O Oscar dos felinos brasileiros: Gato de Ouro consagra vencedores e ultrapassa 3,48 milhões de interações nas redes

Premiação criada pela Woolie celebrou talento, carisma e bem-estar animal em sete categorias, se destacando como uma iniciativa cultural e digital de sucesso



O tapete vermelho mais charmoso do universo pet brasileiro já tem seus grandes vencedores. O Gato de Ouro, concurso cultural idealizado pela Woolie, teve sua final realizada neste domingo, 25 de janeiro, e encerrou sua primeira edição consagrando gatos de todo o Brasil em uma celebração que uniu entretenimento, criatividade, cultura digital e respeito ao bem-estar animal. Inspirado no glamour das grandes premiações do cinema, o projeto conquistou o público e ultrapassou a marca de 3,48 milhões de interações nas redes sociais ao longo de sua realização.
 

Criado para ser o “Oscar dos felinos brasileiros”, o Gato de Ouro destacou o talento, a expressividade e o carisma dos gatos em sete categorias, inspiradas em gêneros cinematográficos e avaliadas por uma curadoria especializada e pelo voto popular.
 

Na categoria Comédia, o vencedor foi Frajolito (@frajolitogato), que conquistou os jurados com seu timing natural e carisma espontâneo. Já o prêmio de Melhor Atuação em Drama ficou com Morfeu (@gatinhomorfeu), reconhecido pela intensidade e expressividade que emocionaram a Academia.
 

O espírito aventureiro foi representado por Joaquim (@bechana_mimosa), vencedor da categoria Aventura, enquanto a categoria Musical consagrou o elenco formado por Romeo, Judihit, Freudinha, Luna e Craudinho (@romeo_eas_meninas), premiado pela performance coletiva e criatividade.




 

O prêmio de Melhor Elenco Felino foi concedido ao grupo composto por Marcelinho, Paulinho, Encantado, Raquelzinha, Michael Jackson e Rasta (@neroecia), destacando a força da atuação em conjunto e a conexão entre os felinos. Já o troféu de Melhor Figurino Felino ficou com Daniel (@danielgatoloiro), reconhecido pelo estilo e identidade visual marcante.
 

A categoria Fofura Absoluta, definida exclusivamente por votação popular, mobilizou o público de todo o país e teve como grande vencedor Boreal (@northern.lights.kitties), eleito pelos seguidores da Woolie nas redes sociais.
 

Ao longo do concurso, os vídeos e conteúdos publicados somaram mais de 2,5 milhões de interações, refletindo o forte engajamento da comunidade gateira e o alcance nacional da iniciativa. Enquanto a categoria Fofura Absoluta foi definida pelo público, as demais tiveram seus vencedores escolhidos pela Academia Brasileira de Artes Felinas, formada por jornalistas, fotógrafos, veterinários, especialistas em comportamento felino, empresários do setor pet e representantes de ONGs da causa animal, garantindo critérios técnicos, criativos e éticos na avaliação.




 

Além do reconhecimento simbólico, os vencedores de cada categoria receberam prêmios alinhados ao compromisso da Woolie e de seus parceiros com o bem-estar e o cuidado consciente com os felinos. Cada ganhador foi premiado com um Troféu exclusivo “O Gato de Ouro”, além de 1 ano de areia higiênica Duna da Woolie, com 12 pacotes de 4 kg, totalizando 48 kg de produto. Os vencedores também receberam 1 ano de ração Fórmula Natural Fresh Meat Gatos, somando 28 kg de ração, e o título oficial de Gato de Ouro 2026, símbolo máximo de estrelato felino.
 

“Acreditamos que os gatos são, por natureza, artistas. Eles têm personalidade, presença e carisma. O Gato de Ouro nasceu para transformar esse comportamento em cultura e para mostrar que o amor pelos felinos também é uma forma de expressão criativa e consciente”, afirma Daniel Mostacada, fundador e CEO da Woolie.
 

Fundada em 2020, a Woolie é a primeira marca brasileira de design especializada exclusivamente para gatos. Reconhecida por iniciativas como o blog Gateiro Consciente e o concurso O Gato SRD Mais Bonito do Brasil, que já soma mais de 12.500 gatos inscritos e 1,2 milhão de votos orgânicos ao longo de suas edições, a marca reforça com o Gato de Ouro seu posicionamento como uma plataforma que vai além do produto e cria movimentos culturais e de conexão entre humanos e gatos.
 

Realizado pela Woolie, com apoio da Fórmula Natural, o Concurso Cultural Gato de Ouro teve como objetivo valorizar os gatos, estimular a criatividade dos tutores e promover práticas que respeitam o comportamento natural e o bem-estar animal — incluindo regras que proibiram o uso de inteligência artificial ou edições que alterassem a aparência real dos felinos.


