Mini documentário - A Era Humana: Jardineiros

Revela desafios e esperanças para os bugios-ruivos em São Paulo



A urbanização acelerada e a falta de informação foram fatores determinantes para uma das maiores crises enfrentadas pela população de bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) no estado de São Paulo. Durante grande surto de febre amarela, a doença e a desinformação levaram as populações da cidade à beira da extinção. Em meio a essa tragédia, um projeto inovador busca monitorar e proteger os bugios, buscando não apenas compreender melhor sua população, mas também promover sua conservação e reintegração na natureza.

A relação entre humanos e natureza está em constante transformação, mas o antropoceno tem direcionado a evolução das espécies selvagens para um caminho perigoso. Este é o contexto do mini documentário "A Era Humana: Jardineiros", uma co-produção do Instituto Ampara Animal e de Pedro Cerqueira. A obra busca dar evidência à situação dos bugios-ruivos na cidade de São Paulo, trazendo imagens e histórias que revelam os desafios e as ações para a conservação desses primatas ameaçados de extinção. O documentário acompanha o monitoramento das populações remanescentes desses animais e também a reintrodução de um grupo de bugios na Serra da Cantareira, uma iniciativa da Divisão de Fauna da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo e parceiros.


A produção nasceu do engajamento espontâneo de Pedro, que se voluntariou para auxiliar o Instituto Ampara Animal na captação de imagens. Ao acompanhar de perto o monitoramento realizado pelo projeto "Em busca dos sobreviventes", ele decidiu transformar sua experiência em um material audiovisual que pudesse ampliar a visibilidade para um dos primatas mais ameaçados do mundo.


O documentário retrata o impacto da urbanização na fauna silvestre, evidenciando como os bugios-ruivos, antes comuns na cidade, enfrentam a fragmentação de habitat, atropelamentos, eletrocussão e, principalmente, os resquícios do surto de febre amarela entre 2016 e 2018, que levou à quase extinção da espécie na região metropolitana.


Em um dos momentos mais marcantes do mini documentário, o público acompanha a reintrodução de um grupo de bugios no Parque Estadual da Cantareira, uma ação coordenada pela Divisão da Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Composta por várias instituições, entre elas o Instituto Ampara Animal, essa iniciativa visa restabelecer a população da espécie na região e restaurar seu papel ecológico como dispersores de sementes.


Esta obra busca unir ciência e educação ambiental, sensibilizando a população sobre a importância da coexistência harmoniosa com a fauna silvestre. Os bugios, além de serem indicadores da saúde dos ecossistemas florestais, desempenham um papel crucial na dispersão de sementes e na manutenção da biodiversidade.


Para ampliar o alcance da mensagem, "A Era Humana: Jardineiros" está sendo inscrito em diversos festivais nacionais e internacionais. A história desses primatas e daqueles que lutam por sua sobrevivência merece ser conhecida e compartilhada. O mini documentário, portanto, é um convite à reflexão e à ação. Ao narrar essa trajetória de desafios e vitórias, ele inspira e conscientiza, mostrando que a conservação dos bugios é uma responsabilidade coletiva.



O Instituto Ampara Animal segue comprometido com a proteção da fauna brasileira por meio de projetos de monitoramento, resgate e educação ambiental. "A Era Humana: Jardineiros" é um convite para refletirmos sobre o impacto humano na biodiversidade e a necessidade urgente de ações para preservar as espécies que compartilham o nosso espaço.


Para mais informações sobre o documentário e o trabalho do Instituto Ampara Animal, acesse www.institutoamparanimal.org.br


O mini documentário "A Era Humana: Jardineiros" já está disponível nas plataformas digitais da Ampara Animal.


 Por AMPARA - Valle da Mídia

Calopsitas: guia completo para cuidar da ave mais charmosa do Brasil

Foto: Pexels

Desvendando os segredos da companheira de penas que conquistou os lares brasileiros


Se existe uma ave que personifica o charme, a simpatia e a beleza exótica no universo dos pets, essa ave é a Calopsita. Originária das vastas planícies da Austrália, essa pequena cacatua com seu topete expressivo e bochechas rosadas (em algumas mutações) conquistou corações e lares por todo o Brasil, tornando-se uma das aves de estimação mais populares e queridas. Sua personalidade amigável, inteligência aguçada e capacidade de interagir com seus tutores a transformam em uma companhia encantadora, capaz de trazer vida, alegria e uma dose extra de fofura para qualquer ambiente.


