Malcom Salsicha e Alfredo, o Golden são eleitos os melhores Influenciadores Pets do Brasil

iBest2025

Malcom Salsicha e Alfredo, o Golden conquistaram o título de melhores Influenciadores Pets do Brasil no Prêmio iBest. Pelo voto popular, Malcom Salsicha, que soma 2,2 milhões de seguidores no Instagram e 2,9 milhões no TikTok, conquistou a preferência do público. Já na escolha da Academia iBest, o vencedor foi Alfredo, o Golden, que conta com 800 mil seguidores no Instagram e 1,5 milhão no TikTok.


iBest2025 - Malcom Salsicha


 

A categoria contou com a participação de outros pets de grande relevância no mundo digital. Entre os finalistas também estavam André Assunção (O Pai dos Gatos), com 430 mil seguidores no Instagram, Mada e Bica, que acumulam 1,8 milhão de seguidores no Instagram e impressionantes 9 milhões no TikTok, além de Zara Pitt, seguida por 813 mil pessoas no Instagram e 3,3 milhões no TikTok. O resultado reforça o impacto desses influenciadores de quatro patas, que encantam e conquistam milhões de fãs nas redes sociais.



A cerimônia de premiação:
 

A cerimônia do iBest, realizada pela primeira vez na capital gaúcha nesta sexta-feira, 14, foi um verdadeiro marco, reunindo mais de 300 dos maiores influenciadores e criadores de conteúdo digital do Brasil. Com um público de 31 milhões de brasileiros participando da votação, o prêmio, considerado o "Oscar" da internet brasileira, celebrou os melhores em 109 categorias, em uma noite de emoção e reconhecimento.


iBest2025 - o Golden Alfredo


 

"Este é, sem dúvida, um evento histórico. Não apenas por ser realizado pela primeira vez fora do eixo Rio-São Paulo, mas por reunir tantas personalidades que, juntas, certamente somam bilhões de visualizações nas redes sociais. O Rio Grande do Sul está pronto, Porto Alegre está pronta, e todos nós estamos aqui para mostrar ao Brasil a força e a importância da região e reconhecer a relevância desses criadores de conteúdo que se tornaram verdadeiros agentes de transformação digital", afirmou o CEO do Prêmio iBest, Marcos Wettreich, exaltando o sucesso do evento e a relevância de sua realização no estado.


 

O palco do Teatro Bourbon Country foi tomado por celebridades da internet e influenciadores renomados. Apresentado por Ana Hickmann e Bomtalvão, o evento premiou os vencedores de 28 categorias, enquanto os demais foram revelados em vídeos distribuídos ao longo da cerimônia. Entre os finalistas, estiveram presentes personalidades como Peter Jordan, Flávio Augusto e Joel Jota, além de influenciadores gaúchos que se consagraram vencedores, como Carmo Dalla Vecchia premiado na categoria LGBTQIA+ e Badin, Revelação Digital em Humor.


 

O maior destaque da noite foi Peter Jordan, vencedor em oito categorias. Outros premiados incluíram Zé Gotinha (Brand Persona), Camila Pudim (Beleza e TikToker do Ano), Paul Cabannes (Stand Up), Bomtalvão (Tiktoker Revelação), Prof. Noslen (Influenciador de Educação), Richard Rasmussen (Meio Ambiente e Sustentabilidade), Padre Patrick (Influenciador do Espírito Santo) e Isabelle Nogueira (Influenciadora do Amazonas).


 

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, agradeceu pela realização do evento: "É uma honra para os gaúchos receber o iBest, que reúne os principais influenciadores e sites do Brasil. Também quero agradecer a todos que ajudaram o Estado após as extremas chuvas do ano passado, mostrando solidariedade e apoio”.


 

O Prêmio iBest 2024 conta com o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul como Estado Anfitrião e da Prefeitura de Porto Alegre como Cidade-sede, além do patrocínio da Caixa, Claro e Banrisul.


Confira a lista completa do Prêmio iBest 2024: Link 
Link para fotos e vídeos: Link 
Transmissão do evento: Link 




Por Daiane Balardin - Critério

 

Dia Mundial do Gato: por que variar as texturas na alimentação dos felinos, principalmente dos filhotes?