 

Mais informações sobre o concurso e seus vencedores estão disponíveis em gatodeouro.woolie.com.br.




Por Clarisse Florentino - DEEPR Comunicação

O verão chegou: como refrescar o pet durante os dias quentes?

A mestre da Faculdade Anhanguera explica que temperaturas elevadas podem ser prejudiciais à saúde dos animais



O verão é uma das estações mais amadas pelos brasileiros, mas com o calor intenso, os que mais sofrem e tem desconforto são os animais de estimação. De acordo com a Mestre e Coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Paola Francini Favero, nesse período, a exposição ao calor excessivo é capaz de causar mal-estar nos bichinhos e os tutores devem estar atentos aos sinais e, principalmente, redobrar alguns cuidados.


Segundo a Mestre e docente da Anhanguera, durante o verão, os hospitais veterinários acompanham uma série de casos de hipertermia canina, uma condição gerada pelo aumento da temperatura corporal do animal e que pode até levar à morte. “Passear com o cachorro quando o sol está a pino e o deixar em ambientes superaquecidos, como o carro, são algumas das situações que não se deve submeter o pet, uma vez que eles são mais sensíveis ao calor.”


Assim como nós, humanos, os animais de estimação necessitam de hidratação reforçada para suportar as ondas de calor intensas. Porém, o que nos diferencia dos amigos de quatro patas é a maneira como é realizada a termorregulação, pois temos a transpiração para manter a temperatura corporal adequada. Já os animais precisam buscar alternativas que auxiliem nesse objetivo, para se manterem saudáveis, então, procuram por sombras, pisos gelados ou jardins e bebem mais água.


A Coordenadora explica como os tutores podem identificar os sintomas causados pela hipertermia. “Em situações extremas em que o pet não é capaz de baixar a própria temperatura, há possibilidade de ocorrer um quadro de desidratação que, eventualmente, pode desencadear um colapso respiratório. Além disso, o animal pode ter problemas como confusão mental, vômito, diarreia e convulsão, em alguns casos”, alerta.


CUIDADOS ESSENCIAIS  


A seguir, a especialista elenca situações de extremo risco para o animal e recomenda algumas práticas que devem ser adotadas por tutores para os dias quentes de verão:


- Não deixar o pet no carro: o recomendado é sempre levar o animalzinho com você, pois mesmo estacionando com o vidro aberto ou em local com sombra, é uma situação que ainda oferece risco à vida do pet.


- Passear em horários mais quentes do dia: evite caminhar entre as 10 e 16 horas, período em que a incidência de raios solares aumenta. Além de causar desidratação, é possível queimar as patinhas do animal.


- Deixar a casinha exposta ao sol: por se tratar de um local que não tem ventilação, todo calor ficará acumulado, transformando o espaço em estufa, trazendo grandes riscos à saúde.


- Sempre utilize focinheira com grade durante os passeios: Esse modelo permite que o animal abra a boca e coloque a língua para fora, o que é essencial para a termorregulação, a forma como o cão troca calor e evita o superaquecimento. Muitos tutores, por desconhecimento, acabam usando a mordaça, que impede a movimentação da boca e a exposição da língua. Esse tipo de acessório não deve ser usado para passeios, pois pode impedir a troca de calor e, em casos graves, levar o cão à óbito.


Em casos de desidratação ou insolação, retire o pet imediatamente do sol e o coloque em um local fresco e arejado. Deixe à disposição água fresca e, se puder, dê gelo. Além disso, use toalhas molhadas para auxiliar nesse processo de resfriamento. Se o mal-estar persistir, procure uma clínica veterinária que possa dar seguimento aos procedimentos necessários para recuperação.


COMO REFRESCAR O PET? 


Além de oferecer muita água para o amigo peludo, existem outras maneiras de tornar o verão mais confortável e divertido para o pet, como:


Gelo no pote de água: essa é uma maneira de incentivar a hidratação e preservar a temperatura do líquido.


Petiscos gelados: frutas congeladas são uma ótima opção para dias muito quentes, mas é importante se certificar se o alimento é indicado para cães. Lembrando que, se for investir em receitas caseiras, como, picolé de frutas, não pode usar açúcar.


Piscina ou banho de mangueira: essa dica é especialmente para quem deseja se divertir com o bichinho, uma ótima oportunidade para gastar a energia e equilibrar a temperatura. Porém, quando terminar de brincar lembre de secar bem o animal.


Ambiente e acessórios frescos: os cães adoram passar o dia deitados e investir em itens refrescantes, nesse período, ajudará no bem-estar do pet. Por isso, priorize tapetes gelados e o uso do ventilador, com moderação. 