Mas não se engane pela aparência delicada e pelo tamanho compacto. Por trás daquele topete que sobe e desce conforme o humor, existe uma ave com necessidades específicas que demandam atenção, conhecimento e dedicação. Proporcionar uma vida longa, saudável e feliz para uma calopsita vai muito além de simplesmente oferecer água e comida. É preciso entender seu comportamento natural, suas necessidades nutricionais, o ambiente ideal para seu desenvolvimento e como garantir seu bem-estar físico e mental. A decisão de trazer uma calopsita para casa é o início de uma relação de companheirismo que pode durar muitos anos, e a qualidade dessa relação depende diretamente do quão bem preparados estamos para atender às suas necessidades.


Este guia completo foi elaborado pensando em você, seja um tutor de primeira viagem encantado com a possibilidade de ter uma calopsita, seja alguém que já compartilha a vida com uma dessas aves e busca aprofundar seus conhecimentos. Aqui, exploraremos desde as características básicas da espécie, passando pelo alojamento ideal, a alimentação balanceada que garante saúde e vitalidade, os cuidados essenciais de higiene, os sinais de alerta para possíveis doenças, até dicas sobre comportamento, socialização e treinamento. Prepare-se para mergulhar no fascinante mundo das calopsitas e descobrir tudo o que você precisa saber para ser o melhor tutor que essa ave incrível poderia desejar.

Foto: pixabay


Raio-X da Calopsita 

Conhecendo Sua Nova Amiga de Penas


Antes de mais nada, vamos conhecer um pouco mais sobre a Nymphicus hollandicus. Originária da Austrália, onde habita regiões áridas e semiáridas, a calopsita é a menor integrante da família das cacatuas. Sua aparência é inconfundível:

Topete Erétil: Talvez sua característica mais marcante, o topete funciona como um verdadeiro termômetro de emoções. Erguido indica alerta ou excitação; relaxado para trás, tranquilidade; ligeiramente levantado, curiosidade.

Cores: A cor selvagem (ancestral) é predominantemente cinza, com face amarela (machos) ou acinzentada (fêmeas e filhotes) e as características manchas alaranjadas nas "bochechas". No entanto, anos de criação seletiva resultaram em uma vasta gama de mutações de cores: Lutino (amarela com bochechas laranjas), Arlequim (manchas cinzas e amarelas/brancas), Cara Branca (sem amarelo ou laranja), Canela (cinza amarronzado), Pérola (penas com "pérolas" claras), Prata, Albina (branca, olhos vermelhos - combinação de Cara Branca e Lutino), entre outras.

Expectativa de Vida: Com os cuidados adequados, podem viver entre 15 a 20 anos, e alguns exemplares chegam até aos 25 anos ou mais. É um compromisso de longo prazo!

Temperamento: São aves extremamente sociáveis, dóceis e interativas. Gostam de companhia, seja de humanos ou de outras calopsitas. São inteligentes, curiosas e podem aprender truques e até a assobiar melodias ou imitar alguns sons (embora não sejam grandes "faladoras" como os papagaios). Podem ser um pouco medrosas inicialmente, mas com paciência e manejo gentil, tornam-se muito apegadas aos tutores.

Foto: pixabay


Construindo o Palácio da Calopsita

 Alojamento Ideal


O lar da sua calopsita é seu refúgio e playground. Escolher a gaiola e os acessórios corretos é fundamental para seu bem-estar físico e mental.

Gaiola: Espaço é Liberdade: Esqueça gaiolas pequenas e redondas. Calopsitas precisam de espaço para se movimentar, esticar as asas e brincar. O tamanho mínimo recomendado para uma calopsita é de 60cm (comprimento) x 40cm (largura) x 60cm (altura), mas quanto maior, melhor! Se for ter um par, dobre o espaço. Prefira gaiolas retangulares ou quadradas, pois oferecem mais espaço útil e segurança.

Grades: O espaçamento entre as grades deve ser seguro, idealmente entre 1,5cm e 1,8cm, para evitar que a ave prenda a cabeça ou patas. Grades horizontais facilitam a escalada.

Foto: pixabay


Poleiros para patas saudáveis: Ofereça poleiros de diferentes materiais (madeira natural não tóxica como goiabeira, eucalipto tratado; corda; poleiros de cálcio) e diâmetros variados. Isso exercita os pés e previne problemas como a pododermatite (inflamação das patas). Evite poleiros de plástico liso ou lixa (podem machucar). Posicione-os em diferentes alturas, mas não sobre os potes de comida e água.