Dia Mundial do Gato

Gatos têm o paladar mais seletivo, por isso incluir alimentos úmidos no cardápio é uma forma de melhorar a experiência em sabor para eles e ainda proporcionar benefícios, como a hidratação 


 

Nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, é comemorado o Dia Mundial do Gato, uma data especial para os brasileiros, já que, no país, são 30,8 milhões de gatos, população entre os pets que mais cresce (alta de 5,4%, segundo a última pesquisa do Instituto Pet Brasil). Mas a data marca também a importância dos cuidados essenciais para a saúde e bem-estar dos felinos, entre elas a alimentação, um assunto que ainda gera dúvidas entre os tutores. Afinal, como agradar paladares tão exigentes e ainda manter uma alimentação completa e balanceada para atender às necessidades nutricionais específicas dos gatos e suas fases da vida?


 

Mayara Andrade, médica-veterinária de GranPlus (BRF Pet), explica que um dos aspectos que merecem atenção é, além da escolha de um alimento formulado especialmente para eles, a diversificação das texturas dos alimentos, principalmente para os filhotes. Mas por que isso é tão importante? Abaixo, a profissional responde essa e outras dúvidas dos tutores sobre a alimentação dos gatos.

A gatinha Lol

 

Afinal, por que diversificar texturas na alimentação dos felinos? 

 

"Gatos podem ser mais seletivos devido a uma menor quantidade de papilas gustativas quando comparados a cães e humanos. Além disso, eles podem se sentir atraídos por novidades na alimentação, dependendo das experiências prévias", explica a médica-veterinária.  


 

Segundo a profissional, oferecer diferentes texturas diferentes desde filhotes – como ração seca, patês e sachês – pode ser uma das formas mais efetivas de diversificar o cardápio dos gatos e ajudar a evitar que o animal se torne extremamente seletivo no futuro, facilitando a adaptação a diferentes tipos de alimento ao longo da vida. Entretanto, essa exposição deve ser iniciada na infância e estimulada sempre, facilitando ainda mais futuras aceitações.


 

“É claro que, além dos sabores, devemos levar em conta a preferência individual de cada um deles, mas geralmente alimentos úmidos, independente da sua textura, devido a sua composição, que alia sabor e alta umidade, são muito atrativos para os pets em geral. Mas devemos lembrar que preferencialmente gatos tem predileção por texturas diferentes oferecidas separadamente, ao contrário de cães que têm predileção por texturas diferentes juntas", completa. 


 

Quais os benefícios dos alimentos úmidos para a saúde dos gatos? 

 

Os gatos são descendentes de animais originários de regiões desérticas, o que significa que sua resposta à sede é diferente de outras espécies.


 

"Muitos gatos não ingerem água espontaneamente em quantidade suficiente, o que pode impactar na sua saúde urinária, por isso, associar alimentos úmidos à dieta seca é uma excelente forma de garantir uma maior ingestão hídrica, ajudando na prevenção de problemas urinário, como as famosas pedras na bexiga. Adicionar alimentos úmidos na rotina dos gatos é uma das formas mais efetivas de contribuir com o consumo diário de água”, orienta Mayara. 

Gatinha Lol


 

Por que diversificar a alimentação dos gatos quando filhotes? 

 

Segundo a médica-veterinária, os felinos podem rejeitar a textura do alimento úmido na fase adulta, por isso é importante que eles sejam acostumados com alimentos como patês e sachês desde filhotes.


 

“O indicado é que os gatos sejam apresentados a diferentes texturas alimentares logo na introdução alimentar, porque é nessa fase de vida que se dá a fase de socialização deles. Importante lembrar que para alimentos úmidos também é indicado que se faça a troca gradativa quando se tem a mudança de alimento. A recomendação diária deve ser seguida de acordo com o verso da embalagem e em caso de dúvidas o tutor deve consultar o médico-veterinário que cuida do pet", completa. 


 

Como oferecer a máxima experiência em sabor para os gatos? 

 

“Os gatos podem ter percepções diferentes em relação ao sabor quando comparado a outras espécies e por isso são taxados de 'mais seletivos’. Mas, apesar das diferenças anatômicas, eles conseguem, sim, sentir sabor do alimento, porém de forma bastante particular. Por isso, para a escolha do alimento, o tutor deve considerar outros fatores, como perfil aromático e textura na seleção do alimento, além da preferência individual", explica Mayara. 