Por Leticia Zuim Gonzalez - Cogna Educação

Como a rotina dos tutores pode impactar diretamente a saúde emocional dos pets




Imagem: Freepik
 

Especialista alerta que estresse, ausência e falta de rotina humana estão entre os principais gatilhos de ansiedade em cães e gatos



O ritmo acelerado da vida moderna, marcado por longas jornadas fora de casa, excesso de estímulos e altos níveis de estresse, não afeta apenas os humanos. Cada vez mais, cães e gatos têm apresentado sinais de desequilíbrio emocional diretamente ligados à rotina dos seus tutores. No mês do Janeiro Branco, campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde mental, o alerta se estende também ao bem-estar emocional dos pets.


 

De acordo com a zootecnista Katiani Venturini, da Special Dog Company, os animais funcionam como verdadeiros “termômetros emocionais” do ambiente em que vivem. “Mudanças bruscas de rotina, ausência prolongada dos tutores, ansiedade dentro de casa e até o uso excessivo de telas impactam o comportamento dos pets, gerando estresse, ansiedade e alterações físicas”, explica.


 

Entre os sinais mais comuns estão vocalização excessiva, comportamentos destrutivos, lambedura compulsiva, apatia, agressividade e alterações no apetite. “Muitas vezes, esses comportamentos são interpretados como ‘birra’, quando, na verdade, são respostas emocionais a um ambiente desequilibrado”, destaca a zootecnista.


 

A construção de uma rotina previsível é um dos pilares para a saúde emocional dos animais. Horários definidos para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso ajudam a reduzir a ansiedade, especialmente em cães.



Para os gatos, a organização do ambiente também é fundamental. “O enriquecimento ambiental, com prateleiras, arranhadores e brinquedos interativos, contribui para que o felino expresse seus comportamentos naturais e se sinta mais seguro”, orienta Katiani.


 

A alimentação também desempenha um papel importante nesse equilíbrio. Alimentos de alta qualidade nutricional promovem saciedade, auxiliam no funcionamento adequado do organismo e contribuem para o bem-estar geral do pet. “Um animal bem nutrido responde melhor aos estímulos do ambiente e tende a lidar melhor com situações de estresse”, afirma.


 

A socialização gradual e positiva, tanto com pessoas quanto com outros animais, completa esse cuidado emocional. “Ela fortalece a confiança e ajuda o pet a enfrentar novas situações de forma mais tranquila”, complementa.


 

Com mais de 20 anos de atuação no mercado pet, a Special Dog Company reforça seu compromisso com o bem-estar integral dos animais, indo além da nutrição. Por meio de informações educativas e de iniciativas como o programa Bem-Nutrir, que apoia ONGs e protetores independentes, a empresa busca ampliar o acesso ao conhecimento sobre cuidados físicos e emocionais dos pets.


 

“O Janeiro Branco é um convite para refletirmos sobre como nossas escolhas e nossa rotina influenciam diretamente a vida dos animais que convivem conosco”, conclui Katiani.


 

Ao identificar sinais persistentes de estresse ou ansiedade, é fundamental buscar orientação de um especialista em comportamento animal ou médico-veterinário.


 


Special Dog Company - Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 40 mil pontos de venda em nove Estados brasileiros e no Distrito Federal, além de exportar para países da América do Sul. Com quatro Centros de Distribuição localizados em Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Extrema (MG) e Uberaba (MG), a empresa se destaca como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, contando com 2.000 colaboradores.

Com o intuito de ser um agente transformador dentro da comunidade, a Special Dog Company atua fortemente na promoção de práticas sustentáveis, no sentido de construir um mundo melhor para as gerações futuras. Reconhecida pela pesquisa Great Place to Work (GPTW), a empresa se destaca por unir excelência em produtos e serviços com a valorização de seus colaboradores.




Por Equipe de Comunicação Special Dog - Race Comunicação




*Os artigos não expressam necessariamente a opinião da revista Bichos. Com, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.

Jumentos à beira da extinção: pesquisa brasileira pode mudar o destino da espécie

Pesquisadores da UFPR buscam investimento para escalar fabricação de colágeno e evitar abate e extinção de jumentos 


  • Técnica de fermentação de precisão é capaz de produzir a mesma matéria-prima extraída da pele dos jumentos e atender à demanda da China pelo produto, sem ameaçar a espécie 
  • Usado na indústria de beleza, saúde e nutrição funcional chinesa, o colágeno de jumentos abastece um mercado de US$ 700 milhões/ ano naquele país
  • Laboratório brasileiro espera captar US$ 2 milhões para iniciar produção em escala já em 2027


Com conclusão prevista para este ano, pesquisadores do Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolvem um método inédito de produção de colágeno de jumento por fermentação de precisão, que dispensa o abate de animais. No final de 2025, a pesquisa já havia concluído as primeiras etapas laboratoriais e entra agora na reta final, com o avanço, até o fim deste ano, no sentido de apresentar a viabilidade técnica do processo produtivo. Para o processo de escalonamento inicial – etapa em que a tecnologia deixa a bancada e passa a ser testada em biorreatores de 10 e 50 litros –, o projeto busca US$ 2 milhões para investir em uma infraestrutura robusta, capaz de viabilizar a produção de escala do colágeno de jumento. 



