Lindo e colorido, Manacá-de-cheiro exige atenção em jardins com crianças e animais

Manacá de cheiro

Espécie popular pode causar sintomas digestivos e neurológicos; manacá-da-serra oferece efeito visual semelhante e pode ser uma alternativa no paisagismo


Presente em jardins, condomínios e áreas públicas de diferentes regiões do Brasil, o manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é conhecido pelo perfume intenso e pelas flores que mudam de cor. Elas surgem em tonalidades arroxeadas e se tornam progressivamente mais claras, fazendo com que uma mesma planta apresente flores violetas, lilases e brancas ao mesmo tempo.


A beleza, no entanto, convive com uma característica que exige atenção: o manacá-de-cheiro produz diferentes metabólitos secundários, substâncias que integram os mecanismos naturais de defesa da planta e que podem causar intoxicação quando partes vegetais são ingeridas.


‘’Entre os compostos identificados ou associados à espécie estão alcaloides, saponinas, glicosídeos esteroidais, flavonoides e outras substâncias bioativas. A exposição pode provocar vômito, diarreia, salivação excessiva, ansiedade, tremores, falta de coordenação motora, hipersensibilidade e movimentos involuntários dos olhos’’, explica Simone Arthur Nascimento,  especialista em paisagismo seguro e autora do projeto Jardim do Bicho.


Nos casos mais graves, podem ocorrer manifestações neurológicas, como convulsões e neurotoxicidade aguda. ‘’O vômito também pode causar nova exposição das mucosas ao material vegetal ingerido, contribuindo para o agravamento do quadro’’, alerta Simone.


Por esse motivo, o manacá-de-cheiro não é indicado para ambientes frequentados por crianças pequenas, cães ou gatos, especialmente quando a planta permanece em locais de fácil acesso. Em projetos de paisagismo seguro, a escolha das espécies deve considerar não apenas o efeito ornamental, mas também o perfil dos usuários do espaço e a possibilidade de contato ou ingestão.


Manacá da serra



Uma alternativa brasileira


Para quem deseja manter no jardim o efeito visual das flores que mudam de cor, uma possibilidade é o manacá-da-serra (Pleroma mutabile), espécie nativa e endêmica do Brasil, característica da Mata Atlântica e bastante utilizada no paisagismo e na arborização urbana.


‘’Assim como o manacá-de-cheiro, o manacá-da-serra apresenta flores em diferentes tonalidades ao longo da floração. As flores costumam se abrir brancas, tornam-se rosadas e, posteriormente, adquirem coloração arroxeada. Por isso, a copa pode exibir simultaneamente flores brancas, rosas e violetas’’, elucida Simone.


Apesar da semelhança visual e do nome popular compartilhado, as duas plantas pertencem a famílias botânicas diferentes e apresentam características distintas.


‘’O manacá-de-cheiro pertence à família Solanaceae. Possui crescimento predominantemente arbustivo, copa densa e flores perfumadas. Já o manacá-da-serra pertence à família Melastomataceae e, em sua forma típica, desenvolve-se como árvore de pequeno a médio porte, com copa mais ampla e maior presença estrutural na composição do jardim’’,diz a especialista.


Em áreas com espaço suficiente para o desenvolvimento da copa e das raízes, o manacá-da-serra pode exercer função ornamental semelhante, além de oferecer sombra, verticalidade e forte impacto visual durante a floração.



Versão anã pode ser usada em jardins menores


Quando o objetivo é preservar um porte mais próximo ao do manacá-de-cheiro, pode-se utilizar o chamado manacá-da-serra-anão, variedade de crescimento mais compacto.


Essa opção é mais adequada para jardins pequenos, canteiros reduzidos, vasos de grandes dimensões e áreas próximas às edificações, desde que sejam respeitadas as necessidades de luz, solo, irrigação e espaço para o desenvolvimento da planta.


A substituição permite conservar o principal efeito ornamental associado aos manacás: a presença simultânea de flores em diferentes cores. A única característica que não pode ser reproduzida é o aroma intenso do manacá-de-cheiro, pois o manacá-da-serra não apresenta perfume floral equivalente.


‘’A proposta não é considerar as duas espécies idênticas, mas demonstrar que o paisagismo pode oferecer alternativas visualmente semelhantes e mais compatíveis com ambientes frequentados por crianças e animais’’, aconselha Simone. ‘’A escolha deve levar em conta o espaço disponível, o porte da variedade, as condições de cultivo e, principalmente, a segurança de quem utiliza o jardim’’, finaliza.