Comedouros e Bebedouros: Prefira potes de aço inoxidável ou cerâmica, que são mais higiênicos e duráveis que os de plástico. Tenha pelo menos um para comida e um para água, e limpe-os diariamente.

Brinquedos essenciais contra o tédio: Calopsitas são inteligentes e precisam de estímulo. Ofereça uma variedade de brinquedos seguros como escadas, balanços, sinos (sem badalo pequeno que possa ser engolido), brinquedos de madeira para destruir, brinquedos com cordas (verificar se não desfiam muito, risco de ingestão), brinquedos de forrageamento (que escondem comida). Faça um rodízio para manter o interesse.

Localização Estratégica: Coloque a gaiola em um cômodo onde a família passe tempo, para que a ave se sinta parte do grupo. Evite luz solar direta intensa, correntes de ar fortes (perto de janelas ou portas abertas), e a cozinha (fumaça e vapores tóxicos, como os de panelas antiaderentes superaquecidas, são fatais).

Foto: pixabay


Banquete Real

 A Alimentação Balanceada da Calopsita


Uma dieta nutritiva é a base para uma calopsita saudável e com penas brilhantes. A antiga ideia de alimentar apenas com sementes é ultrapassada e prejudicial.

Ração Extrusada: A ração extrusada de boa qualidade, específica para calopsitas, deve compor cerca de 60-70% da dieta. Ela é formulada para fornecer um balanço completo de nutrientes, vitaminas e minerais.

Sementes: Um mix de sementes de qualidade (girassol com moderação, painço, alpiste, aveia) pode ser oferecido, mas deve representar apenas uma pequena parte da dieta (cerca de 10-15%), como um agrado ou recompensa. Sementes são ricas em gordura e pobres em muitos nutrientes essenciais.

Frutas, Verduras e Legumes (FVL): São vitaminas essenciais, ofereça diariamente uma variedade de FVL frescos, bem lavados e picados. Boas opções incluem: folhas verde-escuras (couve, espinafre, rúcula - com moderação), brócolis, cenoura, abobrinha, pimentão, maçã (sem sementes), mamão, banana, manga. Evite alface (muita água, pouco nutritiva) e alimentos tóxicos como abacate, chocolate, cafeína, cebola, alho e caroços de frutas.

Água Fresca e Limpa: Sempre disponível, trocada pelo menos uma vez ao dia (ou mais se sujar).

Suplementos: Geralmente não são necessários se a ave come ração extrusada e FVL variados. Suplementos de cálcio (osso de siba, farinha de ostra) podem ser oferecidos, especialmente para fêmeas. Qualquer outra suplementação só deve ser feita sob orientação de um veterinário especializado.

Foto: pexels


Spa e Check-up 

Higiene e Saúde da Sua Calopsita


Manter a higiene e estar atento à saúde são partes cruciais da rotina de cuidados.

Banho Refrescante: Calopsitas geralmente adoram tomar banho! Ofereça uma banheira com água rasa e limpa (temperatura ambiente) alguns dias por semana, ou borrife água sobre elas (se gostarem). O banho ajuda a manter as penas limpas e a pele hidratada.

Manicure e Asas: Unhas muito compridas podem prender nas grades ou brinquedos. Se necessário, apare apenas a pontinha transparente, evitando a veia interna (sabugo). O corte das penas das asas é controverso; se optar por fazer (para evitar fugas em ambientes internos), procure um profissional experiente ou veterinário para realizar o procedimento corretamente, permitindo que a ave plane e não caia bruscamente.

Faxina na Gaiola: Limpe os potes de comida e água diariamente. Troque o forro do fundo da gaiola (papel toalha, jornal sem cor) diariamente ou a cada dois dias. Faça uma limpeza mais completa da gaiola, poleiros e brinquedos semanalmente com água e sabão neutro, enxaguando bem.

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Radar de Saúde 

Os Sinais de Alerta


Fique atento a qualquer mudança:

Comportamento: Apatia, sonolência excessiva, ficar no fundo da gaiola.

Penas: Penas eriçadas constantemente, perda excessiva de penas fora da época de muda, arrancamento de penas.

Fezes: Mudança na cor (que não seja pela dieta), consistência (diarreia) ou quantidade.

Respiração: Dificuldade para respirar, chiado, espirros frequentes, secreção nasal ou ocular.

Apetite: Perda de apetite ou sede excessiva.

Aparência: Inchaços, feridas, bico ou unhas com crescimento anormal.