A fermentação de precisão consiste em utilizar micro-organismos geneticamente modificados para produzir proteínas específicas de origem animal. No caso da pesquisa da UFPR, a proteína de interesse é o colágeno do jumento, amplamente utilizado pela indústria chinesa na produção do ejiao, uma gelatina utilizada pela medicina tradicional do país, a partir da pele do animal. Impulsionado pela alta demanda na indústria de beleza, saúde e nutrição funcional, o mercado de ejiao é avaliado hoje em US$ 1,9 bilhão, com projeção para alcançar US$ 3,8 bilhões até 2032 - um crescimento anual de 9,1% neste período.



Neste segundo ano do projeto, os pesquisadores farão a inserção do DNA responsável pela produção do colágeno de jumento em um micro-organismo, que passará a atuar como uma biofábrica. A partir dessa etapa, será possível avançar para o processo de escalonamento inicial da produção.



“Já avançamos nas etapas mais complexas do ponto de vista científico, que são justamente as de bancada, onde está a inovação. Agora estamos prontos para inserir o DNA do colágeno em uma levedura, que funcionará como uma biofábrica, em um processo semelhante ao da produção de cerveja”, explica Carla Molento, PhD pela Universidade McGill, no Canadá, e coordenadora do Laboratório de Zootecnia Celular da UFPR.



O projeto é financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais (DPDA), e pela Fundação Araucária, SETI, Governo do Estado do Paraná. Também conta com uma parceria estratégica com a Universidade de Wageningen, na Holanda, referência mundial em biotecnologia para produção de proteínas alimentares alternativas ao uso de animais.



“Queremos comparar o DNA do jumento brasileiro com as sequências internacionais para garantir uma descrição precisa do produto. Isso é fundamental pensando em uma futura aplicação comercial”, esclarece Molento. A meta é apresentar, até dezembro de 2026, a chamada prova de conceito: a produção de miligramas de colágeno de jumento obtido integralmente por fermentação de precisão, comprovando que a tecnologia é viável.



Segundo a pesquisadora, apesar de as quantidades iniciais ainda serem pequenas, os resultados já são considerados altamente promissores. As três primeiras etapas, que envolvem o sequenciamento do DNA, sua amplificação e preparação, já foram cumpridas com sucesso. 



Necessidade de financiamento adicional - Apesar dos avanços científicos já alcançados, o projeto busca recursos para a etapa de escalonamento. Para testar a produção do colágeno em biorreatores de maior capacidade, a equipe estima a necessidade de cerca de US$ 2 milhões em novos investimentos. Sem esse aporte, a pesquisa permanece restrita à prova de conceito, o que limita a validação do processo em condições mais próximas das exigidas pela indústria e adia a possibilidade de transferência da tecnologia para o mercado.



“Hoje trabalhamos com pequenas quantidades, em um ambiente de prova de conceito. Para avançar rumo a uma aplicação industrial, precisamos de financiamento para instalar biorreatores maiores e testar a produção em escala piloto”, destaca Molento.



De acordo com a pesquisadora, esse financiamento pode vir tanto de fontes públicas quanto privadas, incluindo empresas interessadas, organizações internacionais ou nacionais. 



Além do impacto científico, a pesquisa abre caminho para uma alternativa econômica e ambientalmente mais eficiente em relação ao modelo atual de produção de colágeno de jumento. Hoje, o processo depende do abate dos animais, que enfrenta problemas éticos e de sustentabilidade ambiental e econômica. Com a produção em escala do colágeno de jumento, outros produtos de origem animal poderão ser desenvolvidos a partir da mesma tecnologia, que entrega proteínas animais verdadeiras sem a necessidade de criação e abate de animais, e com um impacto ambiental mais baixo que a produção animal convencional.



“Do ponto de vista produtivo, é muito mais eficiente investir em fermentação de precisão do que em fazendas de jumentos. Em um galpão, com alguns biorreatores, é possível produzir uma quantidade muito maior de proteína, com menos insumos e sem o abate”, explica a pesquisadora.



Outro diferencial é que o colágeno produzido em laboratório é altamente purificado, o que facilita sua comercialização no modelo B2B, modelo de negócio onde uma empresa vende produtos ou serviços para outras empresas. “A estratégia mais provável é vender o colágeno purificado para empresas que já produzem os produtos finais, seja na China ou em outros mercados”, afirma Carla. Para ela, o colágeno de jumento pode funcionar como uma “porta de entrada” à consolidação das proteínas alternativas no setor de produção animal.