 

Simone Arthur: Especialista em paisagismo seguro, pesquisadora independente e advogada. Sócia da DSN Paisagismo e Consultoria, dedica-se ao estudo da toxicidade de plantas ornamentais e à produção de conteúdo técnico acessível. É a idealizadora do projeto autoral Jardim do Bicho, focado em critérios de segurança para ambientes com animais e crianças.




Por Vanessa Kopersz Ming - Type Assessoria de Imprensa

População de gatos chega a 33,3 milhões e cresce quase duas vezes mais que a de cães no Brasil

Mudanças nas moradias, novos arranjos familiares e uma transformação cultural na relação com os felinos impulsionam o crescimento e ampliam a demanda por atendimento veterinário e produtos especializados



Os gatos estão conquistando cada vez mais espaço nos lares brasileiros. Dados recentes da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) apontam que o país já reúne 33,3 milhões de felinos, número superior aos 32,2 milhões registrados anteriormente. A população de cães, por sua vez, é estimada em 62,5 milhões. Ao todo, o Brasil soma 166,8 milhões de animais de estimação e ocupa a terceira posição no ranking mundial do setor, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

 


Mais do que indicar uma preferência crescente pelos felinos, esse movimento reflete transformações no modo de vida da população. A verticalização das cidades, a redução da metragem dos imóveis e o aumento do número de domicílios ocupados por uma única pessoa estão entre os fatores que ajudam a explicar a presença cada vez maior dos gatos nas famílias brasileiras.



Para Juliana Aguiar, médica-veterinária e gerente de marketing da linha PET da Ourofino Saúde Animal, uma das mudanças mais relevantes está na maneira como a sociedade passou a enxergar os felinos.



“Durante muito tempo, o gato foi percebido como um animal frio, distante e pouco afetivo. Essa imagem vem sendo desmistificada. Hoje, ele é reconhecido como uma companhia próxima, capaz de estabelecer vínculos muito fortes com as pessoas responsáveis por seus cuidados. Essa mudança cultural tem um peso importante no crescimento da população felina”, afirma.



A adaptação dos gatos a diferentes configurações de moradia também contribui para esse avanço. Por apresentarem uma dinâmica de convivência mais independente, os felinos podem se adequar a rotinas nas quais as pessoas permanecem períodos maiores fora de casa. Isso não elimina, entretanto, a necessidade de cuidados específicos, estímulos ambientais, acompanhamento veterinário e prevenção periódica.



Outro fator destacado pela especialista é o fortalecimento dos programas de conscientização, resgate e adoção. Uma parcela relevante dos gatos chega às famílias por meio dessas iniciativas, contribuindo para ampliar não apenas a presença dos felinos nos domicílios, mas também o debate sobre guarda responsável, prevenção e bem-estar animal.



Mercado acompanha as particularidades dos gatos


O aumento da população felina já provoca mudanças em diferentes áreas do mercado PET. Clínicas veterinárias têm criado salas de espera e espaços de atendimento separados para reduzir o estresse dos gatos, enquanto cresce o número de profissionais especializados em medicina e comportamento felino.



Congressos dedicados exclusivamente à espécie, ambientes de enriquecimento, novas opções de areia sanitária, alimentos específicos e produtos voltados às diferentes fases da vida também vêm ganhando espaço.



“Os responsáveis por gatos estão mais informados e atentos às necessidades específicas da espécie. Isso exige uma evolução de toda a cadeia, desde a estrutura das clínicas e a capacitação dos profissionais até o desenvolvimento de produtos e de uma comunicação mais segmentada”, explica Juliana.



Segundo a médica-veterinária, o gato não deve ser tratado como uma versão menor do cão, e essa percepção, felizmente, vem sendo superada. Os felinos apresentam características fisiológicas, comportamentais e ambientais próprias, e essas diferenças devem ser consideradas tanto nas consultas veterinárias quanto na rotina de cuidados em casa.



Para Juliana, a tendência é que a expansão da população felina continue acompanhada de uma especialização cada vez maior do mercado.

