Ter um pet pode melhorar a saúde cardiovascular, apontam estudos

Foto: freepik.com

Acariciar um pet estimula a liberação de hormônio ligado ao bem-estar, além de ajudar a reduzir a pressão arterial, diz estudo



Estudos divulgados em 2022 pela Harvard Heart Letter e pela revista Circulation, da American Heart Association, destacam que os pets não só oferecem conforto emocional, mas também podem estar associados a menor risco cardiovascular. Estes dados sugerem impacto favorável em variáveis cardiovasculares como pressão arterial, frequência cardíaca e níveis de colesterol em pessoas que são tutores de pets.


 

Segundo o cardiologista Dr. Rafael Amorim, do Centro Especializado em Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a presença dos animais pode ter um impacto direto na redução dos hormônios do estresse, como o cortisol e adrenalina, e aumentar a produção de endorfinas, que promovem sensações de prazer e relaxamento.


 

“Os pets, especialmente cães e gatos, oferecem benefícios emocionais e físicos únicos ao seu tutor. Eles criam um ambiente de bem-estar, reduzem o estresse e incentivam hábitos mais saudáveis, como a prática de exercícios físicos”, diz.


👉[ 100 Maneiras de Transformar Seu Corpo ]


 

Como os pets ajudam o coração


Segundo publicação na revista Harvard Heart Letter, acariciar um pet pode desencadear a liberação de ocitocina, hormonio responsável pela sensação de felicidade, amor, relaxamento e prazer, e que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca, o que significa que a interação com animais de estimação pode estar associada à redução de fatores de risco cardiovascular.


 

Além disso, o toque e a presença de um animal ajudam a amortecer a resposta do corpo ao estresse, fator que desempenha um papel importante na saúde do coração.



Estudos também mostram que tutores de cães tendem a caminhar 20 minutos a mais por dia do que pessoas que não têm pets, o que favorece a saúde cardiovascular.



“A atividade física regular promovida pelo cuidado com um pet, como passeios diários, é essencial para manter uma boa saúde cardíaca, pois melhora a circulação, ajuda a controlar a pressão arterial, reduzindo os níveis de colesterol”, explica o cardiologista. Atividades lúdicas com animais também podem aumentar os níveis de energia e motivação para a prática de exercícios.



Redução do estresse e conexões sociais


Além do impacto fisiológico, a convivência com animais de estimação tem efeitos positivos na saúde mental, que estão diretamente ligados ao bem-estar cardiovascular. “Os animais promovem sensação de pertencimento e conexão, fundamentais para reduzir a ansiedade e o isolamento social. Ambos são fatores de risco para doenças cardíacas”, destaca o cardiologista.


 

Uma pesquisa publicada em revista científica da American Heart Association com mil participantes apontou que 95% dos tutores relataram alívio do estresse ao interagir com seus pets. Atividades simples, como ouvir o ronronar de um gato ou ser recebido de forma afetuosa por um cão, oferecem grande conforto. Além disso, os pets podem facilitar interações sociais, ampliando as redes de apoio.


 

Parceria para a humanização do atendimento


Reconhecendo os benefícios terapêuticos dos animais, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, desde março de 2024, promove visitas terapêuticas de cães em parceria com a ONG Patas Therapeutas.


 

Parte do Programa de Voluntariado, a iniciativa visa oferecer conforto emocional e humanizar o ambiente hospitalar, trazendo momentos de acolhimento para pacientes e familiares.


 

"As visitas dos cães terapeutas têm sido uma experiência enriquecedora tanto para os pacientes quanto para a equipe médica. Observamos melhorias no humor, redução dos níveis de estresse e até mesmo uma adesão mais positiva aos tratamentos”, conta o médico.


 

As visitas ocorrem mensalmente, seguindo critérios rigorosos de segurança, como autorização médica, a não presença de pacientes em isolamento ou com lesões cutâneas não protegidas, além da higienização do ambiente antes e após cada visita.