Salvação da espécie – Além de gerar ganhos milionários com a venda de colágeno para a China, a produção em biorreatores pode contribuir para salvar os jumentos da extinção. Dados da FAO, do IBGE e do Agrostat mostram que a população desses animais no Brasil despencou 94% entre 1996 e 2024. “De cada 100 jumentos que existiam há 30 anos, hoje restam apenas seis”, afirma Patricia Tatemoto, PhD em Ciências, com ênfase em Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal pela USP, e coordenadora da organização no Brasil.



O abate ocorre de forma extrativista, não movimenta a economia local e beneficia apenas dois abatedouros em funcionamento no interior da Bahia. Trata-se de uma atividade que contraria dados técnicos e científicos já produzidos e divulgados no Brasil.




 

*Os artigos não expressam necessariamente a opinião da Revista Bichos.Com, sendo de inteira responsabilidade de seus autores. 

Dirofilariose: doença transmitida por mosquitos ameaça a saúde cardíaca dos pets

Com o aumento das temperaturas, especialista destaca prevenção mensal como estratégia mais eficaz contra a enfermidade


A dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”, é uma doença parasitária grave e potencialmente fatal que tem avançado em regiões brasileiras de clima quente e úmido, sendo mais recorrente em períodos de aumento de temperatura. Transmitida pela picada de mosquitos da família Culicidae, a infecção é causada pelo verme Dirofilaria immitis, que se aloja no coração e nas artérias pulmonares, afetando principalmente cães, mas também pode acometer gatos. A prevenção mensal associada ao acompanhamento veterinário regular é a principal forma de proteção dos animais.


 

A transmissão da doença ocorre quando o mosquito pica um animal infectado, ingere as microfilárias, que são larvas microscópicas de vermes parasitas, e, após a evolução para larvas infectantes (L3), transmite o parasita a um novo hospedeiro na picada seguinte.


 

Nos cães, essas larvas levam cerca de seis a sete meses para se tornarem vermes adultos, capazes de liberar novas microfilárias na corrente sanguínea. Em gatos, menos parasitas chegam à fase adulta e a microfilaremia é rara, mas o impacto clínico pode ser significativo. Ao se instalarem no coração e nos pulmões, os vermes provocam inflamação e sobrecarga do sistema circulatório, podendo evoluir para insuficiência cardíaca e óbito.


 

Os sinais clínicos em cães incluem tosse persistente, intolerância ao exercício, fraqueza, perda de peso, dificuldade respiratória e letargia. Em estágios mais avançados, podem ocorrer acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal, desmaios e até morte súbita. Em gatos, os sinais variam de discretos a graves e podem incluir tosse, crises semelhantes à asma, vômitos recorrentes, falta de apetite, convulsões e colapso súbito. Como muitos desses sintomas são inespecíficos, a avaliação veterinária é fundamental para o diagnóstico correto.


 

“O tratamento contra os vermes adultos não está disponível no país, e embora seja possível tratar com outros medicamentos, o tratamento é desafiador e tem muitos riscos. Portanto, o manejo da dirofilariose exige ainda mais atenção e planejamento por parte dos médicos veterinários e tutores. Neste cenário, a prevenção contínua, com o uso de medicamentos adequados e o acompanhamento veterinário regular, é hoje a estratégia mais eficaz para prevenir a doença, evitando quadros graves, e preservar a qualidade de vida dos animais”, explica Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim.


 

“O diagnóstico da doença é realizado a partir de exames de sangue para a detecção de antígenos e microfilárias e pode ser complementado por exames de imagem, como radiografias torácicas e ecocardiografia, quando indicada, permitindo uma avaliação mais completa do impacto da doença no organismo do animal”, complementa a especialista.


 

Em cães, o manejo inclui o uso de lactonas macrocíclicas, compostos conhecidos por sua potente ação antiparasitária, associadas à doxiciclina, antibiótico de amplo espectro, usado em conjunto para minimizar os impactos causados por uma bactéria que faz parte do curso da doença, além de outras medidas de suporte clínico. Já em gatos, devido às limitações diagnósticas e ao risco de tromboembolismo, o tratamento é direcionado principalmente ao controle dos sinais clínicos. Nesse contexto, a prevenção se consolida como a estratégia central.


 

“A recomendação é manter protocolos preventivos mensais ao longo de todo o ano, para os cães e gatos que vivem em área de risco, como regiões litorâneas por exemplo, e uso preventivo para animais que vão frequentar essas regiões, com antiparasitários que tenham a indicação contra o verme da dirofilariose, sempre com a recomendação do médico-veterinário, além de triagens regulares incluídas no check-up anual. Essas medidas reduzem significativamente o risco de sofrimento e morte e, além de mais eficazes, são mais acessíveis do que o tratamento das complicações, protegendo cães e gatos, especialmente em áreas onde a doença pode ser mais prevalente”, finaliza Mariana.
 