“Não estamos falando apenas de mais gatos nos lares, mas de uma nova forma de se relacionar com eles. Quanto mais conhecemos o comportamento e as necessidades da espécie, maior é a procura por prevenção, atendimento especializado, ambientes adequados e soluções que contribuam efetivamente para sua saúde e qualidade de vida”, conclui.




Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal é a maior empresa do setor farmacêutico-veterinário de origem brasileira e referência em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal. Com sede em Cravinhos (SP), possui um dos complexos industriais mais modernos da América Latina, incluindo linhas para comprimidos, injetáveis, vacinas e biológicos. Presente em mais de 60 países, mantém operações diretas no México e na Colômbia, combinando ciência, tecnologia e proximidade com o produtor. Investe cerca de 8% da receita líquida em P&D, desenvolvendo soluções eficazes e seguras para animais de produção e de companhia. Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio pela Great Place to Work, também adota práticas sustentáveis e segue elevados padrões de governança desde sua abertura de capital no Novo Mercado da B3.   

 


   


Por Fernanda Chiossi - Comuniquese

GoldeN GatoFest oferece programação temática e gratuita

No Dia Internacional do Gato, a segunda edição do festival ocupa o Centro Cultural São Paulo com cinema ao ar livre, palestras, feira, oficina, yoga, arte e música

O evento exibe, mais uma vez e com exclusividade no Brasil, a seleção internacional CatVideoFest, além de promover a estreia do GatoFestFilme


O GoldeN GatoFest acontece no dia 8 de agosto, Dia Internacional do Gato, sábado, no Centro Cultural São Paulo, a partir das 11 horas. O festival dedicado ao universo felino retorna à capital paulista com uma programação gratuita e especialmente planejada para os gateiros e as gateiras.

 

Nesta segunda edição, o festival destaca no nome a parceria de patrocínio com GoldeN, marca número 1 em alimentos para cães e gatos no Brasil.
 

A programação chega ampliada e com novidades, além das atrações consolidadas. Compõem o festival: as exibições de cinema do internacional CatVideoFest e do inédito GatoFestFilme, o CAT Talks com palestras e debates, a feira de expositores ExpoCat, além de oficina infantil, yoga, stand-up comedy e música com DJs convidados e bloco carnavalesco. Destaca-se ainda, a obra “Círculo de Paz”, da Cobasi, que é um gato gigante interativo desenvolvido pelo artista Eduardo Baum.

Entidades de auxílio e proteção aos gatos também estarão presentes, apresentando suas atividades, conscientizando sobre cuidados e adoção responsável. O festival promove uma campanha arrecadando doações de ração (seca ou úmida), sachês, granulados higiênicos ou em dinheiro, que podem ser feitas diretamente às ONGs, por meio do Instituto PremieRpet ou no estande oficial do evento. As nove ONGs participantes desta edição: Adote um Gatinho, Ampara, AProGato, CatLand, Confraria Miados e Latidos, Enquanto houver Chance, Gatos do Parque SP, House of Cats e MundoGato.

No Centro Cultural São Paulo, o GoldeN GatoFest ocupará o Jardim Suspenso, Sala Adoniran e seu espaço anexo, a área de convivência e os espaços Missão e Oficinas.

 

É um convite para quem adora gatos e gosta de uma experiência diferenciada e coletiva.



Programação GoldeN GatoFest

 

O cinema se mantém como uma das atrações principais do festival, com sessões no Jardim Suspenso exibidas em uma grande tela de cinema ao ar livre, sob as estrelas.


O GatoFestFilme estreia nesta edição (19h30), trazendo vídeos brasileiros enviados pelo público, que poderá assistir aos seus próprios gatinhos na telona do festival. A seleção feita pela curadoria do próprio GatoFest reuniu vídeos de gatos engraçados, surpreendentes e cativantes.

Na sequência, acontece novamente a exibição exclusiva do CatVideoFest, festival internacional que circula pelo mundo, conquistando plateias em países como EUA, Canadá, Europa, Nova Zelândia e Austrália. A seleção 2026 reúne uma compilação de 70 minutos com os melhores e mais recentes vídeos de gatos, além de animações, videoclipes e clássicos da internet. Trailer CatVideoFest 2026.


Outra novidade na programação deste ano, que promete encantar o público, é a obra da Cobasi, assinada pelo artista Eduardo Baum. Intitulada “Círculo de Paz”, a escultura retrata um gato gigante, deitado, com cerca de três metros de altura e nove metros de comprimento. Posicionada na área de convivência, a instalação convida o público a interagir: sua cauda funciona como banco, criando um espaço de relaxamento, diversão e contemplação. A marca também levará para o evento um totem de fotos e uma máquina de garra com brindes especiais.