Veterinário Especializado em Aves: Leve sua calopsita para um check-up anual com um veterinário especializado em animais silvestres/aves. Ele poderá avaliar a saúde geral, fazer exames preventivos e orientar sobre manejo e dieta. Ao primeiro sinal de doença, não hesite em procurar o veterinário!

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Mente Ativa, Ave Feliz 

Comportamento e Treinamento


Entender e interagir com sua calopsita fortalece o vínculo e previne problemas.

Comunicação Vocal: Calopsitas se comunicam por meio de uma variedade de sons: assobios, gritos e estalos. Gritar pode indicar medo, tédio, busca por atenção ou apenas excitação. Evite reforçar gritos indesejados dando atenção imediata. Ignore o grito e recompense os momentos de silêncio ou vocalizações agradáveis.

Socialização: A Chave da Confiança - Passe tempo de qualidade com sua ave diariamente. Converse com ela, ofereça petiscos na mão, deixe-a explorar um ambiente seguro fora da gaiola sob supervisão. A paciência é fundamental para ganhar a confiança de uma ave medrosa.

Treinamento Divertido: Calopsitas são inteligentes e aprendem rápido com reforço positivo (petiscos, elogios). Ensine comandos básicos como "subir" no dedo, "ficar", voltar para a gaiola. Sessões curtas e divertidas são mais eficazes.


Lidando com "Manias"


Bicar: Pode ser por medo, territorialismo, hormonal ou apenas exploração. Tente identificar a causa. Evite reações bruscas. Use comandos como "não" ou distraia a ave.

Medo: Aproxime-se devagar, fale com voz calma, ofereça petiscos, respeite o espaço da ave.

Foto: pexels


Um Tesouro Alado em Seu Lar


Cuidar de uma calopsita é uma jornada recompensadora, repleta de interação, aprendizado e muito carinho. Ao entender suas necessidades específicas de alojamento, nutrição, higiene, saúde e interação social, você estará proporcionando a ela uma vida plena e feliz. Lembre-se que a informação é sua maior aliada: pesquise, observe sua ave atentamente e não hesite em buscar a orientação de um veterinário especializado.


Com dedicação e amor, sua calopsita não será apenas um pet, mas um verdadeiro membro da família, enchendo seus dias com a alegria contagiante e o charme inconfundível que só essa pequena australiana sabe oferecer. Adote a posse responsável e prepare-se para desfrutar de muitos anos de companheirismo com seu tesouro alado!


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Vai Viajar com o seu pet? Quatro dicas para manter uma alimentação saudável

Para ter um descanso de qualidade com o seu amigo de quatro patas é essencial tomar alguns cuidados nas viagens. Veja as dicas!



Mais do que pets, eles são parte da família, e nada melhor do que aproveitar o momento de descanso com os companheiros de quatro patas. Por isso, muitos tutores levam seus amiguinhos para as férias de final de ano. Porém, uma grande questão é a alimentação, o que fazer para mantê-los bem alimentado nestes dias? Ou melhor, como armazenar e levar o alimento de forma adequada?
 

Robson Vivas, médico-veterinário e diretor de produção da Pet Delícia, marca pioneira em alimentação natural para pets, conta que, assim como os humanos, os animais precisam manter uma dieta equilibrada e saudável, mesmo longe de casa. “É comum pensar que longe de casa os pets podem comer de tudo e isso não causa consequências, mas não é verdade, dias comendo errado podem ser prejudiciais à saúde do cão ou do gato”, resume.


 

Sendo assim, veja as dicas do especialista para ter uma viagem tranquila com seu pet:
 


Armazene bem os alimentos

Viajar de carro, ônibus ou até mesmo avião pode ser um problema no que diz respeito ao armazenamento da alimentação natural dos pets, felizmente, contamos com marcas que dispõem de receitas que podem ser levadas de lugar a lugar sem estragar e com praticidade. “A Pet Delícia, por exemplo, tem diversas receitas que atendem as mais variadas necessidades caninas e felinas e elas são armazenadas em latas com tampas biodegradáveis e reutilizáveis, perfeitas para os momentos das viagens, elas podem ser abertas nos meios de transportes e fechadas em seguida. Sem qualquer chance de estragar o alimento.” comenta o doutor.


Opte por alimentos naturais e balanceados

Ao viajar, é comum buscar opções práticas para a alimentação do pet, mas cuidado com petiscos industrializados ou alimentos humanos. “A alimentação natural é a melhor escolha, pois é livre de conservantes e aditivos químicos que podem causar alergias ou desconfortos digestivos. Além disso, uma dieta balanceada mantém o animal de estimação mais disposto durante a viagem”, explica o Veterinário da Pet Delícia.