A Boehringer Ingelheim Saúde Animal está trabalhando em inovação de primeira classe para a previsão, prevenção e tratamento de doenças em animais. Para veterinários, tutores, produtores rurais e governos em mais de 150 países, oferecemos um portfólio amplo e inovador de produtos e serviços para melhorar a saúde e o bem-estar de animais de companhia e de produção. Como líder global no setor de saúde animal e como uma empresa familiar, na Boehringer Ingelheim, nós adotamos uma perspectiva de longo prazo. As vidas de animais e humanos estão interconectadas de maneiras profundas e complexas. Sabemos que quando os animais são saudáveis, os humanos também são. Ao usar as sinergias entre nossos negócios de Saúde Animal e Saúde Humana e ao agregar valor por meio da inovação, melhoramos a saúde e o bem-estar de ambos.  


Por Thaís Vequetin Silva - Ideal Axicom

Pet acima do Peso? Veja Como a Alimentação Natural Pode Ajudar

Cerca de 40% dos cães e gatos no Brasil estão acima do peso ideal. Veja como a alimentação natural e outras dicas auxiliam em uma vida mais saudável.



Um animalzinho mais rechonchudo é lindo, mas pode ser muito prejudicial para a saúde. A obesidade é um problema crescente entre os pets de estimação, especialmente para aqueles que vivem em ambientes urbanos, onde a falta de exercício e uma alimentação desequilibrada contribuem para o ganho de peso. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), cerca de 40% dos pets no Brasil estão acima do peso ideal, o que pode acarretar sérios problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas, problemas articulares e até redução da expectativa de vida.



A Pet Delícia, pioneira em alimentação natural para pets no Brasil, alerta que, muitas vezes, a obesidade em pets é negligenciada. Muitos tutores consideram normal que seus animais estejam "fortinhos", mas é importante estar atento a alguns sinais. “O aumento do volume abdominal, a dificuldade em apalpar as costelas e a respiração ofegante, mesmo em repouso, são indícios de sobrepeso. A relutância em brincar ou se exercitar também deve ser observada”. Embora muitos acreditem que o aumento de peso seja natural com o tempo, esses sintomas pedem uma avaliação veterinária para prevenir problemas mais sérios.



Uma forma eficiente de controlar o peso do pet, é a alimentação natural. “Ela oferece um controle preciso dos ingredientes e das quantidades, permitindo ajustes conforme o metabolismo e as necessidades do animal. Ideal para pets acima do peso, essa dieta proporciona uma nutrição equilibrada e rica em nutrientes essenciais”, afirma a marca.



Com a alimentação natural, os tutores podem oferecer carnes magras, vegetais, grãos e até suplementos naturais, garantindo uma dieta balanceada. Além disso, ela contribui para uma melhor digestão e saúde geral, proporcionando mais energia e disposição ao pet.



Veja outras dicas que podem complementar a alimentação natural e ajudar no controle de peso do seu pet:

Horários regulares para refeições: estabelecer horários regulares para as refeições do seu pet é ideal para evitar que ele coma por impulso ou ansiedade, destaca também o especialista. Muitos animais, sobretudo, os que ficam sozinhos por longos períodos, podem desenvolver o hábito de comer em excesso, o que contribui para o ganho de peso. Com uma rotina alimentar definida, o pet se alimenta de forma mais controlada, o que ajuda a manter seu equilíbrio nutricional e saúde. Essa regularidade também traz segurança e conforto ao animal, que sabe o que esperar.



Controle de petiscospetiscos são uma forma comum de carinho e recompensa, mas quando oferecidos em excesso, podem contribuir para o ganho de peso e até para problemas de saúde, como obesidade. Por isso, é essencial controlar a quantidade e a frequência. Em vez de oferecer petiscos todos os dias, reserve-os para momentos especiais ou como recompensa por um bom comportamento. “Escolha petiscos mais saudáveis, como frutas e legumes frescos (cenoura, maçã, pepino) ou opções naturais, que são mais leves e oferecem benefícios nutricionais sem calorias extras”. A Pet Delícia alerta sobre os perigos de oferecer alimentos humanos, como pães ou queijos, ricos em calorias e não são indicados para os pets.



Incentivo à atividade físicaincentivar a atividade física para manter o peso do seu pet sob controle também faz parte para um bom controle de peso. Para os gatos, mesmo que não saem para passeios, é importante usar brinquedos e arranhadores para mantê-los ativos e estimulados.



Por fim, as pesagens regulares: acompanhar o peso do seu pet de forma regular é muito importante, através dessa frequência nas pesagens ajuda a detectar mudanças antes que se tornem um problema maior. Com a orientação do veterinário, é possível estabelecer metas realistas de peso, ajustando a alimentação e a atividade física conforme necessário para manter a saúde do seu pet em dia.