Pela manhã, no Jardim Suspenso, será oferecida uma prática de yoga (11h) com a instrutora Miriam Moreira, aberta para todos os públicos. Para participar, basta levar seu tapete, canga ou toalha. Também acontece a oficina “Gatinhos Felizes de Papelão” (11h30) para a construção de gatinhos em papelão com a arte-educadora Thais Salles, uma atividade artística e criativa voltada para crianças de todas as idades.
 

A música estará mais uma vez presente no festival para animar o ambiente e o público, pela discotecagem da DJ Pensa Nuvem e do DJ Pio. A dupla se reveza nas pick-ups, a partir das 14h30, com setlist eclético que vai da música afro-latina até o rock, funk e soul. A novidade será a fanfarra Manada, um bloco de Carnaval com instrumentos de sopro e percussão, que inicia com um “esquenta” na rampa de acesso lateral ao CCSP (13h), depois segue em cortejo até o espaço Missão, trazendo ritmos variados, dança e fantasias, para contagiar pessoas de todas as idades.

 

A ExpoCat permanece durante o festival, das 11h às 20h, ocupando o espaço anexo da Sala Adoniran, além dos espaços Missão e Oficinas. Uma feira com mais de 50 expositores temáticos: artistas e artesãos, gastronomia, marcas e ONGs. Tem tatuagem, literatura, ilustração, pintura, cerâmica, crochê, papelaria, fotografia, mimos, decoração, acessórios, joias, vestuário, café, matcha, cerveja artesanal, doces, kimbaps, onigiris, entre outros itens. Tudo com ‘toque’ felino.

 

Na Sala Adoniran, acontece o CAT Talks, ciclo de palestras e debates com especialistas sobre assuntos de interesse de quem ama gatinhos.
 

O primeiro CAT Talk abordará comportamento e bem-estar felino, na palestra ministrada pela doutora em psicobiologia, Juliana Damasceno (fundadora da WellFelis), com mediação da médica veterinária Carla Civile, uma das realizadoras do festival. “Desvendando o Universo Felino” (14h30) ajudará os gateiros e gateiras a entender melhor as necessidades dos gatinhos, desvendar mitos e fortalecer a relação entre felinos e tutores.

 

“Luzes, câmera… Miau! Os gatos no audiovisual” (16h) é o segundo CAT Talk, mesa que debate a presença dos gatinhos no cinema e outras produções audiovisuais, nas redes sociais e o uso da inteligência artificial. Participam como convidadas: Carol Ballan (No Sofá com Gatos), a atriz Jacqueline Sato (House of Cats) e Tathy Cruz (Lupinho), com mediação da empreendedora Ana Arruda (Sétima Cinema).

 

A doutora Márcia Sonoda, veterinária especializada em dermatologia, certificada pela Fear Free Pets e Cat Friendly, convidada de GoldeN, conduz o último CAT Talk, "Abordagens amigáveis: seu gato merece esse cuidado" (17h30). Uma conversa prática sobre respeito, segurança e uma nova forma de olhar para o cuidado felino, que vai mostrar como pequenas mudanças podem transformar completamente a ida ao veterinário, reconhecendo inclusive os sinais de medo.

 

Depois do CAT Talks, a comediante Humor Indie apresenta o stand-up "Gateira com Burnout" (19h). Um manual cômico de sobrevivência para quem tem (ou não) gato, com humor ácido e afiado, que vai do “encanto” aos dilemas dessa rotina.

 

O GoldeN GatoFest promove a cultura pop felina, destacando a importância dos gatinhos para tantas pessoas. Um festival para quem vive e celebra a vida com gatos. Miau!


A 2ª edição do GatoFest, o GoldeN GatoFest, tem patrocínio de GoldeN, apoio da Cobasi, Progato, Sétima Cinema, Centro Cultural São Paulo e Prefeitura de São Paulo, realização da Campo Cultura, M.V. Carla Civile e Brazucah Produções.






GoldeN GatoFest
Data: 8 de agosto de 2026 (sábado)
Horário: das 11h às 22h
Local: Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro, 1000, Liberdade (próximo ao Metrô Vergueiro)
Classificação: livre
Ingresso: entrada gratuita.
Acessos: livre nas áreas expositivas (espaço anexo, Missão e Oficinas).