 

Como a alimentação influencia na saúde intestinal e na formação de bolas de pelo? 

 

Outro ponto de atenção, segundo a médica-veterinária, são as bolas de pelo, já que os gatos se limpam com frequência, ingerindo pelos no processo.


 

“Se não forem eliminados corretamente, esses pelos podem formar bolas de pelo no trato digestivo, causando desconforto e até problemas mais graves, como obstruções intestinais. A inclusão de um mix de fibras na alimentação auxilia na correta eliminação dos pelos, além de, junto com prebiótico, contribuir para a saúde intestinal", reforça a veterinária de GranPlus, lembrando que, no mercado, existem, inclusive alimentos úmidos, como os patês, voltados para auxiliar nessa prevenção. Além disso, escovação diária para remoção dos pelos mortos também devem fazer parte da rotina de gatos com tendência a esse problema, como no caso dos de pelagem longa. 


 

Como calcular a alimentação dos pets? 

 

Segundo a profissional, independentemente da textura escolhida, é essencial que a alimentação dos gatos seja de alta qualidade e atenda às suas necessidades nutricionais específicas. "O ideal é que o tutor procure sempre o médico-veterinário para definir o alimento mais indicado, a quantidade correta e realizar check-ups periódicos", recomenda. 


 

No caso da inclusão de úmidos no cardápio dos pets, a profissional explica que eles podem ser incluídos de forma segura dentro da dieta dos gatos. A recomendação é que pelo menos 90% das calorias do dia de cães e gatos devem vir dos alimentos completos e balanceados, sendo até 10% das calorias do dia destinadas a petiscos. Tanto a escolha quanto a composição da dieta são feitas de acordo com a necessidade e característica do pet, podendo ter uma quantidade menor de petisco como no caso de gatos castrados e cães com tendência a ganho de peso, por exemplo.


 

“Usando como exemplo o Patê GranPlus Gourmet, como é um alimento completo e balanceado, ele pode ser oferecido tanto sozinho - mantendo a porção indicada na embalagem - quanto como um complemento junto com ração seca", explica Mayara. 

 

Neste Dia Mundial do Gato, além da comemoração, a data também reforça a importância de cuidar da saúde dos animais, o que passa também por oferecer uma alimentação equilibrada, saborosa e variada para os felinos. “Proporcionar diversidade de texturas e sabores é uma forma de promover uma experiência alimentar mais rica para os gatos, favorecendo a aceitação dos alimentos e promovendo mais saúde e bem-estar para os nossos companheiros de quatro patas", finaliza.


 

Por que a população de gatos é a que mais cresce? 

 

Segundo o Instituto Pet Brasil, o país possui cerca de 160,9 milhões de animais de estimação. Desses, 30,8 milhões são gatos. Os felinos representam a terceira maior população de pets do Brasil e a que mais cresceu nos últimos anos - um aumento de 5,4% de 2022 para 2024.


 

Os números, ainda de acordo com o Instituto, reforçam a ideia de que a urbanização e verticalização das cidades, com famílias menores, têm feito com que animais com manutenção mais simples e que demandam menos sejam atraentes para um número cada vez maior de pessoas.



GranPlus é uma marca de alimentos Premium Especial para cães e gatos da BRF Pet, referência em pet food no país. A marca possui um dos portfólios de pet food mais diversificados do mercado, com três linhas para cães e gatos (Choice, Menu e Gourmet). Com o nível ideal de nutrientes em seus alimentos, sem corantes ou aromas artificiais, GranPlus atende todos os paladares, oferecendo uma diversidade de sabores com alta nutrição ao cardápio dos pets. A marca está presente em petshops, redes pet e e-commerces do país.

Acesse: granplus.com.br

E nas redes sociais: granplusbr



Por Roberta Müller - Buzzing

O papel dos bigodes na vida dos pets

Gatinhos como a Olga têm vibrissas até atrás das patas - Crédito: Julia de Camargo

Radares naturais têm função essencial como sensores de precisão, ajudando na navegação e evitando "erros de mira"


Você já reparou nos bigodes do seu cachorro ou gato? Eles não estão ali apenas para dar um charme a mais! Conhecidos cientificamente como vibrissas, esses pelos são verdadeiros sensores que ajudam os pets a explorar o mundo ao redor, evitando colisões e até "erros de mira" na hora do xixi e da refeição.