Pet Delícia: Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia de pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br



Por Thays Ferreira - Publika.aí Comunicação

Verão intensifica casos de dermatite em cães e gatos

O aumento das temperaturas e da umidade favorece a proliferação de fungos, pulgas e carrapatos, tornando o verão um período crítico para a saúde da pele de cães e gatos em todo o país. Nesse período, cresce a incidência de dermatites, alergias e infecções cutâneas, muitas vezes interpretadas pelos tutores como “coceiras normais” da estação. No entanto, dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação indicam que o problema atinge milhares de animais no Brasil, que hoje soma cerca de 160,9 milhões de pets.


De acordo com orientações de conselhos regionais e entidades veterinárias, o calor intenso associado à umidade cria condições ideais para o desenvolvimento de doenças dermatológicas, como sarnas, micoses e a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP). Entre os sinais mais comuns estão coceira excessiva, feridas na pele, vermelhidão e queda de pelos, sintomas que não devem ser banalizados.


Estudos clínicos apontam que as dermatofitoses representam até 61,9% das dermatopatias diagnosticadas em clínicas veterinárias, com predominância em cães, responsáveis por cerca de 96,7% dos casos, e maior incidência em períodos quentes e úmidos, característica típica do verão brasileiro.


Para a médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, a coceira frequente é sempre um sinal de alerta. “Coçar de forma constante não é normal. Pode indicar processos alérgicos, infecções fúngicas ou bacterianas e até dor, que o animal não consegue expressar de outra forma”, explica.


A especialista também alerta para os riscos da automedicação. “O uso de shampoos inadequados ou pomadas indicadas sem orientação profissional pode agravar o quadro. A pele do pet responde de forma individualizada, e o que funciona para um animal pode piorar significativamente a condição de outro”, ressalta.


Além do desconforto imediato, dermatites não tratadas podem evoluir para feridas extensas, infecções secundárias e queda intensa de pelos, comprometendo a qualidade de vida do animal. A recomendação é procurar avaliação veterinária ao observar sinais persistentes, como coceira diária, lambedura excessiva das patas, vermelhidão ou alterações na pele. Medidas preventivas, como o uso regular de antiparasitários, a manutenção da higiene ambiental e consultas veterinárias periódicas, são fundamentais para reduzir os riscos durante o verão.


Por  Flavia Ferreira - F4Comunica

Otite canina aumenta no verão após praia e piscina

Créditos: DepositPhotos

Calor, umidade e água acumulada nos ouvidos criam o cenário ideal para infecções em cães durante a estação mais quente do ano



Com a chegada do verão, os passeios à praia, os mergulhos na piscina e os banhos mais frequentes entram de vez na rotina dos cães. O que muitos tutores não imaginam é que esse combo típico da estação também impulsiona um problema comum nos consultórios veterinários: a otite canina, inflamação nas orelhas que pode causar dor intensa e comprometer o bem-estar dos pets quando não diagnosticada e tratada corretamente.


O aumento dos casos nesta época do ano está diretamente ligado à combinação de calor e umidade. A presença constante de água no conduto auditivo — seja do mar, da piscina ou até do banho em casa — favorece a proliferação de fungos e bactérias, principalmente quando os ouvidos não estão devidamente secos após o contato com a água. “As altas temperaturas e a umidade são ambientes propícios para a proliferação de bactérias e fungos” explica Dra. Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care


Algumas raças exigem atenção redobrada:

Alguns cães apresentam maior predisposição ao desenvolvimento da otite. Raças com orelhas longas e caídas, como cocker spaniel, basset hound e golden retriever, têm menor ventilação na região, o que facilita a retenção de umidade. Já cães com orelhas muito peludas ou conduto auditivo estreito, como poodle, shih-tzu e lhasa apso, também costumam demandar cuidados extras ao longo do verão.


Animais que já possuem histórico de alergias, dermatites ou produção excessiva de cera entram no grupo de maior risco e devem ser acompanhados de perto durante a estação.


Fique atento aos sinais:

Os sintomas da otite nem sempre são percebidos logo no início e, muitas vezes, os tutores procuram ajuda quando o quadro já está mais avançado. Entre os principais sinais de alerta estão:


●     Coceira frequente nas orelhas

●     Balançar excessivo da cabeça

●     Mau cheiro na região

●     Vermelhidão, inchaço ou sensibilidade ao toque

●     Presença de secreção escura ou amarelada



Em casos mais graves, o cão pode apresentar perda de equilíbrio, apatia e até redução da capacidade auditiva.


Prevenção faz toda a diferença:

A boa notícia é que a otite pode ser evitada com cuidados simples no dia a dia. Secar bem os ouvidos após banhos, piscina ou praia é essencial, assim como utilizar apenas produtos indicados por médicos-veterinários. A limpeza excessiva ou o uso de hastes flexíveis deve ser evitado, já que pode empurrar a sujeira para dentro do ouvido e agravar o problema.