Mantenha os horários de alimentação

Mesmo durante a viagem, Dr. Vivas destaca que é importante respeitar os horários habituais de alimentação do seu animal de estimação. Isso ajuda a evitar estresse e problemas digestivos. Se for necessário fazer uma pausa na estrada, escolha locais tranquilos para que o animal possa comer sem pressa e beber bastante água.
 

Por fim, evite introduzir novos alimentos

As viagens não são o momento ideal para experimentar novos alimentos ou mudar a dieta do seu pet. Alterações repentinas podem causar desconforto ou até problemas como a diarreia e vômitos constantes. Portanto, continue com os alimentos que ele já está habituado, especialmente se forem naturais e preparados especificamente para atender às necessidades do seu amigo peludo. Uma opção para oferecer mais variedades de alimentos na viagem é fazer a introdução alimentar meses antes do passeio acontecer.



 

Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia de pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br 




Por Alice Veloso - Publika.aí

Meu cachorro pode comer ovo de Páscoa? Veterinária explica que o consumo pode ser fatal

Substâncias estimulantes de derivados do cacau são tóxicas para o organismo de cães e gatos



Com a chegada da Semana Santa e a tradicional troca de ovos de Páscoa, cresce também um risco muitas vezes subestimado nas casas brasileiras: a intoxicação de cães por chocolate. Pode ser por falta de informação ou descuido, muitos pets se intoxicam pelos derivados do cacau. Professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabiana Volkweis, faz um alerta para as famílias: chocolate e pets não combinam.


 

Segundo Fabiana, o perigo está em um dos principais ingredientes do chocolate, o cacau, que é rico em metilxantinas, principalmente a teobromina, substâncias que têm efeito estimulante semelhante ao da cafeína. “A toxicidade do chocolate para os cães é conhecida e documentada. Estudos indicam que cada 100g de chocolate contém cerca de 5 mg de metilxantina e 160 mg de teobromina, além de compostos como a feniletilamina, que intensificam efeitos estimulantes.”


 

O risco de intoxicação varia de acordo com o tipo de chocolate consumido. De acordo com a docente do CEUB, os chocolates mais amargos possuem uma concentração muito maior de teobromina e, portanto, representam um perigo ainda mais significativo para os animais. “Isso ocorre porque os cães são naturalmente mais sensíveis às metilxantinas, apresentando uma eliminação mais lenta dessas substâncias em comparação a outras espécies.”


 

Sinais de intoxicação


Os sintomas de intoxicação por chocolate podem surgir de seis a 12 horas após a ingestão com vômitos, diarreia, hiperatividade, tremores musculares, fraqueza, taquicardia, febre, dor abdominal, aumento do volume de urina, respiração ofegante, arritmias cardíacas, convulsões, desidratação e intensa vocalização. “Ao perceber qualquer desses sinais, procure imediatamente assistência médica veterinária. Casos graves podem evoluir para óbito", reforça a professora.


 

Fabiana chama a atenção para a conscientização dentro de casa: é importante conversar com todos da família, especialmente com as crianças, para que entendam que os chocolates não devem ser ofertados em nenhuma hipótese aos animais de estimação. “O ideal é manter ovos e bombons fora do alcance dos animais e orientar as visitas a fazer o mesmo. Pequenos gestos de atenção podem fazer toda a diferença para que a Páscoa seja alegre e segura para toda a família, incluindo nossos parceiros de quatro patas", finaliza a docente do CEUB.

 

Por Loane Bernardo - Maquina Cohn Wolfe

De férias com o pet: dicas para uma viagem tranquila, com ou sem a companhia de seu animalzinho de estimação

Deixar em casa, com cuidador ou levar o pet para passear? Veja dicas de veterinária sobre como cuidar do seu animal de estimação durante períodos em viagem



Tirar um tempo de descanso e viajar é o plano de muitas pessoas, mas para quem tem pet quase sempre fica uma preocupação: o que fazer com seu amigo de quatro patas? Muitas vezes, levar o pet se torna algo impossível, por isso, é fundamental que entre os preparativos de viagem esteja a definição sobre os cuidados do seu animal de estimação.  