 

Riscos e cuidados


Apesar dos inúmeros benefícios, alguns cuidados são indispensáveis. O Dr. Rafael Amorim ressalta a importância da higiene e alerta sobre o impacto de dividir a cama com os pets: “O sono é fundamental para a saúde cardíaca. Dormir com o animal pode comprometer a qualidade do descanso e, por consequência, afetar o sistema cardiovascular. É importante que os animais tenham seu próprio espaço para dormir.” Além disso, é essencial manter as vacinas e vermifugações em dia para evitar zoonoses.


 

Indivíduos com alergias ou sistema imunológico fragilizado devem consultar um médico antes de adotar um animal. “Ter um pet é uma decisão que exige planejamento, considerando tanto os benefícios quanto as responsabilidades”, conclui o cardiologista.


 

Para o Dr. Rafael Amorim, incorporar um pet à rotina pode ser uma estratégia valiosa para melhorar a saúde do coração. “Ter um pet é um incentivo natural para adotar um estilo de vida mais saudável, seja por meio da atividade física, do conforto emocional ou da socialização. Mas é essencial equilibrar os cuidados com o animal e as próprias necessidades de saúde.”

 

 

 

No Hospital Alemão Oswaldo Cruz servimos à vida. Somos um hospital de grande porte, referência em alta complexidade e confiabilidade. Uma instituição de 127 anos, sólida, dinâmica e determinada a inovar e contribuir com o desenvolvimento da saúde. Nossa excelência é resultado da nossa dedicação, prontidão, empatia no cuidado e na nossa incansável busca pela melhor experiência e resultado para nossos pacientes, com qualidade e segurança certificados internacionalmente pela Joint Commission International (JCI). Contamos com um corpo clínico diversificado e renomado, além de um modelo assistencial próprio, que coloca o paciente e familiares no centro do cuidado. Nosso protagonismo no desenvolvimento da saúde é sustentado por três pilares estratégicos: Saúde Privada; Educação, Pesquisa, Inovação e Saúde Digital; Sustentabilidade e Responsabilidade Social.

 

Acesse o nosso site para saber mais: Link




Por Gabriel Brito - Conteudonet

Como a alimentação natural pode ajudar no quadro de depressão e ansiedade de seu pet

Assim como os humanos, os pets têm ansiedade e depressão. Entre os sinais, estão comportamentos compulsivos ou diferentes, como latir excessivamente, lamber as patas, destruir objetos, fazer xixi e cocô fora do lugar, e ter medo de barulhos. Perda de apetite ou de peso, isolamento, prostração, recusa em brincar, olhar triste e perdido, lambedura excessiva, automutilação, e agressividade repentina, também são sintomas.



Gabriela Corte Real, nutricionista veterinária de A Quinta Pet, foodtech de alimentação natural para pets, explica como a incorporação de ingredientes naturais pode amenizar o quadro. Segundo ela, uma alimentação rica em nutrientes essenciais, não industrializados, pode desempenhar um papel crucial no comportamento desses animais de estimação, ajudando a promover o bem-estar emocional e mental.


[05 cuidados com a alimentação do seu pet no período mais quente do ano]


A especialista alerta também para a importância de se garantir uma dieta equilibrada, que atenda às necessidades nutricionais do pet. Além disso, recomenda observar as mudanças de comportamento do animal após a introdução dos novos ingredientes, uma vez que as mudanças podem exigir ajustes na dieta ou uma avaliação mais profunda da saúde mental do pet.



“Importante salientar que, antes de tudo, é essencial consultar um veterinário ou zootecnista especializado em comportamento animal e distúrbios de comportamento ou depressão. A dieta será uma aliada, e deverá ser prescrita por um profissional veterinário ou zootecnista”, acrescenta.



