Dia do Cachorro: mais do que alimentação e carinho, banho também é amor

 











“Vamos tomar banho” pode ser a frase mais aterrorizante para um cachorro, mas também pode ser um momento de alegria. De qualquer forma, ele é saúde e precisar ser bem feito

Todo mundo já ouviu a frase “o cachorro é o melhor amigo do homem”, mas ele também pode ser filho, companheiro, guia ou guarda. Seja qual for sua função na vida de uma pessoa, os cães fazem com maestria. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 46,1% dos domicílios tem pelo menos um cachorro.



Para manter o amigão por perto durante muitos anos – levando em consideração que a espécie vive menos que os humanos – é importante cuidar e amar. Por isso, além da alimentação adequada e um lar cheio de carinho, manter os cuidados com a saúde do animal é fundamental. E saúde inclui banho. Sim, o famigerado banho, que para alguns pets é sinônimo de inferno astral, para outros é diversão. Em ambas as situações, ele precisa ser feito com muito cuidado e atenção. Então neste mês alusivo ao Dia do Cachorro, que tal dar um banho daqueles no seu cãozinho?


Natália Espinosa, Groomer Internacional e diretora da Uau Escola de Estética Animal, empresa profissionalizante de banho e tosa localizada em Sorocaba/SP, explica que o banho e tosa é extremamente importante para a saúde da pele e da pelagem do cachorro, evitando a formação de nós e garantindo a higiene adequada. Mas, para isso, é recomendado que o serviço seja realizado por um tosador profissional.  “O trabalho do tosador é importante, porque ele é um profissional que sabe como cuidar do cachorro da maneira correta. Às vezes, um banho executado de maneira errada em casa, por exemplo, pode deixar o cachorro úmido por muito tempo e causar algum tipo de fungo na pele, inflamações de ouvidos, cortes e queimaduras. Além disso, algumas tosas são essenciais para algumas raças, a fim de manter a higiene e bem estar desse animal no dia a dia”, afirma.



O profissional tosador conhece, ainda, as diferenças entre as raças e cuidados específicos com cada uma, principalmente, o temperamento de cada uma. Por isso, ele sabe lidar com diversas situações. Para os cães de grande porte, por exemplo, são usadas técnicas diferentes das usadas em cães de pequeno porte, assim como para os mais agitados em comparação aos mansos, como o uso de guias e colares. “Saber tocar no animal para ver como ele reage também é uma técnica que deve ser feita por um profissional que, conforme ele vai conhecendo o pet, passa a saber como agir para garantir e preservar a sua saúde e integridade física", explica.

 

Ismalia, 7 anos, e Jordan, de 10, são um casal de Scottish Terrier que vão regularmente ao banho e tosa. Segundo a tutora, a comunicóloga Ariadne Botechia, esse momento é considerado uma diversão para os bichanos, além de um cuidado todo especial com a pele e pelo. “A frequência de banho é quinzenal. Gosto de levá-los na Uau Escola, pois os meus cães possuem subpelagem, e isso requer uma tosa minuciosa e bastante técnica. Os cães de maneira geral sempre significaram muito para mim. São tudo o que há de bom! Eles são amor, carinho, parceria e compreensão. Uma explosão de ótimos adjetivos, por isso, o cuidado com eles é uma de minhas prioridades”, afirma.




Banho em casa requer cuidados ainda maiores

Para quem costuma dar banho nos cachorros em casa, Natália orienta sobre os cuidados necessários. “Saber escovar corretamente o pelo para que o animal não fique com nós durante o banho e o uso de algodão impermeável, não podendo ser o comum para ele não se tornar um conta-gotas no ouvido do cachorro, são cuidados essenciais para o banho em casa. Também é importante que o tutor tenha os equipamentos adequados para a secagem dos pelos, evitar usar os domésticos ou usar com cautela, pois é mais quente que o secador profissional para banho e tosa, já que não possui tanta vazão de ar”, explica.



Natália alerta, ainda, para o cuidado com os olhos, focinho e a utilização do cortador de unha específico para animais. “Qualquer procedimento que necessita de máquina, lâmina ou tesoura requer as habilidades de um profissional tosador para evitar qualquer tipo de incidente. Ou, ainda, o tutor pode buscar um curso de cuidados básicos em casa para saber como realizar o serviço de maneira segura”, finaliza.


A verdade é uma só: o melhor amigo do homem merece o melhor cuidado sempre. Seja no petshop ou em casa, sua saúde deve estar, sempre, em primeiro lugar.


Por Vanessa Van Rooijen | JF Gestão de Conteúdo 




 


Créditos das Fotos: Julio Salvo


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Coloração dos pets não maltrata e traz benefícios para os animais

 

Nico - Foto: Fábio Augusto









A coloração dos pets durante o processo de banho e tosa não faz mal para os animais; produtos utilizados são veterinários e não tóxicos


Nico é um modelo pet. Isso mesmo! Um modelo para procedimentos estéticos voltados para cachorros. E ele adora, viu?! Após a finalização do banho e tosa e da coloração, ele passeia pelo salão, brinca com os tosadores e ainda fiscaliza os demais cachorrinhos. Mas nem sempre a vida de Nico foi assim. Franciele Ferraz resgatou o pequeno bulldog de maus tratos, em situação de risco de morte. Hoje, ele é muito amado e adora os caprichos que recebe da família.