Gatinha Leslie: “radares” nas bochechas e acima dos olhos - Crédito: Julia de Camargo



As vibrissas são altamente sensíveis e captam informações sobre o ambiente, como distância, movimento e textura dos objetos. Segundo a veterinária Giovana de Albuquerque Catelano, anestesista e clínica no Hospital Veterinário Taquaral (HVT), em Campinas, esses pelos desempenham um papel essencial na percepção espacial dos animais. "Elas transmitem informações ao cérebro através de nervos sensoriais, ajudando os pets a criar uma imagem mais precisa do ambiente", explica.


E os tutores percebem isso na prática! O engenheiro Allan Eduardo Messias Viola, dono do cãozinho SRD, chamado Fidel, já notou como seu cão usa os bigodes para se orientar durante os passeios: "Fidel esfrega os bigodes nos postes antes de fazer xixi. Acredito que seja uma forma dele medir a distância e evitar trombadas ou errar o alvo".

A auxiliar administrativa Julia de Camargo com as gatinhas Olga e Leslie - Crédito: Arquivo pessoal


Já a auxiliar administrativa Julia de Camargo, tutora das gatas Leslie e Olga, percebeu que os bigodes influenciam até na alimentação: "Elas usam os bigodes para perceber objetos, como os potes de comida e água. Troquei os potes de ração por modelos côncavos porque, quando os bigodes encostavam nas bordas, elas simplesmente não comiam! E o engraçado é encontrar bigodinhos pelo chão de casa. São grossos, compridos, firmes e fofos".


As vibrissas dos gatos costumam ser mais longas e finas que as dos cães, e estão presentes não apenas ao redor do nariz e da boca, mas também acima dos olhos e atrás das patas. Gatos dependem mais dessas "antenas" para se locomover, especialmente em espaços escuros.

O engenheiro Allan Eduardo Messias Viola com seu cãozinho Fidel - 
Crédito: Arquivo pessoal





E atenção: cortar ou danificar os bigodes pode prejudicar a percepção espacial do animal, causando dificuldade para se orientar, para detectar obstáculos, colisões frequentes e até alterações de comportamento e equilíbrio. “As vibrissas caem naturalmente e se renovam em um ciclo de dois a seis meses, mas se a queda for excessiva, é importante buscar orientação veterinária, pois pode ser alguma doença ou lesão”, salienta a Dra. Giovana.


Para manter os bigodes saudáveis, a veterinária recomenda alguns cuidados: nunca cortá-los, mantê-los limpos, evitar produtos que possam prejudicá-los e oferecer uma alimentação equilibrada. Afinal, essas "antenas" naturais garantem que os pets se movimentem com segurança e confiança, seja em casa ou durante as aventuras diárias!



Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
Instagram: @hvtcampinass
Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP
Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500

 

Por Kátia Nunes - AMZ Comunicação

Fevereiro Roxo: Médico Veterinário explica sobre a disfunção cognitiva canina

Foto: Freepik 


Mês é dedicado a alertar a população sobre doenças neurodegenerativas nos pets


O Fevereiro Roxo foi criado especialmente para falar sobre problemas de saúde como o Alzheimer e leucemia, doenças que são comuns em seres humanos. Mas a data também chama a atenção para a saúde dos pets idosos em especial para as doenças neurodegenerativas, como a disfunção cognitiva canina. O problema atinge o sistema nervoso central que acomete o cérebro dos animais idosos, causando uma série de alterações comportamentais, como dificuldade no aprendizado, a interação e a resposta a estímulos. Estudos também mostram que o distúrbio pode afetar a memória dos cães.