Alguns dos principais ingredientes e nutrientes que podem ser benéficos para a saúde mental dos pets, segundo a especialista:


  • Ácidos graxos ômega-3: encontrados em óleos de peixe, de linhaça e de algas. Possui propriedades anti-inflamatórias e ajudam a reduzir a ansiedade, melhorar o humor e a função cerebral.

 

  • Taurina: presente em carnes, peixes e ovos. É fundamental para a saúde neurológica, ajudando a regular o humor e o comportamento. Sua deficiência está associada a problemas de comportamento, em gatos.

 

  • Triptofano: encontrado em alimentos como carne de peru, frango, peixes, ovos, leite e laticínios. É um precursor da serotonina, um neurotransmissor que regula o humor. Aumentar sua ingestão pode ajudar a reduzir a ansiedade.

 

  • Vitaminas do complexo B: encontradas em carnes magras, fígado, grãos integrais e vegetais de folhas verdes. São essenciais [especialmente a B6 (piridoxina) e a B12 (cobalamina)], para a saúde do sistema nervoso, colaborando na redução da ansiedade e da depressão.

 

  • Proteínas de alta qualidade: provenientes de carnes, ovos e laticínios. Fornecem os aminoácidos necessários para a produção de neurotransmissores essenciais para o comportamento.

 

  • Fibras: encontradas em alimentos como abóbora, batata-doce, legumes e cereais integrais. Contribuem para a saúde intestinal. A relação entre a microbiota intestinal e a saúde mental, conhecida como "eixo intestino-cérebro", tem sido objeto de estudo e pode ter implicações nos comportamentos dos pets.

 

  • Antioxidantes: presentes em frutas como mirtilo, framboesas e vegetais como cenoura e espinafre. Combatem o estresse oxidativo no cérebro, o que pode contribuir para problemas de comportamento e depressão.

 

  • Ervas e plantas calmantes como camomila, lavanda e valeriana oferecem propriedades capazes de promover um estado de relaxamento. Podem ser usadas em forma de infusões ou extratos, mas sempre com a orientação de um veterinário.

 

  • Suplementos naturais como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), L-teanina e extrato de erva de São João (Hypericum perforatum) têm sido usados para promover relaxamento e ajudar a reduzir a ansiedade em humanos e podem ter efeitos semelhantes em animais. Contudo, é essencial consultar um veterinário antes de introduzi-los na dieta do animal.

 


A especialista orienta como iniciar a incorporação dos ingredientes. “Caso a opção seja tratar o distúrbio de comportamento apenas, e não fazer a transição completa da dieta industrializada para a natural, o ideal é informar o veterinário ou o zootecnista especializado para que possa ser formulada uma dieta específica para a situação, considerando os ingredientes acima. Caso o intuito seja fazer a transição completa, recomendamos fazer de forma gradativa, substituindo uma pequena parte da ração comercial pela alimentação natural (10-20% da refeição) e ir aumentando essa proporção ao longo de 7 a 14 dias. Isso evita desconfortos gastrointestinais, permitindo que o sistema digestivo do pet se ajuste à nova dieta”, explica. Gabriela participa da iniciativa ‘Maria’, da ‘A Quinta Pet’, uma assistente virtual gratuita criada para orientar tutores na inserção de ingredientes naturais na dieta de cães.



A Quinta Pet - foodtech de alimentação natural para pets. Desenvolve dietas, tais como ‘Risoto suíno com abóbora’, “Menu das Estações’ e ‘Picadinho de frango com cúrcuma’, além de opções para cães com necessidades especiais, a exemplo daqueles com restrições alimentares ou portadores de doenças. Oferece gratuitamente aos tutores, independentemente de serem consumidores da marca, uma assistente virtual para auxiliar no incremento gradativo desses ingredientes na alimentação, sobretudo para colaborar na resolução de problemas de saúde por déficit nutricional. Informações em: A Quinta e *@meajuda_maria (assistente virtual)

 