CAT Talks (sala Adoniran Barbosa), yoga e oficina (Jardim Suspenso) acesso por ordem de chegada e sujeito à lotação do espaço.
Cinema (Jardim Suspenso) retirada de 1 ingresso por pessoa, a partir das 17h30, na bilheteria do CCSP.

Capacidade: 620 lugares para CAT Talk 1 e 2, 400 lugares para CAT Talk 3 e Humor Indie, 300 lugares para cinema, 30 vagas para oficina, 40 vagas para yoga.

 

Programação:

11h às 20h | ExpoCAT

11h às 20h | Círculo de Paz de Eduardo Baum (gato gigante)

11h | Prática de Yoga

11h30 às 13h30 | Oficina Gatinhos Felizes de Papelão

13h | Concentração e cortejo da fanfarra Manada

14h30 | DJ Pensa Nuvem

14h30 | CAT Talk 1: “Desvendando o Universo Felino”

16h | CAT Talk 2: “Luzes, câmera… Miau! Os gatos no audiovisual”

17h | DJ Pio

17h30 | CAT Talk 3: "Abordagens amigáveis: seu gato merece esse cuidado"

19h | Humor Indie (stand-up)

19h30 | Cinema: GatoFestFilme (BR) e CatVideoFest (internacional)


 

Acesse aqui a PROGRAMAÇÃO COM INFORMAÇÕES DETALHADAS




Por Tatiana Pugliesi - CAIS Comunicação e Cultura

Obesidade pet vai muito além do excesso de carinho: manejo alimentar inadequado está entre as principais causas

Petiscos em excesso, porções acima da recomendação diária e oferta de alimento como demonstração de afeto podem comprometer a saúde de cães e gatos




Quem nunca cedeu ao olhar pidão do cachorro ou ao miado insistente do gato e ofereceu um alimento como agrado? Embora pareça um gesto de carinho, recorrer ao alimento como demonstração de afeto ou recompensa frequente pode trazer sérias consequências à saúde dos animais. 
 

Muito além da estética, a obesidade é considerada o distúrbio nutricional mais frequente entre os animais de companhia. O excesso de gordura corporal pode comprometer gravemente a saúde dos cães e gatos, favorecendo o desenvolvimento de diversas doenças e reduzindo sua qualidade e expectativa de vida.
 

A boa notícia é que é possível prevenir esse quadro. Uma alimentação completa e balanceada, aliada ao manejo alimentar adequado, é fundamental para manter o peso ideal e promover mais saúde e qualidade de vida aos pets. Isso inclui oferecer um alimento apropriado à fase da vida, ao porte e às condições específicas de cada animal, respeitando as quantidades recomendadas e evitando excessos.
 

Segundo Natacha Teixeira, médica-veterinária da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, um dos erros mais comuns é interpretar qualquer manifestação do animal como fome. "Muitos cães e gatos aprendem que determinados comportamentos, como ficar próximo à cozinha, olhar fixamente para o responsável ou vocalizar, resultam no recebimento de alimento. Com o tempo, esse comportamento acaba sendo reforçado, mesmo quando o animal não está com fome”.
 

Natacha lembra que os animais não têm autonomia sobre sua alimentação e dependem dos responsáveis para o fornecimento adequado de calorias e nutrientes. "Cabe ao responsável compreender seu papel na saúde e no bem-estar do pet, oferecendo a quantidade adequada de alimento, respeitando as necessidades individuais do animal e evitando excessos que, ao longo do tempo, favorecem o ganho de peso."
 

Além das porções acima do recomendado, outros hábitos contribuem para o desenvolvimento da obesidade, como não controlar a quantidade de petiscos oferecida ao longo do dia, compartilhar alimentos durante as refeições da família ou ceder sempre que o animal pede comida.
 

Outro fator importante é que muitos responsáveis confundem apetite com necessidade nutricional. Em alguns casos, o pet pode demonstrar interesse constante por comida simplesmente porque aprendeu que esse comportamento gera uma recompensa. Em outros, o apetite exagerado pode estar relacionado a problemas de saúde, como doenças endócrinas ou verminoses. Por isso, é importante consultar o médico-veterinário para entender o que está por trás desse comportamento.
 