Ao primeiro sinal de desconforto, a recomendação é buscar orientação profissional, a automedicação pode mascarar os sintomas e tornar o tratamento mais longo e complexo. “Observe se seu cão ou gato apresenta prurido (coceira) nas orelhas ou está chacoalhando demais a cabeça. O excesso de cerúmen, mudança na coloração e odor também são indícios da doença. Utilizar algodão parafinado ou hidrofóbico durante os banhos e atividades aquáticas ajudam a prevenir a entrada de água nas orelhas. A avaliação do médico veterinário é essencial para tratar da maneira mais eficiente e evitar que hajam mais complicações como infecções/inflamações crônicas e as otites internas” finaliza Dra. Sibele.


Cuidar da saúde auditiva dos cães é um passo fundamental para que o verão seja lembrado apenas pelos momentos de diversão, e não por dor ou complicações evitáveis.

 

Por Anna Beatriz Gregorio - www.comuniquese3.com.br

HVU recebe filhote de bugio-preto resgatado após atropelamento

Foto: Hospital Veterinário da Uniube

Nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o Setor de Animais Silvestres do Hospital Veterinário da Uniube (HVU), recebeu um filhote de bugio-preto (Alouatta caraya), primata nativo do Brasil com ocorrência registrada em Minas Gerais. O animal foi recolhido pela Polícia Militar de Meio Ambiente de Frutal após ser encontrado pela manhã às margens da rodovia AMG-3060, no distrito de Aparecida de Minas, município de Frutal (MG). 


De acordo com as informações repassadas pela equipe responsável pelo resgate, a mãe do filhote foi vítima de atropelamento na mesma rodovia. O filhote é macho, com idade estimada entre 30 e 45 dias, e chegou ao HVU apresentando uma pequena lesão na mão direita, caracterizada por ferida superficial de pele, compatível com trauma decorrente do atropelamento e da separação materna.


Durante a avaliação clínica inicial, o animal apresentava-se reativo, com sinais vitais estáveis. A equipe veterinária realizou exame físico completo e avaliação do estado geral, instituindo cuidados de suporte, incluindo higienização e proteção da ferida, além de manejo para controle da dor e do estresse. O caso segue em acompanhamento, com reavaliações seriadas conforme a evolução clínica.


Quem é o bugio-preto?


O bugio-preto (Alouatta caraya) é um primata de médio porte, conhecido pelas vocalizações altas e potentes e pelo comportamento arborícola. Vive em grupos e utiliza as copas das árvores para deslocamento e descanso. A espécie apresenta dimorfismo sexual marcante: machos adultos tendem a apresentar pelagem escura, quase negra, enquanto fêmeas adultas costumam ter coloração castanha a dourada.


Segundo o Sistema SALVE/ICMBio (Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade), ferramenta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, entre as principais ameaças à espécie estão os atropelamentos em rodovias, além de incêndios, doenças e outras pressões antrópicas.


Status de conservação da espécie


Para este caso, é importante diferenciar o status de conservação em nível nacional e estadual:

  • Brasil (avaliação nacional – ICMBio/SALVE): Alouatta caraya é classificada como Vulnerável (VU), com categoria atribuída em 27 de setembro de 2019.
  • Minas Gerais (lista estadual citada no SALVE): a espécie é considerada Quase Ameaçada (NT).

“Quando dizemos que uma espécie está ‘Quase Ameaçada’, significa que ela ainda não se enquadra oficialmente nas categorias Vulnerável, Em Perigo ou Criticamente Em Perigo, mas já apresenta sinais preocupantes. Trata-se de um alerta técnico, que indica possível declínio populacional, fragmentação do habitat e pressões como atropelamentos, incêndios, doenças, caça e ataques por cães, fatores que podem acelerar a perda de indivíduos e levar a espécie a uma condição mais grave se não houver medidas efetivas de prevenção e proteção”, explica o médico-veterinário Cláudio Yudi, responsável pelo Setor de Animais Silvestres do HVU.


O filhote permanecerá sob cuidados do HVU, com prognóstico favorável até o momento, condicionado à manutenção da estabilidade clínica e à boa evolução da lesão. Assim que estiver clinicamente apto, a previsão é de encaminhamento ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS), no município de Patos de Minas, seguindo os fluxos oficiais de triagem e reabilitação de primatas.


Orientação à população


Ao encontrar um animal silvestre ferido ou em situação de risco, a orientação é não tentar capturar, alimentar ou medicar o animal. O correto é manter distância segura e acionar imediatamente os órgãos competentes, como a Polícia Militar de Meio Ambiente ou o Corpo de Bombeiros Militar, garantindo a segurança das pessoas e o atendimento adequado à fauna silvestre.




Por Carolina Oliveira | Universidade do Agro