Por Taiane Luz  - comuniquese5

Dicas de primeiros socorros: cuidados essenciais para garantir a segurança dos pets

Créditos: Divulgação Royal Canin

 Orientações sobre como agir em situações de emergência e garantir atendimento veterinário imediato para gatos e cães



Imprevistos envolvendo a saúde e segurança dos pets podem ocorrer a qualquer momento, e saber como agir é crucial para garantir o bem-estar deles. Intoxicações, queimaduras e quedas são os exemplos mais comuns que exigem ação imediata dos tutores. Assegurar que o animal receba atendimento profissional o mais breve possível, evitando o agravamento da situação, é essencial.


 

Independentemente da seriedade do incidente, a avaliação de um Médico-Veterinário é o primeiro passo a ser tomado. Mesmo que o animal pareça estar bem após um incidente, apenas um especialista pode avaliar adequadamente possíveis complicações. Sintomas como vômito, diarreia, dificuldades respiratórias e alterações comportamentais, como mudanças no modo de andar e portar a cabeça, podem sinalizar problemas mais sérios. Qualquer alteração no estado do pet deve ser considerada um alerta.


 

“É fundamental que o tutor, ao notar qualquer comportamento diferente ou suspeitar de um acidente, busque orientação veterinária imediata. Muitas vezes, a gravidade dos sintomas pode ser subestimada, o que pode levar ao agravamento do quadro. Em casos de intoxicação ou lesões em órgãos internos, por exemplo, a demora no atendimento pode ser fatal”, explica Eduardo Zaneli, Médico-Veterinário e Coordenador de Negócios do Pilar Profissional da Royal Canin Brasil.


 

A ROYAL CANIN® ressalta a importância da guarda responsável e reuniu algumas orientações para ajudar os tutores a agirem até a chegada ao Médico-Veterinário. Confira abaixo:

 

O que fazer imediatamente


Ao notar um comportamento incomum ou suspeitar que algo está errado, a primeira atitude deve ser contatar um Médico-Veterinário de confiança. O profissional pode oferecer orientações sobre as medidas imediatas a serem tomadas até que o animal seja levado à clínica. Em situações críticas, como intoxicações ou acidentes graves, a comunicação rápida com o especialista é vital, e tentar tratamentos caseiros pode ser arriscado.


 

Kit de primeiros socorros


Ter um kit de primeiros socorros em casa é uma prática recomendável para os tutores. Este kit deve incluir itens básicos, como gaze, compressas e soro fisiológico, que podem ajudar a estabilizar o animal em casos de ferimentos leves. Entretanto, é importante ressaltar que essas medidas são temporárias, e o acompanhamento profissional é fundamental.


 

Transporte seguro


Outro ponto a ser considerado é o transporte seguro do pet até a clínica veterinária. Utilizar caixas de transporte é especialmente importante para gatos, que podem se assustar durante a viagem. Para cães, garantir que estejam seguros dentro do veículo é essencial, evitando deixá-los soltos para prevenir acidentes, como quedas ou pulos inesperados. Manter o animal protegido durante o transporte ajuda a evitar complicações, como a intensificação de lesões.


 

Prevenção como prioridade


Prevenir acidentes é sempre a melhor estratégia, especialmente em ambientes domésticos. Muitos incidentes com pets ocorrem devido à ingestão de alimentos inadequados, produtos de limpeza ou objetos, conhecidos como corpos estranhos. É importante manter itens como linhas, fios, elásticos de cabelo e brinquedos que possam se partir fora do alcance dos animais e estar atento a sinais de intoxicação. Em caso de suspeita ou confirmação de ingestão, busque imediatamente orientação veterinária. A supervisão do ambiente também é indispensável para evitar ferimentos que podem ser causados por fios elétricos ou plantas tóxicas, especialmente no caso de filhotes, que são naturalmente mais curiosos. No caso dos felinos, a instalação de telas de proteção em todas as janelas deve ser uma prioridade antes de recebê-los em casa.


