de oferecer comida: envolve compreender o que o organismo precisa em cada fase da vida. Ajustes simples na alimentação podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais.



 

Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia à pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br 




Por Thays Ferreira - Publika.aí Comunicação

Dia Nacional dos Animais: cuidados simples que ajudam a manter a saúde dos pets

Descubra os benefícios do óleo de coco extravirgem da Copra para o seu pet | Foto: Freepik.


Pele, patas e pelagem também precisam de atenção e o óleo de coco extravirgem pode ser um aliado nessa rotina


Celebrado todo 14 de março, o Dia Nacional dos Animais é um convite à reflexão sobre o que significa, de fato, cuidar bem de um animal de estimação. Além dos pilares mais conhecidos, como alimentação equilibrada, vacinação em dia e consultas regulares ao veterinário, há uma dimensão do cuidado que costuma passar despercebida: a saúde da pele, das patas e da pelagem. Pequenas atenções a essas áreas fazem diferença real no conforto e na saúde do animal ao longo do tempo.


 

O que muitos tutores não levam em consideração, é que patas, focinho e pelagem estão expostos ao ambiente em cada passeio, brincadeira ou momento ao ar livre. As patinhas pisam em superfícies quentes, sujeira e resíduos que podem provocar ressecamento e irritações. O focinho sofre com variações de temperatura e baixa umidade, assim como a pelagem, que perde brilho e vitalidade quando não recebe hidratação adequada.


 

Óleo de coco como aliado nos cuidados

 

Entre os recursos adotados por tutores atentos está o óleo de coco extravirgem. Rico em compostos com propriedades hidratantes, antibacterianas e antifúngicas, ele pode ser incorporado à rotina de cuidados de forma simples e prática. O produto ainda ajuda a manter a pele protegida e contribui para o conforto do animal no dia a dia.


 

  • Focinho e patinhas: aplique uma pequena quantidade e massageie suavemente para hidratar e proteger essas regiões mais sensíveis.
  • Após os passeios: use o óleo para facilitar a limpeza das patas e remover impurezas do dia a dia.
  • Pelagem: espalhe pequenas quantidades ao longo do pelo para realçar o brilho e melhorar a hidratação.
  • Na alimentação: em alguns casos, pode ser adicionado à comida do pet, sempre com orientação de um médico-veterinário, para contribuir com a saúde da pele e da pelagem de dentro para fora.

 

Qualidade com respaldo técnico

Para quem busca segurança na escolha do produto, o óleo de coco extravirgem da Copra conta com o selo Testado e Aprovado da PROTESTE. O certificado foi concedido após análises conduzidas conforme as normas previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O selo atesta que o produto é livre de aditivos, garantindo segurança para o uso diário em pets.




Por Manuela Kara Pinheiro - DGPR