Para Nathali Braz Vieira dos Santos, veterinária da Pet de TODOS (CRMV 60757), os cuidados que podem garantir a segurança do pet devem começar muito antes da viagem, verificando se ele está em boas condições de saúde e garantindo a vacinação em dia. Para isso, é sempre indicado levá-lo antes ao veterinário para assegurar que não há problemas de saúde e que está protegido contra doenças que podem ser causadas por agentes infecciosos. “É muito importante sair de casa com as vacinas, vermífugo, antipulgas e carrapatos em dia. As vacinas vão proteger o pet de doenças fatais, como parvo, cinomose, raiva, gripe e giárdia. O vermífugo previne e combate parasitoses e verminoses. Os antipulgas e carrapatos também são fundamentais, considerando que carrapatos contaminados transmitem erliquiose e a babesiose, que são doenças graves e também podem ser fatais”, alerta Nathali.


No caso do pet acompanhar o seu tutor na viagem, a veterinária também chama a atenção para o transporte adequado do bichinho. Além de colocar em risco a vida do pet, o transporte de animais soltos no interior do veículo é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A infração é grave e o motorista pode ser multado em R$195,23 e ter cinco pontos na CNH. “É recomendável usar caixas de transporte para pets ou com o cinto de segurança da coleira afivelado no banco de trás. No caso de aviões, o transporte precisa ser feito por bolsa de transporte; o tutor deve se informar sobre as medidas que cada companhia exige”, salienta.


Além desses cuidados, a veterinária da Pet de TODOS menciona estratégias que podem evitar o estresse dos animais, entre elas, fazer paradas ao longo do trajeto, manter o pet hidratado e o carro com o ar condicionado ligado em dias extremamente quentes. “Por prevenção também é bom consultar o médico veterinário antes da viagem para que ele receite um antiemético na dosagem adequada, no caso de enjoo. É aconselhável, ainda, levar a caminha e o cobertorzinho, que vão ajudar na adaptação do novo espaço, além da ração que ele está acostumado, alguns petiscos e brinquedos”, acrescenta Nathali.


Deixar sozinho não é opção

Apesar do desejo de não se separar do seu melhor amigo, em muitas ocasiões realmente não há a possibilidade de levar o pet na viagem. Neste caso, deixar o animal sozinho em casa não é opção. Como aponta a veterinária, são muitos os fatores prejudiciais, incluindo a ansiedade e o estresse, principalmente em casos de ausência prolongada, que podem desencadear doenças de pele, doenças renais, intestinais, entre outras. Além de resultar em comportamentos indesejados, como latido, choro e, em casos mais agravados, mutilação por estresse. “O pet sozinho pode parar de comer, parar de fazer suas necessidades fisiológicas e se machucar ao se coçar caso tenha doença de pele por estresse. Além disso, a ração não pode ficar exposta, devido à contaminação e oxidação. E água tem que ser fresca. Ou seja, pet precisa de cuidado diário, além da lei do abandono, na qual o tutor pode ser enquadrado”, destaca a veterinária.


Desta forma, se o pet não pode ir na viagem, as opções são deixá-lo com uma pessoa próxima ou um hotelzinho. “No caso de hotelzinho, é bom pedir indicação para os amigos; a experiência é a melhor forma de conseguir informações. Depois disso, antes da hospedagem, o tutor deve agendar uma visita, observar a limpeza, a segurança e onde o pet ficará abrigado, se tem barreira para evitar fuga. E também é importante entender como funciona a hora da alimentação”, orienta. “Com a companhia de outros cães, ele vai se divertir e ter um gasto energético, evitando o estresse e a ansiedade pela falta do seu tutor”, completa.


Para melhor adaptação ao ambiente estranho, o tutor deve levar para o hotelzinho o alimento que o pet está acostumado a comer, o bebedouro, comedouro, a cama e medicação, se fizer uso. A veterinária da Pet de TODOS, no entanto, faz uma ressalva: o hotelzinho é a melhor opção para os cães. Os gatos costumam ficar mais estressados quando estão fora do seu ambiente, por isso, deixá-los com um cuidador se torna mais viável.



Com um modelo exclusivo e inovador, a Pet de TODOS disponibiliza atendimentos de qualidade a preços baixos no mercado pet, com consultas inclusas no plano e ofertas como: banho, até 60% de desconto em vacinas e medicamentos e 40% de desconto em ração. Todos esses benefícios com a assinatura de um plano mensal a partir de R$ 29,90. A aposta dessa iniciativa original no mercado é viabilizar o acesso ao atendimento em pet care por preço justo, diante dos altos custos com esse serviço atualmente no Brasil, popularizando e facilitando os cuidados com cães e gatos de famílias com todo tipo de orçamento.



Por Giovanna Yoshihara - Agência Gotcha