 

Erros comuns


Na tentativa de ajudar, tutores frequentemente recorrem a medicamentos humanos, o que pode ser extremamente prejudicial. Anti-inflamatórios e analgésicos, por exemplo, podem ser tóxicos para os pets, resultando em sérios danos à saúde. Além disso, não se deve subestimar os sinais de melhora momentânea; mesmo que o animal aparente estar recuperado, uma avaliação médica é primordial para descartar complicações internas, como hemorragias ou fraturas.


 

Ao agir com responsabilidade e buscar o auxílio profissional rapidamente, os tutores podem evitar que pequenos acidentes se transformem em problemas mais graves. Cuidar dos pets de maneira responsável é o melhor caminho para garantir sua saúde e bem-estar.




 

A ROYAL CANIN®, marca que oferece Saúde Através da Nutrição para gatos e cães, parte do Grupo Mars Inc., foi fundada pelo Médico-Veterinário Dr. Jean Cathary, em 1968. Ao longo dos anos, ultrapassou os limites da nutrição e do conhecimento, sempre pautada em ciência e observação, para o desenvolvimento de alimentos que atendam as necessidades individuais de cada pet, conforme sua idade, raça, porte, estilo de vida ou sensibilidade específica. Operando em 120 mercados, conta com mais de 8.000 associados ao redor do mundo, dentre eles 500 Médicos-Veterinários e Nutricionistas. Administra 16 fábricas e 2 pet centers, incluindo 1 centro de inovação e 7 laboratórios da rede Mars. No Brasil desde 1990, sua fábrica está instalada em Descalvado, interior de São Paulo, e disponibiliza mais de 250 diferentes alimentos disponíveis em canais especializados.

Para mais informações sobre a ROYAL CANIN®, visite o site.




Por Mayara Aiach - InPress Porter Novelli

Posso expor meu pet ao ar-condicionado?

Imagem por IA

Especialista apresenta quatro dicas de como utilizar o ar-condicionado de forma segura, garantindo o bem-estar do animal em dias calorosos 




Assim como os seres humanos, nossos pets também sentem os impactos das altas temperaturas, características da última estação do ano. Com isso, muitos tutores recorrem à utilização de ar-condicionado para refrescar suas residências, causando uma dúvida comum entre eles: qual o efeito do seu uso na saúde dos pets?


Especialista dá dicas de cuidados com os pets na praia



Segundo a doutora Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica da área de Pets da Boehringer Ingelheim, a utilização desse equipamento deve ser realizada com cautela para não trazer malefícios à saúde do animal. “De maneira geral, o ar-condicionado não faz mal. O principal risco está em criar um ambiente com uma temperatura muito baixa, o que pode causar desconforto ou até mesmo problemas de saúde para os animais”, comenta a profissional.

Verão: 05 cuidados com a alimentação do seu pet no período mais quente do ano


Pensando nisso, a médica-veterinária separou quatro dicas essenciais que devem ser adotadas pelos tutores para garantir que os pets aproveitem os benefícios do equipamento, sem riscos à saúde:

 

Regule a temperatura: mantenha o ambiente em uma temperatura agradável, entre 22 e 25 graus, evitando extremos;

Evite correntes de ar-direto: posicione o pet longe do fluxo direto do ar-condicionado para evitar desconforto ou resfriados;
Faça a manutenção periódica: limpe os filtros regularmente para manter o ar limpo e evitar problemas respiratórios;
Evite oscilações bruscas de temperatura: transições entre ambientes muito quentes e frios podem causar estresse térmico no animal.

 

O tutor também deve ficar atento aos sinais de seus pets, que podem apresentar traços característicos quando estão passando por um episódio de estresse térmico. A respiração ofegante, salivação excessiva, aumento da frequência cardíaca, agitação e letargia estão entre os sintomas mais frequentes entre cães e gatos quando estão sentindo muito calor.