Mesmo com a felicidade estampada no rosto de Nico, muitas pessoas afirmam que os procedimentos estéticos, principalmente a coloração, são maus tratos para os pets. Mas isso não é verdade, conforme explica Natália Espinosa, groomer internacional e diretoria da Uau Escola de Estética Animal, responsável pela formação de tosadores em Sorocaba/SP. “Muitas pessoas ligam a parte de coloração como maus tratos, mas toda a linha usada para esse trabalho é de uso veterinário, são tintas atóxicas que saem com o banho. Coloração não é maus tratos. Abandono, sim! Todo o procedimento é realizado por profissionais qualificados, com técnica, produtos adequados e muito amor. O animal gosta da atenção que é dada, o carinho que recebe durante o processo e a atenção que recebe das pessoas quando fica pronto”, afirma.

 


Para realizar a coloração, o profissional tosador deve ser qualificado e investir em especializações e produtos de qualidade, tendo em vista que o ramo pet é uma área em constante atualização. Por isso, muitos são os cursos desenvolvidos para formar e especializar os groomers. Em escolas profissionalizantes do segmento, como a Uau, por exemplo, sempre é montado um cronograma de especializações aos alunos, que inclui a coloração. Segundo Natália, o profissional deve investir no seu conhecimento. “Quando você decide fazer uma especialização, você investe em si mesmo e esse investimento faz com que você comece a se autovalorizar. É aí que o tosador passa a apresentar trabalhos melhores para o seu cliente que, por consequência, vão refletir no bem-estar do animal”, afirma.


Phillipe Nogueira é groomer e ministra diversas especializações pelo Brasil, como a de Coloração e Tosa na Tesoura, que promove mais do que conhecimento técnico, esclarecendo dúvidas sobre os benefícios desses serviços. “As tintas utilizadas não fazem mal, porque trabalhamos com ética e amamos os animais. A coloração só tem benefícios. É um trabalho bem legal e as pessoas adoram quando eu passeio com cachorro colorido na rua, por exemplo. Todos querem tirar foto e fazer carinho. Todo animal gosta de ganhar atenção e amor”, afirma.



Por falar em carinho, quem entende disso é a Franciele, tutora do Nico. Ela também é groomer e decidiu colocar em prática os conhecimentos adquiridos com Phillipe para deixar o cão ainda mais bonito. Franciele só não imaginava o quanto Nico ia adorar. “Eu acredito que tudo isso foi uma transformação na vidinha dele. Viver da forma que ele vive hoje nem se compara ao passado. Quando conseguimos unir o resgate animal com a nossa profissão, é muito gratificante. O salvei e hoje eu e ele somos muito mais felizes”, finaliza.


Por Vanessa Van Rooijen | JF Gestão de Conteúdo 




 


Créditos das Fotos: Fábio Augusto 


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A importância do atendimento veterinário especializado em felinos


Além do profissional, é essencial que o tutor procure clínicas voltadas à espécie

Bastam alguns minutos de conversa com a sua avó para ela lembrar de um médico fundamental na história da família. Naquele tempo, bastava um clínico geral de confiança para dar qualquer diagnóstico. Os anos passaram e as guias de médicos dos convênios foram tomadas pelas mais diversas especialidades. Se os pacientes humanos já estão acostumados a conhecer as divisões da medicina, chegou a vez dos pets usufruírem do atendimento dos especialistas.


“Não basta ser veterinário. Se o pet está com problema na pele, o tutor vai querer passar com um dermatologista”, avalia Vanessa Zimbres, médica-veterinária especializada em felinos e proprietária da clínica Gato é Gente Boa, de Itu (SP). “Como o paciente não fala, ainda depende de o clínico geral compreender o problema e ter ética para encaminhar ao especialista, o que nem sempre acontece”.


Se dentro de uma mesma espécie o atendimento especializado é fundamental para garantir o sucesso do tratamento, quando o profissional atende animais diferentes, a precisão no diagnóstico fica ainda mais difícil. Por mais que os órgãos sejam os mesmos, o funcionamento em cada espécie é completamente distinto e isso precisa ser compreendido pelo tutor e, principalmente, pelo veterinário.


“Do mesmo modo que a gente não pode comparar um coelho a um cavalo, não devemos relacionar o cão ao gato”, esclarece Vanessa. “A dificuldade ainda é essa. Tem muita gente que faz uma especialização em felinos, mas, no dia a dia, continua atendendo cachorro também. Não dá certo. Provavelmente essa pessoa atende muito mais cães do que gatos, e esse cuidado específico com o felino, que é tão importante, ficou apenas na teoria”.

 


Além do profissional, as clínicas também devem se especializar

Uma outra situação comum é o profissional buscar a especialização e realmente atender apenas uma espécie, porém, em um local multidisciplinar. Nesse caso, o contato com outros animais em espaços compartilhados, como salas de espera e ambientes de exames, pode gerar quadros de estresse capazes de prejudicar o diagnóstico, alterando parâmetros como temperatura e pressão, além da frequência cardíaca e respiratória.  


“Em uma clínica especializada, o atendimento começa já no agendamento da consulta. O responsável pela agenda, normalmente, deve entrar em contato para explicar os procedimentos e ensinar o tutor como trazer o pet para diminuir o estresse”, esclarece Vanessa Zimbres. “O veterinário também precisa conhecer sobre a espécie para perceber qualquer sinal de desconforto. Às vezes, a gente precisa interromper a consulta e marcar um retorno para garantir que não vamos ter um resultado alterado nos exames”.


A cada ano, o número de pets nas famílias brasileiras aumenta. Se você busca oferecer o melhor atendimento para garantir a saúde dos seus “filhos de quatro patas”, fique atento à escolha do profissional veterinário. Não tenha receio de visitar o local ou pedir indicações. Tomar todos os cuidados é investir na segurança e no bem-estar estar do seu melhor amigo.


Por Vanessa Ferrante | JF Gestão de Conteúdo


 


             

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