O coordenador do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Anhanguera, Adolfo Santos, explica que a doença neurodegenerativa, normalmente é subdiagnosticada nos estágios iniciais. “Por se manifestar em cães mais idosos muitas vezes leva os responsáveis a perceberem isso como algo corriqueiro, classificando-os como mal-humorados. Contudo, essas alterações apontam para irregularidades na saúde do animal. A DCC (disfunção cognitiva canina), assemelhada ao Alzheimer em humanos, impacta apenas os idosos. Vale salientar que o processo de envelhecimento em cães segue padrões diversos, variando de acordo com o porte do animal. Quanto maior o pet, mais rápido é o seu processo de envelhecimento”, explica.



De acordo com o médico veterinário os responsáveis devem observar alguns pontos no comportamento do cão e caso haja alteração no sono, xixi e cocô em locais fora do comum, mudança de comportamento com o tutor, esquecimento de comandos aprendidos e principalmente a diminuição da orientação, fazendo com que o cão fique perdido pela casa é recomendado uma consulta com o especialista.



Adolfo destaca que a doença não tem cura, porém existem tratamentos para retardar a síndrome. “O tratamento envolve ajustes na alimentação, incorporação de vitaminas específicas e antioxidantes, além do uso de medicamentos para disfunção cognitiva canina, promovendo melhorias na qualidade de vida do animal”, finaliza.

 

Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.



Por Nicholas Montini Pereira - Cogna


Viroses caninas no verão: como proteger os cães contra as doenças virais

Veterinária do CEUB adverte que o excesso de calor e exposição a lugares diferentes podem expor os pets às viroses


As altas temperaturas e o aumento no fluxo de pessoas nas praias durante o verão favorecem o surgimento de viroses que podem afetar tanto humanos quanto animais de estimação. Surge a dúvida: o surto do norovírus, que recentemente causou sintomas como diarreia, vômitos, náuseas e febre, pode também afetar cães? Fabiana Volkweis, professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), alerta que doenças virais em cães podem causar sintomas semelhantes, comprometendo a saúde dos pets.


 

De acordo com a veterinária, os cães podem desenvolver viroses em qualquer estação, especialmente se não vacinados e expostos aos vírus. Antes de viajar, Fabiana orienta garantir que o protocolo vacinal do animal esteja atualizado. “Filhotes precisam de uma sequência de vacinas de acordo com a idade para alcançar imunização ideal. Se o protocolo vacinal ainda não estiver concluído, evite passeios e o contato com outros animais, pois o filhote estará vulnerável”.


 

A veterinária alerta sobre mudanças na dieta dos cães durante as férias, advertindo que os tutores jamais ofereçam carnes gordurosas de churrasco, alimentos temperados ou chocolates, pois podem causar problemas gastrointestinais. “Antes de levar seu cachorro para o litoral, consulte um veterinário para avaliar o risco de doenças, como a dirofilariose. Essa condição prevalece em regiões como o Rio de Janeiro, São Luís e algumas áreas de Santa Catarina.”


 

A qualidade da água e da comida exige cuidado redobrado. A má refrigeração favorece o crescimento de bactérias, o que pode causar intoxicação alimentar nos pets. Volkweis indica trocar a água do animal várias vezes ao dia e evitar que o cão beba água do mar, devido ao excesso de sal e possível desidratação. “Dê preferência a rações e alimentos que não estraguem facilmente, mantendo-os protegidos do sol e em local fresco. Para aliviar o calor, ofereça bastante água fresca, além de alternativas como água de coco ou picolés específicos para cães”.


 

Meu cão ficou doente e agora?


Se o pet apresentar diarreia, o primeiro passo é observar o quadro. A docente do CEUB explica que, se for um episódio isolado, a orientação é manter o animal hidratado e evitar mudanças na dieta. “Porém, se a diarreia persistir, leve o cão ao veterinário, pois esse sintoma pode ter diversas causas, desde intoxicações alimentares até doenças mais graves”, orienta a especialista.


 

Além das viroses, a médica veterinária reforça que o aumento de mosquitos, como pernilongos e borrachudos, traz riscos aos pets. “Assim como os humanos, os pets podem contrair doenças transmitidas por mosquitos, como leishmaniose e dirofilariose”, explica. Como proteção, coleiras específicas ajudam a repelir insetos, medicamentos tópicos e repelentes específicos para pets. “Há também repelentes naturais, mas a eficácia contra certos vetores deve ser avaliada com um veterinário”.



Por Loane Bernardo - Máquina CW