Carinho vai muito além da comida


Demonstrar afeto não significa, necessariamente, oferecer alimento. Passeios, brincadeiras, enriquecimento ambiental, momentos de interação e atenção ao bem-estar do animal também fortalecem o vínculo entre responsável e pet, sem colocar sua saúde em risco.
 

Quando o assunto é alimentação, o manejo adequado faz toda a diferença. A recomendação é respeitar a quantidade diária indicada pelo fabricante do alimento ou pelo médico-veterinário, dividir essa porção em, pelo menos, três refeições, e ajustar a oferta de petiscos.
 

"A prevenção da obesidade começa com pequenas atitudes na rotina. Respeitar as quantidades recomendadas, escolher um alimento adequado às características do animal e entender que oferecer comida nem sempre é sinônimo de cuidado são medidas que contribuem diretamente para uma vida mais longa, saudável e com melhor qualidade para cães e gatos", conclui Natacha.

 

 
Fundada em 2002, a Adimax é uma das maiores fabricantes de pet food do Brasil, com um portfólio completo de produtos que atendem aos mais diversos perfis de responsáveis e pets.  Entre as marcas de destaque estão a Fórmula Natural, Origens, Magnus e Qualidy. Atualmente, possui unidades em Salto de Pirapora (SP), Abreu e Lima (PE), Uberlândia (MG), Juatuba (MG), Goianápolis (GO), Feira de Santana (BA) e Mandirituba (PR), e Centros de Distribuição nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. 



Por Thais Gobbi - JTcom 

Agosto Verde Claro destaca a importância do diagnóstico precoce no combate à leishmaniose visceral

Crédito Foto: Divulgação

Campanha de conscientização reforça que a prevenção, a vigilância epidemiológica e a identificação precoce dos casos são fundamentais para proteger a saúde animal e humana.



O Agosto Verde Claro é dedicado à conscientização sobre a leishmaniose, doença que representa um importante desafio para a saúde pública e para a Medicina Veterinária. A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce e controle da enfermidade, destacando que a identificação rápida dos casos é essencial para reduzir a disseminação da doença e orientar o acompanhamento adequado dos pacientes.


A leishmaniose visceral é uma zoonose transmitida pela picada do mosquito-palha infectado e pode acometer tanto animais quanto seres humanos. Nesse contexto, especialistas reforçam que o diagnóstico laboratorial é uma ferramenta indispensável para compreender a ocorrência da doença, monitorar sua circulação e subsidiar ações de vigilância epidemiológica.


"O diagnóstico é o ponto de partida para qualquer estratégia de controle da leishmaniose. É por meio dele que conseguimos identificar os casos, compreender a dinâmica da doença e orientar medidas de prevenção e acompanhamento, beneficiando tanto a saúde animal quanto a saúde humana", afirma Camila Eckstein, especialista de Produtos da Bioclin.


A evolução dos métodos diagnósticos têm contribuído para tornar a investigação mais eficiente. Atualmente, diferentes metodologias, como testes rápidos, ensaios sorológicos e exames moleculares por PCR, podem ser utilizadas conforme a necessidade clínica, auxiliando desde a triagem até a confirmação e o monitoramento dos pacientes.

Crédito Foto: Divulgação


Segundo Camila, um dos principais desafios ainda é superar o receio relacionado ao diagnóstico da leishmaniose em cães. "Durante muitos anos, o resultado positivo foi associado à eutanásia, o que levou muitos reposnsáveis pelos animais a evitarem a testagem. Hoje existem protocolos terapêuticos que permitem controlar a doença e proporcionar qualidade de vida aos animais, desde que eles permaneçam sob acompanhamento veterinário e com medidas de proteção contra o vetor", explica.


A especialista também destaca que a vigilância não deve se limitar aos cães. Embora menos frequente, a leishmaniose também pode acometer felinos, tornando importante que essa espécie seja considerada nas estratégias de investigação quando houver indicação clínica.


Além do trabalho realizado por profissionais e instituições de saúde, campanhas como o Agosto Verde Claro reforçam a importância da informação para ampliar a conscientização da população. A divulgação de conteúdos técnicos e científicos e o incentivo à educação continuada contribuem para fortalecer a prevenção, estimular o diagnóstico precoce e ampliar o conhecimento sobre uma doença que continua exigindo atenção em diversas regiões do país.



Por Letícia Avelar - Komunic