 

Por fim, Karin Botteon reforça que o ar-condicionado pode trazer benefícios, se tornando um ótimo aliado para a saúde de seu pet durante o verão. “O equipamento pode ser um grande aliado para o bem-estar de seu pet. Ajustar a temperatura e manter a manutenção em dia são passos simples que fazem toda a diferença para o conforto e a saúde de toda família”, finaliza. 


Por Breno Beham - Ideal


Como identificar sinais de dor nos pets e agir com segurança

Cãozinho sendo examinado no Hospital Veterinário Taquaral - Crédito: Matheus Campos




 

Quando um animal de estimação sente dor, ele geralmente demonstra por meio de comportamentos que podem passar despercebidos aos tutores. O Dr. Gabriel de Vasconcellos Aquino, anestesista e líder do setor de Anestesiologia do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas – SP, explica que o conhecimento dos sinais de dor e o acompanhamento veterinário são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos pets. “Muitas vezes, os animais preferem esconder a dor a demonstrá-la, o que exige atenção redobrada dos tutores”, alerta Aquino.

 

Os tutores, por estarem sempre ao lado de seus animais, são os primeiros a identificar mudanças de comportamento. Aquino explica que sinais como dificuldade para se levantar, relutância em subir em móveis, brincar menos e ficar mais tempo parado podem indicar desconforto ou dor. “Qualquer alteração nos hábitos diários merece uma investigação, pois muitas vezes pode ser o início de algum problema que exige atenção médica”, orienta o veterinário.


Gabriel de Vasconcellos Aquino, anestesista e líder do setor de Anestesiologia do Hospital Veterinário Taquaral - Crédito: Divulgação



Mudanças na alimentação e comportamento: o que observar?
 

A diminuição do apetite e a redução nas atividades diárias são outros sinais que devem acender o alerta nos tutores. Segundo Aquino, problemas como dores nos dentes ou em qualquer parte do corpo podem diminuir o interesse do pet pela comida. "Ninguém gosta de comer com dor, certo? O mesmo vale para os pets. Uma dor de dente ou mesmo dores em outras áreas do corpo podem reduzir o apetite dos nossos amigos peludos", explica o especialista. Nos cães, dificuldades de locomoção, como evitar escadas ou longos passeios, também podem indicar dores em áreas específicas do corpo, como coluna, pelve ou membros.
 


É seguro medicar o pet em casa?
 

O instinto de ajudar pode levar tutores a considerar medicação caseira, mas Aquino adverte que é sempre mais seguro procurar o veterinário. “Os tutores geralmente percebem quando o animal está com dor, mas a localização exata do problema requer avaliação profissional. Medicar por conta própria pode trazer grandes riscos, como problemas renais ou gástricos devido ao uso incorreto de medicamentos”, alerta. Além disso, o metabolismo dos pets é diferente do nosso, e o uso de medicamentos inadequados pode causar danos graves.


Em casos de acidentes, mesmo que o animal pareça bem, a avaliação veterinária é essencial, pois alguns podem esconder lesões mais sérias - Crédito: Matheus Campos



Identificando dores após lesões e acidentes


Após uma pancada ou acidente, é importante observar comportamentos de proteção do pet, como evitar apoiar uma pata ou relutância em se movimentar. “Assim como nós, os pets tendem a proteger a área lesionada. Em casos de acidentes, mesmo que o animal pareça bem, a avaliação veterinária é essencial, pois alguns podem esconder lesões mais sérias”, explica Aquino. Ele recomenda, ainda, o uso de compressas de gelo para pancadas leves, desde que o animal permita.



 Hospital Veterinário Taquaral - Crédito: Matheus Campos

Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP

YouTube

Instagram: @hvtcampinass

Facebook

Site

Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP

Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500



Por Kátia Nunes - AMZ Comunicação