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Mini documentário - A Era Humana: Jardineiros

Revela desafios e esperanças para os bugios-ruivos em São Paulo



A urbanização acelerada e a falta de informação foram fatores determinantes para uma das maiores crises enfrentadas pela população de bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) no estado de São Paulo. Durante grande surto de febre amarela, a doença e a desinformação levaram as populações da cidade à beira da extinção. Em meio a essa tragédia, um projeto inovador busca monitorar e proteger os bugios, buscando não apenas compreender melhor sua população, mas também promover sua conservação e reintegração na natureza.

A relação entre humanos e natureza está em constante transformação, mas o antropoceno tem direcionado a evolução das espécies selvagens para um caminho perigoso. Este é o contexto do mini documentário "A Era Humana: Jardineiros", uma co-produção do Instituto Ampara Animal e de Pedro Cerqueira. A obra busca dar evidência à situação dos bugios-ruivos na cidade de São Paulo, trazendo imagens e histórias que revelam os desafios e as ações para a conservação desses primatas ameaçados de extinção. O documentário acompanha o monitoramento das populações remanescentes desses animais e também a reintrodução de um grupo de bugios na Serra da Cantareira, uma iniciativa da Divisão de Fauna da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo e parceiros.


A produção nasceu do engajamento espontâneo de Pedro, que se voluntariou para auxiliar o Instituto Ampara Animal na captação de imagens. Ao acompanhar de perto o monitoramento realizado pelo projeto "Em busca dos sobreviventes", ele decidiu transformar sua experiência em um material audiovisual que pudesse ampliar a visibilidade para um dos primatas mais ameaçados do mundo.


O documentário retrata o impacto da urbanização na fauna silvestre, evidenciando como os bugios-ruivos, antes comuns na cidade, enfrentam a fragmentação de habitat, atropelamentos, eletrocussão e, principalmente, os resquícios do surto de febre amarela entre 2016 e 2018, que levou à quase extinção da espécie na região metropolitana.


Em um dos momentos mais marcantes do mini documentário, o público acompanha a reintrodução de um grupo de bugios no Parque Estadual da Cantareira, uma ação coordenada pela Divisão da Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Composta por várias instituições, entre elas o Instituto Ampara Animal, essa iniciativa visa restabelecer a população da espécie na região e restaurar seu papel ecológico como dispersores de sementes.


Esta obra busca unir ciência e educação ambiental, sensibilizando a população sobre a importância da coexistência harmoniosa com a fauna silvestre. Os bugios, além de serem indicadores da saúde dos ecossistemas florestais, desempenham um papel crucial na dispersão de sementes e na manutenção da biodiversidade.


Para ampliar o alcance da mensagem, "A Era Humana: Jardineiros" está sendo inscrito em diversos festivais nacionais e internacionais. A história desses primatas e daqueles que lutam por sua sobrevivência merece ser conhecida e compartilhada. O mini documentário, portanto, é um convite à reflexão e à ação. Ao narrar essa trajetória de desafios e vitórias, ele inspira e conscientiza, mostrando que a conservação dos bugios é uma responsabilidade coletiva.



O Instituto Ampara Animal segue comprometido com a proteção da fauna brasileira por meio de projetos de monitoramento, resgate e educação ambiental. "A Era Humana: Jardineiros" é um convite para refletirmos sobre o impacto humano na biodiversidade e a necessidade urgente de ações para preservar as espécies que compartilham o nosso espaço.


Para mais informações sobre o documentário e o trabalho do Instituto Ampara Animal, acesse www.institutoamparanimal.org.br


O mini documentário "A Era Humana: Jardineiros" já está disponível nas plataformas digitais da Ampara Animal.


 Por AMPARA - Valle da Mídia

Posicionamento do IPB sobre o Projeto de Lei 523/23



O IPB (Instituto Pet Brasil), instituição que há 10 anos estimula o desenvolvimento do setor pet brasileiro, é a favor da liberdade de escolha, desde que acompanhada da posse responsável e do bem estar do animal. O instituto entende a importância de políticas públicas ou projetos de lei que garantam esses pilares sem que afetem a economia do setor, que gera mais de 3 milhões de empregos.

 

Por isso, na visão do IPB, o Projeto de Lei 523/23, aprovado no dia 8 de agosto pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, precisa de reavaliação técnica para uma melhor compreensão sobre os seus reflexos, neste tema extremamente sensível para a sociedade.

 

A simples proibição da criação e revenda de animais de estimação incentivaria o surgimento sem precedentes de um mercado paralelo e ilegal. É preciso acabar com atividades clandestinas, com os maus tratos e com o abandono de animais, no entanto, isso acontecerá pela fiscalização, certificação de criadores, manual de boas práticas, RG Pet, e não pela proibição da criação e da venda.

 

Ademais, detectaram-se indícios de inconstitucionalidade no projeto: por vício de iniciativa, ao determinar função à Coordenadoria de Defesa Animal, órgão do Poder Executivo; além disso, se o mérito do PL é coibir os criadores clandestinos (defesa do meio ambiente) e, para tal, determina que seja criado o cadastro dos criadores legais através do Executivo, aqui também há vício de iniciativa; e por infringir a liberdade econômica, ao proibir uma atividade lícita, em vez de regulá-la

 

Por todas essas questões, o IPB espera, neste momento, que o governador Tarcísio de Freitas vete o projeto, pelo bem de uma discussão mais aprofundada, com a participação desta entidade, inclusive. Para o instituto, essa decisão é essencial não só para a economia do estado e do país, mas também para o avanço do setor pet e para o bem estar dos animais de estimação e de seus donos.



De João Vitor Ruvolo

Mais informações:

imprensa@institutopetbrasil.com