Com a proximidade das férias, cresce o número de famílias que levam seus pets para viagens. Os animais de estimação acompanham seus responsáveis em atividades diferentes do dia a dia, descobrem novos ambientes, com horários variados do habitual, recebem estímulos mais intensos e podem realizar brincadeiras na praia, campo ou piscina.
Mudança na rotina, estresse e problemas gastrointestinais
O sistema nervoso e o trato gastrointestinal estão intimamente ligados, e o estresse secundário à mudança de rotina pode desencadear alterações na microbiota, motilidade e permeabilidade intestinal. Além disso, a quebra da rotina alimentar é comum durante as viagens, causando desequilíbrios e distúrbios digestivos.
Meu pet está adaptado ao novo ambiente?
Um pet não adaptado ao ambiente pode apresentar vários sinais físicos e comportamentais, como alterações no apetite e gastrointestinais (principalmente diarreia e vômito), urinar fora do local, isolamento, agitação, sinais de medo ou agressividade, vocalização excessiva e tremores corporais.
Higiene e cuidado
Assim como ocorre com humanos, os pets também podem apresentar ressecamento da pele e pelagem e até irritação cutânea devido ao contato com a água do mar, piscina, areia, terra, exposição ao sol e ao ar-condicionado. O ressecamento da pele reduz a sua proteção natural e pode causar coceiras e descamação (caspas), o que favorece as lesões cutâneas e infecções secundárias. Cuidar da pele e pelagem com produtos específicos para os pets é fundamental para a limpeza e hidratação, mantendo a pele saudável e os pelos macios e brilhantes.
Conforto e bem-estar durante a temporada de férias
Ficar em casa “sozinhos” ou hospedados também são fatores que podem causar ansiedade e estresse. Por isso, é importante o responsável do animal se atentar ao manejo do animal, para ele passar por esse momento de mudança na rotina de uma forma mais confortável.
As viagens e estadias em hotéis causam ansiedade e estresse temporário, com data para terminar. Já uma mudança definitiva de ambiente (de casa, por exemplo) pode causar um estresse duradouro, o que poderá comprometer a saúde e a qualidade de vida dos pets. É recomendado consultar um profissional comportamentalista para traçar estratégias individuais, para promover uma adaptação eficaz do animal.
“Farmacinha” pet
Assim como fazemos uma mala com itens de primeiros socorros para nós, humanos, os animais também precisam de uma “farmacinha” bem planejada para evitar problemas longe de casa.
Fonte: Silmara Bonomi da Silva, Gerente Médica Veterinária da Avert Biolab Saúde Animal
Por Caio Urbano - Grupo Texto

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